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  • há 2 dias
La Promesa Capitulo 816 ( 13 abril )

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Transcrição
00:00O limite.
00:08Firmado Alonso de Luján, Marquês de Luján.
00:11A peticão já está enviada com as duas cartas.
00:14Que?
00:16Don Cristóbal esta mesma mañana
00:17se levou junto ao resto das cartas
00:19para entregar elas na estafeta.
00:21Não, não, não, não, não.
00:23Isso é impossível.
00:24Ángela, que eu não tenho mentido.
00:26É mais, eu estou todos os dias esperando
00:28a que te dignases a ler esta carta.
00:29E então, por que está enviada já?
00:31Que não sei.
00:32Pois, pensou que...
00:34que se os senhores me permitem, me gustaría quedarme em palacio
00:37e fazer o que fez doña Pía.
00:39O bebe nasceria aqui e se quedaria aqui um tempo
00:41e depois buscaria alguém que me cuidara.
00:44Mas não estaríamos juntos.
00:46Pasar não me passa nada,
00:47mas reconheço que tenho os nervios a flor de piel
00:50e...
00:51tenho medo de que me jueguem uma mala passada.
00:53Tu tens medo de encontrarte com o mala de tu padre,
00:56o Duque de Carré.
00:57A culpa de que le hayan retirado a invitación
00:59não é de Martina.
01:00Sim, você tem razão.
01:01Eu acho que a culpa é mais bem
01:03de quem seja que le haya llenado
01:04a cabeça de pájaros a minha prometida.
01:06É que não é justo que le eches a culpa a ele.
01:08Mas não tem ganas que te ha influenciado.
01:10Não.
01:10E então Adriano não tem nada que...
01:12Só me ha apoyado.
01:13Que tuveras uma reação tão impulsiva
01:15só significa que estás ao limite.
01:17Estarei bem, Samuel.
01:19Porque o perfecto seria que estuviéramos juntos.
01:22Mas não pode ser.
01:23Eu falo com minha amiga Alba Galvez.
01:26Por o visto,
01:27sonam campanas de que estão convocando
01:28uma reunião extraordinária.
01:30A mim não me han dito nada.
01:33É que essa reunião é para dilucidar se te echan.
01:36Que me ha mentido, Ricardo.
01:38A entrada de las de copas
01:39é a que encontré em seu pantalão.
01:41Era de dias depois da morte de Ana,
01:43como me fez creer.
01:44Era de dias antes de que a mataran.
01:47Sáquela e compruébelo.
01:48Eu la llevo encima.
01:49Ah, pois vai a buscarla.
01:51Era a minha dote, Ciro.
01:53Eu deveria ter ela hoje.
01:54Basta!
01:55E repito que é nosso dinheiro.
01:57E sou eu quem decide.
01:58Manuel não está tão seguro disso.
02:00Manuel, Manuel, Manuel.
02:01Eu não sei como meu primo
02:02te pode ter tão engaçado.
02:04Por que estás assim comigo? Estás enfadada.
02:06Pois claro que estou.
02:07Me has engaçado.
02:08Más que isso.
02:09Me has traicionado.
02:14Que?
02:15Não vai dizer nada.
02:16Tampouco te pensas defender.
02:18Não sei de que tem que defenderme, Julieta.
02:20Talvez se te calmas um pouco e me explicas...
02:22Estou muito calmada.
02:22Não estás.
02:24Mas se tivesse a deferência de explicarme
02:26o que é o que aconteceu...
02:26Por que dices que te he engaçado?
02:27Agora te faces o tonto.
02:29Te aseguro que não tenho nem a menor ideia.
02:32Eu tenho investido todo o meu dinheiro
02:33nos negocios do Duque.
02:39Julieta, eu não sabia nada.
02:43Incima insistes em seguir mentindo, Manuel.
02:45Deja de burlarte de mim.
02:47Ciro me lhe contado tudo.
02:48Julieta...
02:49Que te calles!
02:51Sei perfectamente que mientras me tranquilizabas a mí
02:53e me decías que...
02:54Que Ciro no tenía que invertir.
02:56Estabas detrás de él animándolo.
02:58A que se gastase hasta la última peseta.
03:00Julieta, eso no es verdad.
03:02Por favor.
03:03Tanto ir de íntegro, Manuel.
03:05Has estado todo este tiempo jugando a dos bandas.
03:09Julieta, por favor, te ruego que me escutes.
03:11No.
03:12No.
03:13Ya lo hice en su momento.
03:14Y mira como me ha ido.
03:20Está bien.
03:25Sí.
03:26Soy un mentiroso.
03:29Y un falso.
03:30Y todo lo que quieras llamar.
03:31Vale, entonces lo reconoces.
03:35¿Ahora me prestas atención?
03:41Julieta...
03:42Qué más da lo que te diga.
03:44Si vas a seguir pensando que te estoy mintiendo
03:46y me vas a seguir llamando de todo.
03:48Es que es lo que te mereces.
03:51Te aseguro que no.
03:54No he hecho nada de lo que me acusas, Julieta.
03:57Más bien todo lo contrario.
03:59Ahora te haces ser inocente.
04:00Cuando Ciro quiso hablar con el duque fui yo quien pidió que se reunieran.
04:04¿O no lo recuerdas?
04:06Eso es lo que tú me hiciste creer.
04:08Es lo que pasó.
04:11Julieta, no sé cuándo habrán quedado mi primo y el duque.
04:15No sé cuándo habrán cerrado su inversión, pero te aseguro que yo...
04:18Es la primera noticia que tengo.
04:20Yo pensaba que todo este asunto estaba zajado.
04:22Te lo juro.
04:26Siento muchísimo lo que ha pasado.
04:28Pero yo no tengo nada que ver.
04:31Por favor, Julieta, tienes que creerme.
04:45Lo mejor que podemos hacer es aclarar todo esto.
04:49Y solo se me ocurrió una forma de hacerlo.
05:03¿Qué tiene?
05:04La dichosa entrada.
05:06Lo ve.
05:07Lo ve que tengo razón.
05:09La fecha de la entrada es de días antes de la muerte de Ana.
05:12Entonces, según usted, esto demuestra que yo soy un criminal.
05:15Yo no soy un asesino.
05:17Tampoco llegó a conocerme para creerme capaz de hacer algo así.
05:20Entonces, explíqueme qué hacía en este tuburio días antes de la muerte de Ana.
05:24¿Y por qué me lo ocultó?
05:26Y hasta que me cuente la verdad, voy a desconfiar de usted.
05:28Mira, yo fui a ese entro y no lo he ocultado.
05:32Pero fui cuando la Guardia Civil me contó que Ana había muerto.
05:35Entonces, explíqueme por qué la fecha de la entrada es de días antes de esa visita.
05:39Pues muy fácil, porque esa entrada es de un espectáculo que hubo allí días antes.
05:43Y estaba en el suelo.
