O governo Lula lançou uma ofensiva de comunicação para dar tração ao fim da escala 6x1, apostando no tema como carro-chefe eleitoral para 2026. No entanto, o Congresso segue cauteloso e o presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda não sinalizou prioridade para a votação.
Analisamos por que o tema divide opiniões no mundo político e se a promessa tem alguma chance real de virar realidade antes das eleições.
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#escala6x1 #governolula #hugomotta #câmara #trabalhadores #eleições2026 #política
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NotíciasTranscrição
00:00inclusive o seu. Agora vamos mudar de assunto.
00:03O presidente da Câmara, Hugo Mota, determinou a realização de sessões diárias no plenário
00:09com o intuito de antecipar a votação da proposta de emenda constitucional
00:15que acaba com o regime de trabalho 6x1.
00:19Mota escolheu o deputado federal Léo Prates para ser o relator da PEC
00:25na comissão especial sobre o tema.
00:27O colegiado terá como presidente o deputado Alencar Santana.
00:32A expectativa é que a votação do mérito ocorra no final deste mês de maio.
00:38E para falar sobre a tramitação da PEC, o repórter Guilherme Resc conversou com o relator da proposta.
00:45Estou aqui com o deputado federal Léo Prates, que é o relator da proposta de emenda à Constituição
00:50do fim da escala 6x1.
00:52Deputado, muito obrigado por participar do meio-dia em Brasília.
00:55Começo perguntando para o senhor como o senhor vai conduzir esse processo de elaboração
00:59desse parecer em relação à PEC do fim da escala 6x1.
01:02O senhor vai conversar tanto com os trabalhadores como com os empregadores?
01:06Nós faremos isso.
01:07Esse é um desejo do presidente Hugo Mota.
01:09Foi um pedido do presidente Marcos Pereira, que preside o meu partido,
01:13que foi ministro de indústria e comércio.
01:15Está sempre próximo aí do setor produtivo, ouvindo suas demandas, suas queixas
01:20e tentando encontrar um texto médio que proteja o trabalhador brasileiro,
01:24que lhe dê mais qualidade de vida, mas que possa também mitigar os eventuais problemas
01:28que o fim da escala 6x1 possa trazer.
01:32Inclusive, nessa discussão de um eventual fim da escala 6x1,
01:35faz sentido discutir também uma compensação para determinadas empresas
01:39que forem afetadas pelo fim da escala 6x1?
01:41Olha, vamos lá.
01:43Vamos separar até para a gente ser muito verdadeiro com o senhor internauta.
01:50que não trouxeram impacto social e a importância que pode ter esse projeto
01:55por uma série de questões, inclusive na formação da família.
01:59Porque pais e mães mais presentes estão mais cuidando dos seus filhos, da sua família.
02:07Então, eu acho que essas remissões são perfeitamente possíveis.
02:10Agora, eu não posso tratar disso no meu texto.
02:12Isso tem que ser enviado pelo governo.
02:14O relator na CCJ, deputado Paulo Asi, sinalizou isso.
02:18Cabe a sensibilização do setor produtivo para isso.
02:21O que nós podemos fazer no nosso texto é uma série de medidas
02:25que possam ser boas para os trabalhadores, que é o nosso foco,
02:29e possam trazer proteção para mitigar esses eventuais problemas
02:35que possam trazer ao setor produtivo.
02:38Aqui, o nosso relatório não será contra ninguém, será a favor das pessoas.
02:43Deputado, e no momento, na avaliação do senhor, qual é o modelo que tem mais chance
02:47de ser implementado em substituição à escala 6x1?
02:50Seria um 5x2, um 4x3?
02:53Em relação à jornada de trabalho também, o ideal seria reduzir para 40 horas,
02:56o limite máximo, ou para 36 horas?
02:59Olha, de tudo que eu ouvi, porque eu acho que eu fui escolhido,
03:01porque durante o ano passado todo nós fizemos esse debate
03:05e acumulamos algum tipo de experiência.
03:09Eu acho que o modelo possível hoje, até porque o Brasil hoje tem uma média de 39 horas,
03:15qualquer fora, qualquer redução além disso, aí sim pode se trazer impactos econômicos grandes.
