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SYANNE NENO E MAX SOUSA CONVERSARAM COM O ALBERTO MAIA, DIRETOR DE FUTEBOL DO PAYSANDU.

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00:05Olá pessoal, tudo bom? Meu entrevistado desta semana é o diretor de futebol do Paysandu e
00:12ex-presidente Alberto Maia. Depois de 10 anos ele retorna ao clube com a missão de reestruturar o
00:20clube, o futebol do clube financeiramente e trazer e conseguir o tão sonhado acesso à Série B. Maia,
00:28tudo bom? Muito prazer tê-lo aqui com a gente. Em primeiro lugar, Ciane, muito obrigado pelo
00:33convite, é uma satisfação estar aqui com vocês, me sinto honrado pelo convite e estamos aqui para
00:40bater aquele papo, né? A gente poder aí colocar as claras, muita coisa aí nesse período em que eu
00:46estive no Paysandu Esporte Clube e o que a gente vem fazendo agora, trabalhando pelo clube para
00:52reconstruí-lo e voltar à Série B, se Deus quiser. Maia, qual foi o sentimento nesse retorno ao clube?
01:00Primeiramente é importante lembrar como foi, né? Aqui Max Souza, novamente ao meu lado, para conversar
01:06com o Maia. Prazer, Ciane. Max, é sempre bom relembrar, né? Para o internauta, como foi essa volta do Maia,
01:14né?
01:14Houve o departamento de futebol, foi montado um comitê de futebol? É esse o nome? É, na verdade o que
01:20aconteceu?
01:22Por incrível que pareça, eu ia na Curuzu para tratar um assunto com o presidente à época,
01:26Roger Aguilera, mas não era nada de futebol e coincidentemente, quando eu chego na Curuzu,
01:34estava o Roger Aguilera e o Ícaro Serene me aguardando e me chamaram para uma sala,
01:41estava havendo uma reunião. Isso em novembro do ano passado? Isso em dezembro do ano passado,
01:46início de dezembro do ano passado. E aí o Ícaro e o Roger me levaram numa sala,
01:52a gente estava tendo uma reunião lá com muitas pessoas, eu não cheguei a ver, mas eu ouvia
01:56muitas vozes e viraram para mim e perguntaram assim se eu topava voltar para o Paissandu,
02:03que queria-se fazer uma reconstrução na área do futebol, mas que eles queriam que eu comandasse
02:10futebol, que eu teria total autonomia. Conversei com eles, perguntei como é que estava o futebol,
02:18como é que estava funcionando, como era o trabalho dia a dia no clube e fiquei de retornar para eles
02:25para dar uma posição, até porque a gente precisa falar com a família. Mexer com o futebol,
02:29mexe com toda a família. Quando tudo está bem, está tudo bem para todo mundo. Quando tudo está mal,
02:33até o filho não pode ir para o restaurante. E aí eu conversei com a minha família,
02:39te confesso que a minha mulher não gostou muito da ideia. Que correcente.
02:43Minha mulher sempre me pediu para não retornar, em virtude de que é sempre muito complicado
02:49você conviver com esse dia a dia, mas os meus filhos me deram muito apoio,
02:54viram que eu queria voltar. Todos eles apaixonados pelo Paissandu.
02:57O Vitor e o Neto. E eu queria muito voltar para colaborar com o Roger por uma questão de gratidão,
03:05Siane, Max. Eu acho que eu tenho como princípio na minha vida ser muito grato às pessoas.
03:12E eu me senti com esse débito com o Roger Aguilera em virtude de ter sido meu diretor,
03:18de ter ficado do meu lado os dois anos, porque eu sempre falo que a cadeira de presidente
03:23de um clube de massa, ela é muito solitária. As pessoas pensam que a gente tem muita gente
03:30do nosso lado, mas nós realmente não temos.
03:32Nos dois anos foram 2015 e 2016, para lembrar.
03:36E aí eu disse para o Roger que eu ia pensar, conversei com a família,
03:41tentei convencer a minha mulher, ela passou um mês sem quase falar muito direito comigo.
03:46Mas pelo Paissandu vale tudo. E aí eu acabei retornando a Curuzu, tive carta branca integral do Roger Aguilera.
03:56Com o Roger ainda, eu contratei o Marcelo Santana e recontratei o Van Dijk,
04:02que eu acho que é uma pessoa super importante para o clube, o Van Dijk.
04:06Eu vejo o Van Dijk como uma pessoa de alta importância pelo amor, pelo respeito que ele tem pela instituição.
04:12Ele está na identidade do Paissandu, né?
04:14E a identidade dele que ele tem, né?
04:16E o Marcelo Santana, ao qual eu tinha acompanhado todo o trabalho que ele vinha fazendo nos clubes que ele
04:21passou,
04:22no América de Natal, no Vasco, no Bahia nós fomos presidentes juntos e a gente trocaria muita ideia.
04:31Como assim, presidente?
04:31Porque ele era presidente do Bahia, eu era presidente do Paissandu.
04:34Ah, sim, sim, na mesma época.
04:35Isso, e aí a gente batia muito papo, muita resenha no futebol e eu tinha acompanhado todo o trabalho dele
04:45nesses dois clubes
04:46e por esse motivo eu entrei em contato com ele e depois de uma semana de conversas,
04:53o Marcelo também aceitou e a gente iniciou um trabalho de reconstrução com o apoio total do presidente Roger Aguilera.
05:00Agora, Siane e Maia, tu és uma figura assim, Maia, que marcou, né?
05:06E você não é somente um diretor, né?
05:09Até porque hoje, mesmo se você não voltasse, por exemplo, ao Paissandu,
05:12mesmo assim, torcedor do Remo te conhece, torcedor do Paissandu te conhece.
05:16Então, e eu lembro muito bem, desde quando você foi presidente agora,
05:20é que você sempre se mostrou, você sempre deu respostas.
05:23Você nunca, por exemplo, se escondeu em nenhum momento, seja em baixa ou em alta do Paissandu.
05:29Sempre muito ativo nas redes sociais.
05:31E é isso que faz tu criar muito mais essa identidade, né?
05:35Porque hoje, quem passa pela rua te conhece, mas não sei se tem ex-presidente,
05:38mas tem ex-diretor ou ex-diretor que as pessoas passam e ninguém sabe quem é, entendeu?
05:42Então, isso faz parte da tua identidade também, se posicionar, porque tem que ter postura nesse momento, né?
05:47É, você, para ser presidente de um clube como o Paissandu,
05:51você precisa entender que você está tratando com a paixão de milhões de pessoas, né?
05:57Nós que somos dirigentes, eu estou dirigente agora, eu nunca deixo de ser torcedor.
