00:00E olha gente, esse ataque de Israel no Líbano matou mais de 250 pessoas, deixaram mais de mil feridas,
00:06gerando aí um rácio de destruição muito grande.
00:09E ontem a gente tá falando sobre o dia D.
00:11E ontem também marcou o dia D de existência de Donald Trump nesse recuo em relação à possibilidade
00:17que ele acabou levantando de simplesmente desimar boa parte da civilização do Irã.
00:23Mas é importante a gente também aqui discutir com os nossos comentaristas
00:26que esse acordo, meus amigos, durou menos de 24 horas.
00:30E isso mostra, Fábio Piperno, toda a fragilidade desse cessar-fogo
00:35que simplesmente pode parar a qualquer momento e o conflito voltar com uma tensidade ainda maior.
00:40O que mais uma vez mostra que o dia D foi o dia D de death, de mortes, né?
00:47Mataram mais de 250 inocentes lá no Líbano.
00:50Pessoas que provavelmente estavam nas suas casas e viram bombas caírem,
00:54enfim, nas suas cabeças, dos seus, enfim, familiares, crianças, idosos, enfim.
01:00Gente que, obviamente, não conspirou e não contribuiu nada
01:04pra que esse estado de guerra continue vigorando, tá?
01:07Isso é o que dá o mundo ter líderes absolutamente delirantes, irresponsáveis e sanguinários
01:14como são os líderes dos Estados Unidos e de Israel.
01:18A gente fala pouco de Netanyahu aqui,
01:20mas ele é efetivamente um carniceiro que há muito tempo tem esse pauta apenas por projetos expansionistas
01:28como Donald Trump também.
01:31E a partir do momento em que ele encontra um parceiro como Trump
01:35decidido a perpetrar essas barbaridades inauditas aí,
01:43é isso que acontece, é o cenário que a gente tá vendo.
01:46O doutor Catastro, que eu cito sempre aqui, o economista Nouriel Rubini,
01:51falo muito com a Langane sobre ele,
01:54ontem participando de um evento patrocinado por um bancão brasileiro,
01:58disse que há 75% de chance desse conflito escalar.
02:03E por que isso?
02:04Porque ele entende que deixar agora tudo do jeito que tá, né,
02:10nesse ambiente de cessar fogo frágil,
02:14pra reputação de Donald Trump,
02:17para os dois países que estão patrocitando essa guerra,
02:21Estados Unidos e Israel, seria desastroso.
02:24Primeiro, por conta da questão reputacional mesmo.
02:27Segundo, porque do jeito que tá,
02:31não há também nenhuma garantia de que amanhã, depois,
02:35o Irã não tente alguma manobra retaliatória lá no Estreito de Ormuz.
02:38Porque o Irã é isso que as pessoas têm que entender.
02:40Ele não precisa dominar o Estreito.
02:43Ele precisa principalmente gerar a percepção de medo.
02:48Ou seja, você tem um navio,
02:50você vai querer transportar a sua carga lá pra aquela região?
02:53E a companhia seguradora?
02:55Ela não vai começar a pedir mais?
02:57Isso não vai inflacionar o frete?
02:59Não vai inflacionar a navegação?
03:01É óbvio que sim.
03:03Então vai se tornando uma rota tóxica
03:06apenas por conta dessa perspectiva de terror.
03:10É isso que, sobretudo,
03:12Trump e Netanyahu acabaram produzindo.
03:15E, claro, Piper,
03:16a gente vem também ao longo de todo esse conflito
03:18nessas últimas seis semanas falando,
03:19olha, o estrago já foi feito.
03:21O petróleo, por mais que tenha reagido
03:23a esse recuo de Donald Trump,
03:25a esse cessar-fogo,
03:26continua ainda acima da casa dos 100 reais.
03:29O barril tem a questão também da falta, né?
03:32A questão do petróleo, do óleo diesel,
03:34dos fertilizantes,
03:36diversos outros elementos
03:37que podem, sim,
03:38trazer um estrago muito grande
03:40pra economia global.
03:41E quando a gente fala desses problemas
03:43envolvendo a guerra no Oriente Médio,
03:45a gente fala também no novo normal.
03:46Talvez esse novo normal
03:48possa acontecer encarecendo os produtos.
03:50Isso, essa conta vai chegar, claro,
03:52nos consumidores.
03:53Aqui no Brasil já está chegando.
03:54O governo está, inclusive,
03:55lançando medidas
03:56na tentativa de conter
03:58esses preços,
03:59essas altas
04:00que acabam inflacionando
04:01a vida
04:02e o custo de vida do brasileiro.
04:03E isso pode ter repercussões
04:04ainda maiores
04:05em outras nações.
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