03:22Eu acho que o modelo possível é 40 horas semanais, uma redução de apenas 4 horas,
03:28com uma escala 5x2.
03:30Eu acho que esse é o modelo possível economicamente para o Brasil,
03:34para a gente tentar aí mitigar os problemas.
03:37Uma crítica que vem sendo feita também é que o debate estaria sendo muito acelerado,
03:41até por causa de ser um ano eleitoral, que deveria deixar isso para depois.
03:44O senhor acredita que está sendo muito acelerado esse debate, de fato?
03:47Olha, eu não concordo.
03:49Para você ter uma ideia, eu assumi a Comissão do Trabalho, salvo engano,
03:52em abril e maio do ano passado.
03:54Nós instituímos uma subcomissão, a subcomissão especial do fim da escala 6x1.
03:58Você pode pegar nos anais da Câmara.
04:00A presidente era a Érica Hilton e o relator Luiz Gastão.
04:04Inclusive, eu fiz essa diferenciação, porque a Érica é muito ligada ao Sindicato dos Trabalhadores
04:08e o Gastão com uma ligação mais patronal do PSD lá do Ceará.
04:12Fez um belíssimo relatório.
04:14Inclusive, aí a gente pôde enxergar as divergências,
04:17eu pude aprender muito com os dois.
04:20E eu acho que nós tivemos aí o ano todo,
04:23inclusive há vários assessores parlamentares de sindicatos patronais
04:26dentro da Comissão do Trabalho.
04:28E eu acho que nós temos um debate pronto aí,
04:33temos as divergências.
04:35A ideia é tentar encontrar um consenso.
04:39Caso não seja possível, vai para o voto.
04:41Eu acho que o presidente Hugo está exercendo o caminho da democracia.
04:45Que é o quê?
04:46Ele bota no pé que eu quero lembrar que nós precisamos de 308 votos.
04:50Então, vai sair aqui realmente um texto da Câmara dos Deputados
04:54que seja o reflexo da sua grande maioria.
04:59Deputado, então, só para reforçar um ponto,
05:01o senhor pretende também pegar as colaborações que teve,
05:03inclusive no relatório do Luiz Gastão,
05:06nessa subcomissão que teve, na Comissão de Trabalho do ano passado,
05:10para discutir justamente sugestões para a PEC do fim da escala 6x1?
05:13Olha, o relatório do deputado Luiz Gastão,
05:16para mim, é uma referência das demandas do setor produtivo.
05:22E eu estou tentando encontrar aí, como eu disse,
05:25a melhoria dos caminhos para isso.
05:28E, logicamente, o relatório do deputado Luiz Gastão
05:31leva em consideração, assim como a PEC da deputada Erika Hilton.
05:34Assim como eu quero lembrar a vocês e a todos do Antagonista,
05:38que esse debate da redução de jornada de trabalho,
05:42quem primeiro trouxe para essa Câmara dos Deputados
05:45não foi um deputado de esquerda,
05:46foi o presidente Michel Temer, em 2010,
05:48que propôs a redução de 44 para 42 horas
05:51e que naquele momento não foi aceito
05:53e não foi pelos sindicatos patronais.
05:55Então, o Brasil já podia ter, há mais de 15 anos,
05:58uma jornada de trabalho de 42 horas.
06:00Então, assim, nós temos que mitigar os problemas,
06:02nós temos que resolver os problemas,
06:04mas, acima de tudo, nós temos que cuidar das pessoas
06:07e o tipo de futuro que o Brasil quer.
06:09Eu acho que é sobre isso que se trata.
06:12É o pai e a mãe presente daquelas crianças.
06:14Não se trata só do trabalhador e da trabalhadora,
06:16da saúde mental, daquele trabalhador.
06:19A gente tem visto, se a volumar,
06:20imagina, eu estava conversando com o pessoal da imprensa,
06:22você da imprensa,
06:23você sai daqui, você tem que sempre estar informado,
06:26então você nem tira folga completa,
06:28porque você está aqui nos sites,
06:30vendo, pensando.