05:45¿Pero por qué iba a coger usted un papel del suelo?
05:47Pues porque, aunque usted no lo crea, en esta entrada viene el teléfono.
05:52No me importa la fecha ni nada más, pero venía el teléfono.
05:56Yo no creo que esa entrada estuviese en el suelo, hay días después del espectáculo.
06:00Pues si usted hubiera estado allí, sabría que las de copas es un tuburio sucio y desordenado.
06:07Ya está.
06:09Esa es su excusa.
06:10No, no es ninguna excusa.
06:12¿Y sabe por qué?
06:13Porque no necesito excusarme.
06:17Yo no maté a Ana.
06:20Y me duele mucho, Pía, que usted, precisamente usted, piense que sea capaz de hacer algo tan abominable.
06:43¿Qué es lo que sucede?ground.
06:44Y si
06:44no es이라. Y mi
07:09Eu vou ouvir a música.
07:14Estava ouvindo a música.
07:17Assim podemos falar mais tranquilamente.
07:20É que não tenho ganas de falar contigo.
07:23Não, eu não tenho muitas.
07:25Mas acho que não pode passar mais tempo sem aclarar este malentendido.
07:29Malentendido?
07:32Olha, eu sou consciente de que tens motivos para estar enfadada comigo.
07:36Sei perfectamente que tenho motivos de sobra gracia.
07:39Mas escúchame, por favor.
07:46Está bem, explícate.
07:49Ayer, eu perguntei a don Cristóbal se havia mandado a carta a Su Majestade.
07:54E me confirmou que sim, que o havia feito ele.
07:57Já, mas alguém lhe habrá dado essa ordem a don Cristóbal, ou não?
08:01Não, não exatamente.
08:03Se lhe deu meu pai, mas foi por...
08:04Pois já veis.
08:06Pode escúchame, por favor.
08:10Meu pai disse que a encontrou junto com o resto das cartas para franquear.
08:14Mas que ele não a pôs lá.
08:18Como?
08:19Que ele deu o visto bom ao maiores para que a enviara.
08:22Sem ser consciente de que eu ainda não a havia revisado.
08:28Então, tudo isso é fruto de um erroro de don Cristóbal ou de teu pai.
08:32Mas tu não tem nada que ver, verdade?
08:34Ángela, de verdade.
08:35Que eu não puse a carta no montão para enviar, te prometo.
08:37E como chegou até aí, ela solita, volando.
08:39Não sei, Ángela.
08:41Só sei que eu não a puse.
08:50Não importa se enviaste a carta ou não, é que isso já é o de menos.
08:56Como que é o de menos?
08:57Sim, é o de menos.
08:59Porque o que de verdade me molesta é que...
09:02Eu sabia que isso era importante para ti.
09:05Mas resulta que também é importante para mim, entende?
09:11E eu creia que nossos destinos estavam ligados e que tomávamos juntos as decisões importantes,
09:16mas eu vejo que não é assim.
09:20Ah, como que estavam ligados?
09:24Ángela, os siguen estando.
09:25E então, por que estou tão decepcionada?
09:31Por que tenho a sensação de que há algo que se ha roto entre os dois?
09:36Ángela, por favor, estás exagerando.
09:38É como me sinto.
09:40E não quero nem mentirte, nem andar com medias tintas.
09:44Mira, eu acho que estás fazendo uma montanha de um grano de arena.
09:47Ese é o problema.
09:49Que não veja que isso é importante?
09:51Que é um síntoma de que se ha roto a confiança entre os dois?
09:54Ángela, que isso não é certo.
10:00De verdade é o que sientes?
10:05Sim.
10:08Sim, Curro, é o que sinto.
10:12Até agora os problemas veniam de fora.
10:14Intentavam separarnos, mas sempre saíamos adelante porque o importante éramos tu e eu.
10:19Claro, porque nos queremos.
10:22Já.
10:25Mas agora os problemas sempre são entre nós.
10:32E eu tenho a sensação de que...
10:36de que tu, tu, me has fallado, Curro.
11:08Não, não sei se vai agarrar porque estas plantas são muito delicadas.
11:15Não, não sei se vai agarrar porque você não é oído.
11:16Carlos, me has ouído?
11:19Bem, como dices?
11:21Que, que te pasa?
11:22Que estás em babia, com a cabeça na outra parte.
11:26Já, eu tenho razão.
11:28É que não paro de dar-lhe voltas ao que me dices ayer.
11:31Ayer dize muitas coisas, como quase todos os dias.
11:35Mariana sabe perfectamente a que me refiro.
11:38O de que damos a promesa depois de que nasca o filho.
11:41E por que tens que dar-lhe tantas voltas?
11:43Não te parece bem?
11:45Já.
11:46Que agora sim que te importa o que eu pense.
11:51Por que dices isso?
11:53Pois, Maria, porque até agora todas as decisões que tinham que ver contigo e comigo
11:56as has tomado tu solita.
11:58Mas como tens o cuajo de dizer isso?
12:00Fui eu a que lhe pediu dinheiro a don Manuel?
12:02Ou uma casa?
12:03Quanto tempo mais vais estar echando-me isso em cara?
12:06Não te lhe cho em cara.
12:07Mas para que veas que tu também has tomado tus decisões.
12:10E não muito acertadas, a verdade.
12:12Claro.
12:12Porque aqui a única que toma buenas decisões eres tu.
12:16Que tiene de malo la idea de quedarnos aqui até que nasca o filho?
12:20Para nós seria o mais cómodo, supongo.
12:22E então?
12:24Pois, Maria, porque sabes que se chegado o momento
12:26se te permite fazer uma coisa assim,
12:27será únicamente porque don Manuel te protege
12:30por ser a melhor amiga de sua difunta esposa.
12:33Punto.
12:34E que tiene de malo isso?
12:36Não, nada.
12:38Pero que sepas que não é porque seja uma boa ideia
12:40e porque tudo o que se te ocorre a ti está bem.
12:42Sino somente por isso.
12:45Já.
12:46Porque tu o digas.
12:48Porque o digo eu e porque o diz todo o mundo.
12:51O que crees que pasaria se não estivesse o don Manuel?
12:54Onde te crees que estarias?
12:58Não dizes nada.
12:59Muito bem.
13:00Pois eu te lembro.
13:02Don Cristóbal te habría puesto de patitas na rua.
13:04E a doña Leocaria o hubiera aplaudido.
13:06Bom, não tendria que ser assim.
13:10Não tem que achar a uma mulher preña.
13:12Não.
13:13Mas o faria.
13:15E vai assim, o faria.
13:18Maria, o que não pode ser
13:20é que quando o don Manuel te faz um favor a ti
13:22te pareça bem.
13:24Mas quando nos o faze a dois, como buscarmos uma casa,
13:26então te pareça mal.
13:33Carlos,
13:34eu preciso que me deixes uma mão para mover um mômel.
13:37Porque as donceiras querem barrer bem por trás.
