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  • há 2 dias
Dados mostram os cenários da doença registrados apenas durante este ano em todo o território estadual.
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Transcrição
00:00A gente tá trazendo agora outro alerta importante, hein? Só que pra saúde.
00:03Já são 190 mortes causadas por pneumonia aqui no estado só esse ano.
00:10É muita coisa, né? A gente tá em abril ainda.
00:12O estado também já tem 1.200 casos de internação por causa da doença.
00:18E o perigo, né, gente, é que nem sempre os sintomas são claros.
00:22Um mal-estar, dor nas costas, dor no peito, você fica ali às vezes uma semana, né?
00:27Com aquela dor no peito, vai no pronto-socorro, o diagnóstico muitas vezes não é feito ali da maneira adequada.
00:33E o que era pra ser simples vira um caso grave.
00:36A gente tá num período de maior circulação de vírus respiratório, outono, daqui a pouco inverno tá por aí também.
00:43E a gente lembra que a vacina segue sendo aí uma grande aliada na prevenção, né, dos sintomas.
00:50Vamos conversar com uma médica especialista sobre os sinais de alerta e principalmente como que a gente pode se prevenir.
00:56Deixa eu sentar aqui e bater um papo com a doutora Roberta Couto, pneumologista.
01:01Bem-vinda, doutora.
01:02Obrigada.
01:03E a gente tá aqui também com a Luciana Frasson, que é analista de sistema e tem uma história aí
01:08com a pneumonia, né, Lu?
01:10Bem-vinda.
01:11Obrigada, bom dia.
01:12Bom dia.
01:12Ô, Lu, conta pra gente como é que foi essa história.
01:15Você falou que você começou com uma dor nas costas, né?
01:18E a coisa foi se agravando rapidamente.
01:21Exatamente.
01:21Eu tava num sábado em casa com minha família, fazendo as coisas de casa e senti uma dor nas costas,
01:27assim.
01:28E pra dizer que não foi só uma dor nas costas, senti um mal-estar, assim, uma moleza no corpo
01:33e um calafrio, assim.
01:34Falar, devo estar cansada, né, me esforcei demais, vou tomar um remédio, um analgésico aqui, vou dar uma descansadinha.
01:41E eu não sou disso, né, de dar uma descansadinha, assim, no meio do sábado, assim, com as crianças em
01:45casa e tal.
01:46Mas aí passou e aí os sintomas foram se repetindo.
01:49No domingo, na segunda-feira, a dor nas costas era, a hora era mais alta, a hora era mais baixa.
01:56E até que chegou no meio da semana, assim, terça.
01:59E aí, na verdade, assim, como eu sou amiga da Roberta, eu sabia que ela tinha tido um quadro uns
02:04dias antes.
02:05Eu falei, Roberta, tô sentindo isso.
02:06Eu falei, ah, vai pro socorro.
02:07Mandou uma mensagem, né?
02:08É, na hora, porque ela é médica, mas ela é amiga também, né?
02:12E ela falou, ah, vai no pronto-socorro, de repente pede uma tomografia pra gente descartar logo, tem, né, esses
02:17casos são perigosos, podem evoluir.
02:20Mas eu fui relatando os sintomas, os médicos, o médico do PS achou que não fosse nada, os exames não
02:26deram aquilo que ele imaginou.
02:28E aí eu fui pra casa na terça com nada, na quarta eu voltei e falei, olha, tô passando mal,
02:33agora a dor tá mais baixa.
02:34Ah, mas parece uma infecção urinária, eu tomo um antibiótico pra infecção urinária.
02:39Até que chegou na sexta-feira, uma semana que eu tava sentindo dor, eu resolvi mudar de hospital, levei todos
02:46os exames de sangue, de imagem que eu tinha feito.
02:48E aí a médica do outro hospital finalmente pediu uma tomografia de tórax.
02:52Até então você não tinha feito?
02:54Não tinha feito tomografia.
02:55Raio-X também não?
02:56Tinha feito raio-X que não deu nada e tinha feito uma tomografia de abdômen que também não deu nada.
03:01Olha só, e aí você, como é que você já tava quando você mudou de hospital? Como é que seu
03:05quadro clínico tava?
03:07Aí eu já tava com uma dor muito forte nas costas, mas já tava com dor no peito também.
03:12Não tinha uma coriza, não tinha uma tosse?
03:14Não tinha um aumento nenhum, eu tive febre, coriza, tosse, secreção, nada, só dor.
