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O jornal The Wall Street Journal publicou um alerta contundente sobre a expansão do PCC, classificando a facção brasileira como um dos maiores players do crime organizado mundial.

A reportagem detalha como o grupo ultrapassou as fronteiras da América Latina, estabelecendo uma rede logística que conecta portos brasileiros à Europa e à África. Para a imprensa internacional, o avanço do PCC e suas alianças com máfias estrangeiras representam uma nova e perigosa fase do narcotráfico global, colocando a segurança nacional brasileira sob os holofotes das principais agências de inteligência do mundo.

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00:00Tem um outro destaque que eu gostaria de compartilhar com vocês, que é uma informação que dá para conectar, inclusive,
00:06com aquelas notícias que nós trouxemos no início do programa.
00:09Inclusive, só um adendo, viu? A enquete do dia já está publicada no portal da Jovem Pan, também no nosso
00:16YouTube, tem tudo a ver com essa informação que nós vamos trazer agora.
00:19A imprensa dos Estados Unidos ligou um novo alerta sobre o alcance global do PCC e abriu caminho para a
00:27Casa Branca declarar essa facção como grupo terrorista.
00:32Misael Manetti chega ao vivo, vai trazer detalhes da notícia e vai contar essa história para a gente.
00:38Essa informação foi divulgada inicialmente em um veículo de comunicação muito conhecido dos Estados Unidos. É isso, Misael? Bem-vindo.
00:48É, Caniato, mais uma vez a gente tem aí o PCC sendo comparado à máfia italiana.
00:55Muito boa noite para você e boa noite para todo mundo que acompanha os pingos nos is aqui na programação
01:01da Jovem Pan.
01:03E isso acontece nesse momento aí, né, de várias discussões.
01:08Portanto, dessa vez, esse jornal norte-americano, o texto destacou o seguinte, que a facção brasileira vem ampliando a atuação
01:16dentro e fora do país com uma estrutura que é considerada sofisticada e semelhante ao de uma multinacional.
01:24Olha só o termo que utiliza.
01:26A publicação ocorre no meio de uma ofensiva, né, do governo dos Estados Unidos que pressiona o Brasil a classificar
01:33o PCC como organização terrorista.
01:36Autoridades brasileiras, no entanto, resistem à ideia e a avaliação é de que há uma diferença essencial.
01:44Qual que é essa diferença?
01:45Enquanto grupos terroristas têm uma motivação ideológica que flerta com religião ou diretamente, né, é religião, o crime organizado atua
01:56com foco apenas no lucro, como se fosse um poder alternativo.
02:01De acordo com a reportagem, o PCC já está presente em diversos países, expandiu as atividades para além do tráfico
02:09de drogas, atuando também em áreas como mineração ilegal, lavagem de dinheiro e contrabando.
02:16E é muito interessante refletir sobre isso, a gente já fez várias vezes até isso aqui, você pensar que o
02:22PCC expandiu tanto os negócios.
02:25Não é mais apenas crime, né, é negócio, porque você pensar em criminosos que atuavam apenas com o tráfico de
02:32drogas e aí a gente fala da cocaína, da maconha e de vários sintéticos.
02:37E depois a gente vê essa notícia de expansão, por exemplo, para fintechs, para postos de combustíveis e como diz
02:46a reportagem, para o comércio, para o setor de mineração ilegal, lavagem de dinheiro que a gente já sabe e
02:53contrabando.
02:54O grupo também mantém conexões com organizações criminosas internacionais, então existe uma estrutura, uma cadeia, né, muito bem feita e
03:06estruturada.
03:07E essa reportagem, só para mencionar que você havia me perguntado, é do Wall Street Journal, que é uma das
03:13principais mídias norte-americanas que vem trazendo esse tema.
03:20Nesse momento onde existe essa discussão muito forte em colocar ou não essas organizações criminosas como facções terroristas aqui no
03:30Brasil, tema muito tratado no Congresso e que tem opiniões diferentes nos espectros políticos e também entre várias autoridades.