06:03Eu penso como torcedor também, eu tenho sentimento como torcedor,
06:08mas eu preciso colocar o Alberto Maia como dirigente de futebol,
06:13como diretor, à frente do sentimento da minha paixão.
06:16Então, eu sei o que é ter paixão pelo Paissandu, eu sei o que é o Paissandu perder,
06:22eu sei a raiva que dá quando nós fomos garfados nos aflitos, eu sei tudo isso,
06:27eu tenho todos esses sentimentos como torcedor, mas eu preciso ser racional
06:32para tomar as decisões como diretor.
06:34E foi dessa forma que eu me propus a voltar para o Paissandu,
06:39me propus a fazer aquele trabalho de austeridade dentro do futebol, né?
06:44Blindar o vestiário, essa história de muita gente no vestiário,
06:50essa história de muita gente dentro da área do departamento de futebol,
06:54no hotel quando estão concentrados.
06:56Então, eu vejo que o futebol, ele precisa ser tratado de forma muito profissional, né?
07:01E eu, graças a Deus, tive a oportunidade de fazer o curso da FIFA de gestão na CBF.
07:10E isso me deu um know-how de...
07:13Quando foi esse curso?
07:14Eu fiz no ano de 2016, durante todo o ano de 2016 eu fiz esse curso.
07:18Foi um curso magnífico, sabe, Sian e Maxi?
07:21No seu último ano.
07:21Foi, que me deram, assim, uma visão macro do futebol,
07:26uma visão muito boa.
07:27Outra realidade também.
07:28E, assim, o mais interessante, né, é que tudo aquilo que eu apliquei
07:32nas leituras que eu vinha tendo antes de ser presidente
07:37se coadunaram com aquilo que eu aprendi nesse curso.
07:41Então, hoje eu me senti muito mais experiente,
07:44porque eu venho fazendo cursos,
07:45eu venho acompanhando cursos na internet,
07:48e a gente veio acompanhando que a CBF, a Academy,
07:50ela te dá essa condição,
07:51e outros também, e outras empresas também,
07:55outros cursos que existem livres para você fazer.
07:59E aí a gente pôde voltar, né,
08:01voltamos blindando o futebol,
08:04avaliamos as características dos atletas que nós queríamos,
08:08avaliamos qual seria, né,
08:11o campeonato mais importante para nós,
08:14porque você tem que ter objetivo traçado.
08:17Não adianta você começar uma temporada sem objetivo traçado.
08:20Eu entendo perfeitamente que o nosso torcedor,
08:24ele quer que a gente seja campeão em tudo que a gente jogue.
08:26Se jogar ping-pong, Paissandu,
08:28Paissandu tem que ser campeão no ping-pong.
08:30Mas nós aqui precisamos entender
08:32o que é o mais importante hoje para a instituição,
08:35o que é mais importante para o futebol, né,
08:38do Paissandu Esporte Clube.
08:40E a gente está nessa caminhada,
08:41e eu estou muito confiante.
08:42Maia, você passou 10 anos, né,
08:45desde a sua saída em 2016,
08:4810 anos agora.
08:49Mudou alguma coisa?
08:50A gente costuma mudar com o tempo, né, Maxi?
08:53Algumas pessoas se tornam mais serenas,
08:55mais racionais.
08:57O Maia continua passional, como sempre foi?
09:00Ou esses 10 anos lhe trouxe um pouco mais de serenidade,
09:04mais calma?
09:06Ou você continua achando que a paixão
09:08é fundamental,
09:10é um instrumento decisivo na hora de gerir um clube de futebol?
09:13Olha só, Sônia, como eu acabei de dizer agora,
09:16eu não consigo separar o Alberto Maia de torcedor e dirigente.
09:21Isso vive dentro de mim, né,
09:24porque eu sempre fui torcedor do Paissandu.
09:27Mas, na hora em que eu estou investido no cargo de diretor,
09:32eu tenho que ser diretor que está acima do torcedor.
09:37Então, eu tenho que ser racional,
09:39eu tenho que ser determinado.
09:43Agora, eu tenho que cobrar.
09:45Eu cobro.
09:46Para você ter uma ideia,
09:48eu passei na Coruzu de manhã,
09:49passei no Coruzu início da tarde,
09:51me reuni com o Marcelo Santana,
09:53com o Van Dicke,
09:54estávamos avaliando o nosso jogo de ontem,
09:58fizemos uma avaliação da nossa viagem para Itabaiana.
10:01Então, assim,
10:03eu entendo que,
10:05no momento que você se investe de diretor,
10:08você tem que ser diretor,
10:09você tem que ser frio para tomar as decisões
10:11difíceis que tem que tomar,
10:12que o torcedor não tomaria essa decisão.
10:15mas eu te falo que a paixão,
10:17ela continua dentro de mim.
10:19Eu me aborreço quando eu perco,
10:21eu fico muito feliz quando eu ganho.
10:23Eu acho que deu para ver a minha grande felicidade
10:25no dia que nós fomos campeões paraenses esse ano,
10:29porque foi muito difícil recomeçar.
10:32Foi muito difícil chegar,
10:35abraçar a ideia do Roger,
10:37a qual aqui eu quero deixar o meu agradecimento,
10:39porque eu estou no Paissandu,
10:41porque o Roger me trouxe de volta,
10:44porque sei que muita gente não me quer dentro do Paissandu.
10:48Eu sei,
10:48eu sou muito tranquilo em relação a isso.
10:50Por que muita gente não lhe quer?
10:51Não me quer porque eu sou correto nas minhas decisões,
10:54todas as minhas decisões estão a favor do Paissandu,
10:57e eu não admito que ninguém atrapalhe o nosso trabalho.
11:04Existe um costume no Paissandu
11:06de que você tem que abrir o futebol para todo mundo estar lá,
11:11para todo mundo estar perto de jogador,
11:12e isso está errado.
11:13Eu não deixo.
11:14E isso eu crio muita inimizade,
11:17porque futebol não é feito dessa forma.
11:19Futebol tem que ser feito com profissionalismo.
11:22Então, por esse motivo, muita gente não gosta de mim.
11:25Por quê?
11:25Porque eu sou rígido nas decisões que eu tomo.
11:28Eu exijo que elas sejam cumpridas.
11:30E, graças a Deus,
11:32o presidente Márcio Tuma lhe dá todo o aval
11:35para esse trabalho do Departamento de Futebol.
11:37E o próprio presidente Márcio Tuma também é muito exigente.
11:40Cite uma dessas decisões polêmicas, Maia.
11:43Fechar o vestiário.
11:46E antes era aberto.