03:19A dor que começou nas costas bem fraquinha, foi evoluindo, aumentando muito, ficou constante, não aliviava com remédio nenhum que
03:26eu tinha em casa.
03:27E aí passou por uma dor no peito.
03:28Eu não tive dificuldade de respirar, mas eu tinha dor ao respirar.
03:32E aí quando eu cheguei lá, ela falou, ah, isso tá com sintoma de pneumonia, vamos fazer uma tomografia de
03:37tórax pra ver o que que tá acontecendo.
03:39Só que aí quando veio a tomografia de tórax, eu já tava com derrame pleural, já precisava ficar internada.
03:45E é isso, então dali você já não saiu do hospital, né? Você já foi pra internação logo.
03:49Já fiquei, eu cheguei numa sexta, aí ela falou assim, vai ficar uns dois dias, a gente vai fazer antibiótico
03:55endovenoso e aí de repente, depois de dois dias, 48 horas, você pode ir pra casa.
04:00E aí eles me liberaram no domingo.
04:02Eu tava aparentemente bem no domingo, na hora do almoço, só que eu cheguei em casa e no final do
04:08dia, assim, no final do domingo,
04:09eu já tava sentindo muito mal de novo, pior do que eu tava na sexta, quando eu me internei.
04:14Só que aí, assim, mãe, né, dona de casa, com trabalho.
04:17Vai segurando, né?
04:19Segurei até segunda-feira pra reorganizar a logística.
04:23E aí meu maiz, porque assim, até então tava indo ao hospital sozinha.
04:26E aí na segunda-feira, quando eu tava passando muito mal, eu já não tava suportando mais a dor,
04:31aí eu falei pro meu marido, não, eu preciso que você me leve.
04:34Você já ajuda.
04:34E aí ele me levou na segunda de manhã, eles repetiram a tomografia, o meu quadro tinha piorado muito
04:40e já era caso de cirurgia.
04:42Meu Deus!
04:43Aí eles agendaram a cirurgia pra terça-feira.
04:45E aí, assim, eu sempre falando com a Roberta, ela falou com o cirurgião também, o cirurgião me ligou,
04:50explicou, viu meus exames, explicou o quadro, falou, olha, realmente a gente vai precisar fazer cirurgia,
04:55porque a infecção evoluiu muito rápido e talvez o antibiótico não...
05:00Não ia dar conta, né?
05:01Não, pegue.
05:02Olha aí.
05:03E a cirurgia fez, se necessário.
05:05Eu já vou querer saber de você como é que foi essa cirurgia,
05:08mas deixa eu só tentar entender que com a doutora Roberta,
05:10me chama muito a atenção quando a Lu fala que ela não tava tossindo,
05:14que ela não tava com aquela dificuldade de respirar.
05:16Quando a gente fala pneumonia, a gente logo associa esses sintomas, né?
05:21Como é que é isso?
05:22Uma dor nas costas e um caso tão grave?
05:24Esse é o principal problema, porque como as apresentações, às vezes, elas não são tão características,
05:30a gente atrasa o diagnóstico e pode evoluir pra casos que vão piorando, fazem esse derrame pleural e necessitam de
05:36cirurgia.
05:37Então, a gente tem que ficar atento, assim.
05:39Tem alguma coisa que não tá normal?
05:41Vamos investigar melhor?
05:43Ela, da primeira vez que ela foi ao hospital, um dos marcadores de exame de sangue já tava muito alterado.
05:48Então, eu já falava, Lu, não tá normal, ela saiu sem nenhum tratamento.
05:53Então, vamos voltar, vamos investigar de novo, volta, faz uma tomografia.
05:58Só que como a dor não era tão característica, aí fizeram tomografia de abdômen.
06:03Então, essa não apresentação tão característica atrasou o diagnóstico e fez essa evolução.
06:08Então, o que a gente tem que ficar atento?
06:10O mais clássico, tosse, falta de ar, secreção, febre, isso é a apresentação mais clássica.
06:17Mas, alguns casos podem sair dessa apresentação que a gente chama de livro.
06:24Então, dor torácica que não melhora, aquela dor que piora quando você respira fundo,
06:30um cansaço, uma falta de disposição que você já tinha antes.
06:35Idoso, é muito comum ter pneumonia sem febre, mas você vê que ela é nova e não teve febre.
06:41Então, assim, eu vou te contar que eu tive um quadro bem parecido.
06:44Você também teve, né?
06:45Pertinho dela.
06:46Pertinho, pertinho, só dor.
