- há 2 dias
La Promesa Capitulo 815 ( 10 abril )
Categoria
📺
TVTranscrição
00:00Não sepa nada de nosso trato.
00:02O que aconteceu, Martina?
00:03Que doña Pilarcita não quer falar comigo.
00:05Olha, Martina, não vou dizer que te disse porque sei que te molesta,
00:08mas se veia vir.
00:09Não vou dizer-me, mas me dizes.
00:11Pois é que talvez é o que você precisa,
00:12para que deixe de ponerte em evidencia e de passo de ponernos em evidencia os outros.
00:16Samuel e eu sabemos que o nosso é impossível.
00:18E sempre vou e me tropezo com a mesma pedra.
00:22Afinal, todos temos debilidades e tentações.
00:26Te preocupas por mim.
00:28Isso não te lhe vou negar.
00:29Eu faria qualquer coisa por ti.
00:36Martina.
00:40Queria ver como estabas.
00:41Se me permite um consejo, don Cristóbal.
00:43Mida as suas forças.
00:44Porque María Fernández é intocable.
00:47Bueno, isso está por ver.
00:48Manuel me está sugerindo que me ponga a fazer escultura.
00:51Sim, escultura, pintura, não sei.
00:53Qualquer coisa que te ajude a expressar
00:54ao máximo a tua criatividade, que está claro que tens a borbodones.
00:58Em meu hangar podrás deixar volar a tua imaginación.
01:00Te prometo que o pensaré.
01:02Ele é o maiordomo e eu o ama de llaves.
01:05E agora só temos uma relação estrictamente profissional.
01:09Não há outra mulher na sua vida.
01:10Não sei quem é, nem onde vivem, nem quanto tempo llevan juntos,
01:14mas me proposto averiguar.
01:16Eu vou ver a casa.
01:17Para que veas que eu fiz o esforço de ir.
01:19Que logo todos são recriminaciones.
01:20Eu posso tomá-lo como um princípio de reconciliación?
01:24Eu estou tentando.
01:25Era a minha dote, Ciro.
01:27Eu deveria ter a boa.
01:29Basta!
01:29Te repito que é nosso dinheiro.
01:31E sou eu quem decide.
01:32Pois Manuel não está tão seguro de isso.
01:34Manuel, Manuel, Manuel.
01:35Eu não sei como a minha prima te pode ter tão engaçada.
01:38Que queres dizer com isso?
01:41Ángela, a carta ao rei já está escrita.
01:43Só falta que tu a leas.
01:45Cambio a lo que me digas e la envio.
01:48Tráela e a leamos agora mesmo.
01:49Prefiro que la leas mañana.
01:51Con calma.
01:52O último que quero é que por minha culpa todo isto se siga retrasando.
01:55Era o secretario da duquesa de Alba e Montenegro.
01:58E para que te chamo?
02:00Porque, dado os últimos acontecimentos,
02:02já não ve oportuno que me presente em seu baile em Madrid.
02:05Se sigues por esse caminho, vai acabar perdendo tudo.
02:08Vai passar de oferecer ajuda a ter que pedirla.
02:10Parece que por fim Curro has solucionado as coisas com Ángela
02:14e quer cursar nossa peticão conjunta, Su Majestade.
02:17O muchacho se decidiu a dar o passo.
02:19Me compreenderás que não me põe a dar saltos de alegria.
02:22Para bem ou para mal, a sorte está echada.
02:26Venga.
02:27Ricardo disse que tinha essa entrada porque foi a las de copas
02:30depois da morte de Ana.
02:32A entrada tinha impresa uma fecha.
02:34E não é de quando disse o Sr. Arcos.
02:36Quando Ricardo foi a las de copas, Ana estava viva.
02:46E está você segura?
02:48Absolutamente.
02:50Mas por que...
02:51Por que tem você desatredado?
02:53Déjame ver essa entrada na que fala.
02:55Pois não, não pode.
02:55O sinto.
02:56Quando falei com Ricardo, se quedou com o papel.
02:59O que o convierte em mais sospechoso, se cabe.
03:02Não lhe parece?
03:03Mas você continua dizendo que está convencida
03:05de que a fecha era de dias antes de que Ana fora.
03:09Sim, sim, sim.
03:09Sem nenhum atisbo de dúvida.
03:12É que não dê crédito.
03:14Pois imagínese como me quedo.
03:17É que se este destino é o certo.
03:20O que é evidente, senhora Dara, é que don Ricardo miente.
03:23Pois assim, senhora Arcos.
03:25Ricardo estuvo na las de copas quando Ana ainda estava viva.
03:29E me encantaria estar equivocada, pero...
03:33É que tudo me conduce a o mesmo.
03:36Sim.
03:38Ele conduce a um lugar que nem se atreve a nombrar em Modalda.
03:44Dejémonos de eufemismo, senhora Dara.
03:46Porque as duas pensamos o mesmo.
03:51E é que estamos pensando que don Ricardo pudo matar a seu esposo, ¿verdad?
03:56A sola ideia de imaginarlo...
03:59É que me atormenta.
04:01Pois não é questão de atormentar-se,
04:03senão de afrontar-lo, Dara.
04:05Senhora Arcos, eu confio em Ricardo.
04:07Por dios.
04:08A ver, é um homem cabal, ¿no?
04:11Não sei.
04:11Em condições normais não lhe faria daño...
04:13nem a uma mosca.
04:15Você lhe disse, senhora Dara.
04:17Em condições normais.
04:19Mas nem você nem eu sabemos que pode passar entre Ricardo e sua esposa.
04:24Talvez ela descobriu fazendo algo malo.
04:26Discutiram e ocorreu o acidente.
04:28Ou talvez...
04:29Ela lhe atacou e teve que defenderse.
04:31Mas não deixaram de ser especulações.
04:34Sim, mas muito verosímiles.
04:38Porque...
04:39Se algo deixou muito claro, Ana, durante seu passo por a promesa, foi...
04:43A capacidade que tinha para levar a sua marida até o limite.
04:47E se o desquizou tanto que lhe fez perder o controle.
04:50É que pode passar isso, não é?
04:51Não sei, senhora Arcos.
04:53Mas, em qualquer caso, isso não é motivo para a violência.
04:57E...
04:57E muito menos...
04:58Para o assassinato.
05:00Sim.
05:01Mas não é algo que nos toque delucidar.
05:04A nós, senhora Darre.
05:09Deberíamos...
05:10Ir ao quartelinho para que o aborde a divulgamento me cartas, senhora Arcos.
05:13Não, não, não.
05:15Não, não.
05:16Não, senhora Arcos.