11:48Olha só, Ciane,
11:50se tu olhar as fotos do ano passado,
11:53das vitórias do Paissandu,
11:55quando tirava a foto da vitória, tinha...
11:57Tinha muita gente.
11:5850 papagaio de pirata lá dentro do vestiário.
12:02Gente que não tem nada a ver com o futebol.
12:05E aí eu vou te dizer,
12:06não é coisa do Alberto Maia,
12:08não é coisa do Marcelo Santana,
12:10do Van Dijk,
12:11ou do presidente Márcio Tuma,
12:13ou do Roger, se estivesse na presidência.
12:15É o que o futebol exige.
12:17Por que o futebol exige isso?
12:18Porque o vestiário é um local sagrado do futebol.
12:23O vestiário é a hora que o técnico
12:26fala tudo o que ele quer falar para um jogador de futebol.
12:30E até mesmo no momento de festa,
12:31após-jogo, né?
12:32No momento de festa,
12:33no momento de cobrança.
12:36Esse momento, ele é um momento nosso,
12:40daqueles que estão no futebol todo dia.
12:42Então, no vestiário só entra,
12:45agora nessa gestão do Márcio Tuma,
12:48só entra quem faz parte do futebol do dia a dia.
12:52São o médico que está no jogo,
12:55o coordenador,
12:57o diretor de futebol,
12:59o executivo,
13:01o gerente,
13:02o staff do futebol,
13:04que é o técnico,
13:05e todos aqueles que fazem parte da comissão técnica,
13:09o presidente e os vice-presidentes.
13:10Só.
13:11Mais ninguém.
13:13Não entra mais ninguém.
13:14Por quê?
13:15Porque se o técnico fizer uma cobrança no intervalo,
13:17chamar a atenção de um jogador,
13:19isso não sai para a imprensa.
13:22Me diga o que foi que já vazou no ano de 2026,
13:26do que já foi discutido dentro do vestiário.
13:30Nada.
13:31Nada.
13:32Por que nada?
13:33Porque os jogadores entendem,
13:36a comissão técnica entende,
13:37aquelas pessoas que estão lá,
13:38entendem que aquele local lá é nosso,
13:41aquele momento ele é nosso.
13:43Então, ali é o momento de cobrar,
13:46de se confraternizar,
13:47de brigar.
13:49Até mesmo no pós-jogo,
13:51depois de uma vitória.
13:51Até mesmo.
13:52Por que tu não fez isso?
13:53Por que tu deixou isso?
13:54Por que não sei o quê?
13:55Esse momento é nosso.
13:56Até porque tem coisas que ficam ali, né?
13:59Acabou o jogo,
14:00acabou a saída do vestiário,
14:01outro dia é outro dia,
14:03e ninguém comenta,
14:04ninguém fala nada.
14:05Ano passado você via que...
14:08Não foi ano passado, não.
14:09Nos outros anos,
14:11a quantidade de gente dentro do vestiário,
14:13era um negócio fora do normal.
14:14Agora, Maia,
14:15uma curiosidade assim,
14:16porque é muito fácil,
14:19vamos supor aqui,
14:20só uma suposição mesmo,
14:21vamos supor o Maia receber o convite,
14:23o Paissandu subindo para a Série A.
14:25Acho que teria uma fila de dirigentes
14:27querendo voltar para o Paissandu.
14:29Mas são dois recomeços aí nessa história.
14:30O teu recomeço,
14:32voltando como diretor,
14:33não como presidente,
14:35mas um recomeço do Paissandu,
14:36porque é uma virada de página muito difícil,
14:38porque o ano que o Paissandu teve,
14:40ano passado,
14:40foi um dos piores anos,
14:42é um dos piores anos do Paissandu.
14:44Então, é muito fácil,
14:46hoje, alguém assumir um time
14:48quando ele está ali no ouro,
14:49está comendo bem,
14:51mas se assume,
14:52como se fosse já,
14:54não que você não tivesse crédito,
14:55mas você assume com o Paissandu negativado,
14:58e tendo que recomeçar do zero de fato.
15:01Como é que...
15:01Tu teve esse medo?
15:03Tu teve esse...
15:04Caramba, eu estou tomando a decisão certa.
15:05Teve algum momento que tu...
15:06Caramba, será que isso é bom para mim?
15:08Ou tu sempre teve essa convicção?
15:11Não, eu recebi o convite,
15:12eu vou voltar,
15:12mas esse momento é o mais delicado
15:15do Paissandu dos últimos anos.
15:17Maxi,
15:19eu não tenho medo,
15:20não costumo ter medo de nada.
15:22Meu pai brinca comigo,
15:24ele diz sempre que Deus
15:26sabe muito bem que me fez baixinho,
15:29porque se eu fosse muito grande,
15:30a coisa ia ser muito complicada.
15:32Meu pai,
15:33sempre que eu nunca tive medo de nada.
15:35mas eu te confesso que quando o Roger me convidou,
15:39eu não acreditei no convite.
15:42Não esperava, né?
15:43Não acreditei no convite,
15:44porque eu vou te dizer o que eu disse para o Roger.
15:48Meu irmão,
15:49você tem certeza que quer que eu volte?
15:53porque você sabe como é que eu trabalho.
15:55Você já trabalhou comigo como diretor e eu fui presidente.
15:58Ele disse para mim assim,
15:59eu quero que você volte,
16:01porque eu sei que você vai me ajudar.
16:04E eu quero que você vai ter carta branca
16:06para você fazer a alteração que você quiser.
16:09Eu te juro que eu fui para casa pensando muito nisso.
16:13E pensei muito em colocar em xeque
16:15todo o meu trabalho de 2015 e 2016
16:18juntamente com a minha diretoria.
16:20Eu sempre gosto de falar com a minha diretoria
16:21porque eu não fiz nada só.
16:23Todo mundo foi importante naquele 2015 e 2016.
16:27Todo mundo trabalhou muito.
16:29E eu pensava muito nisso.
16:31Eu disse,
16:32pô, estou pegando o Paissandu,
16:33eu não sei se eu vou conseguir contratar.
16:35A gente está em uma situação muito difícil no mercado, né?
16:38Expocando aí as reclamações trabalhistas
16:40de 2 milhões, 3 milhões, 5 milhões.
16:44E aí eu conversei com algumas pessoas
16:48e eu vou te confessar uma coisa.
16:51As duas pessoas mais importantes
16:53que me deram forças para eu voltar
16:56foram meus dois filhos.
16:59Meus dois filhos me deram muita força.
17:02Vai lá, pai.
17:03Ajude o nosso papão.
17:05Estão precisando, senhor.
17:06Nosso papão tem que sair de onde está.
17:07E isso mexeu muito comigo, tá?
17:12E eu voltei.
