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O professor de relações internacionais Gunther Rudzit analisa a estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para os ataques ao Irã e as profundas consequências geopolíticas desse embate. O especialista avalia se o governo estadunidense está tentando criar uma narrativa direcionada aos seus eleitores.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/kR6RwW8952U

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Transcrição
00:00Bom, meus amigos, para entender um pouquinho melhor esses conflitos e principalmente as consequências geopolíticas dos ataques,
00:06lá no Oriente Médio a gente conversa agora ao vivo com o professor de Relações Internacionais da SPM, o Gunter
00:12Hutzit.
00:13Professor, seja muito bem-vindo ao nosso 3E1. Uma boa tarde.
00:18Boa tarde, Cássios. Boa tarde a todos que nos assistem. Eu que agradeço o convite.
00:23Professor, eu gostaria de entender com o senhor, principalmente, né, todos esses recados que foram dados pelo secretário de Estado,
00:30pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, pelo próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
00:35porque não ficou muito claro, pelo menos pelas declarações, um sentimento dúbio em relação ao principal objetivo dos ataques iniciarem
00:43neste último sábado,
00:44enquanto os próprios governos estavam negociando, né, pelo menos a possibilidade de negociar um acordo nuclear.
00:50O próprio presidente Donald Trump, nas suas palavras, ele trouxe, né, que seria uma justificativa de um ataque preventivo.
00:57Seria uma justificativa dele evitar qualquer tipo de problema jurídico, político e, é claro, também dar uma resposta para o
01:04seu eleitor,
01:04que, de certa forma, está um pouco desagradado com o avanço desses conflitos?
01:10Olha, ele está tentando criar uma narrativa para os seus eleitores, né, como o repórter de vocês aí acabou de
01:17mostrar,
01:18são pouquíssimos os republicanos que apoiam esse ataque.
01:23Me lembrou muito, e tem me lembrado muito cada vez que ele fala, tenta justificar,
01:29o governo George W. Bush, que em 2003 também criou uma série de narrativas para justificar a invasão do Iraque,
01:38né,
01:38que Saddam Hussein estava buscando armas de destruição em massa, que era uma ameaça para os vizinhos, para os Estados
01:44Unidos,
01:45e essas armas nunca foram encontradas porque elas não existiam.
01:48Então, é bem isso que o governo Trump está fazendo, foi uma decisão tomada pelo presidente,
01:56por vários analistas e entrevistas que eu tenho lido, que colocaram em várias reuniões para ele
02:05que não seria uma empreitada militar fácil, muito pelo contrário, que o Irã resistiria,
02:15que não seria nem um pouco parecido com a Venezuela, mas talvez ele esteja inebriado com isso.
02:21O sucesso que foi a operação militar venezuelana, né, contra o ex-presidente Maduro,
02:28sucesso do ponto de vista americano, lógico, fez com que ele acreditasse que seria um passeio.
02:35Não podemos esquecer ainda a influência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu,
02:39que é amigo pessoal de Trump há décadas, que vinha pressionando por uma mudança de regime,
02:46ou seja, fazer com que o regime iraniano caísse com ações militares.
02:53Portanto, essas falas até meio desencontradas se deve a tudo isso,
02:59um processo decisório e bastante caótico dessa Casa Branca.
03:04Professor, inclusive o nosso comentarista, Fábio Piper, tem uma pergunta para o senhor.
03:09Boa tarde, professor.
03:11Nesse final de semana, eu decidi reler um livro do ex-chanceler Celso Amorim
03:19sobre o tema, um livro chamado Teherã, Ramadá e Doha,
03:25Memórias de Política Externa Altiva e Ativa.
03:28Mas um terço desse livro, um dos três capítulos desse livro,
03:33trata exatamente daquela tentativa de 2010, encabeçada por Brasil e Turquia,
03:39de estabelecer um acordo para o programa nuclear do Irã.
03:42E, obviamente, foi uma tentativa com muito pouca chance de êxito
03:47e claramente sabotada, principalmente pelo governo Obama.
03:51Mas, deixando isso tudo de lado, professor, naquele momento,
03:55e veja, estamos falando de 2010.
03:58Em maio de 2010, foi publicada por esses partícipes a declaração de Teherã.
04:07Muito bem.
04:07Naquele momento, mais de uma década e meia atrás,
04:11já se falava da iminência da produção de uma bomba atômica
04:16ou de algum dispositivo nuclear pelo Irã.
04:19O que eu pergunto para o senhor é o seguinte,
04:21como é que essa mentira sobre o desenvolvimento do programa nuclear iraniano
04:30consegue se estender por tanto tempo?
04:34Porque em 2010, esse mesmo ano, o Conselho de Segurança das Nações Unidas
04:39aprovou cinco, cinco resoluções condenando o programa nuclear iraniano.
04:45Bom, se ela foi aprovada pelo Conselho de Segurança,
04:47significa que Rússia, maior aliado do Irã há décadas,
04:52aprovou.
04:53Aprovou por quê?
04:54Há sérias desconfianças do que o Irã está tentando fazer com esse programa.
04:58O Irã tem direito de enriquecer o urânio?
05:01Tem, assim como o Brasil tem.
05:02Mas para fins pacíficos, o que significa isso?
05:05Purificar o urânio a, no máximo, 14%.
05:09O Irã já enriqueceu o urânio a 60%.
05:13O que significa isso?
05:15Uma única razão é ter a capacidade de produzir a bomba quando quiser.
05:21Com 60% e com a quantidade de centrífugas que o Irã tinha
05:26antes do bombardeio do ano passado,
05:29em questão de algumas semanas, no máximo um mês,
05:32eles conseguiriam purificar de 60% para 92%,
05:36que é o grau mínimo que é exigido por uma bomba atômica.
05:39O Irã buscou ter essa dubiedade em relação à bomba atômica
05:44para justamente pressionar os Estados Unidos
05:47para liberarem todos os recursos que estão congelados
05:51lá desde 1979.
05:54Tanto é que depois, quando o presidente Barack Obama
05:58negociou com um acordo nuclear,
06:00é que eu acho que o ex-chanceler e atual,
06:04chanceler sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
06:09tem um pouco de, talvez, rancor pelos americanos,
06:13porque ele tentou, queria entrar para a história,
06:16não entrou e um acordo foi fechado.
06:18E o Irã concordou com o quê?
06:20Diluir esse urânio altamente enriquecido
06:22e mandar para fora do país.
06:25Portanto, ao admitir isso,
06:27admitia que ele estava fazendo algo ilegal
06:30junto ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear.
06:34Então, o Irã tem culpa
06:36e até a Rússia já reconheceu isso
06:38mais de 10 anos,
06:40a gente está falando praticamente de 15 anos atrás.
06:43Perfeito, professor.
06:44Gostaria de agradecer muito a sua participação
06:46aqui no nosso 3 em 1,
06:47trazendo um pouco mais de escalecimentos
06:48em relação a este conflito,
06:50é claro, o que pode acontecer a partir de agora.
06:52Uma boa segunda-feira, uma boa semana para o senhor.
06:55Eu que agradeço.
06:56Boa semana a todos.
06:57Boa semana a todos.
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