05:17Uma entrada não é prova suficiente para acusar a alguém de assassinato.
05:21Por dios.
05:22Pode que tenha esta razão.
05:24Mas...
05:24Mas algo devemos fazer.
05:25Bom, algo menos radical, por favor.
05:29Então, o único que se me ocorre é que fale com don Ricardo.
05:33Você já enfrentou as suas contradicções?
05:37Ele disse que sabe que ele tinha mentido.
05:39Que sabe que estive ali antes do que ele disse.
05:46Antes de seguir ele cobrando, pregúntele.
05:50E dele a oportunidade que se explique.
05:53Senhora Darre, sei que ele cuesta.
05:54Mas é o mais sensato.
05:56E também o mais gosto.
05:59E a raiz do que você falou com don Ricardo,
06:02pois...
06:03Seguiremos esclarecendo o que aconteceu.
06:07Não lhe parece?
06:22Você está bem?
06:25Sim, sim, só um pouco em tensão. É que a novela que estou lendo me tem em vilo, na verdade.
06:32Igual deverias buscar lecturas mais relajantes.
06:34Não, para nada. Me gusta que os livros me atrapem e não me suelten até que os termine.
06:39Por sorte, é uma novela. Basta com cerrar e olhar para voltar a realidade.
06:44Sim.
06:46Bom, quando você entrou, estava a ponto de ir à biblioteca para reunirme com Curro.
06:50Ah, me alegro.
06:52Sim.
06:53Supongo que isso quer dizer que começais a livrar as diferenças.
06:56Assim é.
06:58Que bem.
07:00Eu, por suposto, não penso em miscuir em nossa relação, mas...
07:04Mas a verdade é que me dói ver os distanciados.
07:08Imagínense a nós.
07:12Isso é porque os queres.
07:16Há sufrido muito por o seu amor.
07:18É hora de que sejam felizes.
07:19Os mereceis.
07:22Obrigada.
07:24Sim.
07:25Para mim é sido muito duro estar enfadada com Curro.
07:28E estou segura de que para ele também.
07:30Seguro.
07:31A verdade é que o que mais me ha dolido é que nos tenha costado tanto encontrar pontos em comum
07:36para começar a resolver nossas diferenças.
07:37Mas você diz que já nos encontrou, né?
07:40Sim.
07:41Sim.
07:41Mas eu reconoço que eu tenho que ceder muito.
07:45Sim.
07:45E acaso Curro, não?
07:47Sim.
07:48Sim, seguro que ele também está ponendo muito de sua parte, claro.
07:51Estou convencido.
07:53O que passa é que sempre tendemos a ver o que faz cada um.
07:57A nossa parte nos passa a todos.
08:00Será isso, sim.
08:02Sim.
08:04Sim.
08:04Estou segura de que pronto terminaréis fazendo as pazes por completo.
08:07Ojalá.
08:09E quando o rei responda a petición e determine se Curro recupera ou não a varonía, todos estarão por mais
08:15tranquilos porque se disiparão as dúdas.
08:18Para bem ou para mal?
08:20Para bem ou para mal, sim.
08:23Mas será uma preocupação menos.
08:25Isso, seguro.
08:28Espero que o monarca responda pronto.
08:30Bom, para isso primeiro. Há que enviar a petición.
08:34Como?
08:35Sei que você foi muito diligente na hora de escrever a carta e que Curro se retrasou um pouco mais.
08:41Mas agora mesmo eu vou reunirme com ele para revisá-la e enviar-la quanto antes.
08:45Não, não entendo nada.
08:48A petición já está enviada com as duas cartas.
08:53Que?
08:54Sim, as duas misivas iam no mesmo sobre.
08:58Don Cristóbal esta mesma mañana se levou junto ao resto das cartas para entregar-las na estaceta.
09:03Não, não, não, não. Isso é impossível.
09:06Que pasa?
09:07Disculpe, tenho que irme. É que temos um problema.
09:09Ángela.
09:14Que...
09:18Seu que aconteceu algo?
09:20Eu acabei de cruzar com minha filha e ia como alma que leva o diabo.
09:24Sim.
09:26Mas você discutiu?
09:28Não.
09:30Não exatamente.
09:32Conta-me tudo.
09:50Me has mandado a que te eche uma mão aqui, Maria.
09:53Ah...
09:53Lo siento. Sei que não te faz nenhuma ilusão, mas é uma ordem.
09:58Bom...
09:59Pois ve sacando o cajón dos cubiertos.
10:08Esta mañana hemos deixado uma conversação a medias.
10:12Uma conversação de o mais desconcertante.
10:16Desconcertante, hein?
10:19Sim.
10:19Eu confesso que não vou entender muito bem o que querias dizer.
10:22Vaya por Deus. E se supone que os dois falamos o mesmo idioma.
10:27Pois sim.
10:28Se supone.
10:32Mas é que às vezes me quedo mais confuso que se me falasse em chino.
10:37Maria, por que não somos claros?
10:41A que te refieres, Carlos?
10:42Pois a que me tienes loco.
10:44Que já não sei a que atenerme.
10:45Primeiro rompes comigo,
10:46depois vai ver a casa que supostamente não se vai pagar a don Manuel.
10:48E?
10:49Pois que não sei se isso é uma reconciliação ou o que é o que é.
10:51Pois é o que é, Carlos.
10:53E que diantres é?
10:55Que diantres é?
10:56A que te refieres com que vai tentar?
10:58Porque é que...
10:59Não sei...
10:59Já há que atenerme, de verdade.
11:01Não me aclaro.
11:01Sim, já me dou conta de que...
11:03Te cuesta compreender as coisas.
11:04Pois sim.
11:05Não sei se que a mí me faltan entendedoras,
11:06mas é que não me entero de nada.
11:07Bom, pois te lo vou explicar para que lo entiendas.
11:09Por favor.
11:11Não há nada que entender.
11:12Porque entre nós nada ha cambiado.
11:15Então, por que fuiste a ver a casa de don Manuel?
11:17E por que me dijiste isso?
11:18Para que vieras que não me cierro em banda, Carlos.
11:21Mas sigo pensando igual.
11:23E que significa que sigues pensando o mesmo?
11:25Pois é o mesmo.
11:26Mas é o mesmo que me has dito esta mañana.
11:27Pois te lo repito.
11:29Maria, mas não te das conta de que está sendo contradictoria
11:31com respeito a nossa relação?
11:32Bom, pois eu já não sei o que mais dizer.
11:36A ver...
11:37Vamos a ver que eu entendo.
11:40Ou seja, que tu, por um lado, não te queres casar comigo,
11:42nem viver comigo, nem nada comigo.