06:48Não tive nada, só dor.
06:50Só que aí, eu já falei, eu fui pro hospital, falei, eu quero uma tomografia de tores, fiz o diagnóstico
06:5524 horas,
06:56comecei a tratar, a evolução foi diferente.
06:58Só que, às vezes, quando a pessoa não sabe que o quadro pode ser, a gente acaba atrasando.
07:04Então, o legal da gente fazer esse alerta é para as pessoas ficarem atentas que ter dor torácica não é
07:10normal,
07:11ficar mais cansado não é normal e vamos correr atrás desse diagnóstico para a gente não ter evoluções complicadas.
07:16Tem um grupo de risco, a Lu não faria parte desse grupo de risco, mesmo assim teve, mas ainda assim
07:22tem gente que é mais suscetível, né, doutora?
07:24Quem são os mais suscetíveis? As crianças e os idosos.
07:27Porque o sistema de defesa, o sistema imunológico não é tão competente.
07:32E também as pessoas portadoras de doenças crônicas, né?
07:36Não só doenças crônicas pulmonares, mas doenças crônicas em geral, elas têm mais suscetibilidade a desenvolver quadros de pneumonia.
07:45Perfeito. Lu, conta para a gente como é que foi essa cirurgia, como é que foi receber essa notícia, né?
07:50Você nem pensa, vou ter que fazer uma cirurgia por conta de pneumonia? Como é que foi isso?
07:54Foi um susto, porque primeiro que eu nunca imaginei que eu fosse ao hospital com uma dor nas costas e
07:58ia ter uma pneumonia.
07:59Já grave, que precisasse de internação. E muito menos que eu ia precisar de uma cirurgia.
08:04Então, foi um susto, mas eu estava sentindo tanta dor.
08:08Eu estava tão agoniada para me livrar daquela dor, que quando o médico falou que precisa de cirurgia,
08:13mas a gente só vai fazer essa cirurgia amanhã, eu falei assim, ai, não dá para fazer logo, não.
08:16Você queria fazer logo, né?
08:18É, porque estava realmente muita, muita dor.
08:21E nem os remédios no hospital aliviavam aquela dor, e não iam aliviar mesmo, né?
08:25Então, eu fiz a cirurgia numa terça-feira, à noite.
08:30E aí, foi uma cirurgia com intubação, anestesia geral, uma cirurgia, centro cirúrgico mesmo, grande.
08:40E aí, foi uma cirurgia para colocar um dreno, né?
08:43Para drenar aquele líquido que estava ali na pleura, né?
08:46Ali no meu pulmão.
08:47E como a dor que eu estava sentindo era baixa, era porque era bem na base do pulmão, assim,
08:51a maior parte da infecção, né?
08:52Do líquido.
08:53O médico explicou que estava bem, as palavras que ele usou eram uma infecção importante.
08:58Que o antibiótico realmente não faria efeito nenhum, e a cirurgia realmente se fez muito necessária.
09:05E aí, eu fiquei uns três ou quatro dias com aquele dreno, foi do meu lado esquerdo aqui.
09:11Então, é muito desconfortável, porque é uma mangueira mesmo, né?
09:16É um tubo mesmo, que passa, fica preso aqui, com um pote no chão ali para drenar a secreção que
09:22estava lá dentro.
09:24Era pus, era pus mesmo.
09:26Pus no pulmão.
09:27Pus na pleura.
09:28O que que acontece?
09:29O pulmão, ele é recoberto por uma, vamos dizer, uma capa que se chama pleura.
09:35A gente tem uma capa que fica grudadinha no pulmão e uma na parede torácica.
09:40Ali, é só um líquido fininho, só para o pulmão, quando expandir, não grudar.
09:46Como a pneumonia dela, ela é muito perto dessa pleura que fica no pulmão, ela inflamou a pleura.
09:52E aí, a pleura inflamada começou a drenar ali naquele espaço.
09:58E aí, veio a infecção e virou um derrame de pus, que a gente chama de empiema.
10:05Para sair esse pus, é só raspando a pleura.
10:08Tem que tirar, tem que limpar, tem que lavar esse espaço ali e deixar o dreno para poder sair o
10:14restinho da secreção.
10:15Então, assim, eu fico imaginando a dor dela, porque eu falei assim, a minha que foi muito menor.
10:19Eu não cheguei a evoluir com o derrame pleural, eu falei, foi a pior dor que eu já senti.
10:23Eu não tive parto normal.