03:40Caniato?
03:41Sem dúvida alguma.
03:42Misaia Maenete trazendo detalhes dessa reportagem, esse texto, né, essa matéria do The Wall Street Journal.
03:48Vamos analisar com os nossos comentaristas.
03:50Bom trabalho para você, Misael.
03:51A gente segue em contato.
03:53Qualquer novidade é só nos acionar.
03:55Vou começar esse giro de análises com o Cristiano Beraldo para trazer um rápido raio-x sobre o The Wall
04:01Street Journal.
04:02Por que destacar a atuação do PCC, esse paralelo que foi feito na reportagem com as máfias italianas.
04:11E quando se fala em uma operação que já pode ser comparada com a das máfias italianas, há um risco
04:19colocado aí na reportagem, inclusive para os negócios norte-americanos de alguns segmentos, né, Beraldo?
04:26Olha, Caniato, a reportagem, ela é muito feliz em retratar uma realidade.
04:32O primeiro comando da capital sob a liderança do senhor Marcola, que apesar de estar preso há muito tempo, continua
04:43sendo o grande líder.
04:44A figura mais respeitada dentro do PCC, e essa é uma organização responsável por uma atuação internacional do tráfico de
04:55drogas de forma impressionante.
04:58Agora, é curioso, Caniato, a justificativa, é curiosa a justificativa do governo brasileiro para dizer, não, não, tem uma diferença
05:06fundamental.
05:07Porque o que move o PCC não é uma questão religiosa.
05:12Mas o que movia o IRA na Irlanda? O que movia o ETA na Espanha?
05:18Não era motivação religiosa.
05:21E mesmo assim, cometiam atos terroristas.
05:26Cometiam atos que geravam o terror nas populações.
05:32Por quê?
05:32Porque o que eles queriam era território, assim como o PCC, assim como o Comando Vermelho, assim como o Terceiro
05:43Comando Puro, e seja lá quais outros nomes essas organizações terroristas brasileiras tenham.
05:51À medida que eles dominam o território, e dominam, não há dúvida disso.
05:57Alguém tem dúvida de que o crime organizado brasileiro, a partir dessas organizações criminosas, que eles dominam o território?
06:07No Rio de Janeiro, centenas, que são milhares.
06:10São Paulo, no Brasil inteiro, lugares onde a polícia não entra.
06:17O poder público não se faz presente.
06:20O que vale é o tribunal do crime.
06:23Isso é domínio de território.
06:26Nesses territórios, essas organizações criminosas faturam, não apenas com o tráfico de drogas,
06:35faturam com uma série de outras atividades, as quais os moradores daquelas regiões ficam submetidos.
06:44O gás, o tal do gato net, energia elétrica, há bairros na cidade do Rio de Janeiro.
06:51Cidade do Rio de Janeiro.
06:52O Rio de Janeiro, gente, foi capital do império, foi capital da colônia, foi capital da república.
06:59A cidade de uma importância mundial fenomenal.
07:02Hoje, em 2026, tem bairros no Rio de Janeiro, em que a companhia de eletricidade não consegue cobrar
07:14por mais de 80% da energia fornecida.
07:19Porque o crime não deixa que a conexão de energia seja desligada.
07:26Porque quem cobra energia é um crime organizado.
07:30Vocês estão de brincadeira?
07:33Essa discussão semântica vira uma justificativa para não agir.
07:38Enquanto isso, a população brasileira vai vivendo como refém.
07:43O brasileiro não pode sair numa cidade como São Paulo usando alianças.
07:47Vocês estão de brincadeira comigo?
07:49E aí vem, eu fico impressionado, Caneata, a festa que se faz.
07:54Não, agora!
07:56São Paulo vai ter a sua Times Square.
07:58Eu quero andar falando no telefone na rua.
08:01Estou pedindo muito.
08:02Eu não quero ficar olhando para o painel de LED, não.
08:05Eu quero poder andar com a minha aliança.