13:40Muito bem.
13:40Vou agora mesmo.
13:42Então será melhor mudar de faena.
13:44Eu vou agora mesmo.
14:14Você tem um momento que eu quero falar com você.
14:17Tem que ser agora.
14:20Se para você ler a prensa é algo mais importante, podemos deixar ela para outro momento,
14:24mas eu preferiria que fosse hostil.
14:26Não, não, tranquilo.
14:28O periódico pode esperar.
14:31Está bem, você irá.
14:40Me... me vou andar sem um rodeo.
14:44Não me gostou nada como me atacou delante do Sr. Marquet e do Capitão da Mata.
14:50Pois fíjese, eu penso que incluso estive comedido.
14:54E encima com isso.
14:55Sim, sim, vista a lamentável posição em que a quedou minha prometida,
14:59depois de receber sua maravilhosa ajuda,
15:01acho que, efectivamente, fui muito educado com você.
15:05De... de que posição fala exatamente?
15:08Porque foi o patronato quem rechazou o projeto.
15:10Por isso afeta diretamente aos pobres desgraciados que vivem no refugio.
15:15Não tanto a Martina, don Jacobo.
15:17Você acha que não está ao tanto do último que aconteceu?
15:21De que...
15:22Pois fíjese, resulta que as damas do patronato
15:25han convocado uma reunião extraordinária
15:27para debatir se expulsam ou não a Martina.
15:32Pois não, não sabia nada, não?
15:34E você...
15:34É, em grande parte, responsável de que hayamos chegado até este ponto.
15:38Por muito que Martina diga que não, que não, que é ela que decide por si mesma.
15:41Martina é uma mulher que sabe muito bem o que faz.
15:44Sim, sim, mas também é uma mulher muito influenciável, por desgracia.
15:47De contrário, não se hubiera deixado aconsejar por você.
15:50O que?
15:50Que vai negar que lhe aconsejou?
15:52Pois não, não vou negar, não.
15:54Mas foi ela quem decidiu o que fazer em última instância.
15:56Dito o qual, eu vou seguir apoiando incondicionalmente,
16:00coisa que deveria fazer você, que é seu prometido.
16:02Mas é o que eu faço.
16:03Adriano é exatamente o que eu faço.
16:04Eu trato de que abra os olhos.
16:06Quanto antes, não como você, que lhe diz que sim, sem parar, como se fosse um papagaio.
16:09Claro.
16:11Claro, porque com o assunto do refugio, só você viu claramente que era o que convenia, verdade?
16:15O que você viu como se deu tudo, acho que sim.
16:17Que assim ficou demonstrado.
16:19Escúchame bem.
16:20Eu digo a Martina a verdade, sempre, aunque a verdade seja difícil de digerir.
16:24Mas você, o que faz?
16:25Você está regalando o oído todo o tempo, nada mais.
16:28Não, eu sou sincero com ela.
16:30Eu digo o que penso.
16:31Eu ajudo o que posso.
16:33Eu acho que, neste caso, mais que ajudá-la, o que ela fez é perjudicar-la claramente.
16:39Así que, mire, quero pedirle que deixe de ajudá-la.
16:42De ese modo.
16:43E se echa a um lado.
16:46O que quer dizer com isso?
16:48Eu acho que o sabe perfectamente.
16:51Quero que se aleje de minha prometida.
16:58Você não me pode pedir isso.
17:00Sim, claro que posso.
17:02E lamento muito que temos chegado até este ponto, mas está claro que a Martina
17:05lhe perjudica gravemente relacionarse com você.
17:09Então, por favor, quítese de enmedo e não lhe moleste mais.
17:22Manoel, de verdade que isto é necessário.
17:24Julieta, has puesto en dúvida a minha palavra.
17:26E acho que esta é a única maneira de aclararlo todo.
17:29Manuel, me disseram que querias falar comigo, pero...
17:32Ciro?
17:34Não sabia que estaria também minha esposa.
17:36Quero que Julieta este presente para que possa escutar-lo todo.
17:38Siéntate, por favor.
17:49Tu dirás?
17:52Verás, Ciro, Julieta me ha dicho que has invertido con el duque de Carril.
17:55E também me ha dicho que eu te animé.
17:58É que é isso, sim.
17:59Tu me animaste a que hiciera essa inversão.
18:02Que eu te animé?
18:04Se nem sequer sabia que havias firmado com o duque, como vou animarte?
18:09É o que aconteceu.
18:11Que é o que aconteceu?
18:13Más bem, tudo o contrário.
18:15Eu...
18:15Eu te disse que tiveses em conta a tua mulher.
18:17Pois era seu dinheiro o que ibas a colocar em risco.
18:22Pois eu não o lembro do todo assim, Manuel.
18:26Como?
18:28Não sei.
18:29Admito que...
18:30Que quizás...
18:31Foi um malentendido.
18:33Mas, com o bem que falabas da inversão e o contento que estabas com a empresa na que havias metido
18:39o dinheiro,
18:40não senti que me estivessem desalentando.
18:42Sino...
18:42Todo o contrário.
18:44Ciro, não.
18:45Não.
18:46Se eu invertido com o duque,
18:48foi por todos os bons comentários que has estado fazendo sobre o negócio.
18:52E isso não me podes negar.
18:55Mas, uma coisa é que eu considere algo bom para mim e outra é que te faça uma recomendação de
18:58inversão.
19:01Eu não vejo a diferença.
19:04Já está bem.
19:07Eu acho que já he ouvido o suficiente.
19:08Julieta.
19:10Julieta.
19:10Julieta, por favor.
19:17Lo siento, Manuel.
19:20Implicarte foi a única maneira que tinha para justificarme ante Julieta.
19:25E sim.
19:26Sei que não teria por que fazer.
19:27E é algo que me contraria.
19:30Porque eu posso disponer desse dinheiro legalmente.
19:34Mas...
19:34Me has utilizado.
19:37Se eu fiz,
19:38foi para garantizar a paz em meu casamento.
19:41Já sabes como se pone Julieta com todo o assunto da imersão e...
19:44Como has podido fazer algo assim, Ciro?
19:48Se me hubieras apoyado desde o principio,
19:51não teríamos ter que chegar a isto, Manuel.
19:53Não te he apoiado desde o principio porque não me parecia bem.
19:56E te lo he dicho muitas vezes.
19:59Mas é um bom negócio.
20:00Você sabe.
20:02Você fez o que te deu a gana de espaldas a todos.
20:06Vamos, Manuel.
20:07Tampouco que te pongas assim.
20:13Está bem.
20:17Pode que tengas direito a fazer com o dinheiro de Julieta o que te venga de gana.
20:23Mas nunca...
20:24Vuelvas a utilizarme.
20:49Mas 8, 23...
20:52E sete, treinta. Me llevo três.
20:55Tres e uma.
20:56O que anda, doña Petra, que está muito seria.