10:24Então, assim...
10:25É, o parto normal está em outra categoria, né?
10:27Está em outra categoria.
10:27Mas, assim, eu falei, foi a pior dor que eu já senti.
10:30Cada respiração é uma facada.
10:31Eu falava, eu não consigo imaginar a dor que vocês estejam sentindo.
10:35Era exatamente a sensação, assim, cada vez que eu respirava, parecia que tinha facas, assim mesmo.
10:39E como estava doendo muito, eu não conseguia respirar.
10:42Então, minha respiração estava bem superficialzinha.
10:44Porque se eu respirasse normal, doía.
10:46E doía muito, assim, né?
10:48A parte do peito toda.
10:50E além disso, ficou a dor do dreno.
10:53Porque o dreno passava entre as costelas, aí comprimia um nervo que passa por ali também.
10:58Até hoje eu sinto uma dorzinha ainda, segundo o Roberto, vou demorar uns meses até esquecer dessa dor.
11:04Mas hoje é uma dor que não me incomoda mais.
11:06Uma dor que não me limita mais em nada.
11:08Não é uma dor da doença, mas é uma dor da sequela, né?
11:11Do tratamento que eu tive, que foi necessário.
11:13Perfeito.
11:14Agora, doutora, pneumonia viral e bacteriana.
11:18Tem diferença, por exemplo, da Lu?
11:20Dá pra gente falar o que houve ali com ela?
11:22O dela foi pneumonia bacteriana.
11:24Quando a gente pensa em pneumonia viral, vamos lembrar-se mais frequentes, influenza, quando o paciente evolui com o quadro
11:31de pneumonia e covid.
11:32Foram exemplos de pneumonia viral.
11:34Só que às vezes a pneumonia viral pode predispor ao desenvolvimento de uma infecção bacteriana associada.
11:40E aí evolui com a pneumonia bacteriana.
11:43Mas no caso da Lu, o mais provável é que tenha sido bacteriana desde o início.
11:48E ele só trata com antibiótico.
11:50Já a pneumonia viral não trata com antibiótico.
11:52Então, a gente tem que diferenciar qual é o tipo da pneumonia para fazer o tratamento adequado.
11:59E quando a gente pensa na pneumonia bacteriana, a gente fala, poxa, então eu só preciso vacinar contra a bactéria
12:07e vacina, protege 100%.
12:10Então, eu queria aproveitar a oportunidade para a gente separar isso e lembrar a importância das vacinas.
12:16A vacina contra influenza, ela é uma vacina que vai proteger contra a infecção viral pelo vírus influenza.
12:23Estamos na campanha, inclusive.
12:24Estamos na campanha.
12:25A gente precisa aumentar a cobertura porque isso talvez seja um dos motivos do aumento dos casos de pneumonia.
12:33Então, a vacina contra influenza, ela protege contra a infecção viral, mas ela acaba sendo um fator que facilita a
12:44infecção bacteriana.
12:45Já a vacina contra a pneumonia, que a gente chama, ela protege contra um dos, das bactérias que causam pneumonia,
12:52que a gente chama de pneumococo.
12:54É a causa mais frequente, é a bactéria mais frequentemente associada a casos de pneumonia, mas não é a única.
13:01Existem outras.
13:02Então, a gente tem que vacinar.
13:04A indicação real é para os grupos de risco, crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, mas não existe uma
13:11contraindicação para pessoas saudáveis tomar.
13:14Não existe uma indicação formal, mas não existe uma contraindicação.
13:18Na rede privada, as pessoas podem vacinar contra o pneumococo, né?
13:23Essa vacina pneumocococo, pneumo 20 ou a 23 com a 13.
13:29Quem não lembra, por exemplo, eu perguntei para a Lúcia se ela tinha se vacinado quando pequena.
13:33Você falou, acho que não, né?
13:35Quem não lembra, o ideal é tentar e que não está dentro do grupo de risco, né?
13:40Para receber ali a vacina nas campanhas.
13:43Vale a pena procurar, né?
13:44Uma particular e tomar.
13:45Eu acho que vale a pena fazer uma avaliação, né?
13:48Assim, passar com um médico de confiança para avaliar, né?
13:55Porque não acho que é legal a gente sair indicando para todo mundo sem haver uma indicação formal.
14:02Mas ouvir uma opinião, pesar o risco, o benefício, eu acho que vale muito a pena a gente trazer esse
14:08assunto,
14:09conversar com o médico de sua confiança e provavelmente tomar, né?
