00:00Agradecer, Mônica, a parceria da Defensoria Pública.
00:04Foram sete anos intensos de uma parceria robusta que nos permitiu ampliar a oferta de proteção e direito aos mais
00:14vulneráveis deste Estado.
00:16Este é o objetivo que nos une e, acima de tudo, ao valorizar a Defensoria Pública e a compreensão do
00:26quanto esta instituição tem valia extraordinária para aqueles que mais precisam possam se sentir protegidos ao demandar o seu direito
00:41e a sua proteção.
00:42Portanto, quero agradecer profundamente desde o período em que estivemos juntos, João Paulo e você, como defensor público geral, a
00:52Mônica, o sucedê-lo.
00:53É importante registrar, ambos tive a honra de nomeá-los, tendo ambos sido os mais votados pela categoria.
01:04Eu faço questão de registrar pelo respeito ao voto popular da categoria dos defensores públicos que escolheram de forma democrática
01:14ambos para estarem à frente da Defensoria.
01:18Belém, assim como o Pará em geral, assim como o Maranhão, tem uma grande ligação com a história de Portugal.
01:27E por isso que eu começo contando uma história portuguesa, mas que serve de compreensão inicial das grandes contradições que
01:39nós temos quando falamos do sistema de justiça na hora presente.
01:42Todo mundo conhece o ditado popular, agora é tarde, Inês é morto.
01:49Inês viveu no século XIV, em Coimbra, e de fato ela foi assassinada a mando do sogro, Afonso.
02:02E Pedro, vocês sabem, determinou que a corte da época homenageasse Inês mesmo que morta.
02:13A pergunta que eu trago a vocês é, se nós fizéssemos a simetria ou a metáfora de Inês como sendo
02:22a democracia liberal, constitucional,
02:26podemos dizer que agora é tarde, Inês é morta, e mais, se nós identificamos traços desafiadores,
02:38traços que podem ser letais à democracia constitucional,
02:44qual a atitude de nós todos, de nós todas, como protetores da vida e da integridade física de Inês?
02:54Se nós sabemos que há ameaças, de duas uma, ou nós atuamos para impedir que essas ameaças se materializem,
03:10Inês morra, ou apenas dizemos, o problema de Inês não é meu,
03:18Eu cumpro as minhas funções, durmo em paz com a minha consciência,
03:25e se Inês morrer, vamos cuidar de investigar e punir quem matou Inês.
03:33A primeira atitude se chama hoje, para muitos, de ativismo.
03:39A segunda atitude, para outros, se chama de autocontenção.
03:43E essas são as encruzilhadas, viscerais, que nós atravessamos na hora presente.
03:51Nós somos herdeiros, caudatários, guardiães, de uma tradição do pensamento humano.
03:59A segunda atitude, para outros, se chama de autocontenção.
04:03A segunda atitude, para outros, se chama de autocontenção.
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