17:13E comecei aquele trabalho bem devagarinho,
17:17preocupado.
17:19Quais as pessoas importantes que eu iria chamar
17:22para encarar essa guerra?
17:24Não podia errar, né?
17:25Porque...
17:26E a primeira pessoa que me veio na cabeça
17:27foi o Van Dijk.
17:29Por que o Van Dijk?
17:31Porque o Van Dijk é um apaixonado pelo Paissandu.
17:33O Van Dijk é um cara...
17:34O meu nome é Paissandu, com ele mesmo.
17:36O meu nome é Paissandu, né?
17:37O Van Dijk é um cara
17:39que tem um largo relacionamento no futebol.
17:42Vocês não têm a ideia...
17:44Tem muito entrada em todos os...
17:46Vários clubes brasileiros.
17:48Vários lugares.
17:50E é querido.
17:53Aproveitando o gancho,
17:54houve alguma contratação
17:56na qual o Van Dijk foi decisivo mais?
17:58Sim, sim.
17:58Qual, por exemplo?
18:00Olha, eu vou te contar um jogador
18:02que o Van Dijk trabalhou muito
18:04com o Marcelo Santana para trazer
18:06foi o Marcinho.
18:09O Marcinho não queria vir,
18:11pensou em não vir.
18:12Estava na Série B, né?
18:13Estava na Série B.
18:14O clube tinha subido para a Série A.
18:16Eu soube que ele ligou para o Emerson.
18:20E aí o Emerson virou para ele
18:22e disse assim...
18:24Marcinho...
18:25Vem que aqui é o paraíso.
18:26Porque os caras que estão agora aqui
18:28são ponta firme.
18:30E o Emerson tinha trabalhado comigo.
18:32Eu liguei para o Emerson, por exemplo,
18:33eu contratei primeiro o Van Dijk, né?
18:36E fechei com o Van Dijk na hora.
18:39Foi rápido.
18:40O Van Dijk demorou duas horas de tempo.
18:43porque ele tinha vontade de vir.
18:45Ele apareceu e eu
18:46fui pedir permissão para a esposa.
18:49E o Van Dijk voltou.
18:53Benditos canoas.
18:54Liguei para o Marcelo Santana.
18:57O Marcelo Santana foi mais difícil
18:58porque o Marcelo Santana é um profissional
19:01que já tinha um nível salarial bem alto.
19:04No último trabalho tinha sido no Vasco.
19:06No Vasco.
19:07E aí eu disse assim...
19:08Meu irmão, venha para cá.
19:09Preciso que você me ajude.
19:12Eu preciso de gente com vontade
19:15de vencer.
19:16De gente que tenha
19:19força para reconstruir.
19:21E eu sei que você tem,
19:22que você é jovem.
19:23Venha para cá me ajudar.
19:24E aí a gente fechou.
19:26Marcelo veio.
19:27Van Dijk veio.
19:28E aí eu liguei para o Emerson.
19:30Eu disse...
19:31Oi, Emerson.
19:31Eu disse...
19:31Oi, meu presidente.
19:32Ele me chama de meu presidente, né?
19:34Aí eu disse...
19:35Meu irmão, tudo bem?
19:36Como é que você está por aí?
19:37Ele disse...
19:37Ah, eu estou por aqui.
19:38Estou treinando.
19:40Sou o treinador de goleiro e tal.
19:43Estou no de padaria também lá.
19:45É.
19:45Aí eu falei assim...
19:47E aí, Emerson, deixa eu te falar.
19:48Eu assumi a diretoria de futebol do Paissandu.
19:51Estou precisando de ti.
19:53Você vem para cá...
19:55Ele virou para mim e disse assim...
19:56Eu vou só falar com o Dado.
19:58O Dado é o chefe dele lá, né?
20:00Eu vou só falar com o Dado e me diga quando é que eu vou chegar, que eu estou chegando.
20:06Aí eu liguei para o Dado para dizer para o Dado que eu tinha procurado o Emerson, né?
20:11Para não ficar parecendo um negócio chato e tal.
20:13O Dado estava aí em umas reuniões da CBF, estava muito atalefado, eu mandei mensagem para ele.
20:19Mas o Emerson acabou vindo para cá para nos apoiar.
20:22Então, e depois dessas contratações, o que nós decidimos?
20:30Qual é o campeonato mais importante para o Paissandu?
20:33É a Série C.
20:34Então, vamos procurar um profissional que conheça a Série C.
20:39E aí, um estudo muito bem feito pelo Marcelo Santana, o Vandique acompanhando.
20:45Tivemos uma reunião e o Marcelo apresentou.
20:47Olha, o nome é esse aqui.
20:49Júnior Rocha.
20:50Nas últimas quatro competições, ele esteve em todos os quadrangulares.
20:56E que vem dando conta do recado, fazendo um excelente trabalho.
20:59Ele, com certeza, é um dos expoentes desse tipo.
21:01Fez no Caxias ano passado.
21:02Um bom trabalho no Caxias, com muitas limitações, material humano.
21:05E ele conseguiu um bom resultado.
21:06Ele chegou no quadrangular da Série C em primeiro lugar.
21:10E assim, nós chegamos no Júnior Rocha, iniciamos as tratativas.
21:16E o Júnior Rocha aceitou.
21:18E eu vou te dizer.
21:20Júnior Rocha é um cara, além de ser um técnico estudioso, inteligente.
21:27Ele abraçou a nossa ideia.
21:28Sim.
21:29Sabe?
21:30Ele abraçou o Pai Sandu, a gente que estava ali.
21:33Mostramos para ele que nós estávamos reconstruindo.
21:36Mostramos para ele que a gente estava começando uma nova fase.
21:39E ele abraçou essa ideia, sim.
21:41E eu vou te dizer.
21:44Para o momento que nós estamos hoje.
21:46Não haveria pessoa melhor.
21:48Não haveria pessoa melhor.
21:49E eu espero que mesmo que o Maia não esteja ano que vem, o Júnior Rocha continue no Pai Sandu,
21:56com o Pai Sandu na Série B.
21:57Ele esteve aqui há pouco tempo conosco, comigo e com o Rodolfo.
22:01E deu para perceber o envolvimento dele com a causa.
22:05Com essa ideia de valorização da base.
22:08A gente vê que não é aquele discurso profissional de você estar catando o direcionamento, o alinhamento de uma diretoria.
22:17A gente vê realmente que ele aposta naquilo.
22:19Que ele acredita nessa ideia.
22:21E que ele gosta muito dessa garotada na qual ele está apostando.
22:25Ele abraçou.
22:26Os garotos têm ele como um pai.
22:29Muita conversa.
22:30O Marcelo Santana também com muita conversa.
