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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, informou na manhã deste domingo (12) que a comitiva americana deixou o Paquistão sem formalizar um acordo de paz com o governo do Irã.

Após rodadas de conversas mediadas em Islamabad, Vance afirmou que as partes não chegaram a um consenso sobre os termos apresentados por Washington. Segundo o comunicado oficial, o impasse central reside nas garantias de desnuclearização e no monitoramento de bases militares.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/1hC1l8l2eIc

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Transcrição
00:00Pelo menos duas reuniões trilaterais foram feitas na capital Islamabad durante o sábado,
00:06marcando as principais conversas entre Estados Unidos e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.
00:14Os governos de Washington e Teherã fizeram mistério e não deram detalhes sobre o andamento das discussões.
00:21Mas uma fonte ligada ao governo do Paquistão afirmou que as conversas avançam na direção certa.
00:27Na Casa Branca, o presidente americano Donald Trump disse que o resultado das negociações é indiferente
00:34e que os Estados Unidos já venceram o conflito.
00:38Já a agência estatal iraniana Fars afirmou que os Estados Unidos fizeram demandas excessivas sobre o Estreito de Hormuz.
00:46Uma das principais regiões de tráfego marítimo do mundo segue sob o olhar da comunidade internacional.
00:52Militares norte-americanos afirmaram que dois navios da Marinha atravessaram o Estreito no sábado
00:59para dar início à operação de retirada das minas instaladas pelo Irã.
01:04A operação contou com os destroyers USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy.
01:11Trump também garantiu que a frota iraniana responsável pela instalação dos explosivos,
01:16que inclui 28 embarcações, foi completamente destruída.
01:21Em resposta, a guarda revolucionária negou a ação e disse que tratará severamente qualquer embarcação militar que tente cruzar a
01:31região.
01:31A delegação dos Estados Unidos no Paquistão é liderada pelo vice-presidente J.D. Vance.
01:37O republicano viajou acompanhado do enviado especial Steve Whitcoff e do genro de Donald Trump, o empresário Jared Kushner.
01:45Já o Irã enviou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Arati, e o presidente do parlamento, Mohamed Bagir Galibaf.
01:54Além do controle e da criação de um protocolo seguro para navegação em Hormuz,
01:59os iranianos apresentaram outras nove demandas na contraproposta feita aos americanos.
02:04Entre os termos estão a liberação de bens e fundos congelados, a retirada de sanções e um cessar-fogo em
02:13toda a região do Oriente Médio, incluindo o Líbano.
02:18Já vamos começar com a análise com a Cássio Miranda, daqui a pouquinho Nelson Kobayashi conectado conosco também.
02:23Mas começando pela Cássio. Muito bom dia, Cássio.
02:26Bom, havia então essa expectativa, 21 horas de tratativas, só que muitas questões colocadas à mesa e não houve um
02:34consenso, um acordo.
02:36Essa foi a primeira rodada, só que enquanto isso, enquanto não se chega a esse consenso, as pessoas estão perdendo
02:42vidas e um caos está instalado não só por lá, mas gerando reflexos em todo o mundo.
02:48Bom dia, David. Bom dia, Bia. E um bom dia especial à nossa audiência.
02:55A questão do Irã e o conflito com os Estados Unidos não é uma equação simples.
03:01E não é uma equação simples por diversos dos seus elementos.
03:06Primeiro porque a questão do Estreito de Hormuz foi muito bem dito pelo Fabrício na reportagem e vale reiterar.
03:14Ali há um tráfego intenso de navios carregando petróleo mundo afora.
03:21E eu não preciso dizer, obviamente, da importância deste insumo para a economia mundial.
03:29Então, neste momento, há uma pressão do mundo em relação aos norte-americanos para que eles resolvam esta equação.
03:39Em segundo lugar, os Estados Unidos, especialmente Donald Trump, acharam que a fatura ali no Irã seria liquidada com muito
03:49mais facilidade.
03:50E não é o que tem acontecido.
03:54O regime iraniano não foi destituído, apesar da morte do seu líder.
04:00E aqueles que estão à frente do país têm feito muita, têm feito a salvaguarda da estrutura do regime político
04:10sem que os Estados Unidos, neste momento, tenham mecanismos, tenham ferramentas para transpor o que lá acontece.
04:18Em terceiro lugar, a partir do momento que o Irã foi atacado,
04:25eclodiram outras frentes de conflito no Oriente Médio, especialmente Israel e Líbano.
04:32E os Estados Unidos têm em Israel seu principal aliado.
