- há 3 horas
A história de Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior em Belo Horizonte e sua intimidade com o lindo lago do amor, a Lagoa da Pampulha, já é de conhecimento público. O que pouca gente sabe é que a trajetória dele, assim como a da cidade, é cercada por cicatrizes deixadas pela tuberculose.
Quem conta essa história é Mariana Gonzaga, professora da Faculdade de Farmácia da UFMG. Filha de Gonzaguinha, ela hoje coordena o projeto Cuidado Farmacêutico na Tuberculose, iniciativa do Ministério da Saúde que oferece cursos para estudantes e graduados na área e que terá Minas Gerais como piloto.
IMAGENS: Jorge Lopes/EM/D.A Press; Redes Sociais, Arquivo pessoal
REPORTAGEM: Gabriel Ronam
APRESENTAÇÃO E EDIÇÃO: Jorge Lopes
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Quem conta essa história é Mariana Gonzaga, professora da Faculdade de Farmácia da UFMG. Filha de Gonzaguinha, ela hoje coordena o projeto Cuidado Farmacêutico na Tuberculose, iniciativa do Ministério da Saúde que oferece cursos para estudantes e graduados na área e que terá Minas Gerais como piloto.
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NotíciasTranscrição
00:00A minha avó, ela faleceu de tuberculose, então Odaleia Guedes dos Santos é a mãe do Gonzaguinha, do Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior.
00:11Meu pai nasceu em 1945, ela morre em 1947, ele tinha dois anos e aos 14 anos, morando ali ainda no Morro de São Carlos, ele tem a primeira tuberculose dele.
00:24O Brasil registrou mais de 84 mil casos de tuberculose em 2024, segundo dados do último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre tuberculose de 2025.
00:37Em Minas Gerais foram registrados mais de 4.500 casos, o que equivale a quase 20 casos por 100 mil habitantes, algo que não acontecia desde 2008.
00:46A professora adjunta da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais e pós-doutorada Mariana Gonzaga, que também é filha do cantor e compositor Gonzaguinha, explica o porquê do aumento dos casos de tuberculose e sua relação pessoal com a doença.
01:02É parcialmente bom a gente pensar nesse número aumentando, porque sempre haverá parte do sucesso do sistema de saúde, da gente estar conseguindo encontrar essas pessoas infectadas e doentes.
01:16Então, se a gente pensar que podemos ter maior estrutura de identificação, os profissionais de saúde mais focados na tuberculose, novamente, antes a gente tinha deixado um pouco de lado.
01:34É uma epidemia contínua do Brasil, mas a gente também tem que pensar o que está acontecendo com a sociedade que aumenta a chance de eu desenvolver a doença.
01:43Porque hoje é estimado aí que um terço da população mundial esteja infectada pela tuberculose latente, mas desenvolver a infecção depende da forma que eu vivo, da forma que eu como, da forma que eu durmo.
01:59Então, quando a gente pensa na situação de rua, o que ela representa?
02:05A gente tem um aumento na chance dessa pessoa, em situação de rua, adoecer.
02:10A pessoa que adoece, por exemplo, que tem diabetes descontrolado, que tem cânceres, né?
02:19E até quem pegou uma COVID que teve um perfil mais agressivo pode ativar uma doença latente.
02:27Então, houve mudanças aí socioeconômicas e também de saúde da população em geral.
02:35Que tipo de vida que a gente está levando também, né?
02:39Será que a gente está conseguindo se alimentar bem, dormir bem, de forma que o meu sistema imune vai ficar ali me defendendo dessa infecção latente?
02:48Eu preciso de pensar sobre isso também.
02:51Então, estamos detectando, nós, pessoas doentes, estamos buscando o sistema de saúde,
02:57mas também, o que é que está acontecendo que a gente está adoecendo por tuberculose mais também, né?
03:04É importante refletir sobre isso.
03:09E a gente sabe que pessoas com tuberculose, por exemplo, tem ao menos três vezes maior chance de ter depressão também.
03:17Então, já é uma pessoa que recebe o diagnóstico, muitas vezes vai precisar de passar por tratamento mesmo, da depressão,
03:27que esse estigma social vai potencializar ainda mais, né?
03:31Então, isso aí é uma coisa também que a gente tem que se preocupar.
03:36Porque uma pessoa deprimida, às vezes não vai ter motivação para terminar o tratamento.
03:41Então, o ciclo ali da tuberculose que a gente precisa se preocupar também, né?
03:45Isso eu estou falando uma pessoa com uma estrutura de vida mínima,
03:50mas aí vamos pensar, ela tem acesso à comida, ela tem acesso à moradia.