08:07Eu quero que a minha mulher, a minha mãe, a minha irmã, a minha filha,
08:12saiam na rua com uma bolsa, com qualquer pessoa, na civilização,
08:16e não fiquem com medo de serem empurradas, de caírem, de se quebrarem,
08:22serem violentadas, serem machucadas.
08:23Estão pedindo muito?
08:26Não!
08:26Mas nesse país do faz de conta, dessa terra encantada chamada Brasília,
08:32nesse castelo da Barbie, que é o Palácio da Alvorada,
08:37isso não existe.
08:39A semântica é muito importante.
08:42Não podemos deixar que os Estados Unidos, porque senão, ora, veja bem,
08:46imagina se os Estados Unidos começam a atacar essas embarcações submarinos,
08:52construídos pelas facções criminosas que levam cocaína para os Estados Unidos e para a Europa.
08:56Imagina!
08:57Terá um ataque à soberania brasileira.
08:59Afinal de contas, esses submarinos ilegais que levam drogas mundo afora
09:04tem bandeira brasileira.
09:06Ó, vamos ter que reagir.
09:07Então, fiquem reagindo com a dama do tráfico dentro do Ministério da Justiça.
09:12Fiquem reagindo com o presidente da República
09:15em cima de um palanque, de um palco, fazendo evento com a irmã do líder do tráfico de drogas na
09:25favela do Moinho.
09:26Este é o Brasil!
09:27Mas não, está todo mundo alucinado, falando de coisas absolutamente supérfluas,
09:33ao invés de agirem com a firmeza que a população brasileira quer.
09:36Pois é, os nossos comentaristas analisam uma matéria, uma reportagem publicada no Wall Street Journal
09:43destacando a atuação do PCC como uma organização criminosa criada nas prisões brasileiras
09:51se tornou uma potência global no tráfico de cocaína, especialmente.
09:57Deixa eu chamar o Bruno Musa para discorrer a respeito do alerta feito pela publicação.
10:02qual é a importância, qual é a interpretação que a gente deve fazer
10:08a partir da divulgação dessa matéria no Wall Street Journal
10:11e qual é a importância dessa publicação para o mercado norte-americano e global, hein, Musa?
10:17Veja, isso é extremamente relevante e ainda mais amparado pelo discurso do Beraldo agora.
10:22Realmente, parece que nós nos esquecemos do óbvio, do mais simples
10:27e queremos pular como se fôssemos ali um país normal.
10:30Não dá para ser normal um país onde 25% do território é praticamente 25, 30%
10:35é dominado por facções criminosas onde eles simplesmente mandam
10:39e a população precisa pagar para sobreviver, pagar a luz, pagar o gatunete,
10:43pagar o que for para que esses criminosos, que assim como o governo fala ali na sociedade
10:50que eles comandam, que é lá para o seu bem, etc., é o mesmo discurso, a mesma narrativa.
10:56Só que agora isso transcendeu algumas fronteiras.
10:59Ficou muito claro, ficou muito grande, ficou muito óbvio,
11:03entrou nas entranhas dentro da máquina pública brasileira.
11:07O custo da violência no Brasil é simplesmente inestimável.
11:11Segundo alguns cálculos, custa mais de R$ 170 bilhões por ano
11:15para as empresas para conseguir se proteger disso.
11:19Em muitos casos, o seguro chega a custar por volta de 30% do preço da mercadoria.
11:26Claro que isso é repassado.
11:27Em alguns locais, empresas de logísticas não entregam seus produtos
11:31porque não há sequer empresas de seguro que aceitam fazer esse trabalho,
11:37segurar aquela carga em determinadas regiões.
11:40Que mundo é esse?
11:41Que país é esse que supostamente é a 11ª economia do mundo?
11:45Quais são esses paradoxos que nós vivemos?
11:49Então, realmente, esse setor precisa ser encarado de frente.
11:54O crime organizado tomou proporções colossais
11:58e isso não adianta tapar o sol com a perneira.