14:14Com certeza.
14:15Chegou uma pergunta legal aqui da Maria Aparecida Silva, de Jardim Cambori.
14:20Ela falou que teve gripe recentemente.
14:22Agora a gente está no período da gripe, né, gente?
14:24E ainda estou com o cansaço.
14:27Como diferenciar uma recuperação normal de uma possível pneumonia?
14:31Obrigada, Maria, pela participação.
14:34É até difícil da gente dizer sem avaliar cada um.
14:38Mas assim, o que seria um cansaço relacionado à gripe?
14:42Duraria ali uma semaninha e logo depois você, o que a gente chama gripe, às vezes nem é gripe,
14:47às vezes é uma outra infecção viral, um resfriado.
14:50Então, uma semaninha ali, os sintomas começam a desaparecer e segue a vida.
14:54Se aqueles sintomas persistem, se você está realmente sentindo que está mais pesado para respirar,
15:00está ficando mais indisposta, uma febre baixa, liga o sinal de alerta.
15:04Quem já teve pneumonia, um caso grave, assim como a Lu, por exemplo,
15:08o pulmão fica mais suscetível, fica mais fragilizado ou não tem nada a ver?
15:12Na grande maioria das vezes, ela recupera totalmente.
15:17Como ela teve esse empiema, pode ser que ela fique com o que a gente chama de espessamentozinho pleural.
15:22A pleura fica mais espessada.
15:24Mas geralmente o pulmão consegue reorganizar e ficar normal.
15:29Não é uma infecção que geralmente deixa sequela no pulmão.
15:32Mesmo quem se vacinou pode ter pneumonia?
15:36Pergunta da Ana Paula Souza de Laranjeiras.
15:39Pode, porque a vacina contra a pneumonia protege contra a bactéria mais prevalente, mas não é a única.
15:44Eu sou vacinada e eu acabei tendo.
15:47É, então a gente tem que estar muito atento.
15:49Em que momento a falta de ar e o cansaço deixam de ser sintomas normais, entre aspas,
15:55e passa a ser um sinal de alerta?
15:58Esse é um risco, né, da gente ficar alertando e todo mundo ficar, criar um pânico geral.
16:03Não, gente, não é para a gente criar um pânico.
16:05Mas também dizer qual é o ponto é muito difícil.
16:09Então, assim, se observa.
16:10Olha, eu estou tomando banho e eu estou ficando cansada.
16:14Eu estou caminhando pouca distância e eu estou ficando cansada.
16:17Isso não é normal, né?
16:18Então, assim, cansaço nunca é normal, mas olhar para você, se conhecer um pouquinho,
16:26ver, olha, essa dor já está passando do que é o normal.
16:31Então, assim, dizer o ponto é muito difícil.
16:34Eu acho que cada um tem que olhar para si e falar, isso aqui já passou do que é o
16:40normal.
16:40O normal, né?
16:41Está cansado, procura ajuda.
16:42Sim, procura ajuda médica.
16:43E nas crianças, quais os sinais de alerta aí para os pequenos, para a gente encerrar?
16:47A gente fala muito da pneumonia em crianças também, né?
16:51Em criança, uma tosse persistente, uma secreção, uma febre.
16:54A criança está, que é sempre alegre, sempre ativa, está mais prostradinha.
17:01Aumentou a frequência respiratória.
17:03Olha o padrãozinho respiratório, aquelas costelinhas, quando a gente chama de retração intercostal.
17:12Então, assim, tem alguns sinais que a gente pode ficar alerta, mas ficou mais uma tosse persistente,
17:17uma secreção, está mais quietinha, está mais caidinha, uma febre persistente, acho que precisa ser avaliado.
17:23De atenção.
17:23Com certeza, que alerta importante, que orientações valiosas.
17:28Obrigada, doutora Roberta Couto, médica pneumologista.
17:32A gente conversou com a Lu também.
17:33Lu, boa recuperação.
17:35Que bom que você conseguiu aí, né?
17:37Ainda demorou um pouquinho, mas conseguiu sair desse quadro tão grave da pneumonia que a gente viu aí, né?
17:43A gente só esse ano, quantas mortes aqui no Espírito Santo por conta da doença.
17:48Saúde pra você.
17:49Obrigada.
17:49Obrigada, meninas.
17:50Mais uma vez aí.
17:51Nós que agradecemos.
17:52Pela participação.
17:55Pela participação.
17:56Pela participação.
17:57Obrigado.
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