06:31Então, assim,
06:33esse projeto não se trata só do trabalhador e da trabalhadora,
06:36é o tipo de Brasil,
06:38é o tipo de família
06:38que nós queremos construir para o nosso país.
06:41É possível pegar a inspiração também em modelos
06:44já implementados em outros países similares ao Brasil?
06:46É possível, tudo é possível.
06:48Agora, lembrando, eu tenho limitações legais.
06:51O que eu vou tratar no meu relatório
06:54é sobre o rearranjo no mercado de trabalho.
06:58As questões tributárias têm que ser estimuladas
07:01e cobradas ao governo federal.
07:04Então, tudo que se fala em questão de compensação
07:06seria o governo que deveria apresentar?
07:08Apresentar.
07:08Nós podemos, inclusive, votar juntos.
07:11Mas o governo que tem que mandar o PRL para cá.
07:14Deputado, em termos de cronograma,
07:16quando o senhor pretende apresentar esse relatório?
07:18Quando deve ocorrer a votação na comissão especial?
07:20Olha, eu recebi uma determinação do presidente Hugo Mota
07:23para estar sendo votado,
07:24e o presidente Alencar Santana também,
07:26que é o presidente da comissão,
07:28recebeu uma determinação
07:29para a gente estar votando na semana do dia 28.
07:32Então, nós devemos votar na comissão
07:34na semana do dia 28,
07:36e eu acho que o presidente Hugo vai levar até o plenário.
07:3928 de maio seria?
07:4128 de maio, é.
07:41Nós temos exatamente 30 dias.
07:43Como a gente já tem mais de um ano de debate,
07:46eu acho que é um tempo mais do que adequado.
07:49Tá certo.
07:49Deputado Léo Prates, mais uma vez,
07:51muito obrigado pela participação no Meio Dia em Brasília.
07:52Até a próxima.
07:54Inácio, volto com você.
07:56E nesse final de semana,
07:58o governo Lula intensificou a sua campanha
08:00pelo fim da escala 6x1.
08:02Vamos assistir agora um vídeo
08:04que foi publicado pelo próprio Palácio do Planalto.
08:08Tempo.
08:10A história do trabalho no Brasil
08:12é a história da conquista do tempo.
08:15Limitar a jornada,
08:16garantir descanso semanal,
08:17férias, licença maternidade,
08:19foram conquistas que devolveram o tempo às pessoas.
08:23Contra cada uma delas,
08:25disseram que o Brasil ia quebrar.
08:27Não quebrou e direitos foram garantidos.
08:30Tempo é direito.
08:33Três de cada dez brasileiros com carteira assinada
08:36trabalham na escala 6x1.
08:38Isso significa ter apenas um dia de descanso.
08:41Um único dia, que na prática não é descanso.
08:44É lavar roupa, limpar a casa, fazer compras, resolver problemas.
08:49Quando descansar vira privilégio,
08:52é de injustiça que estamos falando.
08:54A luta aqui é por dignidade,
08:56por direito ao tempo,
08:58por saúde mental,
08:59por vida além do trabalho.
09:02O governo do Brasil propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas.
09:07Garantir dois dias livres por semana,
09:09sem redução de salário.
09:12Trabalhadores descansados produzem mais,
09:15cometem menos erros,
09:16duram mais nos empregos.
09:18Um país exausto não cresce.
09:20Um país que respira, evolui.
09:23Mais tempo significa mais saúde,
09:26mais estudo,
09:27mais vida.
09:28Fim da escala 6x1 é tempo com a família.
09:32É o governo do Brasil do lado do trabalhador,
09:35do lado do povo brasileiro.
09:39Rodolfo Borges,
09:41muito boa tarde.
09:43E depois de ouvirmos a fala do deputado
09:47e também essa campanha do governo,
09:49você acredita que estamos nos encaminhando
09:50para, de fato, o fim da escala 6x1?
09:53Seja ela 5x2 ou 4x3,
09:57que é menos provável, diga-se de passagem?
09:59Boa tarde a todos.