20:59Que dá mil voltas a as contas do refugio que não quadran.
21:02Porque entra pouco e sai muito.
21:08Problema de sempre.
21:10Que tal, Petra?
21:11Quadran as contas do refugio?
21:13Quadrar?
21:15Empiezo a pensar, padre, que isso é pouco menos que impossível.
21:19Le apetece uma tisana, padre.
21:21Por favor.
21:22E como é este mês o negocio dos churros?
21:26Pois isso é o que nos vai salvando, porque...
21:28Porque, graças a Deus, se vende muito bem.
21:31É que a Prudencio le salen muito bons os churros.
21:34Está mal que eu digo e que me deixei flores, mas eu ensinei a receta.
21:38Sim, doña Simona, mas não podemos seguir assim.
21:40Não é suficiente, porque há muitos agujeres que tapar.
21:44E na temporada se acabarão os quartos.
21:49E então...
21:50Que...
21:51Que harão?
21:52E como sobran adelante?
21:56Pois...
21:56Não nos quedará mais remedio que echar mano do dinheiro que ofrecido a senhora Martina.
22:00Já, mas não me gostaria de ter que chegar a isso.
22:03Ni a você, nem a mim, nem a ninguém.
22:07Porque não é que digamos que a senhora é millonária.
22:10A ver o que diz o marqués quando se entere que a senhora Martina está dando o dinheiro aos pobres.
22:17Não temo mais o que poderia chegar a dizer, doña Leocadia.
22:21Não é que se não se...
22:25Não é que se nos ocorre algum negócio onde puder trabalhar a gente do refugio.
22:30Eu llevo dando-lhe voltas ao mesmo durante dias, Petra, e não se me ocorre nada.
22:36Bom, não nos agobiemos. Mientras há quartos, há esperança.
22:41Não, dona Simona. Não podemos continuar com este ritmo.
22:46Mire a você mesma o que quer gastar cada dia para manter o refugio aberto.
22:51Isto?
22:53É grande corte.
22:54Se as damas do patronato aceitaram o projeto de Martina, não estaríamos sem estas.
22:57Pois sim. E se acabaria de ter que dar-lhe tantas voltas ao Magín.
23:02Ademais, que não teria suposto nenhum esforço porque o patronato dispõe de fondo de sobra.
23:07Sim, mas não andam sobrados de caridade cristiana.
23:10E o peor de tudo é que, depois de tudo o que a trabalhada a senhora Martina para sacar adelante
23:16o projeto,
23:17encima está passando tão mal.
23:20Sim, me entendo que está muito triste a pobre.
23:23É para estarlo.
23:25Porque a duquesa de Alba y Montenegro le ha retirado, ademais, a invitación a sua fiesta.
23:32E para máis inreveído que as damas do patronato han convocado uma reunião de urgencia para debatir se la echan.
23:37O que?
23:40Mas se ela só queria fazer o bem.
23:43Isso é uma injustiça muito gorda.
23:45Eu não alcanço a compreenderlo porque tendría que ser para tenerla num pedestal, não para que a expulsen.
23:51Padre, não diz na Bíblia que...
23:53...hay que ajudar aos pobres.
23:55Assim é.
23:56O que é sapiado do pobre se presta ao Senhor e o Senhor le recompensará por sua boa obra.
24:01Pois a senhora Martina vai sair bem caro a ajudar ao próximo.
24:05Porque parece que as senhores do patronato lhes dá igual o que digam as Escrituras.
24:10...
24:19Triunfo. Estás jogando peor que un novato, cuñado.
24:23Lástima que no hayamos apostado nada.
24:27Leocadia, Ángela, queréis jugar.
24:29No. De ninguna manera. La partida ya está empezada.
24:33Llevo ganadas dos.
24:34No insistas, Alonso. Está claro que Lorenzo no quiere que nos unamos.
24:40É lógico. Estou a punto de hacerme con la victoria.
24:44A ver si va a ser que siempre pierdes cuando juegas contra mujeres.
24:48Y a veces de forma estributosa.
24:52Eres muy simpática, Leocadia. Siempre lo has sido.
24:55Sabes qué, Lorenzo. Te doy la partida por ganada. No quiero seguir jugando.
24:58No. Esto no es serio. La partida que se empieza tiene que terminar.
25:03Os tomáis un té con nosotros.
25:06Así se me hará más llevadero soportar a este cascarrabias.
25:10Sí. Usted estará bien.
25:14Ve a la cocina y que prepárente.
25:18Guardo las cartas, entonces.
25:24Y hablando de cartas...
25:27¿Curro sigue manteniendo que no envió la que escribió a la Casa Real?
25:31Eso parece.
25:33Qué extraño, ¿no?
25:36Tanto Alonso como yo vimos como su carta estaba junto al resto de cartas para enviar.
25:43Un misterio sin resolver.
25:46Y tú, Ángela, ¿qué opinas?
25:48¿Tienes alguna hipótesis?
25:51No. Ninguna.
25:53En fin. Mejor olvidarlo.
25:57Pero si está aquí.
26:00Justo a tiempo para aclarar el misterio.
26:04A ver, ¿de qué está hablando?
26:06Estamos hablando de la carta que se metió ella misma en su sobre y que acabó de manera misteriosa en
26:12el montón de cartas para enviar.
26:14Claro.
26:15¿Cómo se iba a olvidar usted de la carta?
26:18Mire, no sé qué ha pasado, pero no voy a parar hasta averiguarlo.
26:23No lo sabes.
26:24Fíjate, yo creo que lo sabes perfectamente.
26:26Vamos a dejarlo, Lorenzo.
26:28No, no, no, no.
26:29¿Qué está insinuando? ¿Que estoy mintiendo?
26:31No lo insinuó, lo afirmo.
26:32No quiero más peleas.
26:35Alonso, ¿tú viste dónde estaba esa carta?
26:37Sí, pero eso no quiere decir que Curro la pusiera allí.
26:40Mire, déjelo, padre. No merece la pena discutir con él.
26:43Yo no sé lo que ocurrió.
26:45Lo que sí sé es que Curro tenía muchas ganas de que esa carta se enviase lo antes posible.
26:50Ya.
26:50Pero eso no significa que yo la mandase.
26:53Es más, estaba esperando a que Ángela la leyera.
26:57Igual te pudieron las prisas.
26:59Que le estoy diciendo que no la mandé.
27:01Que se lo prometí a Ángela.
27:03Pero está claro que es otra víctima de tus embustes.
27:05A mí ni me nombre, capitán.
27:06Pero si te estoy defendiendo.
27:07Como si alguna vez hubiera querido mi bien.
27:09Ángela, ni le contestes.
27:11No merece la pena hablar con el capitán.
27:13Ah, que te marchas.
27:16Esa es tu manera de defenderte.
27:19Está claro que se marcha porque no es capaz de seguir ocultando la verdad.
27:23Sí.
27:23Y si así más bien es una muestra de su culpabilidad.