03:56Então, quando a gente pensa em situação de rua e como que isso cada vez mais representa em Minas Gerais,
04:02o aumento dessa população, é uma outra dimensão, né?
04:08E a gente percebe que as pessoas que mais abandonam o tratamento são dos grandes extremos.
04:13Ou as pessoas mais em situação mais precária ou situação melhor de vida, né?
04:20Então, pessoas que têm um poder aquisitivo alto, muitas vezes abandonam o tratamento
04:27porque sentem que aquilo não pertence à vida delas, né?
04:30Porque também é uma doença relacionada com estar pobre.
04:34Então, também é um ponto de vergonha e de abandono de tratamento.
04:40Então, são as duas populações desafiadoras aí de Minas Gerais.
04:45População de extrema risco, né?
04:48E a população de baixo risco.
04:51E que não quer ir no posto de saúde também.
04:52Então, eu preciso de ir no posto para pegar meu tratamento.
04:57Nossa, já é um desconforto para mim.
04:59Ah, eu não posso mandar alguém pegar?
05:01Não, tem que ser você.
05:02Você vai ter que passar ali pela consulta, frequentando aquele ambiente que às vezes você se sente distante, né?
05:11Então, são duas populações muito desafiadoras para a gente em Minas Gerais.
05:15A gente tem um aumento, sim, né?
05:20Da droga resistência.
05:22Tanto que isso motivou a incorporação do último tratamento, que é o que a gente chama de Bepal.
05:28Antes a gente falava da pessoa fazer um tratamento durante 12 meses, né?
05:33Droga resistente.
05:34Hoje a gente já consegue um tratamento só por via oral, né?
05:38E também até seis meses.
05:41Então, esse aumento, ele é internacional.
05:43No Brasil, não seria diferente, né?
05:47E a busca por tratamentos.
05:49Que a pessoa tenha maior comodidade de terminar.
05:53Porque é um grande desafio.
05:54Eu tenho que tomar um medicamento injetável.
05:57Eu tenho que ir para um centro de referência.
06:00E tem muita gente que vai desistir no meio do caminho, por causa disso, né?
06:04Então, isso foi uma grande vitória que a gente sabe que vai impactar.
06:08Mas é a mesma forma, quando a gente fala assim, ah, tem muito mais tuberculose droga resistente.
06:15Hoje, ou é porque a gente não estava olhando isso antes?
06:18Então, a gente teve uma incorporação de uma tecnologia aí nos últimos dez anos, né?
06:24Que ele já sai o meu exame, aqui em Minas Gerais, tenho acesso amplo a ele, que é o Gene Expert, que o seu exame já sai com resultado de resistência à rifampicina.
06:39Então, em questão de duas horas, eu sei se você tem tuberculose ativa ou não e se ela é resistente.
06:44Então, ficou mais fácil da gente iniciar um tratamento sabendo se a gente está lidando com o perfil droga resistente.
06:52Pensando que a rifampicina vai estar durante todo o tratamento da tuberculose, durante seis meses.
06:58Então, se eu já excluo essa droga resistente, já faço ali uma modificação no tratamento, é uma coisa assim, maravilhosa, né?
07:07A minha avó, ela faleceu de tuberculose, então, Odaléia Guedes dos Santos é a mãe do Gonzaguinha, né?
07:18Do Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior.
07:21Eles vêm, então, ele nasce na favela, no Morro de São Carlos, que faz parte da Estácio de Sá, do grande complexo Estácio de Sá.
07:33E, naquela época, assim como hoje, a gente sabe que morar em situação de favela aumenta a chance de adoecer por tuberculose.
07:44E, além disso, naquela época a gente também tinha os hábitos.
07:48Então, minha avó era cantora da noite, ela era cantora do rádio, então, ela cantava.
07:53E ser cantor, ser profissional ali da vida noturna, né?
08:01Também estava relacionado a pegar tuberculose e também, às vezes, não se alimentar tão bem, né?
08:08Tudo que a gente sabe hoje que aumenta o risco de tuberculose, de fato, estava ali na vida daquelas pessoas.
08:14E minha avó adoece de tuberculose, vai para um sanatório, né?
08:20E nesse sanatório ela morre.
08:23E meu pai nasceu em 1945, ela morre em 1947, ele tinha dois anos.
08:30Então, é uma criança que teve contato com uma pessoa com tuberculose.
08:35Isso a gente sabe hoje que aumenta a chance de ter a infecção latente.
08:40Naquela época a gente não tinha tratamento para criança, para bebê disponível.