22:32O Vandique com a experiência como jogador.
22:34Eu conversando também com os jogadores.
22:36O próprio presidente, Márcio Tuma.
22:38Então, assim, abraçamos esses meninos.
22:41E eu acho que o ponto mais importante de todo esse abraçar a garotada da base
22:46foi a decisão que foi tomada de nós levarmos eles para morarem no hotel do Pai Sandu.
22:54Aí o que aconteceu?
22:56Vamos morar no hotel.
22:57Toda a alimentação adequada.
22:59Preparamos esses meninos para assumirem essa responsabilidade que eles assumiram.
23:07Claro e evidente que a gente entende que ainda vai haver um amadurecimento deles ainda muito mais com o tempo.
23:16Mas eles estão muito dedicados.
23:18Estão se doando muito.
23:19E eu vou te dizer, Sian e Max,
23:22o nosso grupo, ele é muito bom.
23:24Ele é muito unido.
23:26Quando você fala que é um por todos, todos por um,
23:28realmente, essa é uma frase que conceitua muito bem essa equipe do Pai Sandu esse ano.
23:35A gente está vendo isso porque, sinceramente, cara, a entrega...
23:39Pena que não venceu o Brusque, teve a arbitragem, viu uma coisa ali que só...
23:44Foi uma intensidade, tanto que no intervalo, no segundo tempo, veio todo mundo morto.
23:48E eu vendo nas redes sociais, com base nos nossos comentários também,
23:52eu vi a imprensa nacional falando, parece que é um jogo de Série A.
23:55O Pai Sandu não se apequenou em nenhum momento.
23:57O problema, enfim, é a qualidade também do Vasco, mas a gente está vendo isso.
24:01Contra o Brusque, o Pai Sandu joga bem, mas infelizmente não consegue a vitória.
24:04Também o árbitro deu aquela ajudada.
24:06Contra o Barra, um detalhe fez...
24:08Um espaço que o Pai Sandu deu, um.
24:10E o Varley fez o gol.
24:12Então, o caminho é esse, né, Maia?
24:14Não, nós não temos alternativa, Max.
24:19Hoje, o Pai Sandu está religiosamente em dia.
24:23Tem pago antes da data de vencimento do pagamento, que é o quinto dia útil.
24:28As premiações estão todas em dia.
24:30O presidente Márcio Tuma, ele tem tido esse cuidado, né?
24:34Até porque futebol sem pagar é bem complicado.
24:37E ele tem esse cuidado de cumprir com essas obrigações.
24:40Nós estamos dando todas as condições das nossas possibilidades, né?
24:45Com o nosso hotel, concentração.
24:47E, infelizmente, nós não podemos contratar aquilo que a gente não pode pagar.
24:55Nós não podemos fazer isso com a instituição.
24:57Eu fico muito triste quando eu vejo presidentes que, lamentavelmente, contratam sem nenhuma responsabilidade,
25:08deixam um rombo extraordinário, gigante dentro do clube.
25:12Fica para o clube, né?
25:13E não se faz nada, entendeu?
25:15Então, a gente não pode trabalhar dessa forma.
25:17A gente tem que trabalhar com responsabilidade dentro do Pai Sandu,
25:20contratando dentro das nossas condições.
25:22Nós vamos contratar.
25:23É isso que eu ia lhe perguntar, Márcio.
25:24Vamos contratar, né?
25:25Mas tem que ser com responsabilidade.
25:28Pois é, Márcio.
25:28A questão que muitos torcedores falam, e nós também, da imprensa, percebemos isso.
25:36Por exemplo, no próprio jogo com o Vasco, foi explícito isso.
25:39O Pai Sandu, hoje, não tem um grupo, um plantel.
25:44Ele precisa de peças de reposição.
25:46Essas peças de reposição fizeram muita falta no segundo tempo do jogo com o Vasco.
25:51Como fazer agora, diante dessa realidade financeira do clube, como contratar bem?
25:58E quais são essas peças que você considera primordiais hoje para o Alenco?
26:03Olha só, Ciane.
26:04A contratação, ela não é só a questão de encontrar um nome e contratar.
26:13Como a maioria dos torcedores pensam que é.
26:16É igual um jogo de futebol.
26:19A grande maioria das pessoas acham que é só entrar nas quatro linhas e jogar aquela partida.
26:26Antes dali, tem muita coisa que acontece.
26:29Então, hoje, para contratar, o nosso staff do futebol, ele, primeiro, avalia o atleta que nós estamos precisando,
26:40a posição e a característica que nós precisamos.
26:43Com base nisso, nós vamos ao mercado procurar esse atleta.
26:47Depois que a gente encontra esse atleta, a gente verifica se existe a possibilidade de ele vir para o Paissandu.
26:54Se existe, a gente entra em contato e pergunta.
26:57Você quer vir jogar no Paissandu?
27:00Essa é a primeira pergunta que a gente faz.
27:02Se o atleta diz que tem interesse de jogar no Paissandu, aí a gente continua.
27:07Conversa sobre questão salarial.
27:09Hoje, a gente tem uma limitação salarial.
27:13Até porque eu vou te falar uma coisa.
27:15Se hoje aparecesse um benemérito para dizer que iria pagar um jogador de 200 mil no Paissandu, eu não ia
27:22querer.
27:24Por quê?
27:25Porque ia me causar problema interno.
27:28Ia me causar problema desnecessário.
27:31Todo mundo ali recebendo num patamar.
27:34E eu vou colocar um jogador de 200 mil que pode não render o que os outros estão rendendo.
27:41Eu vou criar um tumulto dentro do meu vestiário, do meu ambiente.
27:45E a única coisa que eu posso...
27:46A gente viver sem dinheiro, a gente vive.
27:48Mas viver num tumulto dentro do vestiário, aí você não chega a lugar nenhum.
27:54Então, hoje a gente tem que ter esse critério de avaliar o jogador para contratar, a característica,
28:00se ele está dentro do nosso padrão salarial, para que ele venha para somar.
28:05Vou te dar um exemplo.
28:07No último minuto, a gente contratou aí da janela, contratamos o Juninho.
28:12Você vê, o Ítalo sai, o Juninho entra e dá conta do recado.
28:19Dá conta do recado.
28:21Então, a nossa ideia é justamente essa.
28:24Olha, nós contratamos o Boni, um excelente lateral esquerdo.
28:29E contratamos o Taboca.
28:31O Taboca ainda não entrou em muitos jogos, mas ele tem entrado, ele tem correspondido.
28:36Jogador de intensidade, jogador de força.
28:39Destaque do Parazão, né?
28:40Destaque do Parazão.
28:41Então, a gente está à procura, sim, de reforços, né?