11:44Por aí vas bem encaminado, sim.
11:45Pois então, que queres fazer?
11:47Que queres fazer? Porque a mim me podras ignorar,
11:49mas ao bebê não me podes ignorar.
11:50Não.
11:52Isso desde baixo.
11:53E?
11:56E?
11:57Pois eu pensava que...
11:58Que se os senhores me permitem, me gostaria quedarme em palacio.
12:02Aqui?
12:03Sim.
12:04E fazer o que fez a doña Pía.
12:07O bebê nasceria aqui e se quedaria aqui um tempo e depois buscaria alguém que me cuidara.
12:12E eu?
12:14Pois tu eres su padre e o cuidarías, por supuesto.
12:18De hecho, isso seria as coisas mais fáciles que foram para a doña Pía.
12:22Nós dois cuidaríamos de ele.
12:24Mas não estaríamos juntos.
12:27Que te parece?
12:29Não, não, não faz falta que contestes agora, hein? Tampouco.
12:32Mas eu acho que é o melhor para ovo.
12:37Como se tu o dizes.
12:38Sim, eu digo. Estou convencida.
13:11Ángela.
13:15Onde está a carta que vas a enviarla ao rei?
13:19Pois, precisamente, agora mesmo eu estava buscando para que a leiéramos juntos.
13:24Não.
13:24Mas aqui vem agora tantas prisas.
13:29O marquês me disse que já está enviado.
13:33Não.
13:34Não pode ser.
13:35Eu a deixei aqui, em cima do escritorio.
13:38Já.
13:40Mas evidentemente não está aqui, por isso a estás buscando, não?
13:44Sim.
13:45E te confio que não o encontro.
13:48O que confirma o que a dito teu pai.
13:51Não, não, Ángela, é impossível.
13:53Nem sequer a meti no sobre junto à carta do meu pai.
13:56A qual também está enviada, Curro. Ambas o estão.
13:59Que não, que não pode ser, que eu estou por aqui, por algum lado.
14:02Muito bem. Quando a encontres me avisas.
14:05Disculpa.
14:07Acaso, o dudas?
14:08Pois sim.
14:10O Marquês parecia muito seguro e tu não dizes mais que vaguedades, Curro.
14:14Mas porque...
14:14Nem sequer sabe onde está a carta.
14:18O que não entendo, o que não entendo de verdade é por que demonios has mantenido toda esta farsa.
14:23Tudo isso de que querias que eu la leia para modificar coisas e total ibas a fazer o que te
14:26diese a gana.
14:27Ángela, que isso não é certo.
14:29Curro, te crees que sou idiota?
14:32Me has mentido.
14:33Que não, que para nada.
14:35Ah, não?
14:36Pois já me dirás.
14:38Ángela, que eu não te he mentido.
14:39É mais, estou todos estes dias esperando a que te dignases a ler esta carta.
14:43A pesar de tus desplantes e de tu mau humor.
14:45E então, por que está enviada já?
14:47Que não sei.
14:48Que eu só sei que te prometi que esperaria a que la leias e é precisamente o que eu fiz.
14:52Pois já vei o que te importa a minha opinião.
14:55Pois claro que me importa.
14:57Me interesa a tu beneplácito.
14:58Ah, sí?
15:00Muito bem redactada a carta.
15:02Curro, envíala quando te pareça.
15:05Ah.
15:06Não.
15:06Não, perdão, que já o has feito.
15:09Querias a minha maldita beneplácito?
15:11Pois aí o tens.
15:12Contento.
15:23Deita.
15:36Deita.
15:39Deita.
15:40Deita.
15:42Por isso, melhor vamos obviá-lo.
15:44Ojalá pudiera.
15:48Mas a coisa vai a mais.
15:53Me contou Leocadia que a duquesa de Alba e Montenegro
15:56retirou a Martín a sua invitação para que assista a sua baile de galas.
16:02De verdade.
16:05Não estava ao tanto, don Jacobo.
16:09Não, primeira notícia.
16:13Pois já me extraña, porque me consta que Martina conoce a notícia desde esta mañana.
16:18Ha tenido tiempo de sobra para informarle.
16:22Aunque...
16:22Hacen falta restos para comunicar algo así. Entendo que a pobre...
16:27Se sentirá culpable.
16:29Pois não tem motivo.
16:33A culpa de que le hayan retirado a invitação não é de Martina.
16:38A duquesa de Alba e Montenegro tiene derecho de admisión en sua baile.
16:44Por supuesto.
16:46Sí, tiene razón.
16:47Creo que la culpa es más bien de quien sea que le haya llenado la cabeza de pájaros a mi
16:51prometida.
16:52Haciéndole creer que seria buena idea salvar ese refugio de pobres.
16:55Vamos a dejarlo, por favor.
16:58Don Jacobo, se me quiere culpar a mí...
17:00Hágalo mencionando mi nombre, no se arrugue.
17:03Nunca lo hago.
17:06Pues diga lo que tenga que decir.
17:08No se muerdas a lengua, vamos.
17:10De acuerdo.
17:11Voy a ser muy directo aquí delante de todos.
17:13Ah, muy bien. Adelante.
17:15Escucho.
17:17Usted le ha puesto piedra tras piedra en el camino.
17:20Alentándola a hacer ese discurso emotivo sin ningún tipo de contenido.
17:24Y luego animándola a que llevara esas sirvientas para hablar delante de las damas del patronato.
17:27Que yo le he puesto piedras en el camino, su prometida.
17:29Pues sí.
17:30Sí le ha hecho pensar que saldrían cosas buenas de semejante sin sentido.
17:33Aquí lo único que le ha puesto trabas en el camino ha sido usted.
17:36Ah, sí, yo...
17:37Sí, tantas trabas que le ha hecho dudar de sí misma.
17:39Pues fíjese lo que le digo. Ojalá hubiera dudado más todavía.
17:42Hasta el punto de desistir por completo. Porque iba directo hacia el abismo.
17:46¿O acaso el tiempo no me ha dado la razón? ¿Acaso no ha pasado palabra por palabra lo que yo
17:50predije?
17:51Punto y partido para Monteclaro.
17:53Lorenzo, no es momento para chanzas.
17:55Es para quitarle hierro al asunto.
17:58Es incontestable que Martina se ha metido en un buen problema.
18:01Y es usted quien le ha empujado a que lo haga.
18:05Hay que reconocer que en eso tiene parte de razón.
18:10Y a ver ahora cómo sale de esta.
18:12Ha sido Martina quien ha tomado sus propias decisiones de forma autónoma.