10:00Olha, o que eu tenho para dizer é que
10:02eu acho que tanto faz, na verdade,
10:04o que vai ser decidido pelo Congresso,
10:05porque isso não vai ter a capacidade
10:08de mudar a realidade do trabalhador brasileiro.
10:11é trágico esse debate que está sendo travado
10:14por conta da escala 6x1,
10:17porque ele tem esse vício de origem,
10:19ele tem um objetivo eleitoral,
10:22a essência dele não é melhorar a vida do trabalhador brasileiro,
10:26a essência dele é melhorar a perspectiva de votos
10:29do presidente Lula para a eleição desse ano
10:32e, obviamente, também de todos aqueles parlamentares
10:35que participarem da aprovação do projeto.
10:39A gente fez um programa especial sobre esse assunto
10:42no 1º de maio,
10:43está lá no nosso canal do YouTube,
10:45no Meio Dia em Brasília,
10:47explicando que tem um vício de origem aí.
10:50A forma como está sendo discutido esse assunto,
10:53que é, de fato, relevante,
10:54o assunto não é banal.
10:56Trabalhar para que o brasileiro
11:00possa descansar mais
11:01é virtuoso,
11:04é um bom motivo para se trabalhar.
11:07Agora, a forma como a questão está sendo conduzida
11:10é a pior possível,
11:12porque é uma tentativa de impor
11:15algo para uma lógica de trabalho
11:17que nem sequer existe mais.
11:19todos os envolvidos aí
11:20e algo mais a lamentar
11:23é que o governo federal
11:24esteja fazendo uma campanha
11:26usando o recurso público
11:27que seria para prestar contas à população.
11:30Porque essa propaganda
11:32que o governo federal pode fazer,
11:34ele está autorizado a fazer,
11:35é para prestar contas.
11:37Não é para fazer pressão política
11:38para os parlamentares,
11:39que é o que essa propaganda
11:41que a gente acabou de mostrar está fazendo.
11:44E tudo, no final das contas,
11:46para ganhar votos na eleição desse ano.
11:48sendo aprovado ou não o projeto.
11:50Porque ainda tem esse benefício potencial
11:52para o governo Lula.
11:54E é por isso, inclusive,
11:55que essa propaganda está sendo feita.
11:56Essa propaganda está sendo feita
11:57para tentar estabelecer
11:59aquela velha lógica de nós contra eles,
12:01para se o caso,
12:03no caso de essa proposta não ser aprovada,
12:05da forma como o governo Lula
12:07quer que ela seja aprovada,
12:08o Lula possa usar esse discurso na eleição.
12:11Então, ou ele vai ganhar
12:14prejudicando o país
12:15ao impor uma mudança
12:16no mercado de trabalho
12:18que o governo
12:20ou os parlamentares
12:21que apresentaram essa proposta
12:23nem sequer tem noção
12:24de como é que vai acontecer.
12:25E é isso que a gente ouve
12:27com todos os representantes
12:29de categorias que a gente escuta.
12:31Ninguém sabe exatamente
12:32como é que vai ser isso aí.
12:33E se não sabe,
12:34tem uma insegurança
12:35que já está instalada no país.
12:38você contrataria alguém hoje
12:39sem saber como é que vai ser
12:40o regime de trabalho
12:41da sua padaria
12:43ou do seu cabeleireiro
12:45é, no final das contas,
12:48uma proposta,
12:50uma política
12:51ou uma perspectiva
12:52totalmente responsável,
12:54que é o que marca
12:54o governo do Lula.
12:56Esse governo do Lula
12:56será marcado por isso,
12:57pela irresponsabilidade.
12:58Foi responsável
12:59ao longo dos últimos quatro anos
13:01e vai fazer campanha
13:03de forma responsável
13:04para provavelmente
13:05ser irresponsável também
13:06nos próximos quatro anos
13:07se vier a ganhar a eleição.
13:08É triste,
13:10para resumir aqui
13:11o meu comentário,
13:12é muito triste
13:13que o Brasil esteja discutindo
13:14uma tentativa de melhoria
13:16da vida do trabalhador brasileiro
13:18sob a pior perspectiva possível,
13:20que é uma enrolação eleitoral.