08:46Hoje a gente já tem esse tratamento.
08:48Para quem tem a criança que nasce numa casa com a pessoa doente, ela vai ter que ser submetida ao tratamento.
08:56Então, a gente não tinha isso disponível naquela época.
08:59Eram pouquíssimos medicamentos para tuberculose disponíveis, né?
09:03E minha avó vai para o sanatório, tenta fugir algumas vezes, inclusive.
09:08Quando ela recebe a notícia, por exemplo, que meu avô ia casar, ela foge do sanatório, né?
09:15E pouco depois que ele casa, ela falece ali.
09:20E meu pai foi, então, criado pelos padrinhos deles, né?
09:24E aos 14 anos, morando ali ainda, no Morro de São Carlos, ele tem a primeira tuberculose dele, né?
09:32Então, como a gente sabe que a tuberculose é ativa, normalmente em questão de 5 anos,
09:38provavelmente não foi aquela tuberculose que ele pegou ali da mãe dele, né?
09:43Provavelmente foi um outro contato.
09:46Aí se cura, né?
09:48A gente sabe que assim, pouquíssimos medicamentos disponíveis também.
09:52Então, a chance dele ter ficado com uma doença latente também é possível,
09:57porque alguns anos depois ele volta a ter tuberculose de novo.
10:02Então, é relevante isso, né?
10:04E ele, depois que se cura, passa pouco tempo, vai morar com meu avô.
10:11E aí ele vai terminar a faculdade, né?
10:15Vai começar a ingressar ali, de fato, na música em si.
10:20E apesar de que aos 14, 15 anos, foi a primeira música dele, né?
10:27Que foi Primavera, que foi junto ali, se a gente for pensar, né?
10:32A tuberculose junto com o nascimento daquele artista, né?
10:37Que ele era.
10:38E mais à frente, quando meu irmão nasce, meu irmão é Daniel, né?
10:43Daniel Gonzaga, cantor também.
10:46E quando ele nasceu, meu pai estava com tuberculose.
10:49Então, meu pai fica isolado na casa, era casado com Ângela, né?
10:55E fica isolado na casa, porque meu irmão tinha nascido.
11:00E foi um momento marcante também, porque ele tem que ficar isolado
11:03para finalizar o tratamento.
11:05Naquela época, um tratamento ainda mais longo, de oito meses, né?
11:10Ficar em isolamento mais tempo.
11:12Hoje a gente fala em ficar 15 dias.
11:15E aí, nasce um disco maravilhoso, que é o Começaria Tudo Outra Vez.
11:21E é uma letra, assim, com múltiplos sentidos, né?
11:26Ele está pronto para começar de novo.
11:28Meu pai tinha plena consciência de que ele não viveria além dos 24, 25, né?
11:35Porque minha avó morreu aos 26.
11:37E ele não achava, tendo pegado tuberculose aos 14,
11:40que ele passaria, viveria tanto.
11:45Em Belo Horizonte, foi também um momento de maturidade
11:50para ele buscar cada vez mais estar saudável.
11:53De não ter uma nova tuberculose também.
11:56Então, primeiro, ele para de fumar, que foi uma decisão importante.
12:02Se vê mais vitalizado.
12:05Começa a fazer exercício físico.
12:07O lindo Lago do Amor dele, ele dava duas voltas de bicicleta ao redor da Lagoa da Pampulha por dia, né?
12:15De vez em quando me arrastava para alguns quilômetrozinhos ali com ele.
12:20Andava a Pampulha inteira de bicicleta, a UFMG mesmo.
12:25Muita gente fala,
12:25Fala, eu te vi pequenininho aqui com seu pai, porque a gente vinha de bicicleta para cá,
12:31e eu na garupa dele.
12:34Então, assim, foi um momento realmente dele buscar estar saudável,
12:38se alimentar bem, acordava cedo, fazia exercício.
12:42E aos 45, ele estava no auge, né?
12:45Estava pronto realmente para voar.
12:47E voou de uma forma ali que a gente não imaginava,
12:52mas estava muito bem, muito feliz com ele.
12:55E eu acho que ter tuberculose foi uma coisa marcante, né?
12:59Eu queria muito que as pessoas vissem a tuberculose como isso.
13:04Vai ser difícil, vai ser um diagnóstico que você vai ter e vai, né?
13:09Realmente marca, gente, mas curar a tuberculose,
13:13Nossa, pode ser um momento da gente pensar como que a gente pode estar mais feliz,
13:20mais saudável, diminuir um pouco a velocidade da vida, se for possível, né?