18:16Y me parece muy valiente que haya optado por hacer el bien.
18:18¿El bien?
18:19El bien, sí.
18:20¿El bien?
18:22¿El bien para quién?
18:24Está claro que para ella, ¿no?
18:26Desde luego.
18:30Además, ese concepto es de lo más ingenuo y pueril.
18:33Solo los niños pequeños hablan de buenos y malos.
18:36Seamos un poco más respetuosos.
18:38¿A quién he faltado yo el respeto, Adonso?
19:02Aguarda un momento, Teresa.
19:08¿Qué?
19:09¿Qué?
19:10¿Qué?
19:10¿Desea algo señora?
19:11Estoy buscando a mi hija.
19:13¿La has visto?
19:15No, pero si quiere puedo ir a buscarla.
19:17No, no hace falta.
19:17Te aparecerá.
19:19Total, lo que tengo que decirle no es importante.
19:21Como quiera.
19:23Pero ya que estamos aquí, ¿podemos aprovechar y revisar los menús de la semana?
19:30Eso he dicho.
19:32Veo que llevas el cuaderno de notas en la mano.
19:35Sí, claro.
19:36Por supuesto.
19:42Últimamente te haces muy cara de ver.
19:48Bueno, es que se me acumulan las tareas.
19:53¿Cómo sigas así?
19:55Va a haber que pedirte audiencia.
19:59Lamento que haya tenido dificultades para encontrarme señora.
20:03Pero le aseguro que siempre estoy a su disposición para todo lo que necesite.
20:08Pues no lo parece.
20:10Últimamente te muestras huidiza y esquiva.
20:14¿Eso cree?
20:15No.
20:16No lo creo, no es una percepción mía.
20:19Es así.
20:21Concretamente desde que saltó a la luz tu relación con el mayordomo.
20:28Lo siento mucho señora.
20:31Es normal que te sientas avergonzada.
20:36Entre el señor Ballesteros y yo no...
20:39No hay absolutamente nada.
20:41Así que puedes estar tranquila.
20:43Lo estoy.
20:44¿O acaso tú me ves nerviosa?
20:48No.
20:51Lo único que quiero es que se cumplan las normas de la moral en esta casa.
20:56Por supuesto.
20:59Y espero no tener que volver a gastar ni un solo minuto de mi tiempo en resolver un asunto similar.
21:04Jamás.
21:06¿Te queda claro?
21:09Muy claro señora.
21:12Bien.
21:12Pues dejémonos de charla y pongámonos con los menús.
21:15Abre esa maldita carpeta.
21:17Sí, como quiera.
21:20O mejor...
21:21Haz que me traigan un café.
21:23No sea que nos alarguemos.
21:26Ahora mismo se lo traen.
21:45Martina.
21:47¿Es cierto lo que me ha dicho el capitán de la mata?
21:52¿Te puedes quedar un momento con ellos?
21:54Por favor.
22:00¿Qué te ha dicho el capitán de la mata?
22:02Pues que te han retirado la invitación para ir a la fiesta de la duquesa de Alba y Montenegro.
22:07Sí.
22:08¿Y por qué no me lo has dicho?
22:09Te lo iba a decir.
22:11Pero el mal dicho del capitán se me ha adelantado.
22:13Ya sabes que disfruta metiendo cizaña.
22:14Bueno, es que si no le hubieras dado la oportunidad...
22:17Es que lo sabías desde esta mañana.
22:18Podías haberme lo dicho perfectamente.
22:19Tenías tiempo de sobra, digo yo.
22:20Estaba muy afectada.
22:22¿Y?
22:23Que necesitaba tiempo para digerirlo.
22:25Que no paro de recibir golpes uno tras de otro últimamente y...
22:29Y me cuesta.
22:30Es complicado encajarlos todos.
22:34Ya.
22:36Sí.
22:37Sí está bien.
22:37Te entiendo.
22:42Gracias.
22:43Es que Martina, yo no sé por qué no me dejas ayudarte más.
22:47Es que tienes que confiar un poco más en mí.
22:48Ya verás cómo sería todo más sencillo y te iría mejor.
22:52Bueno, ya es tarde.
22:53Para eso, ¿no?
22:54Te agradecería de verdad que te ahorrases los consejos paternalistas.
22:58Pero si yo solo intento que te des cuenta de las cosas.
23:00Nada más.
23:01Me doy cuenta.
23:02Me doy cuenta.
23:04Y me fastidia que el capitán se me haya adelantado y te haya ido con el cuento.
23:08Ya sabes que se regodea contándolo todo de la peor forma posible.
23:11A ver...
23:13Mi amor, es que no sé si hay una forma buena de contar tal cosa.
23:16Déjalo, déjalo, déjalo.
23:17Es que no, no...
23:19No, no quiero discutir por esto.
23:22Ha pasado.
23:23Llamó al secretario de la duquesa y retiró la invitación y ya está.
23:27¿Cómo que ya está, Martina, por Dios?
23:29¿Qué?
23:29Pues que no puedes dejar que te llenen la cabeza de pájaros de esa manera, que vas a acabar mal.
23:33¿Quién?
23:34¿Quién me llena la cabeza de pájaros?
23:36Venga, Martina.
23:37Lo sabes perfectamente si hasta tu tío se ha dado cuenta.
23:42Se valiente y dime a quién te refieres.
23:48A Adrián.
23:49Pues sí, sí, principalmente a él, sí.
23:52Es que no es justo que le eches la culpa a él.
23:54Pero si ya te he dicho que incluso el marqués se ha dado cuenta...
23:56¡Que le dejéis en paz!
23:58Que no tiene nada que ver, que la culpa de todo esto la tengo yo.
24:01Pero no negarás que te ha influenciado, por lo menos.
24:04No, no.
24:04Todas las decisiones las he tomado yo.
24:07La de cambiar la presentación, la de llamar al padronato para exigir una explicación...
24:10Todo.
24:11Y entonces Adrián no ha tenido nada que...
24:13¿Cómo me ha apoyado?
24:15Pero yo soy quien actúa y quien decide.
24:18Sí.
24:18Sí, sí, eso lo tengo claro.
24:20Mira, por ejemplo, a mí no me has hecho caso nunca.
24:23Pobrecito.
24:25Te agradecería muchísimo que no fueras de víctima y que no me montaras un numerito ahora, porque bastante tengo con
24:31lo mío.
24:32Mira...
24:59¡Padre!
25:01Le acompaño.
25:06Me alegra verte tan contento.
25:09Supongo que quiere decir que tu inversión con el duque de Carril va viento en popa.
25:13Bueno, todavía es pronto para decirlo, pero...