13:23Wilson Lima,
13:24a gente viu aí
13:24a propaganda do governo,
13:26ela surtiu efeito
13:28junto ao público,
13:29sobretudo,
13:30público duplo.
13:31Como disse aqui
13:32o Rodolfo,
13:33é pressão em cima
13:34dos parlamentares
13:36para aprovar,
13:36porque senão eles vão ficar
13:37de vilão na história
13:38e também junto
13:39ao público em geral
13:40que fala,
13:41puxa vida,
13:42realmente isso pode ser importante
13:43para mim
13:44ou para outras pessoas empregadas.
13:46Funcionou?
13:49Inácio,
13:49ainda é cedo
13:50para dizer se funcionou ou não.
13:51O que a gente tem de concreto
13:53é que o governo Lula
13:54investiu pesado
13:55nessa campanha.
13:56Existe essa peça publicitária
13:58que nós exibimos,
13:59mas também
14:00tem muito influenciador digital
14:01que do nada,
14:03do nada,
14:04passou a defender
14:05o fim das escalas
14:06seis por um.
14:07Até vi hoje pela manhã
14:08enquanto eu fazia
14:09a minha corridinha matinal
14:11para ter pique
14:12para segurar
14:12essa loucura de Brasília,
14:14eu estava vendo
14:14um médico,
14:17um infectologista,
14:18bem humorado,
14:19que ele sempre fala
14:19sobre doenças,
14:21sobre DST, etc.
14:23Ele lá,
14:23não,
14:23mas aqui,
14:24seis motivos
14:25para eu defender
14:26o fim das escalas
14:27seis por um.
14:27Ou seja,
14:27para mim ficou claro
14:28que o cidadão em questão
14:30obviamente
14:31deve ter tido
14:32um apoio
14:33do Palácio do Planalto.
14:35Aí vocês entendam
14:36esse apoio
14:36da forma como
14:37vocês acharem melhor.
14:38O fato,
14:39meus caros,
14:39é o seguinte,
14:40o fato que o governo Lula
14:41mais uma vez,
14:42além de ser irresponsável,
14:43como disse o nosso
14:44grande Rodolfo Borges,
14:45o governo Lula
14:46tem sido hipócrita
14:47nessa discussão.
14:49Por que colocar
14:49numa propaganda?
14:50Ah, olha,
14:51o trabalhador vai trabalhar menos
14:53e vai ter direito
14:54a dois dias
14:54para resolver o problema?
14:55Ô cara pálida,
14:56que dia que o trabalhador
14:57vai ter como resolver o problema?
14:59Esse sábado e domingo?
15:01Qual é o algum público
15:02o governo Lula
15:03que abre num sábado
15:04para a gente resolver
15:05algum problema?
15:05Qual é a instituição pública
15:07que abre num sábado pela manhã,
15:09num sábado à tarde
15:10para você tirar uma carteira
15:11de motorista,
15:11tirar algum documento
15:12que você necessite?
15:15Então assim,
15:15também tem muita palhaçada aí
15:16nessa propaganda.
15:19Como disse o Rodolfo,
15:20ninguém aqui é contra
15:21o fim da escala
15:22seis por um.
15:23Nenhuma pessoa
15:24com sã consciência
15:25seria contra
15:27essa bandeira.
15:28A questão
15:29é que o governo Lula
15:30teve
15:31não só três,
15:33teve
15:33onze anos.
15:35Eu estou colocando
15:35só o governo Lula,
15:36estou colocando
15:37Lula um,
15:38dois e Lula três.
15:39O governo Lula
15:40teve onze anos,
15:42onze anos
15:43para discutir
15:44o fim da escala
15:45seis por um
15:45e vai resolver
15:46ter que discutir agora.
15:48Detalhe,
15:49com a própria
15:50Erika Hilton,
15:51essa proposta
15:51a trâmite do Congresso
15:52desde 2019
15:53e só agora
15:54o governo Lula.