27:27Pues yo creo que Curro se marcha porque está cansado de que siempre os metáis con él.
27:32Alonso, lo único que hemos hecho ha sido enfrentarlo a la verdad.
27:36Como si tú fueras muy aficionado a la verdad.
27:39Lo que me faltaba por hoy.
27:53Venga.
27:56Venga.
27:57Venga.
28:00Venga.
28:02Venga.
28:04Venga muy tranquila.
28:05Ya no me va a pasar nada.
28:07Por lo que sabemos, tu padre no está.
28:09Solo tienes que subir, servir y volver lo más rápido que puedas.
28:16Qué bien me viene que estén aquí para hacerles una consulta que me está reconcomiendo.
28:21Tú también, Vera.
28:23Consulta lo que quieras, pero Vera tiene que subir la bandeja.
28:26Bueno, primero vamos a oír a María, ¿no?
28:29El tema es que Carlos dice que yo me quejo porque don Manuel nos ponga una casa,
28:36pero no me quejo de que don Manuel me proteja delante del señor Ballesteros para que no me eche de
28:40la promesa.
28:42¿Qué les parece?
28:48¿Qué?
28:49Que se han quedado sin palabras, ¿no?
28:50Porque hay que tener cuajo para decirme una cosa así.
28:53A ver, María, que si se piensa bien pensado, tampoco ha dicho Carlos ningún disparate, ¿eh?
28:59No.
29:00No lo ha hecho.
29:05¿Cómo?
29:07A ver, María, tú te has quejado porque don Manuel os ofreció una casa, ¿no?
29:11Sí, es que nunca debió pedirle una cosa así al señor.
29:14¿Pero después no te has quejado cuando don Manuel te ha protegido para que no te despidieran?
29:18O al menos que nosotras sepamos.
29:20Es que yo no le he pedido que me proteja.
29:22Ya, y nosotros lo estamos echando en cara.
29:24Pero es cierto que el señor te ayuda más que al resto, y tiene sus motivos.
29:29Y tú eres la primera que sabe de ese favoritismo, ¿o no, María?
29:34Pero porque me tiene aprecio.
29:35Claro, y mucho.
29:36Y es que si no llegase a por don Manuel, el señor Ballesteros te hubiera puesto de patita en la
29:40calle
29:41cuando dijiste que estaba preñada.
29:43Pero es que yo nunca le he pedido que me trate así.
29:44Puede, María, pero es la realidad.
29:47Y el pobre Carlos solo ha dicho lo que es.
29:50¿Que yo soy exactamente igual que los demás?
29:52A ver, María, que no nos parece mal, ¿eh?
29:55Y no te tiene que justificar.
29:57María, tú eras la mejor amiga de Jana.
29:59Casi, casi como una hermana para ella.
30:01Así que...
30:02Eso es una cosa que don Manuel no lo va a olvidar jamás.
30:05Así que es lógico que te trate mejor.
30:08Tú solo aprovechate.
30:09No, pero no niegues lo que no se puede negar.
30:11Y tú, espera, venga.
30:13Sube ya la bandeja que se nos han enfriado las infusiones.
30:18María, bueno, ya que eres igual que las demás,
30:21¿te importaría hacerlo a ti?
30:23Es que me duele un poquito el tobillo
30:25y creo que no me va a venir bien subir escaleras.
30:29Pues sí, sí que lo voy a hacer yo.
30:30Pero no por hacerte el favor, sino por airearme.
30:33No está bien eso de venir a que a una le den la razón y se la quiten.
30:36Gracias.
30:45Si es que ha dejado caer delante de Ángela, que yo podría haber mandado esa carta.
30:49Curro, que no le hagas caso, que ya sabes cómo es el capitán.
30:51Y que lo hace para dejarte en mal lugar.
30:54Sí, y lo está consiguiendo.
30:56Pero le juro que yo no mandé esa carta.
30:58A mí no tienes que jurarme nada.
31:00Que sé que no tiene nada que ver contigo, Curro.
31:03Pero de todos modos...
31:05¿Tú no mandaste la carta a quien lo hizo?
31:07Pues no lo sé, porque no tengo ninguna prueba.
31:10Pero juraría que doña Leocadia o el capitán de la mata están detrás de todo esto.
31:14No es posible.
31:19Es que no sabe lo que está disfrutando con esta situación.
31:22Uy, entonces no lo dudaría.
31:24No, el problema está en que si ellos han mandado esa carta,
31:26también han podido cambiar todo lo que escribí.
31:29Así que a saber qué barbaridades han escrito.
31:31Curro, venga, va, va. No te pongas en lo peor, por favor.
31:34¿Y cómo quiere que me ponga? Usted los conoce.
31:36Sabe que son capaces de cualquier cosa.
31:38Ya, ya lo sé.
31:40Pero no hay una forma de saber si han cambiado la carta o no la han cambiado.
31:45No, sí que la hay.
31:46Voy a ir a buscarlos.
31:48Y les voy a obligar a que me digan la verdad.
31:49¿Y de verdad crees que reconocerían haberlo hecho?
31:52¿Y entonces qué quiere que haga?
31:53¿Que me quede de brazos cruzados?
31:55No lo sé, Curro, no lo sé.
31:57Pero desde luego enfrentarte a ellos no es lo más prudente.
32:00Obligarías al señor Marqués a intervenir.
32:02Pero es que no puedo dejar que se se hagan con la suya.
32:04Pero que no podemos saber si han cambiado la carta o si simplemente la han enviado.
32:10En cualquier caso, Curro, de verdad creo que ha llegado el momento de que des un paso atrás.
32:17¿Qué?
32:20¿Qué quiere decir?
32:21Pues que te olvides de ese título de una vez.
32:24Ya.
32:25No, si ya sé por qué lo dice.
32:26No, no, no, no, no.
32:28Esto no tiene que ver con...
32:30Con el rechazo que me produce que sea del varón.
32:32Es...
32:32Es simplemente porque...
32:33Porque creo que es lo mejor.
32:36Señora Pía, mi hermano Manuel me lo cedió.
32:40Tengo derecho a esas tierras y al palacio de mi abuelo.
32:43Y ese título nos dará un futuro.
32:45Ah, muy bien.
32:45¿Un futuro a cambio de qué?
32:47De quitarte el presente.
32:48Porque desde que luchas por el título ese, Curro, tu relación con Ángel ha ido de mal en peor.
32:53Ya, pero es que no es solo el futuro de mi familia.
32:56Es que con ese título podría resarcirme de todas las humillaciones que he sufrido por ser un bastardo.
33:01No me apuesto sobras a que le das valor.
33:03Pero yo creo que nada te está yendo mejor desde que quieres el título ese.
33:09Lo sé.
33:11Pero si lo consigo, todo volverá a estar bien.
33:14O no, Curro. O no.
33:17Mira, yo creo que ha llegado el momento de que te labres tu propio futuro.