04:36E no momento que os Estados Unidos pediram para que Israel cessasse,
04:42mesmo que temporariamente os ataques ao Líbano, isso não aconteceu.
04:47Israel, entre aspas, não obedeceu a determinação dos norte-americanos.
04:54Isso, obviamente, mostrou, estes três fatores, obviamente, mostraram fragilidade dos norte-americanos e de Donald Trump.
05:05O que não é bom no contexto atual.
05:08Então, eu confesso a você que essa primeira rodada não teve êxito,
05:12e eu acho que as próximas rodadas também não terão.
05:16Os Estados Unidos precisarão de muitos esforços para atender o que o Irã pede.
05:22Porque no fim do dia, neste momento, quem tem a vantagem política em termos de negociação são os iranianos.
05:32Nelson Kobayashi também chegando ao vivo conosco para comentar esse assunto.
05:3721 horas de negociação entre autoridades norte-americanas, autoridades iranianas,
05:43e sem um acordo de paz, apesar desse presente momento de cessar fogo, que também é bastante questionado, né, Kobayashi?
05:49A gente fala muito sobre o Trump always chickens out, que deu muito certo em várias estratégias,
05:54inclusive na iniciativa privada, enquanto administrador das próprias empresas,
05:59de sempre dobrar a aposta, depois recuar um pouquinho e conquistar aquilo que se buscava nas negociações.
06:05Mas quem assiste ou escuta o Jornal da Manhã já sabe que o Irã não se comporta como a Venezuela
06:12ou como outros países, o próprio Brasil, que foi atacado por meio de taxações e de sanções econômicas por Donald
06:20Trump,
06:20o Irã tem esse comportamento diferente de também dobrar a aposta.
06:25Então, mais do que analisar aqui a postura de Donald Trump nesse suposto fracasso ou derrota mediante essas negociações,
06:34eu gostaria também, Kobayashi, que você trouxesse a sua visão sobre o que nós podemos esperar do Irã nas próximas
06:41semanas.
06:42Bom dia.
06:43Bom dia, Bia. Bom dia, David. Bom dia ao Acácio, a todos que nos acompanham aqui no Jornal da Manhã.
06:48De fato, há uma diferença de perfis muito gritante entre os iranianos e os americanos,
06:54principalmente entre Donald Trump e o regime iraniano.
06:58De um lado a gente tem um jogador de pôquer nessa mesa,
07:01e do outro lado a gente tem alguém com o livro sagrado deles na mão.
07:05A gente está falando de um regime teocrático, xiita, que tem ali questões agora até familiares, religiosas,
07:14para tomar as suas decisões.
07:16E de outro lado o Donald Trump está vendo essa situação se estreitando de uma maneira que não lhe agrada,
07:23porque isso tem pesado na sua popularidade lá no território interno americano,
07:29principalmente diante de muitas críticas e da proximidade das eleições de meio de mandato no legislativo.
07:35Então o que se espera do Irã, aparentemente, nesse momento, é um posicionamento firme,
07:40sem blefes como o do jogador de pôquer americano,
07:44sem essas bravatas que a gente vê muito presentes nas metodologias do Donald Trump.
07:52E quando a gente não vê um acordo se aproximando, o que se espera é de uma reação internacional,
07:59porque esse conflito não está distrito aos interesses americanos e iranianos, ou israelenses que sejam.
08:08Esse acordo está no radar de todo o mundo, porque a gente está falando de uma crise no mercado de
08:14petróleo,
08:15a gente está falando de uma crise econômica,
08:17a gente está falando de muitos e muitos países que estão afetados com isso,
08:21e claro, a comunidade internacional também volta os seus olhos para esse conflito,
08:27para as finalidades econômicas, claro, e também para as finalidades humanitárias,
08:32porque enquanto o conflito existir, subsistir, a gente vê pessoas sofrendo.
08:37Nós estamos falando de um conflito que está mirando matrizes energéticas,
08:42a gente está falando de um conflito que está mirando infraestrutura, pontes,
08:47inclusive isso está expressamente em algumas das ameaças de Donald Trump.
08:51Ou seja, a gente está chegando num nível de crimes de guerra,
08:55e que certamente terão a sua reação também,
08:58apesar de toda a fragilidade dos organismos internacionais
09:03que seriam capazes de promover algum tipo de condenação ou sanção a esses envolvidos.
09:09O fato é, essa rodada de acordo não chegou a lugar nenhum,
09:14esperamos que de alguma forma, não se sabe qual,
09:17haja uma conciliação entre esses dois países
09:20para que não haja um agravamento ainda maior dessa crise.
09:24Nós estamos atentos.
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