12:01Governos de esquerda tendem a ser mais lenientes com o crime,
12:06uma vez que eles entendem, completamente errado,
12:10que o criminoso é o fruto de uma sociedade desigual.
12:14Só que grande parte dos pobres, em números, não são criminosos.
12:20Portanto, o crime é uma escolha.
12:22Aquela pessoa decidiu ir para o crime.
12:25Caso contrário, se fosse assim, o contrário,
12:28todos os pobres optariam pelo caminho do crime.
12:31E não é isso que acontece.
12:32Só que no Brasil, grande parte dos homicídios sequer chegam a ser elucidados.
12:37Grande parte dos roubos sequer chegam até o caso da polícia.
12:42E quando chega, eles ficam pouco tempo na cadeia.
12:45Portanto, há uma lógica completamente invertida.
12:48Ainda mais quando o crime organizado tomou o Estado por dentro,
12:52sequestrou boa parte das instituições,
12:54que passam a ser coniventes e trabalharem para eles.
12:57Portanto, grande parte dos criminosos ficam nas ruas,
13:00praticando seus crimes de forma recorrente
13:02e tem todo o incentivo para que ele continue fazendo isso.
13:06Uma vez que o retorno do roubo é maior do que a probabilidade dele ser preso.
13:12Consequentemente, o Brasil se torna um país praticamente de narcoterroristas.
13:18E isso está sendo colocado agora pela imprensa americana.
13:21Vamos lembrar, o Wall Street Journal já fez altas matérias criticando o governo anterior.
13:26Antes que muitos aqui de oposição vão dizer,
13:29não, então o Wall Street Journal é bolsonarista.
13:31Longe disso.
13:32Tem o trabalho de ler editoriais anteriores.
13:35É que é uma obviedade.
13:37O Brasil hoje é um país onde, infelizmente,
13:40para aqueles que são imorais, o crime compensa.
13:43A justiça é perdulária e permite que grande parte dos criminosos
13:48continuem recorrendo,
13:50espoliando a propriedade privada das pessoas
13:52sem sequer ter nenhum tipo de punição.
13:55Agora, transcendeu essas barreiras
13:58uma vez que começou a afetar países vizinhos.
14:01Aguente as consequências.
14:02Pois é, inclusive a nossa produção,
14:05separou a reportagem que os nossos comentaristas analisam,
14:09destaque, está aí.
14:10Já traduzida, o Wall Street Journal como uma facção criada nas prisões do Brasil
14:16se tornou uma potência global do tráfico de drogas.
14:20Daí tem a linha fina, né?
14:21Do tráfico de armas em Boston aos ataques piratas na Amazônia,
14:25o PCC representa um dos maiores riscos aos esforços internacionais
14:30para conter o crime organizado.
14:33E aí, na parte de baixo, que a gente não consegue mostrar,
14:35tem uma foto do Herbas Camacho,
14:39o Marcos Williams Herbas Camacho,
14:41que é o Marcola, né?
14:43O líder do PCC.
14:44E a matéria destaca.
14:45O PCC prosperou,
14:47mesmo com o seu líder de longa data,
14:49atrás das grades.
14:50E aí em destaque o Marcola sendo transferido,
14:54provavelmente, pelas autoridades.
14:58E aí tem todos os policiais fazendo essa mudança de Herbas Camacho de presídio.
15:05Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila trazer também suas impressões.
15:10E aí, claro que isso acaba fomentando aquelas discussões, né?
15:13O que estaria por trás da nova avaliação, por exemplo, das autoridades americanas?
15:20Se os Estados Unidos passarem a classificar a facção brasileira
15:23como facção terrorista, uma organização terrorista,
15:27na prática isso mudaria o quê, Dávila? Por favor.
15:31A reportagem só não falou uma coisa.
15:34Que o Marcola pode ser solto daqui a pouco.
15:37Aí está todo mundo agora se debruçando, né?