33:22Y que le des honor a tu apellido por ti mismo.
33:25Que sí, que será más duro, pero...
33:27No sé.
33:29También...
33:29Más honrado.
33:31Mire, en cualquier caso la carta ya está enviada.
33:34Y la suerte echada.
33:36Así que todo esto que me está diciendo me lo tendría que haber dicho antes.
33:39No ha todo lo pasado.
33:42Bueno, pues ahí tienes razón.
33:43Igual tenía que haber sido más clara desde el principio.
33:48Bueno, ya está, ¿no? Ahora queda esperar.
33:55Qué muchacha, a ver si se te pasa el susto.
33:57Mira, tú no puedes andar todos los santos días en vilo, ¿eh?
33:59Es que si me cruzo con mi padre, todo se acabará.
34:02De todas formas, sosegate.
34:03El duque ya hace días que no viene por aquí.
34:05Igual ya ni asoma.
34:07¿Están hablando del duque del carril?
34:09Mismamente. Está la pobre con el corazón en un puño.
34:11Teresa, hace favor de decirle que no se angustie.
34:15Ojalá pudiera, pero...
34:16¿Qué ha pasado? ¿Está otra vez por aquí?
34:18No. No, no, no. Tranquila.
34:21Pero he pasado junto a la biblioteca y he escuchado
34:23como don Manuel estaba hablando con él por teléfono.
34:26Y por lo visto quieren volver a reunirse.
34:28Lo sabía.
34:30Mi padre va a estar viniendo por aquí una y otra vez
34:32mientras siga haciendo negocios con don Manuel.
34:34Y ahora no solo tiene negocios con él, sino también con don Ciro.
34:37Venamos poco y ponemos abuela.
34:39Así que puede asomar por aquí en cualquier momento.
34:41Calma, mujer, que la planta de servicio no va a bajar, digo yo, ¿no?
34:44No, y además Teresa va a seguir haciendo lo posible
34:47para que no subas a la planta noble, ¿verdad?
34:51Sí, lo que pasa es que cada vez es más complicado
34:53porque la señora Arcos ya se ha dado cuenta
34:54de que no entras dentro de los turnos
34:57para servir la comida de los señores.
34:59Sí, el otro día ya nos dijo algo.
35:01Que no le cuadraba, que tenía que haber algún desajuste en el cuadrante.
35:04¿Pero se te ha quejado? No.
35:05No, pero si llega a oídos del señor Ballesteros podemos tener problemas.
35:10Bueno, mientras que nadie diga nada.
35:14Igual yo puedo faenar en la planta noble cuando no haya peligro.
35:17A primera hora de la mañana, por ejemplo.
35:19Sí, sí, haremos algo así.
35:22Pero es importante que seamos precavidas porque cada vez el riesgo es mayor.
35:26Teresa, no le diga eso que le asusta.
35:27Bueno, es que es la verdad, doña Candela.
35:29Y no sirve de nada engañarnos a nosotras mismas.
35:32Al final va a terminar por descubrirme.
35:34No, Vera, eso no tiene por qué pasar.
35:36Pero tenemos que estar en guardia.
35:39Todo lo haremos.
35:40Así que ojos y oídos bien abiertos.
35:47Espera.
35:48A la pasada.
35:56Ricardo, espere.
35:58¿Qué quiere?
35:59¿Me va a hablar de la dichosa entrada?
36:03Pues mire, no.
36:04Quería decirle que doña Locadia ha pedido que se le arregle la ventana de su cuarto.
36:08Pero ya que saca el tema de la entrada, creo que sí que tenemos que hablar de ese asunto, ¿sí?
36:13Pues no hay nada de qué hablar.
36:14Yo ya le he dicho todo lo que tenía que decir.
36:15No, pues yo creo que sí que se ha callado algo.
36:18Ah, eso ya... yo ahí poco puedo hacer.
36:21Eso es lo que me va a contestar.
36:22Sí.
36:23Y si tan segura está de que soy un asesino, se bosta al cuartalillo y me pone una denuncia.
36:27Pero me deja en paz.
36:28No hablaría así si no estuviese ocultándome algo.
36:30Precisamente es todo lo contrario.
36:32Si le hablo así, es porque no tengo nada que ocultar.
36:34¿Ah, sí?
36:35Entonces, ¿por qué veo el miedo en sus ojos?
36:37Porque sus palabras dicen una cosa y sus gestos dicen otra muy diferente.
36:42¡Contésteme, por favor!
36:43Vamos.
36:43¿Qué hacéis aquí con mapas, Marate?
36:45¿No tenéis trabajo pendiente?
36:53Y ustedes deben darse voces.
36:55Ese no es el ejemplo que hemos de darle al resto del servicio.
36:58Muy bien.
36:59Sí, ¿me disculpan?
37:05¿Se puede saber qué ha pasado entre ustedes?
37:07Esto es para que se pongan a gritarse así.
37:23Aquí le traigo su té, señorita.
37:27Gracias, don Cristóbal, pero cuando le dije que me apetecía un té no me refería a que tuviera que traérmelo
37:31usted en persona.
37:33No pasa nada.
37:35No estaría de un mayordomo de la casa andar con bandejas de aquí para allá.
37:39Así aprovecho para hablar un momento con usted.
37:42Quería decirle que siento mucho el revuelo que se ha montado con la carta del señor Expósito.
37:47Ignoro que pudo haber pasado, pero le aseguro que yo mandé esa carta en esta feta de correos con el
37:51beneplácito del señor Marqués.
37:53No se preocupe.
37:54Nadie le pone ninguna pega a lo que usted hizo.
37:57Aún así, lo siento mucho.
37:59Y siento no poder hacer más para ayudar.
38:03Ni usted ni nadie puede.
38:05Pero gracias por el ingreso.
38:08Es que no me gusta verla sufrir.
38:10Igual todo sale bien y la carta llega a la Casa Real y le devuelven el título al señor Expósito.
38:16¿Usted cree?
38:17¿Y por qué no?
38:18Ángela, quiero hablar contigo.
38:20No tenemos nada de lo que hablar.
38:21¿Si quieren que les deje solos?
38:22No es necesario, pero por favor haga que me lleven el té a la habitación.
38:25Ángela, quédate y hablamos, por favor.
38:27Si le hablamos, lo único que conseguiremos es discutir y yo no quiero eso. ¿Tú sí?
38:30No, por supuesto que no.
38:31Pero podemos hablar sin discutir, ¿no?
38:33Tal y como estoy ahora mismo.
38:34Lo siento.
38:49¿Qué?
38:50¿Qué me dice?
38:51Eso no es para moscarse.
38:54Sí.
38:55Puede ser, sí.
38:57Claro que puede ser, señor Arcos.
39:00Ricardo estuvo en las de copas antes de que muriese su mujer y él se empeña en negarlo.
39:04Dice que cogió la entrada el día que visitó el tuburio ese y que la cogió del suelo porque venía
39:09el teléfono.