28:46A gente precisa contratar mais um atacante, um extremo.
28:51A gente precisa contratar mais um volante.
28:54A gente precisa contratar volante.
28:56Provavelmente, vamos precisar contratar mais uns dois.
28:58Por quê?
28:59Porque, olha, vou te dar um exemplo.
29:01O PH, o Pedro Henrique, terceiro cartão amarelo,
29:05na Copa do Campeonato Brasileiro da Série C.
29:09Na Copa do Brasil, ele pegou o terceiro cartão amarelo, não joga.
29:13Na Série C, se não me falha a memória, ele está com dois cartões amarelos.
29:17O Braia, que substituiu, saiu de campo, carregado.
29:21Machucado, ainda vai fazer avaliação.
29:23Vai fazer avaliação.
29:25Temos o Henrico, mas cadê o Subxíquio?
29:27Cadê o Subxíquio?
29:28O Vargas está em transição, né?
29:29O Matheus Vargas, né?
29:31O volante é prioridade.
29:33Volante é prioridade.
29:34Volante é uma prioridade, né?
29:36O extremo é prioridade para nós.
29:38E essas contratações devem ser feitas quando, Maia?
29:41Olha só, Siany.
29:43Você quer ver uma coisa que a gente precisa avaliar?
29:47Todos os jogadores que nós contratamos no início de temporada,
29:50todos eles estavam ativos no mercado, estavam jogando.
29:54Então, você viu que quando nós começamos o Campeonato Paraense,
29:58o País Sandu já começou bem.
30:00E aí é importante a gente também aqui falar um nome que eu ainda não falei.
30:04Do Léo Cupertino, nosso preparador físico.
30:07Que hoje é preparador físico da Seleção Peruana de Futebol Sub-20.
30:12Um grande profissional.
30:14Então, fez um trabalho maravilhoso com esses atletas.
30:16Vocês viram que nos repas a gente sobrou...
30:21Se tivesse o terceiro tempo, ia conseguir jogar.
30:23Sobrou a intensidade.
30:26E nós contratamos o Lucas Cardoso, que estava parado.
30:31E vocês viram aí quanto tempo o Lucas Cardoso ficou trabalhando para poder voltar.
30:37Voltou agora no último jogo, antes do Vasco.
30:41Eu não estou...
30:42Acho que foi contra o Barra.
30:43Entrou bem.
30:44Entrou contra o Barra.
30:45Entrou bem, jogou bem.
30:45E estreia contra o Guaporelli na Copa Norte.
30:47Quanto o Guaporelli não foi tão bem, mas contra o Barra jogou muito bem.
30:51Cumpriu a missão tática muito bem.
30:55Entendeu?
30:56Então, a ideia sempre nossa é contratar jogador que esteja em atividade.
31:00Porque você perde menos tempo para preparar esse jogador para jogar.
31:04Então, nós estamos trabalhando no mercado.
31:06Nós podemos contratar jogadores sem clube, jogadores que tenham pleiteado rescisão indireta.
31:15E nós estamos aguardando uma decisão da CBF.
31:19Não sei se vocês sabem.
31:21Foi pleiteado pela Federação Paulista.
31:23Vocês sabem disso?
31:23Sabe, Max?
31:24Sim.
31:24Mais um período para contratar, porque tem alguns jogadores que vão ficar sem emprego,
31:28vão ficar sem calendário.
31:29Os atletas do Campeonato Paulista A2 foi pleiteado que a CBF autorize que os membros sejam contratados
31:36pelos clubes que estão em atividade.
31:38Então, a gente está acompanhando essa movimentação.
31:41E é um mercado muito rico, muito interessante.
31:43O Paulista A2, para você ter uma ideia, na Paulista A2 nós estamos acompanhando dois atacantes.
31:50O Macário e o Juninho.
31:54O Macário foi o artilheiro da competição, enquanto ele esteve jogando.
31:59O Juninho foi o vice-artilheiro, enquanto a equipe dele estava jogando.
32:04O Juninho que vocês trouxeram.
32:05Que nós trouxemos.
32:06Aí o que aconteceu?
32:08A comissão técnica avaliou e achou que o Juninho se enquadrava melhor,
32:14taticamente, do que a gente queria.
32:16Então, trouxemos o Juninho.
32:18Então, nós estamos muito atentos ao mercado, nós estamos acompanhando, né?
32:22O Macário é um excelente jogador, eu queria ter dinheiro para ter trazido o Macário também,
32:26que está no Brusque, fez gol agora no último jogo.
32:30E a questão, uma questão polêmica, digamos assim, que dividiu opiniões,
32:35foi a decisão da recuperação judicial, né?
32:39Você, qual a sua opinião sobre isso?
32:41E, primeiramente, como é que está o processo da recuperação judicial?
32:44Já foi feito um relatório, um dossiê?
32:47Como é que está esse processo?
32:48Olha só, Siane, quando eu voltei agora para o Paissandu,
32:52eu te falei que eu voltei com o Rocha da Aguilera,
32:54quando o Rocha saiu, eu coloquei o meu cargo à disposição para o Tuma,
32:59para que ele ficasse à vontade de chamar qualquer diretor que ele achasse que seria importante.
33:04Ele me pediu que continuasse o trabalho e eu estou atrelado só ao futebol.
33:11Eu não reúno com advogado, eu não sei de recuperação,
33:14e eu não sei porque o futebol já é muito trabalho, né?
33:19E aí, o presidente Márcio Tuma entendeu, porque eu estou só no futebol.
33:24Tem o Bruno Castro, que é o nosso diretor jurídico,
33:27que está acompanhando a recuperação judicial,
33:29junto com os advogados da recuperação judicial.
33:32Então, assim, sinceramente, eu não sei te dizer nada da recuperação judicial.
33:36Maia, nos dois anos nos quais você esteve,
33:40você manteve o Paissandu na Série B, mas não conseguiu nenhum acesso, né?
33:44Então, eu imagino a importância que é esse sonho do acesso à Série B para você, né?
33:51Você está apostando nisso e por que você está apostando nesse acesso?
33:56Eu acredito nisso.
33:58Eu acredito muito nisso.
34:03Um dos meus filhos falou assim para mim,
34:05pai, vá, porque o seu sonho era o acesso à Série A.
34:09Volte para ajudar o Paissandu a subir para a Série B.
34:12E eu acredito muito nesse acesso, eu vou te dizer por quê.
34:15Pelo nosso ambiente, pela forma como tudo está sendo conduzido.
34:20O presidente Márcio Tuma tem muito cuidado na condução de tudo, entendeu?
34:25Muito zeloso com relação a tudo.