25:15Tengo buenas sensaciones al respecto, sí.
25:18¿Revisaste bien el contrato antes de firmarlo?
25:20Sí, padre.
25:21Sobre todo sabiendo el recelo que siente usted por ese hombre.
25:24¿Y?
25:26Todo estaba bien.
25:28Estoy seguro de haber puesto mi dinero en el lugar correcto.
25:31Pues si tú lo dices, confío plenamente en tu criterio.
25:34Gracias.
25:34Y voy a abstenerme de repetir lo que pienso sobre ese hombre.
25:38Se abstiene, pero me lo deja caer por si acaso, ¿eh?
25:41Lo siento.
25:42No lo puedo evitar.
25:44Soy muy pesado con mis advertencias.
25:45No se preocupe, padre.
25:46Sé el cariño tan grande que le tiene al duque de Carril.
25:49Muchísimo.
25:51A mí tampoco me gusta un pelo.
25:53Por eso lo he revisado todo con mil ojos.
25:55Para comprobar si cumplía los requisitos que estaba buscando.
25:58Y no has encontrado nada anómalo.
25:59Nada de nada.
26:01Y estoy contento de haber invertido en una empresa pequeña,
26:04pero con mucho potencial.
26:05No le mentía cuando le dije que...
26:07Mi ilusión es ayudar a alguien a cumplir su sueño.
26:11Es un propósito noable.
26:13No sé si se conseguirá o no.
26:14Lo que sí sé es que esa empresa lo hubiese tenido mucho más complicado
26:17si no llego a ayudarles yo.
26:18Y con eso me doy por satisfecho.
26:21Supongo que es el anhelo de cualquier emprendedor.
26:24No lo sé.
26:24Al menos si es lo que me hubiese gustado
26:26que hubieran hecho conmigo y con mi empresa al principio.
26:30De verdad, padre, considero que ayudarnos los unos a los otros
26:32es la única manera de prosperar.
26:35Es una postura que te honra.
26:40Sabe, en realidad mi postura no dista mucho de la de Martina con el refugio.
26:45¿A qué viene ahora esa comparación?
26:47Bueno...
26:49Ella también quiere ayudar a los demás, es lo que nos mueve.
26:51Manuel, de verdad, déjalo.
26:52Es un asunto que me está trayendo muchos dolores de calor.
26:55Puede ser, pero tal vez sea porque no le enfoca desde el lugar adecuado.
26:58Te pido que lo dejes.
27:00Volviendo a lo de antes, me tranquiliza saber que has invertido con cabeza.
27:05Sí.
27:06Ya le he dicho que he revisado todos los flecos.
27:09Además, si sale mal, esto no puede arruinarte.
27:11No.
27:12Como ya le dije, es una buena cantidad de dinero, muy generosa.
27:15Pero, no, si eso pasase, mi salud financiera no peligraría.
27:19Bien.
27:21A quien sí he tenido que pararle los pies es al primo Ciro.
27:24¿Por qué?
27:25Porque quería invertir el dinero que tiene de la dote de su esposa en este negocio.
27:29Manuel, tú no deberías meterte en eso.
27:31Es una cuestión privada que solo compete al matrimonio.
27:34Padre, le aseguro que me gustaría mantenerme al margen.
27:37Pero si Ciro pierde este dinero, sería el descalabro económico.
27:39No solo para él, también para Julieta.
27:41Y ellos no tienen el colchón financiero que tengo yo.
27:43Puede que estés en lo cierto, pero no te incumbe.
27:47Seguro que Ciro se sintió fatal cuando lo desautorizaste.
27:52No le siento bien, no.
28:22María.
28:23Sí.
28:29Tenemos que hablar.
28:32Sobre lo que pasó.
28:33No pasó nada.
28:37Quizás no dio pasar, pero pasó. Nos... besamos.
28:48No tiene ningún sentido que no seamos capaces de controlar nuestra pasión y ahora no podamos ni mirarnos en la
28:53cara.
28:56¿Y qué quieres que hagamos?
28:58No lo sé.
28:59Pero por lo menos hablar.
29:02Por mucho que lo ignoremos, no se puede borrar.
29:06Y que creo que deberíamos tomar una decisión sobre cómo esto nos repercute.
29:09No nos repercute de ninguna manera.
29:11Es más, te libero de toda responsabilidad.
29:14Ese beso no significó nada.
29:16O mejor dicho, Samuel...
29:18No cambia nada.
29:23Pero si fuiste tú quien me buscaste a mí.
29:27Sí, lo sé.
29:29Y no debí hacerlo.
29:30No debí besarte.
29:32Pero últimamente estoy un poco vulnerable, Samuel.
29:35Y actué sin pensar.
29:40Lo único que me confirmó ese beso es lo que yo ya sé.
29:46¿Qué?
29:49Porque de quién estoy enamorada realmente es de ti.
29:55Y a juzgar por cómo me respondiste, pues...
29:59Creo que tú también sigues enamorado de mí.
30:06Pero eso es lo de menos porque tampoco cambia nada.
30:10Nuestro amor es imposible.
30:18Estoy muy preocupado por ti, María.
30:23Ya te he dicho que no cambia nada.
30:26Que tuvieras una reacción tan... impulsiva solo significa que estás al límite.
30:33No te preocupes.
30:34Que intentas escapar de... del sufrimiento que te aflige.
30:40Estaré bien, Samuel.
30:42Es a lo máximo que puedo aspirar.
30:44Porque lo perfecto sería que estuviéramos juntos.
30:48Pero no puede ser.
30:50Así que me tengo que conformar con lo que hay.
30:58Todo esto es muy difícil.
31:04Difícil.
31:06Y doloroso.
31:12Difícil.
31:21Y doloroso.
31:32Te veo contento, sobrino.
31:34¿Estoy en lo cierto o no?
31:36Tío Lorenzo.
31:37Sí, lo estoy.
31:38Lo admito.
31:39¿Y puedo saber si esa alegría tiene que ver con la buena marcha de tu actividad empresarial?
31:45Vaya.
31:46Está claro que ha oído campanas.
31:47Algo he oído.
31:49Sobre las inversiones que te ha propuesto el duque de Carril.
31:53Aunque no conozco los detalles.
31:55¿Y quiere que yo se los cuente?
31:56Bueno, me encantaría.
31:58A ver si voy a estar dejando pasar una oportunidad de oro por mirar para otro sitio.
32:02Bueno, tanto como una oportunidad de oro, tampoco.
32:05Explícate.
32:06Tío, lo que más me mueve de esta inversión no son los beneficios esperados.
32:09Sino poder dar una oportunidad a una empresa muy pequeña.