13:26Então, eu gostaria que as pessoas tivessem a oportunidade que ele teve
13:29de repensar a vida depois da tuberculose.
13:33A própria obra dele também traz ali algumas músicas que são sobre adoecer.
13:41Ele tem uma música que é dedicada para a minha avó, né?
13:45Que traz ali como que é tossir, está com um guardanapo ali molhado de sangue.
13:56Então, assim, são várias coisas que ele vai colocando também
14:00e retomando de vivenciar a tuberculose.
14:05Ele também se inspirava em várias pessoas, cantores da noite,
14:09que passaram pelo processo de adoecimento, né?
14:15Então, assim, também é uma doença que marca a obra dele.
14:20O meu pai sempre falava, tanto que ele tem algumas obras, né?
14:24Que ele usa, inclusive, diz que ele usa a palavra pessoa.
14:28Tem um disco dele que é Pessoa, Coisa Mais Maior de Grande.
14:31Então, ele sempre falou que ele preferia ser lembrado como pessoa, né?
14:37Não como artista.
14:39Ele preferia sentar com você e bater um papo, mais do que pedir um autógrafo, né?
14:46E ele te rabiscar um papel.
14:48Várias vezes, assim, a gente almoçando, jantando, alguém vinha.
14:52Falou assim, não, senta aí e vamos bater um papo.
14:54Aí as pessoas falam, nossa, o que é isso, né?
14:56Que coisa estranha.
14:57Não, muita gente recusava, assim, porque achava aquilo estranho.
15:01Não, só queria um autógrafo mesmo.
15:03Fico pensando como que ia ser, assim, essa vida atualmente, né?
15:07Com redes sociais e tudo mais.
15:10Mas ele queria ser pessoa, ele queria estar próximo das pessoas.
15:14Porque ele não se enxergava pra além, assim.
15:18Ele era o moleque, igual ele falava, entendeu?
15:20Não tem como uma pessoa que, de fato, sabe de onde veio,
15:23tem a maturidade de saber de onde veio e de onde poderia nunca ter saído, entendeu?
15:30Ter uma visão ali, né, luxuosa de como a vida se torna.
15:36Então, ele sempre foi essa pessoa muito pé no chão mesmo, muito politizado, né?
15:42Do ponto de vista do trabalhador, sempre foi uma coisa importante.
15:46Então, é uma obra acessível e é uma obra sobre ele, né?
15:50Então, assim, qualquer música dele que a gente ouça, fala assim, olha ali, é ele.
15:56E tem a história que todo mundo se conecta e tem a parte que é interna da nossa família.
16:03A gente fala assim, olha isso aqui, olha só, é a cara dele.
16:06E ele é muito coerente porque ele vive da forma que ele escreve, né?
16:10Então, ele é um pai da forma que ele escreve, ele é um marido da forma que ele escreve.
16:15Então, isso é uma coisa que eu aprendi de conviver, né?
16:20O exemplo, ele não é uma coisa que você fala para uma criança, é você tem que dar o exemplo, né?
16:27Então, assim, o meu pai, para nós, filhos dele, ele é uma pessoa, assim, em casa.
16:33Da forma que ele traz a música.
16:36Uma pessoa que pede desculpa, uma pessoa que se questiona, uma pessoa que recalcula a rota, né?
16:42Que se repensa, que para, pensa sobre ele, te induza a pensar também, né?
16:49Então, o que a obra dele faz por milhares de pessoas é o que ele fazia em casa com a gente.
16:55Então, a gente aprendeu, por exemplo, e eu não tenho como desviar dessa rota.
17:00Eu não vou seguir um caminho sem refletir, sem pedir desculpa, sem pensar em melhorar.
17:06Eu não tenho como pensar que existe ali, ah, eu sou uma pesquisadora maravilhosa, sou uma professora maravilhosa.
17:14Posso ser extremamente competente, mas de onde que eu venho?
17:18De onde que é, né? De onde que minha avó é? De onde que meu pai é?
17:22E a gente toca muitas vidas.
17:25Ele do jeito dele, eu da minha forma, enquanto docente, pesquisadora.
17:30E aí, quando a gente está tocando outra vida, a gente tem que ter responsabilidade, né?
17:35Sobre aquilo.
17:36Então, eu acho que o que ele faz, eu sigo um paralelo, apesar de ser a única Gonzaga que não trabalha com arte, né?
17:45Diretamente, mas eu acho, sim, uma arte, tocar vidas de forma humana, assim.
17:53Então, eu fico muito feliz e acho que eu só carrego o que ele me ensinou, mesmo assim.
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