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A CPI do Crime Organizado chega à sua reta final no Senado com um alvo de peso: o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Na última reunião, os senadores buscam esclarecimentos sobre a infiltração do crime nas instituições. Analisamos os riscos políticos e os próximos passos dessa investigação.

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#CPICrimeOrganizado #claudiocastro #senadofederal #segurança #riodejaneiro #politica ítica

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Transcrição
00:00A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado do Senado vai realizar, nesta terça-feira, a sua última reunião.
00:08A pauta inclui a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro,
00:13e, após o depoimento, a votação do relatório final que será apresentado pelo senador Alessandro Vieira.
00:21Castro, que renunciou ao cargo de governador pouco antes de ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral,
00:29foi convocado pela CPI. O requerimento de convocação é de autoria de Vieira.
00:35Guilherme Resc, que está em Brasília, muito boa tarde.
00:40Por que é que a CPI quer ouvir tanto Cláudio Castro, ainda que um pouco tempo para trabalhar em cima
00:47do que eles vão ouvir do ex-governador?
00:51Boa tarde, Inácio. Boa tarde a todos que nos acompanham.
00:54Na justificativa desse requerimento de convocação que foi aprovado pela CPI, Inácio,
00:58que, como você falou, foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira, o relator,
01:02o Alessandro Vieira diz que, historicamente, o Rio de Janeiro tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime
01:09organizado no país.
01:10E que, nos últimos anos, no Estado, houve uma simbiose criminosa entre as facções ligadas ao narcotráfico
01:16e os grupos milicianos formados por agentes e ex-agentes de segurança pública.
01:21Ele relembra ainda, Inácio, que o Cláudio Castro, como governador do Rio de Janeiro,
01:25comandou as forças de segurança do Estado e geriu todo o aparato de inteligência governamental.
01:31Ele afina ainda que o Cláudio Castro, o depoimento dele na CPI,
01:34vai proporcionar ao colegiado um panorama macroestratégico,
01:39inestimável, bastante importante,
01:40para possibilitar a CPI investigar, avançar na investigação dos gargalos, das dificuldades,
01:46do combate às fontes de financiamento do crime organizado e ao crime de lavagem de dinheiro.
01:52Então, a gente só precisa ver agora se, de fato, o Cláudio Castro vai comparecer nessa oitiva amanhã.
01:56Porque, inicialmente, a CPI tinha marcado essa oitiva para a semana passada, para o dia 7 de abril.
02:02O Cláudio Castro entrou em contato com o colegiado,
02:04até porque a gente se lembra que é uma convocação,
02:06então ele é obrigado a comparecer.
02:08Se não conseguir um habeas corpus, por exemplo, do Supremo Tribunal Federal,
02:11autorizando que ele decida se comparece ou não,
02:14ele não foi atrás desse habeas corpus, até onde tem informação, pelo menos,
02:18não obteve essa possibilidade.
02:19Então, ele é obrigado a comparecer e, na semana passada,
02:22ele pediu para que a CPI adiasse o seu depoimento.
02:24E aí acabou tendo, então, essa mudança de data para o último dia da comissão, que é amanhã.
02:28O prazo de funcionamento da CPI do crime organizado vai até o dia 14 de abril.
02:33Enfim, agora falando um pouco em relação ao relatório final,
02:36Inácio, como você falou, também deve ser votado amanhã,
02:39após essa oitiva do Cláudio Castro,
02:41o que a gente pode esperar?
02:42Uma série de pedidos de indiciamento por parte do senador Alessandro Vieira,
02:46que é o relator,
02:46e também informações sobre a atuação do Banco Master,
02:49e de servidores do Banco Central,
02:51investigados aí, por supostamente terem recebido valores,
02:54para omitir irregularidades.
02:55Então, essa parte, essa parte da CPI,
02:58que investigou aí também a atuação do Banco Master,
03:02o possível envolvimento do Banco Master com fraudes financeiras,
03:05também estará no relatório do senador Alessandro Vieira.