32:12¿Tú empezaste con una empresa pequeña y mírate ahora?
32:15Sí, pero lo mío fue suerte.
32:16No te quites mérito.
32:17No lo hago.
32:19Lo mío fue...
32:21Algo excepcional.
32:22No ocurre casi nunca.
32:23Y sería un auténtico iluso si pensase lo contrario.
32:26Ya.
32:26Y aparte de ese propósito altruista de ayudar a empresas pequeñas,
32:32supongo que algún beneficio esperarás obtener, ¿no?
32:35Sí, por supuesto.
32:36Pero no me mueve la ambición.
32:38Tampoco la caridad, que quede claro.
32:40¿Y cómo controlas tu inversión?
32:42No lo hago.
32:44En realidad no tomo ninguna decisión.
32:46Don Amadeo González, el dueño del negocio,
32:48tiene pleno poder sobre su empresa.
32:51¿Y te fías de él?
32:53Completamente.
32:54Es el mayor interesado en que esto salga bien.
32:56Además es quien mejor conoce su empresa.
32:58Manuel...
33:00No sé si es muy prudente por tu parte.
33:02¿Por qué?
33:03Yo estoy convencido de que sí.
33:05Es la manera de que don Amadeo pueda desarrollar su máximo potencial,
33:08puede mantener su visión sin que un tercero que no vive el día a día de su sector
33:13le diga lo que hace o deja de hacer.
33:16¿Si lo ves de esa manera?
33:19Don Amadeo me hará llegar a través del duque de Carril un informe periódico sobre las cuentas.
33:23Ya.
33:25Aunque...
33:26Es cierto que la buena evolución de la empresa se verá en un medio o en un largo plazo.
33:31La buena evolución o su estrepitoso fracaso.
33:35Eso solo el tiempo lo dirá.
33:37No sé, Manuel.
33:39Invertir en un negocio sin tener capacidad de decisión o ni siquiera un mínimo de opinión
33:44me parece asumir un gran riesgo.
33:46Sí, lo sé.
33:47Y lo asumo.
33:50Este negocio puede salir bien o mal, capitán, pero...
33:53ese hombre necesita un voto de confianza y yo voy a dárselo.
33:56Suena generoso.
33:58Y descabellado.
34:01Digamos que me gusta aportar mi granito de arena.
34:07Tío, si ya es satisfecho todas sus dudas, me retiro.
34:22Qué bien se queda una cuando acaba la faena, ¿eh?
34:24Y con la tranquilidad el deber cumplido.
34:26Y con ganas de coger la cama.
34:32¿Y esa cara, Vera?
34:34Que estoy muy cansada.
34:36Y tengo que ir a la planta de los señores a apagar las luces todavía.
34:39Lo tuyo no es solo fatiga, ¿eh?
34:41A mí no me lo da.
34:43¿Qué es de pasar?
34:45A ver...
34:46Pasar no me pasa nada, pero...
34:48reconozco que tengo los nervios a flor de piel y...
34:51tengo miedo de que me jueguen una mala pasada.
34:53Ya.
34:55Teresa no puede seguir evitando que vaya a la planta de los señores a hacer tareas.
34:58Vale, tú tienes miedo de encontrarte con el mala de tu padre, el duque de Guerrero.
35:05Esta tarde estaba arreglando las flores del vestíbulo cuando...
35:09se abrió la puerta y casi se me sale el corazón por la boca.
35:12¿Era tu padre?
35:12No.
35:14Gracias a Dios no era él, pero...
35:16No sé...
35:17Tuve la sensación de que era él quien entraba por la puerta y...
35:20y me quedé paralizada como una estatua.
35:22Norma, ya no para mí, ¿no?
35:24Ni siquiera fui capaz de girarme para ver quién era el recién llegado.
35:29Y al final, ¿quién era?
35:30El capitán de la mata.
35:32Ah, otro malaje.
35:33Claro, como vive aquí, pues no, avisa.
35:36Pero yo creo que si tu padre viniera, pues sería anunciado.
35:39No, no lo tengo tan claro, doña Simona.
35:41Tengan en cuenta que las últimas veces ha venido de improviso.
35:44Unos recuerdan la vez que casi les sirvo las crepes.
35:46Me salvó curro y por los pelos.
35:48Es verdad, ¿eh?
35:49El del carril se toma muchas confianzas.
35:51Se mueve por la promesa como si fuera su propio palacio.
35:53Bueno, pero ya sería mucha mala suerte
35:56que vuelva a pasar lo mismo que el día de las crepes.
35:58Y eso es justamente lo que me preocupa.
36:00Que dependo de la suerte y es una cosa que no se puede controlar.
36:03Entiendo.
36:04Bueno, por lo pronto, apagando las luces, ahora no te lo va a encontrar, ¿no?
36:07No creo yo que se vaya a presentar hasta ahora, ¿no?
36:09Así es.
36:11Así que tranquilízate.
36:13Así que venga, vete a dormir y mañana ya verás tú como los vetos con otros ojos.
36:18Puede que tengan ustedes razón y te va a soltar la tensión.
36:22Pues claro, ahora olvídalo todo y ponle ese cero en blanco.
36:26A ver, es normal que estés asustada, pero ese peligro no es tanto como tú te crees.
36:32No estoy tan segura.
36:34Aunque Teresa no puede evitar que subas a la planta noble,
36:38sí que puede ponerte las menos tareas posibles allá arriba.
36:42Y además, Curro se comprometió, ¿no?, en avisarte si el duque aparecía, ¿no?
36:47Así que alegra esa cara y danos una sonrisa.
36:52Venga.
36:53Aunque sea pequeña, haga un esfuerzo.
36:57Un poquito más grande, no sea tan rácana.
37:00Venga, a intentar otra vez.
37:01¡Ay, así mucho mejor!
37:05Buenas noches, Vera.
37:06¿Qué sueño con los angelitos?
37:08Buenas noches.
37:14La verdad es que la muchacha no tiene motivos para sonreír.
37:17Uy, en su lugar estaría igual, peo.
37:19Vamos, que lo tiene muy crudo, ¿eh? Como ese hombre se siga presentando aquí.
37:24¡Uy, qué sueño!
37:25No... Venga, a dormir.
37:27Ahora voy para arriba.
37:28Sí, ya.
37:29Estoy molida.
37:30Buenas noches.
37:31Buenas noches.
37:38Disculpe las horas.
37:40Pero es que hay un asunto que no puedo dejar pasar.
37:43No se preocupe. ¿De qué se trata?
37:46Don Cristóbal, ¿he echó esta mañana al correo una carta dirigida a la corona?