39:10Es sospechoso, no me diga que no.
39:12No sé qué decirle.
39:16Pero ¿hasta dónde pretende llegar usted con sus sospechas?
39:19No lo sé.
39:20No lo sé, pero siento que se me escapa algo.
39:22Es que estoy segura de que me está ocultando información.
39:27Tal vez, pero...
39:29Quizá solo sea que todo esto le duele mucho y que le produce incomodidad.
39:35Y aunque usted pueda tener razón, eso no implica que don Ricardo no la tenga.
39:40Porque la explicación que le ha dado es plausible.
39:43Que no, señor Arcos. Que no, que insisto. Que oculta algo.
39:49Y usted no tiene la más mínima idea de lo que puede ser.
39:52No. No, y tampoco sé cómo son sacárselo.
39:55¿Hay algo más?
39:57De eso estoy segura.
40:15Disculpe, señor Márquez, que yo no querría estropearle la sobremesa, pero... ¿tiene un momento?
40:21Sí. Pero tomemos algo por si el momento se alarga.
40:25De acuerdo. Es que yo quería hablarle sobre la situación de Martina.
40:29Que creo que está fuera de control y deberíamos solucionarla.
40:34¿Eso piensa mi sobrina?
40:35No. No, no. Es una iniciativa exclusivamente mía, pero creo que efectivamente hay que arreglarlo y que...
40:41Y que usted y yo somos los indicados para ello.
40:45¿Precisamente nosotros?
40:46Sí. Sí. Es que...
40:49Lamentablemente pienso que...
40:52Pues que...
40:52No podemos confiar en Martina.
40:54Ella no sabe manejar esta situación. Y mucho menos en Adriano.
40:57Porque entre usted y yo le diría que me parece muy blando.
41:00Él simplemente se limita a aplaudir cada decisión que toma Martina.
41:04Pero usted y yo sí sabremos cómo atajar esta compleja situación.
41:08Eso pienso.
41:09Sí. Porque al fin y al cabo, usted...
41:13Bueno, tiene...
41:14Tiene experiencia.
41:15Y los dos sabemos que este asunto puede afectar profundamente a la promesa.
41:18Así que... Creo que sí. Que debemos solucionarlo.
41:22¿Sabe qué?
41:24Que no pienso mover un dedo para solucionar nada.
41:27¿Cómo?
41:28De hecho, no quiero saber nada de este asunto.
41:31Pero...
41:31Señor Marqués, esto es...
41:32Esto es muy serio.
41:34Seguro.
41:35Pero si no se me pidió permiso para solicitar la ayuda del patronato,
41:39ni cuando la prensa quiso entrevistar a Martina, ni para nada,
41:42yo ahora me hago a un lado.
41:44Entiendo. Pero insisto en que esto puede afectar al palacio.
41:49Nadie se dignó a pedir mi ayuda ni mi consejo en su momento.
41:51No creo que ahora sean necesarios.
41:54Pues yo sinceramente esperaba...
41:55Hice todo lo que pude para que mi sobrina no empezara con ese proyecto.
41:58La avisé.
41:59¿Me hizo caso?
42:00No.
42:02Ahora no voy a sacarle las castañas del fuego.
42:04Señor Marqués, yo con toda la educación le repito que...
42:07que esto puede tener repercusiones muy graves.
42:09Y en tal caso las enfrentaré.
42:10Pero a partir de ahora que cada palo aguante su vela.
42:13¡No!
42:15¡No!
42:40¡No!
42:45Buscando lectura.
42:49Echando un vistazo.
42:52Tienen una biblioteca muy pobre, la verdad.
42:55Pocos ejemplares y mala selección.
42:59Ya.
43:00Nada que está a la altura para alguien tan erudito como tú.
43:06Noto cierto tono irónico.
43:08No, para nada.
43:10Simplemente me parece que te crees muy listo, Ciro.
43:13Y que te piensas que los demás somos poco menos que tontos.
43:18¿A qué viene esto ahora?
43:21A que no he parado a darle vueltas a la conversación que tuvimos con Manuel esta mañana.
43:27Necesitaba calmarme y pensar.
43:30¿Y?
43:33¿Qué me tienes que decir?
43:35Que me has mentido a la cara.
43:38¿Otra vez vamos a tener que hablar sobre mis inversiones?
43:41Sobre nuestras inversiones.
43:43Te has empeñado en hacerme creer que Manuel estaba detrás de todo esto.
43:46Que te estaba ayudando.
43:48Pero eso no es así.
43:49De hecho no tiene ningún sentido.
43:51Eso te ha dicho.
43:53¿Y le vas a creer a él antes que a tu marido?
43:54Manuel no me ha tenido que decir nada.
43:57No ha hecho falta.
43:58Tú te has traicionado con tus propias palabras.
44:02¿Qué quieres decir?
44:03¿Qué es esto? ¿Un acertijo?
44:06Cuando Manuel estaba presente, dijiste que con sus comentarios él te animó a que invirtieras en...
44:12en los negocios del duque.
44:14¿O no?
44:17Puede ser.
44:18Sí, fue así, te lo aseguro.
44:20Pero yo recuerdo perfectamente que a mí me dijiste bien claro que Manuel iba de buenas conmigo.
44:26Pero a ti te decía algo bien distinto por detrás.
44:30¿Me malinterpretarías?
44:31Sí.
44:32Yo te malinterpreto porque soy tonta y no me entero de las cosas.
44:35Pues sinceramente eso me está empezando...
44:37¡Pero ya está bien!
44:39Sé perfectamente lo que has hecho.
44:41Así que deja ese teatrillo barato que te has montado.
44:44Eres tú la que está dramática además.
44:45Desde el primer momento me dejaste claro que harías lo que quisieras con el dinero de mi familia.
44:50Sin tener en cuenta mi criterio.
44:52Y vaya si lo has hecho.
44:53El dinero de tu familia es de los dos desde el día que nos casamos.
44:57No lo olvides.
44:58No, no se me olvida.
44:59Tú te encargas de recordármelo una y otra vez.
45:02Mira, Julieta.
45:03No tendría ni por qué darte explicaciones.
45:06Así que deja de dar la tabarra ya con este asunto.
45:08Que pedirte que no dilapides mi dinero es darte la tabarra.
45:12Pues sí.
45:14Si excedí a darte explicaciones es porque intentaba arreglar nuestra relación.
45:19Porque tú llevas saboteándola desde el principio.
45:21¿Pero qué estás diciendo ahora?
45:23Sí, tú.
45:24Con tu sequedad.
45:26Y con ese recordarme a todas horas que la dot es tuya.
45:28Pero es que es así.
45:30Y te diré otra cosa.
45:31Como nos arruinemos no tendrás dinero para pagar la obra de tu casa.
45:35¿Nuestra casa?
45:36¿Por qué te empeñas en separar lo que es de los dos?