03:08Então, a CPI, até relembrando,
03:09para você que está nos acompanhando,
03:11ela foi criada para, inicialmente,
03:13investigar a atuação, expansão,
03:15e o funcionamento do crime organizado no Brasil,
03:18mas, nas últimas semanas,
03:19ela vinha focando aí nessa questão da apuração,
03:22das fraudes financeiras,
03:23envolvendo o Banco Master.
03:25Apesar de toda uma série de decisões
03:27do Supremo Tribunal Federal,
03:28que acabaram, como o próprio senador Alessandro Vieira
03:30falou nos últimos dias,
03:31interferindo no trabalho da comissão,
03:33impedindo aí a convocação
03:35de pessoas ligadas a esse escândalo do Banco Master,
03:39e também de quebras de sigilo
03:41de pessoas investigadas.
03:43Mas, enfim, então,
03:43e aí, até lembrando também,
03:45o senador Alessandro Vieira
03:47vinha defendendo, nas últimas semanas,
03:49a prorrogação do prazo de investigação da CPI,
03:51que passasse aí do dia 14 de abril.
03:53Mas, na semana passada,
03:54ele se encontrou com o presidente do Senado,
03:57Davi Alcolumbre,
03:58e nesse encontro,
03:58Davi Alcolumbre não decidiu,
04:00afirmou a ele que não prorrogaria,
04:01porque se trata de um ano eleitoral,
04:03e não acha que é o melhor momento
04:04para que se prorrogue, então,
04:05os trabalhos.
04:06Uma argumentação que o Alessandro Vieira
04:08falou publicamente depois,
04:09que discorda,
04:10que para ele deveriam continuar os trabalhos,
04:12até para insistir nessa apuração
04:13envolvendo o Banco Master, Inácio.
04:15Mas, enfim, amanhã, então,
04:16terá essa,
04:17pelo menos está marcada
04:18nessa oitiva do Cláudio Castro,
04:20depois Alessandro Vieira
04:21faz a leitura do seu relatório,
04:22o relatório final da comissão,
04:24e então ocorre a votação.
04:25E tudo indica que,
04:27pelo menos,
04:27diferentemente do que ocorreu
04:28com a CPI do INSS,
04:30a CPI do crime organizado
04:31vai terminar, sim,
04:32com o relatório final, Inácio.
04:33Muito obrigado, Guilherme Reschi,
04:36e parabéns pelo seu aniversário de hoje.
04:39A equipe toda aqui...
04:40Obrigado, Inácio.
04:42Muito obrigado, Inácio.
04:43Imagina.
04:43Rodolfo Borges,
04:45analisando essas informações
04:46que o Guilherme trouxe,
04:49e também todo o contexto
04:50dos últimos meses,
04:52essa CPI deveria ter sido alongada, não?
04:56Olha, da perspectiva,
04:58da intenção
05:00de buscar alguma explicação
05:03ou mais dados
05:04ou ampliar uma investigação
05:05sobre um caso que está ocorrendo,
05:07que é o do Banco Master, sim.
05:09Se a gente for olhar
05:10só pela perspectiva da relevância
05:12desse assunto,
05:14a resposta é afirmativa.
05:15Agora, quando os senadores
05:17tentaram fazer isso,
05:19o Supremo Tribunal Federal impediu,
05:21como aconteceu também
05:22com a CPI do INSS.
05:24Agora, no caso da CPI
05:25do crime organizado,
05:26eu acho que ela foi
05:27muito mais moralizada
05:28pela STF
05:29do que a outra
05:30do INSS.
05:31Porque a CPI do INSS,
05:32ela correu bem,
05:35digamos assim,
05:35conseguindo ouvir gente
05:37e até quebrando sigilo também,
05:40até o ponto
05:41em que se aproximou
05:43do caso Master
05:45e, portanto,
05:46do STF.
05:47E é o mesmo que aconteceu
05:48com a CPI do crime organizado.
05:50Só que a CPI do crime organizado
05:51nem sequer chegou aí
05:52tão longe
05:52quanto foi a CPI do INSS.
05:55Foi na CPI do crime organizado,
05:57eu acho que ela terminou
05:58naquele momento,
05:59aliás,
05:59que o ministro Gilmar Mendes
06:01despachou
06:02para cancelar,
06:03para suspender
06:04uma quebra de sigilo
06:05da empresa Maridit
06:07do Dias Toffoli,
06:08colega dele
06:09no STF.