37:51Todos los días se lleva al correo a la estafeta de Luján.
37:55¿O sea que me lo confirma?
37:58Sí.
38:00¿Pero ocurre algo?
38:01¿Que por qué ha hecho eso?
38:03Que mi carta no estaba con el resto para enviar.
38:05Es que ni siquiera estaba en un sobre.
38:07¿Cómo dice?
38:08Que en ese sobre solo estaba la carta de mi padre.
38:10Esperando a que yo acabase la mía para mandarlas las dos juntas.
38:14Vera, ignoro que ha podido ocurrir.
38:15Pero le doy mi palabra de que ese sobre estaba cerrado junto a las demás cartas para ser enviadas.
38:20Que no, que eso no puede ser.
38:21Es más, antes de enviarlas le pregunté al señor Márquez que las cogió, las ojeó y dio su visto bueno.
38:29¿Estás seguro de eso?
38:30El señor lacró el sobre justo antes de dármelo.
38:35¿Y le dijo algo?
38:36Bueno, se alegró de que por fin usted tuviera la iniciativa de mandar la petición al rey.
38:40Ya, pero es que yo no tuve esa iniciativa.
38:43Entonces no entiendo que ha podido pasar.
38:46Da igual.
38:47Total, el mal ya está hecho.
38:50Bueno, el mal o el bien.
38:53¿Cómo dice?
38:55Tengo entendido que esa carta solicitaba la restitución de su título de varón.
38:59Sí, así es.
39:01Entonces quizás todo esto solo sirva para agilizar los trámites con la corona y que le devuelvan la varonía antes,
39:07¿no?
39:08Si la exposición que han hecho usted y el señor Márquez en esas epístolas es convincente, mejor mandarlas cuanto antes.
39:14¿No le parece?
39:17Ya, pero es que no tengo la certeza de lo que había en el sobre.
39:20Ya.
39:22¿Sabe al menos si había dos cartas? La mía y la de mi padre.
39:26Imposible saberlo, señor. El sobre estaba cerrado.
39:30Ya.
39:31Aunque me atrevería a decir que sí, porque el sobre estaba más abultado de lo normal. Es posible que llevara
39:36dos pliegos de papel en lugar de uno.
39:40De todas formas, es que ese ni siquiera es el problema real.
39:44¿Ah, no? ¿Entonces?
39:48Que le prometí a la señorita Ángela que la releería con ella antes de enviarla.
39:53Entiendo.
39:55Y ahora piensa que la ha mandado por mi cuenta, sin esperar su visto bueno.
40:00Lo lamento, señor. Y puedo ayudarle de alguna manera.
40:33Pasén.
40:34Pasén.
40:34Doña Pía.
40:36Queria saber se sigam os pinchazos que te ponen na tripadura.
40:41Pois, não. Não são frequentes.
40:43Mas de vez em quando tenho que deixar o que estou fazendo porque me vem um...
40:47Mas forte.
40:50Sim. O bom é que agora sei que são normales em meu estado e não me preocupo de mais.
40:55Bom, qualquer novidade, me a saber, por favor.
40:58Sim. Se lhe diria deprisa e correndo.
41:04E...
41:05De...
41:06De coração que tal estás.
41:09Que...
41:10Sí.
41:12Que he sabido que has ido a ver la casa que don Manuel ofreció a Carlo
41:16e não sei se isso significa que...
41:18Que estáis melhor ou...
41:20Que há reconciliación na vista.
41:24Pois, não.
41:26Mas...
41:28Estas são as coisas mais claras.
41:31E...
41:32E agora, pois nos comportamos como pessoas civilizadas.
41:36Bom, pois já é salvo. Me alegro.
41:40Doña Pia, me dou conta de que não podemos estar todo o dia a la greña.
41:44Não é questão de amargarle a vida aos demais com nossas discussões.
41:48Não, claro, não. Uma sabia reflexão.
41:52Sim.
41:53E, Carlos, opina o mesmo?
41:55Pois, não sei.
41:56Mas é o que há.
41:57Ele vai ir por seu caminho e eu por o meu.
41:59E entre os dois cuidaremos a...
42:02Esta criatura que llevo dentro.
42:04Que é o importante.
42:05Pois...
42:06E...
42:06Isso...
42:07Como se faz?
42:09Pois não sei.
42:11Sim, Maria.
42:12Efectos prácticos, como se faz.
42:13Já lhe disse que não sei.
42:15Doña Pia.
42:17Eu sei que meu argumento não se sostén.
42:20Mas tenho que fazer o de valer.
42:22Porque não encontro ainda a forma correta de fazer as coisas.
42:24Vamos, que é uma huida hacia adelante.
42:26Llamelo assim, se quer.
42:28Não lhe parece bem?
42:30Pois, Maria.
42:31A mí o que me dá medo é que estes dando palos de cego.
42:34Porque te sientes culpable por ter besado a Samuel.
42:40Pois não lhe vou negar que a culpa pesa.
42:44Mas, de verdade, penso que tem que haver uma forma de fazer as coisas que não implique estar casada com
42:50Carlos ou enfadada com ele.
42:51Sim.
42:52Maria, sim.
42:53Seguro que sim.
42:56Eu quero fazer o que fez.
42:59Você que...
43:00Você quer dizer?
43:12Bom dia.
43:14Bom dia.
43:15Bom dia.
43:15Bom dia.
43:35Então é normal que cada um entrou por uma porta com essas caras tão largas.
43:40Bom, são rizirrafes de pareja sem importância.
43:48Tinha razão, tia. Jacobo e eu temos discutido.
43:55E posso conhecer o motivo?
43:59Me contou a conversa que mantuvi ayer e sinceramente me dá rabia que todos culpen Adriano de meterme coisas na
44:07cabeça.
44:08Porque acho que sou o suficiente maior como para tomar minhas próprias decisões e para responsabilizarme de meus actos.
44:16E a única culpada, se é que há um culpado em tudo isso, sou eu mesma.
44:22Então, se tem algo que dizer, por favor, digamelo a mim.
44:26A ver, Martina.
44:27Olha, tudo surge quando nos enteramos de que a duquesa de Alba e Montenegro te retirou sua invitação ao baile.
44:33Sim.
44:34E que?
44:36Que nos parece um problema de peso e que nos hubiera gostado que nos o contaras tu mesma.
44:40Verdad, Marques?
44:41Aqui o único problema de peso é não poder sufragar o refugio.
44:44Que me inviten ou não a um estúpido baile é o menos.
44:46Mas vamos ver, como que um estúpido baile, que é uma das fiestas mais importantes do todo o país, que
44:51vai estar llena de personagens relevantes.