15:40Como é que conseguem fazer com que haja uma outra ação
15:43para postergar a sua saída da prisão?
15:46Então, você imagina só depois de fazer uma reportagem dessa,
15:49descrevendo o PCC como essa gigantesca organização criminosa
15:54que toma conta de tudo que é área do Brasil hoje,
15:57responsável por ser hoje talvez a organização mais importante do mundo
16:01no tráfico de drogas.
16:02Aí o seu líder máximo que controla isso dentro da cadeia
16:05pode agora sair.
16:06Daqui a pouco talvez ele recupere aí seus helicópteros, aviões
16:10e outras coisas para continuar de algum paraíso
16:15comandando o tráfico internacional de drogas.
16:18O fato é que se nós não tivermos uma legislação específica
16:23para combater essas organizações mafiosas,
16:27o Brasil vai virar um narco-estado.
16:29O narco-estado, nós já estamos a caminho de se tornar um narco-estado.
16:32E a reportagem mostra com muita clareza
16:35como é que essa transformação vem acontecendo.
16:38Uma organização que nasceu no presídio de Taubaté em 1996
16:42se tornou hoje a maior organização criminosa do mundo.
16:47E assim como uma organização mafiosa,
16:49ela tem uma atuação empresarial
16:52tanto na área ilícita, que é o tráfico de drogas,
16:55como em áreas lícitas, que é o caso de Betis,
16:59Fintech, setor imobiliário, transporte, lixo,
17:06distribuição de combustível e tantas outras áreas.
17:09Tem um negócio que isso aumenta o custo dos negócios
17:13para as pessoas sérias.
17:14Se você está no ramo, por exemplo, de distribuição de combustível,
17:18agora o PCC atua, custa cada vez mais caro
17:21para você manter o seu negócio.
17:23Então, isso aumenta a análise de risco
17:25e, como bem disse o Bruno Musa,
17:27tem um enorme impacto em investimento.
17:29Você não vai investir num setor
17:31que o crime organizado vem dominando cada vez mais,
17:35ocupando um espaço relevante cada vez mais.
17:38Então, esse é o primeiro ponto.
17:39A segunda coisa é a infiltração dessas organizações criminosas
17:44no poder do Estado brasileiro.
17:47Isto é, na política, no poder judiciário,
17:50na polícia, no Congresso Nacional,
17:54mostrando que esses tentáculos do crime organizado,
17:58hoje, já estão inseridos no coração do Estado brasileiro.
18:03O terceiro ponto é um que nós sempre enfatizamos aqui
18:06quando descrevemos o drama no Rio de Janeiro,
18:10que é essa simbiose do crime organizado
18:13com as comunidades carentes justamente porque o Estado
18:17não consegue mais fazer a lei valer em territórios.
18:22Lá, o que vale, como bem disse o Beraldo,
18:25é a lei do crime, não é mais a lei do país.
18:27Então, onde há essa ausência do Estado,
18:31ela foi preenchida pelas regras do crime organizado,
18:34como bem retrata também a matéria no jornal americano.
18:38E, por último, esse avanço transnacional,
18:42uma organização transnacional que já atua em vários países,
18:47inclusive nos Estados Unidos.
18:49E aí, por último, esse enorme mecanismo de lavagem de dinheiro estruturada.
18:53Então, Caniato, para desmantelar isso,
18:56é necessário não só uma atuação dura no Brasil aqui,
19:00com as leis, leis rigorosas, combate à impunidade,
19:03mas enorme contribuição e colaboração
19:07com essas organizações internacionais dos Estados Unidos.
19:10Precisamos ter aí apoio de Interpol, de CIA, de FBI,
19:15de todas essas organizações
19:17para poder desmantelar essa rede gigantesca
19:21que se tornou o PCC.
19:22Então, Caniato, não é mais uma tarefa
19:24que o Brasil consegue resolver sozinho.
19:27É preciso hoje colaboração, cooperação
19:30com demais países para desmantelar
19:33essa gigantesca rede transnacional do crime organizado.
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