15:55Então,
15:56pensando bem,
15:57pode ser uma boa ideia
15:58defender o fim da escala
15:59seis por um.
15:59É uma hipocrisia
16:02para dizer o mínimo,
16:03porque é como
16:05eu costumo falar
16:06aqui no nosso
16:07meio-dia em Brasília.
16:09O fato é que
16:10está faltando
16:11óleo de peroba
16:12para esses caras
16:13do Palácio do Planalto.
16:16Muito bem,
16:17Wilson.
16:17Rodolfo,
16:18o nosso assinante
16:20e telespectador
16:21Jorge Alves
16:22mandou até uma pergunta
16:23muito interessante
16:23aqui no chat
16:24que a gente pescou.
16:25Pode o governo
16:26fazer propaganda
16:27de algo que ainda
16:28precisa passar
16:29no Congresso?
16:30É isso que eu estou falando.
16:31Isso aí é uma
16:32perversão
16:33da propaganda,
16:34porque a propaganda
16:35já era pervertida antes,
16:36claro, né?
16:37Porque,
16:37no final das contas,
16:38esse dinheiro existe
16:40para prestar contas.
16:42Geralmente,
16:43ele é usado
16:44para fazer uma propaganda,
16:45exaltar o governo,
16:46o que já está errado.
16:47Nesse caso,
16:48é pior ainda,
16:48porque não é nem sequer
16:49para exaltar o governo.
16:50É para tentar impor
16:53uma agenda
16:54e fazer um raciocínio
16:56que,
16:56a gente já falou aqui,
16:57eles vão tentar colher depois.
16:58O que eu não queria deixar
16:59de mencionar aqui,
17:01viralizou aí,
17:02ao longo do feriado,
17:03uma manifestação
17:05do presidente do TST,
17:06do Tribunal Superior do Trabalho,
17:08Luiz Felipe Vieira Melo,
17:10filho,
17:11na qual ele foi bem claro
17:12sobre a essência
17:13da justiça do trabalho
17:15e que é o mesmo raciocínio
17:17que abastece um pouco
17:18essa lógica aí
17:19do fim da escala 6x1,
17:21que é o empregador,
17:22ele é o vilão
17:23e o empregado,
17:24o funcionário,
17:25ele é bonzinho
17:27e ele precisa ser protegido.
17:28E aí,
17:30o presidente do TST
17:31falou nos juízes vermelhos
17:33do Tribunal
17:35da Justiça Trabalhista.
17:37Eu estou escrevendo sobre isso agora
17:38porque é um pouco chocante,
17:40eu acho,
17:41mas é límpido.
17:43o presidente do TST,
17:44ele mostrou ali
17:45a essência
17:46da justiça do trabalho
17:47que de fato está
17:48na Constituição,
17:49como ele falou,
17:50porque a Constituição
17:50de 88
17:51ela foi redigida,
17:53promulgada,
17:54antes da queda
17:55do muro de Berlim,
17:56isso fez muita diferença,
17:57isso historicamente
17:58todo mundo sabe,
17:58quer dizer,
17:59se tivesse caído o muro antes,
18:00talvez hoje
18:00a perspectiva da Constituição
18:02fosse outra,
18:03mas ela foi feita
18:04numa perspectiva
18:05de que estava dando certo
18:06ali a União Soviética.
18:07E o que o Ministro do Trabalho,
18:10a Justiça do Trabalho,
18:11os juízes do trabalho
18:12tentam fazer hoje
18:13é recuperar esse passado
18:14que já passou,
18:16o trabalho mudou
18:17e o raciocínio deles hoje,
18:19que aliás o STF,
18:21com o qual o STF
18:22não concorda mais
18:23e o presidente do TST,
18:25ele deixou uns recados
18:26ali para o STF,
18:27porque o STF,
18:28por exemplo,
18:29reconheceu que não tem vínculo
18:30entre o trabalhador de aplicativo
18:32e a plataforma de aplicativo.
18:34E o TST acha que não,
18:36tem que ter esse vínculo aí,
18:37só que assim,
18:38mudou o trabalho,
18:39o raciocínio é antigo
18:41e não tem como funcionar.
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