06:10No momento em que
06:11o Gilmar Mendes
06:12recuperou um processo
06:13antigo
06:14para
06:17protocolar,
06:18para dar essa liminar,
06:20acabou a CPI do crime organizado.
06:22E se vier a ter
06:24esse depoimento agora
06:25do Cláudio Castro,
06:26vai ser o último suspiro
06:27de uma CPI
06:28que está moribunda
06:29desde então
06:29e não vai servir
06:30para muita coisa.
06:32Porque o argumento
06:34do ministro Gilmar Mendes
06:34para suspender
06:36a quebra de sigilo
06:37foi de que a CPI
06:39do crime organizado
06:40não foi,
06:40não tinha no escopo dela
06:42ao ser instalada
06:42a possibilidade
06:44de alcançar
06:44o caso do Banco Master.
06:47Agora,
06:48se a CPI
06:49no caminho,
06:50na busca
06:51por solucionar
06:52questões
06:53de acordo
06:54com a perspectiva
06:55dos senadores
06:55que participam dela,
06:56considera
06:57que essa questão
06:59do Banco Master
06:59se encaixa
07:00naquilo que ela
07:01foi instalada
07:02para investigar,
07:03por que ela não
07:03poderia fazer isso?
07:05E quem
07:05que define isso?
07:07Deveriam ser
07:07os senadores,
07:08os membros
07:09da comissão.
07:10Mas não,
07:10coube a um ministro
07:11do STF
07:12bloquear
07:13essa investigação
07:14e ali,
07:15a partir dali,
07:15de sepultar
07:16essa CPI
07:16que,
07:18a exemplo
07:19do que já aconteceu
07:20com a CPMI
07:21do NSS,
07:22se tornou
07:25algo no caminho
07:27de políticos
07:28que pretendem
07:29se reeleger
07:30nesse ano
07:31e, portanto,
07:32na perspectiva
07:33do que diz
07:35o senador
07:36Davi Alcolumbre
07:36para os seus colegas,
07:38não tem por que
07:38continuar,
07:39porque agora
07:40a prioridade
07:40dos políticos
07:41é tentar se reeleger.
07:43Ricardo?
07:45Olha,
07:45o ideal
07:46é que fosse
07:47prorrogada,
07:47obviamente,
07:48é um escopo
07:50de altíssimo
07:51interesse
07:51da República,
07:52um escopo
07:53de altíssimo
07:53interesse
07:54da sociedade
07:55brasileira,
07:56mas como o Rodolfo
07:56acabou de falar,
07:58perdeu completamente
07:58sua razão de ser,
08:00porque a partir
08:00do momento
08:01em que,
08:01primeiro lugar,
08:02o STF
08:03começou a interferir
08:04desta forma,
08:05através de habeas corpus,
08:06através de proibição,
08:08através de cerceamento
08:09do trabalho
08:10que a CPI
08:11estava tentando
08:12desenvolver,
08:12perde completamente
08:13sentido.
08:14Esse relatório
08:15que vai ser proposto
08:16e vai ser votado,
08:17eu até me pergunto
08:18de fato
08:19o que ele vai ter
08:20de tão impactante
08:21assim para poder
08:21justificar
08:22ou ter justificado
08:23tanto tempo
08:24de trabalho.
08:25A meu ver,
08:26não vem nada
08:26de surpreendente aí,
08:28justamente por causa
08:29de todo esse cerceamento
08:30que já havia
08:31e a gente vinha
08:32observando também,
08:33conforme o Rodolfo
08:33também lembrou,
08:34na outra CPMI,
08:36lá do INSS.