34:28O trabalho que vem sendo efetuado pelo nosso staff do futebol,
34:32o Marcelo Santano, o Van Dicke, todo dia na Curuzu, acompanhando treinos.
34:36O nosso staff, o Marcelo e o Van Dicke, acompanham o treino do Sub-20, do Sub-17,
34:41para ver jogador que nós temos que estar de olho para acompanhar a desenvoltura do atleta, né?
34:49O Júnior Rocha, o Macaé, o Léo Cupertino, então, todo esse pessoal que veio,
34:55o Emerson, todo esse pessoal que veio para somar.
34:58Inácio.
34:58Inácio, que já estava com a gente, né?
35:01Todo esse pessoal que veio para somar.
35:03Eu te digo, Siane, que o ambiente, ele não é tudo para o acesso.
35:12Mas ele tem uma grande colaboração para isso.
35:16E o nosso ambiente, ele é muito bom.
35:19Eu estou muito confiante.
35:21E eu acredito que esse nosso ambiente vai terminar, sim,
35:24porque o Júnior Rocha é muito bom de trabalhar,
35:27é um técnico muito tranquilo, né?
35:30E a gente tem sempre avaliado...
35:34Não existe ali, olha, é interessante dizer isso,
35:37não existe vaidade.
35:40Não existe vaidade.
35:42Eu vou só te dar um exemplo.
35:44Eu indiquei o Macaé para a contratação.
35:46Como é que a gente faz hoje?
35:48A gente pega Macário, encaminha para o setor do scout.
35:52O scout faz um levantamento,
35:54separa vídeos do jogo, do jogador.
35:57Todo levantamento de minutagem,
35:58quantidade de jogos, e a gente reúne para decidir.
36:03Mas quando eu indiquei até o Macário,
36:05houve uma indicação do Juninho.
36:07Eu não lembro se foi o Vandique,
36:09ou se foi o técnico, ou o Marcelo Santana.
36:11Foi um deles três, que indicou o Juninho.
36:14Encaminhamos para os scouts, foi feito o levantamento,
36:16e aí a gente foi olhar as características do atleta.
36:20E, claro, quando se trata de características,
36:23a gente tem que ter a humildade de ouvir o técnico,
36:26que ele é o cara que ama a equipe que vai jogar.
36:29E aí o nosso técnico preferiu, pelas características, o Juninho.
36:34Não que o Macário não serviria, porque foi o artilheiro, né?
36:40Mas, assim, a gente tem essa humildade
36:44de sentarmos à mesa
36:46e escolhermos o melhor atleta
36:49que tem maior chance
36:51de ter uma performance grande dentro da nossa equipe.
36:55Porque isso é um trabalho em equipe
36:56para que todos nós busquemos realmente o acesso ao ZLB.
36:59Agora, Maia, aquele time de 2015,
37:01eu lembro muito porque foi meu primeiro ano no Jornalismo Esportivo
37:04e, de cara, eu já cobri aquele Paissandu de 2015.
37:07Cara, assim, foi incrível, né?
37:10E por um detalhe,
37:10a gente estava até conversando antes daqui
37:12do programa começar,
37:14da nossa gravação aqui,
37:15é que, por um detalhe,
37:16teve um jogo lá que praticamente
37:17foi um balde de água fria para o Paissandu,
37:20mas era um time impecável.
37:21Por exemplo, eu ia para o Mangueirão,
37:23lá cobrir o Paissandu,
37:24e eu tinha certeza que se o Paissandu tomasse um gol,
37:27o time ia fazer alguma coisa diferente.
37:28E isso aconteceu várias vezes, né?
37:31Eu lembro do primeiro jogo do Paissandu na Série B,
37:34que foi contra o Botafogo.
37:35O Paissandu inicia perdendo
37:36e começa na primeira rodada já perdendo,
37:38aí o torcedor já fica assim,
37:39o que vai ser do Paissandu nessa Série B?
37:41E termina em sétimo colocado, Maia.
37:43O que tu farias diferente ou não?
37:46Foi tudo correto, mas por um detalhe a gente não subiu.
37:48Como é que tu avalia,
37:50trazendo até para hoje essa tua situação de 2015?
37:52Eu faria uma coisa diferente.
37:55O restante tudo eu faria igual.
37:57Mesmo técnico,
37:59mesmos jogadores,
38:02faria tudo igual.
38:03A única coisa que eu faria é diferente.
38:07Eu contrataria mais uns três a cinco jogadores na reta final,
38:13entendeu?
38:14Porque foi isso que faltou para a gente.
38:17Com seis jogos para finalizar o campeonato,
38:20nós tivemos aproximadamente uns seis ou sete jogadores
38:23do Departamento Médico,
38:25jogadores importantes e que fizeram falta.
38:29Então, eu até comento isso com o Márcio Tuma.
38:32Digo, é Márcio.
38:35Como ex-presidente...
38:36A gente não pode voltar com o MTC.
38:38A gente não pode errar.
38:40A gente precisa fazer um esforço de contratar.
38:44O Márcio tem feito todos os esforços de contratar,
38:46claro, para poder pagar em dia.
38:48Mas a gente vai precisar reforçar a nossa equipe
38:50para que a gente possa alcançar o objetivo do acesso
38:54no final de outubro,
38:56no meio de outubro,
38:57ali perto do Sírio.
38:59Porque o último acesso do Paissandu...
39:00Foi no dia da trasladação.
39:02No dia da trasladação,
39:03eu tive que parar na Praça da República,
39:04a minha mulher rezando,
39:05eu rezando,
39:06mas eu disse,
39:06amor, vamos dar um tempo na reza
39:08que agora eu vou ver o jogo aqui no celular.
39:11Eu estava em frente à sede social.
39:13No momento, a Santinha passou
39:15e o Paissandu subiu.
39:17Foi muito legal.
39:17Foi logo uma questão de segundos.
39:19Aí terminou a trasladação,
39:21todo mundo para a DOC.
39:23Verdade.
39:23E aí, assim,
39:25eu acho que só mudaria isso, sabe?
39:28Agora, eu te digo uma coisa, Maxi e Siane,
39:32eu sou muito cristão, né?
39:34Eu acredito muito em Deus.
39:36Sou devoto de Nossa Senhora de Nazaré.
39:38Vai fazer promessa?
39:39É, claro, já está promessa, já está feita, né?
39:42E eu peço muito a intercessão
39:44de Nossa Senhora de Nazaré.
39:46E eu digo para vocês uma coisa, assim,
39:49com muita confiança, tá?
39:55Eu acredito muito
39:57que nós vamos conseguir esse acesso
40:00lá pertinho do Sírio,
40:04porque a paixão do torcedor paraense
40:06ela precisa estar acesa o tempo todo.
