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  • há 2 horas
Mesmo em meio ao discurso internacional de sustentabilidade impulsionado pela realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém, o Pará segue convivendo com um cenário de disputas fundiárias, violência rural e conflitos ambientais. O último relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de 2025, lançado na quinta-feira (07/05), revela que o estado permanece entre os mais violentos do país no campo, concentrando assassinatos, ameaças, conflitos por terra e embates envolvendo o acesso à água. Os impactos afetam desde famílias inteiras, até a economia do estado, como avalia o setor produtivo.

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Transcrição
00:00Tendo uma realidade que é constante no Brasil todos os anos, que são os conflitos que ela resiste por terra,
00:06por água
00:06e os conflitos trabalhistas, que são os casos que envolvem situação de trabalho escravo.
00:12E o Pará não fica muito atrás. Nesse ano, ele ficou em segundo lugar no ranking nacional,
00:18como um dos estados em conflitos por terra.
00:22Um dos primeiros estados no ranking nacional, um pouco conflitos por água, envolvendo os territórios, as comunidades
00:30que foram impedidas ou que tiveram um rio poluído, como a liderança que trouxe a situação do rio Bá,
00:40que está sendo poluído por uma empresa, com dejetos de animais, de bois, de veneno,
00:47e que isso está impactando a vida dessas famílias, que sobrevivem do rio, inclusive, para se alimentar do peixe.
00:54E também os casos de trabalho escravo. O Pará, ano passado, teve 13 casos de trabalho escravo,
01:01que foram fiscalizados e encontrados trabalhadores nessa situação.
01:05Então, mostra que é uma realidade muito presente na Amazônia, no estado do Pará,
01:09mas que precisa de uma atenção maior do estado brasileiro e do estado também,
01:14as políticas públicas atuarem junto, para combater as raízes geradoras que geram esses conflitos no campo,
01:23que geram esses conflitos trabalhistas e por água também.
01:27Então, precisa dessa intervenção, mas uma intervenção não de criminalização,
01:32não de violação de direito, como está acontecendo na região de Marabá,
01:37onde está tendo um conflito por terra, de uma área que já foi destinada, inclusive,
01:43uma portaria para ser transformada em área, em projeto de assentamento,
01:48e que está lá intervencionando, infelizmente, para o estado.
01:51Então, a CPT, a partir dos seus agentes de pastoral, das equipes espalhadas no estado,
01:56eles vão registrando nessas denúncias que chegam à CPT,
02:01ou que são encaminhadas por outras instituições da sociedade civil.
02:05É feito um registro a partir de um relatório, das informações,
02:10o nome da comunidade, o nome do território, famílias impactadas,
02:14pessoas que sofrem algum tipo de ameaça, por exemplo, ameaça de assassinato.
02:19Então, todos esses dados, que a gente chama de dados primários,
02:22eles são altamente registrados.
02:24Então, desde a escuta, que é feita, essas lideranças,
02:28aos registros, por exemplo, de boletins de ocorrência,
02:32abaixo-assinados, ou histórico, que essas comunidades também vão colocando no papel.
02:36Então, tudo isso, a gente junta e vai registrando.
02:41Além também das informações, das pesquisas secundárias,
02:44que é a partir da imprensa, de notícias,
02:47ou de outros órgãos, que a gente também vai fazendo essa verificação.
02:50Então, a gente copila todas essas informações a partir do setor de documentação,
02:56que tem sua sede em Goiânia, onde fica a sede da CBT nacional.
03:02Mas essa contribuição é repassada a partir das equipes dos estados,
03:06dos 21 estados, onde a CBT é.
03:08Então, os dois que se sobreporam, vamos dizer, que estão igualitados,
03:13que são os conflitos por terra, é um dos principais.
03:15Mas o Pará, desde 2024, ele sempre está apontando, em primeiro lugar,
03:21nos conflitos por água.
03:22E muitas vezes esses conflitos, eles estão concentrados na região do sul e do sudeste,
03:27em relação aos conflitos por terra.
03:29E conflitos por água, ali na região do oeste do Pará,
03:32que é onde a região de garimpos ilegais,
03:34onde também tem empresas de grãos de soja.
03:38Então, são essas regiões que são mais impactadas pelos conflitos.
03:48Legenda por Sônia Ruberti
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