08:37O ponto é que
08:38enquanto o Congresso
08:40brasileiro
08:41não conseguir
08:41se posicionar
08:44no sentido
08:45de enfrentar
08:46de igual para igual,
08:47de ter equivalência
08:49moral no embate
08:50com o STF,
08:51isso não acontece
08:53porque uma boa
08:54parte do Congresso
08:55é mais suja
08:56do que pau de galinheiro,
08:58eles mesmos
08:59estão pendurados,
09:00vários deles
09:00estão pendurados
09:01em processos
09:03no STF
09:03e é por isso
09:04que eles não
09:04trombam de frente
09:05com ministros
09:06que se envolvem,
09:07que se metem
09:08no trabalho legislativo,
09:09enquanto isso não ocorrer,
09:11a chance de CPIs
09:12ou CPMI
09:13produzirem algo
09:14efetivo
09:14fica muito limitada.
09:16Da mesma maneira,
09:18também não dá
09:18para a gente conviver
09:19com CPIs
09:20e CPMI
09:21que se transformam
09:22em mero palanques,
09:24principalmente
09:24em anos eleitorais
09:26e esse é um problema
09:27porque a gente tem eleição
09:28a cada dois anos,
09:29então sempre vai ter
09:30o componente político
09:31envolvido nisso aí,
09:33para que congressistas
09:35utilizem
09:35de um instrumento
09:37que seria tão importante
09:38para a sociedade
09:38em proveito próprio
09:40para poder querer aparecer,
09:42para poder um ficar brigando
09:43com o outro
09:43igual o menino
09:44de quinta série
09:44no recreio
09:45e trabalho que é bom
09:47efetivo,
09:48trabalho efetivo
09:48que é bom nada.
09:49É uma pena,
09:50seria desejável
09:51que continuasse
09:52desde que tivesse autonomia.
09:54Como não tem autonomia,
09:55que encerre de uma vez
09:56e poupe a gente,
09:57poupe a sociedade
09:58de gastar mais dinheiro
09:59e os parlamentares
10:01de perderem tempo
10:01com isso.
10:04O Guilherme falou
10:06na possibilidade
10:06de ele alcançar
10:07de alguma forma
10:08o caso do Banco Master.
10:10Pelo que o STF
10:12já deixou claro,
10:13não é que um relatório
10:14de CPI
10:15tenha toda essa relevância,
10:16ele geralmente
10:17perde indiciamento,
10:18mas do ponto de vista
10:19do STF,
10:20se tocar no Banco Master
10:21não vai ter validade nenhuma,
10:22porque o STF
10:23já deixou claro
10:24por meio de um ministro
10:26que a partir daí
10:28a CPI não pode pegar.
10:29Então,
10:30se tiver,
10:31vai ser mais alguma coisa
10:32realmente para a população.
10:33Olha,
10:34a gente tentou investigar aqui
10:35e não deu.
10:37E só uma denda,
10:38me pergunto,
10:38diga lá, diga lá.
10:39Um pequeno adentro
10:40nisso, Rodolfo,
10:41e o mais impressionante,
10:42Rodolfo,
10:43que a justificativa
10:44é inexistente.
10:45Porque vamos lá,
10:47se você tem uma CPI
10:48para poder
10:51investigar
10:51o crime organizado
10:52e você tem
10:54dentro do STF
10:55um escândalo
10:55do Banco Master,
10:57que sabidamente
10:58se utilizava
10:58de fundos.
10:59E esses fundos
11:00tinham a ver,
11:01foram fundos pegos
11:02em todo o escândalo
11:03envolvendo a REAG.
11:05E dentro desse escândalo
11:06todo,
11:07você tem as digitais
11:08do crime organizado,
11:09do PCC,
11:10está lá,
11:11são documentos,
11:12isso tudo saiu.
11:13Como dizer que uma coisa
11:14não tem a ver com a outra?
11:15Ou o crime organizado
11:16funciona em gavetinhas?
11:18Não,
11:18ele só operou lá
11:19e aquele dinheiro
11:20que ele operou
11:21é um dinheiro separado
11:23desse que foi descoberto aqui.
11:24É claro que não é assim
11:25e é óbvio
11:26que motivo teria,
11:27mas as vossas senhorias
11:29sempre dão um jeito
11:29de se blindarem.
11:31Mas nós sempre
11:33trazemos aqui
11:33todas as informações
11:35por mais desagradáveis
11:36que sejam
11:37para alguns
11:37desses nomes.
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