40:11O Renato Gaúcho falou da nossa torcida ontem, né?
40:14E precisa estar aceso, cara,
40:15porque eu vou te dizer uma coisa.
40:18Volto a te dizer,
40:19e eu já disse para eles lá,
40:20o nosso ambiente aqui
40:22me lembra muito 2015,
40:25nosso ambiente de hoje, entendeu?
40:27me lembra muito 2015.
40:29Então, eu estou muito confiante.
40:30da união, da qualidade, da entrega.
40:33Do dia a dia, sabe?
40:35Do dia a dia,
40:36de um cobrar o outro,
40:39de todos estarem juntos
40:41para cobrar um jogador,
40:43cobrar o outro.
40:44Se você notar,
40:44os jogadores conversam em campo.
40:47Se você notar uma coisa muito interessante,
40:50no jogo contra o Botafogo lá em São Paulo.
40:54não sei se o Max se notou
40:56e você notou, Siane.
40:58Nós saímos perdendo o primeiro tempo.
41:03O que foi que aconteceu?
41:04Quando acabou o primeiro tempo,
41:06os jogadores parecem que queriam
41:10lavar roupa suja lá no gramado.
41:13Eu até hoje nunca perguntei o que aconteceu.
41:15Mas eles se reuniram.
41:17Antes desse vestiário,
41:18eles se reuniram,
41:18se fecharam lá.
41:19Não sei até hoje
41:21o que eles disseram para o outro.
41:23Em 2016?
41:23Não, agora!
41:24Agora contra o Botafogo.
41:26E, quando o Pai Sandu voltou,
41:28com as orientações do nosso técnico,
41:31o que foi que aconteceu?
41:32O Pai Sandu virou o jogo.
41:34Então, eu acho que
41:35essa equipe de hoje
41:37que nós conseguimos formar
41:39com muita dificuldade,
41:40porque foram muitos não,
41:42muito jogador não quis vir,
41:45agora muito jogador quer vir.
41:47Agora, na hora do filé, né?
41:48Mas, como a gente já contratou
41:51a espinha dorsal,
41:53nós contratamos,
41:54nós entramos em contato
41:55com o jogador em janeiro,
41:57em dezembro,
41:59oferecemos o salário X,
42:01e ele falou,
42:01nossa, cara,
42:02que nem não tinha interesse
42:02e o Pai Sandu não pagava ninguém.
42:05Quando foi agora
42:06na última janela,
42:07cinco dias antes,
42:08ele ligou para o Marcelo Santana
42:09dizendo que ele queria jogar
42:10no Pai Sandu.
42:11Aí, o Marcelo virou e disse para ele,
42:13olha, deixa eu te falar,
42:14mas a nossa proposta de salarial
42:16agora é essa.
42:17Ah, mas vocês ofereceram em dezembro.
42:18Dezembro te ofereceu isso.
42:20Agora é isso, entendeu?
42:22Então, eu acho que a gente conseguiu
42:23reverter aquele momento
42:24bem complicado.
42:26E a gente está caminhando aí
42:27com humildade, devagarinho, né?
42:30Conquistamos o Paraense,
42:32estamos aí na Copa Norte,
42:34mas o nosso objetivo principal
42:36realmente é a Série C,
42:37é o acesso.
42:38E com promessa feita
42:39à Nossa Senhora de Nazaré.
42:41Promessa feita
42:42e será cumprida.
42:44Obrigada, Maia.
42:45Muito obrigada
42:45pela sua presença.
42:47Obrigada, Max,
42:48por mais uma participação importante
42:50aqui nessa conversa
42:51com o Alberto Maia.
42:51você trouxe muitos fatos importantes
42:55para relembrar,
42:57para valorizar,
42:58inclusive para valorizar
42:59o contexto atual do Pai Sandu,
43:01porque tudo,
43:02como o Maia falou,
43:03lembra o time de 2015,
43:05foi muito importante
43:06a sua presença aqui
43:07para relembrar tudo isso com a gente.
43:09Maia, muito obrigada
43:10e boa sorte ao Pai Sandu.
43:12Oi, Siane, Max,
43:13obrigado pela acolhida,
43:14eu sempre fico muito feliz
43:16de estar aqui.
43:17Siane é uma amiga
43:18de longos tempos.
43:20Obrigada.
43:21A Siane,
43:21quando eu vejo a Siane,
43:24permita-me dizer isso,
43:25Siane,
43:26me lembra muito
43:27o meu irmão Antônio Maciel,
43:29quando você estava lá com a gente
43:31naquela empreitada,
43:33de vir à presidência
43:34do Pai Sandu,
43:36me lembra muito isso.
43:37Mas eu quero aqui...
43:392020.
43:402020, é isso, 2020.
43:42Mas eu quero aqui
43:43aproveitar a sua audiência
43:44e agradecer a Nação Bicolor.
43:46Quero olhar ali
43:47para a Nação Bicolor
43:48e agradecer,
43:49dizer à Nação Bicolor
43:51que vocês é que fazem
43:53os nossos jogadores
43:55estarem comprometidos,
43:57darem o seu melhor em campo.
43:59Se vocês ouvissem
44:01o que eles falam
44:03no vestiário
44:04dessa torcida
44:05que nós temos aqui,
44:06apaixonada,
44:07vibrante,
44:09eu tenho certeza
44:10que vocês
44:12iriam ter a certeza
44:14absoluta
44:14do quanto
44:15essa equipe
44:16respeita a nossa torcida.
44:18Então,
44:18tenha um pouquinho
44:19de paciência,
44:20a gente está caminhando
44:21e se Deus quiser,
44:24com as bênçãos de Deus
44:25e a decisão de Nossa Senhora,
44:26estaremos na Série B
44:28ano que vem.
44:29Você aposta
44:30nesse acesso
44:31à Série B
44:31tanto quanto você apostava
44:33no acesso à Série A
44:34em 2016?
44:35Aposto.
44:36Estou confiante
44:37acredito
44:38e se Deus quiser
44:40com essas
44:42contratações
44:42que nós vamos fazer,
44:43se Deus quiser
44:44que vão somar
44:45com a equipe
44:45que nós temos atual,
44:46nós vamos dar o gás
44:48necessário
44:48para alcançarmos
44:49esse objetivo
44:50que é de suma importância
44:50para a instituição.
44:52obrigada, Mari.
44:53Obrigado,
44:53obrigado.
44:53Obrigado, Max.
44:54Até a próxima.
44:55E vocês aí de casa,
44:56muito obrigada pela audiência
44:58e até a próxima semana.
44:59E aí
45:02E aí
45:03E aí
45:05E aí
45:06Tchau.
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