45:38Pues sí es nuestra casa porque no me has avisado de que has ampliado la reforma.
45:41Y que nos va a costar mucho más dinero.
45:44¿Eh?
45:47La reforma planteada inicialmente era muy superficial.
45:51He decidido aprovechar que nos vamos a pasar un tiempo aquí para hacer una reforma más profunda.
45:55Ya lo sé, Ciro.
45:56Pero no por ti.
45:58Pero claro, informarme a mí sobre las obras en la casa en la que voy a vivir.
46:01Encima pagadas con mi dote.
46:02¡Tu dote, tu dote!
46:04Supongo que me vas a recordar hasta el día que me muera lo de tu dote.
46:07Si nos arruinas... ¡Por supuesto, Ciro!
46:11Y en ese caso te aviso que de mis padres no vas a sacar un céntimo más.
46:16Así que ve rezando por que esa inversión salga bien.
46:20Será un éxito.
46:21Intenta que sí.
46:23Que si no...
46:27Di, no te calles.
46:30Porque si no, ¿qué?
46:33Si pierdes el dinero, Ciro, te guardaré tanto rencor
46:39que si ahora piensas que saboteo la relación, lo que vendrá en el futuro no será nada comparado con esto.
46:57Aquí hay más cartas.
46:59¿Quiere leerlas usted?
47:02¿Quién las manda?
47:03Más candidatos para el puesto de trabajo que ofrecemos.
47:07Hablando de eso...
47:09No se ha reunido todavía con esa muchacha de Luján que quería el puesto.
47:13Intentaré ir a verla mañana.
47:16¿Otra vez?
47:18La verdad es que no termino de entender por qué se reúne con ella en el pueblo
47:22cuando al resto de candidatos los estamos entrevistando aquí, en La Promesa.
47:26No sé qué tiene de raro.
47:27Tengo que ir a Luján. Y como la otra vez, así aprovecho el viaje y mato dos pájaros de un
47:32tiro.
47:33Ya, pero en ese caso, sólo la verá usted.
47:36Y al resto de candidatos los estamos entrevistando los dos.
47:39Y además esa joven estará a mi cargo.
47:41No se preocupe.
47:43Llegado el caso, tenía pensado pedirle su opinión.
47:46No se trata sólo de mi opinión, señor Ballesteros.
47:50Antes me gustaría verla y conocerla.
47:53Adelante.
48:00Eh...
48:01Perdonen.
48:03Es que sabía que estaban los dos aquí y como tengo que hablar con los dos, así aprovecho.
48:08¿Tiene que ser ahora? Es que estamos ocupados.
48:11Eh... Sí.
48:12Es mejor que sea ahora, sí.
48:15Está bien. Siéntese, por favor.
48:30Bien.
48:32Bien, pues...
48:33Quería decirles que...
48:35Sé que mi situación aquí no es normal.
48:38Estar trabajando en cinta y sin casar...
48:44Eh...
48:46Es una situación muy regular, sí.
48:50Y lo va a seguir siendo.
48:52Porque no pienso casarme con el padre de la criatura.
48:59María, ¿estás segura de eso?
49:01Sí.
49:02Lo he pensado.
49:04Y no es lo que te he pensado.
49:07La verdad es que no es una gran novedad. Ya estábamos al tanto de su negativa a pasar por el
49:13altar.
49:15Sí, pero lo que...
49:17Quería decirle...
49:18Es otra cosa.
49:20Que sí es más novedosa.
49:25Como no quiero comprometer a nadie ni manchar el...
49:29El nombre de esta casa, eh.
49:31Y tomar una decisión.
49:35Me...
49:36Me voy.
49:43¿No os dejas hasta dar algo?
49:45No.
49:48Abandono mi puesto.
49:48Para siempre.
49:51Me voy de la promesa para no volver.
50:05¿Usted qué sabrá? ¿El trabajo que tengo o dejo de tener?
50:08Bueno, es lo que usted aire a los cuatro vientos, ¿no?
50:09Que apenas tiene tareas al servicio del señor.
50:12Eso es rotundamente falso.
50:13Ah, sí. Pues la ventana sigue estropeada.
50:14Porque nadie me dio una orden directa.
50:16Ese sobreentendía, Ricardo, por Dios.
50:17Usted sobreentiende muchas cosas, pero yo trabajo con instrucciones claras.
50:20¡Basta!
50:20Que tú nunca has tenido un título, Angela.
50:22Y yo sí.
50:23Yo he tenido que sufrir la humillación de que me lo quitasen.
50:25Y no solo eso.
50:27Sino que no tuve más remedio que rebajarme a servir a mi propia familia.
50:31¿Ves como al final todo se reduce a ti?
50:33Eh, vengo a contarle que esta tarde recibimos al duque de carril.
50:36Ha quedado con don Manuel.
50:38Preferiría que la señorita González no tuviera demasiada carga de trabajo.
50:43Me gustaría que fuera ella quien los atendiera.
50:45Martina toma sus propias decisiones, que se lo he repetido mil veces, don Jacobo.
50:48No, que usted la anima, la empuja a hacer esas cosas pensando que no van a tener ninguna consecuencia.
50:52Eso no justo.
50:53Ah, ¿no? No.
50:53¿Y entonces por qué el señor Marqués está fuera de sí?
50:55¿O por qué este palacio parece una vespero desde el día en que Martina puso un ojo en ese dichoso
50:59refugio?
51:00Manuel, mi... mi matrimonio no funciona.
51:03No nos entendemos.
51:04Mi primo es un imbécil.
51:06Es un auténtico imbécil por no saber valorar a la mujer tan maravillosa que tiene a su lado.
51:12Despide a Petra.
51:13¿Qué?
51:14El proyecto es cosa suya, no tuya.
51:16Así que si te desligas de ella demostrarás que no eres la instigadora de nada.
51:19Y además harás ver a las damas del patronato que sabe rectificar.
51:22Que yo no quiero la ayuda de don Manuel.
51:24¿Se puede saber que hay de malonquetes en una mano, María?
51:27Doña Candela, que yo no me lo he ganado.
51:28Y no lo quiero.
51:29¿Y don Manuel lo sabe?
51:31No.
51:32Ni quiero que lo sepa.
51:34Si lo que pretende es que le dé informes sobre la empresa en la que acaba de invertir, se ha
51:38precipitado.
51:38En realidad no le he hecho llamar por eso.
51:40Entonces, ¿por qué?
51:42Porque quiero que rompa el acuerdo con mi primo Ciro.
51:44No pienso intervenir.
51:46Pero tú sí deberías hacer algo.
51:47¿Cuánto antes?
51:48¿El qué?
51:49Evitar que el apellido Luján aparezca en la prensa día sí y día también, por ejemplo.
51:53Esto también me afecta a mí.
51:55Martín, ha sido muy permisivo contigo.
51:57Pero por un escaneo semejante no estoy dispuesto a pasar.
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