44:52Não o entende?
44:53Isso.
44:53Isso é certo, Martina.
44:55Asistir a esse evento é uma grande oportunidade.
44:58Tem que entender.
44:59Sim.
45:00Tem que entender que o fato de que nos hayan retirado a invitação agora nos convierte na comida do todo
45:05o país inteiro.
45:05Que me dá igual.
45:07Jacobo, me dá igual.
45:08E me han invitado e desinvitado a mim, não a ti.
45:12Me interrompo algo?
45:14Não, não.
45:16Queres que te sirvan um pouco de zumo?
45:18Pois não te diria eu que não.
45:20Necesito refrescarme a garganta.
45:22Me acabam de dar uma mala notícia.
45:25Que aconteceu?
45:30He falado com minha amiga Alba Galvez.
45:33Já sabeis que tem uma irmã no patronato.
45:37E, por o visto, sonam campanas de que estão convocando uma reunião extraordinária.
45:46A mim não me han dicho nada.
45:50Lógico.
45:51É que essa reunião é para dilucidar se te echan, Martina.
46:22Mas vamos nos conviver.
46:25Vamos ao passar os cordões das gotas do Manoel.
46:28Não falta que se justifique.
46:29Por quê?
46:32A verdade é que o senhor me manda muito pouca tarea.
46:35E quase sempre tem que ver com uma mancha ou com um roto.
46:40Está visto que este homem não é capaz de estarse quieto.
47:13Pois mire, me alegro de que estemos a solas, porque...
47:18Necesitava falar com você.
47:22Eu também me alegro, porque...
47:24Tenia justamente a impressão contrária.
47:25Já que leva toda a semana dando um esquinazo, evitando-me...
47:29Pode ser uma impressão errónea.
47:33Pois agora mesmo, sem ir mais lejos.
47:35Não estou a ser receptiva ao que lhe digo.
47:37Eu só tento começar uma conversa amistosa.
47:41Miren, você tem razão.
47:43Não estou receptiva a falar com você, não?
47:47E... posso saber por quê?
47:49Que me mentiu, Ricardo.
47:53Se você...
47:55Lince.
47:56Está muito claro.
47:58A entrada de las de copas, a que encontré em seu pantalão,
48:01não era de dias depois da morte de Ana, como me fez acreditar.
48:04Era de dias antes de que ela mataran.
48:07E isso que tem que ver?
48:09Tem tudo que ver.
48:10Sáquela e compruébelo.
48:11Não quero ficar aqui de mentirosa.
48:14Me la llevo encima.
48:15Ah, pois vai a buscarla.
48:36Não quero acreditar.
48:38Não quero acreditar.
48:40Não quero acreditar.
48:41Não quero acreditar.
48:43Não quero acreditar.
48:45Não quero acreditar.
48:45E esse homem é um oportunista, mas tem um bom ojo.
48:49Não quero acreditar.
48:49Não quero aconsejar que não metas todo o seu dinheiro na mesma cesta.
48:52De fato, lhe convendia muito invertir em alguma empresa e arruinarse.
48:56Talvez isso lhe dava algo de...
48:58Humildade.
49:06Juliada, te encontras bem?
49:11Pois não.
49:12Claro que não.
49:14Que... que aconteceu?
49:20Manu, me parece que a pergunta sobra, não queres?
49:23De hecho, me parece uma tremenda desfachatez que me la hagas.
49:27Mas...
49:27Mas...
49:27Que... que te pasa comigo?
49:29Que te he feito algo, eu?
49:31Te has reído de mim.
49:34Eu?
49:35Juliada, jamais me rei de ti.
49:37Por que...
49:37Por que estás tan enfadada comigo?
49:39Por que estás enfadada comigo?
49:40Claro que não estou.
49:43Estou enfadada.
49:45Furiosa.
49:45E muito decepcionada.
49:48Me has engañado.
49:50Mais que isso.
49:50Me has traicionado.
50:01Não importa se enviaste a carta ou não, é que isso já é o menos.
50:05Como que é o menos?
50:06Sim, é o menos.
50:07Eu creia que nossos destinos estavam ligados e que tomávamos juntos as decisões importantes,
50:12mas eu vejo que não é assim.
50:14Ángela, os siguen estando.
50:15E então, por que estou tão decepcionada?
50:17De verdade? É o que sientes?
50:19Me has falado, Curro.
50:20Aqui a única que toma buenas decisiones eres tu.
50:22Que tiene de malo?
50:23La idea de quedarnos aqui hasta que nazca el niño.
50:26Pois, Maria, por que sabes que si llegado el momento se te permite hacer una cosa así,
50:29será únicamente porque don Manuel te protege por ser la mejor amiga de su difunta esposa.
50:34O que crees que pasaria se no estuviera don Manuel?
50:36Don Cristóbal te habría puesto de patitas en la calle.
50:38Usted le está regalando el oído todo el tiempo, nada más.
50:40No.
50:41Yo soy sincero con ella.
50:42Le digo lo que pienso.
50:44Le ayudo lo que puedo.
50:45Quiero pedirle que deje de ayudarla.
50:46Quiero decir con eso.
50:47Quiero que se aleje de mi prometida.
50:49Has hecho lo que te ha dado la gana de espaldas a todos.
50:52Vamos Manuel, tampoco te pongas así.
50:54Puede que tengas derecho a hacer con el dinero de Julieta lo que te venga en gana.
50:58Pero jamás vuelvas a utilizarme.
51:02He oído que las damas del patronato han convocado una reunión de urgencia para debatir si la echan.
51:06Pero si ella solo quería hacer el bien.
51:09Yo no alcanzo a comprenderlo porque tendría que ser para tenerla en un pedestal, no para que la expulsen.
51:13Estamos hablando de esa carta que se metió ella misma en su sobre y que llegó de manera misteriosa al
51:19montón de cartas para enviar.
51:21¿Qué está insinuando?
51:22¿Que estoy mintiendo?
51:23No lo insinuó, lo afirmo.
51:24Yo no sé lo que ocurrió.
51:26Lo que sí sé es que Curro tenía muchas ganas de que esa carta se enviase lo antes posible.
51:29Si tan segura está de que soy un asesino, se bosta al cuartalillo y me pone una denuncia, pero me
51:33deja en paz.
51:34No hablaría así si no estuviese ocultándome algo.
51:37Precisamente es todo lo contrario. Si le hablo así es porque no tengo nada que ocultar.
51:41Porque sus palabras dicen una cosa y sus gestos dicen otra muy diferente. Contésteme, por favor.
Comentários