- há 10 horas
Especialista reforça a importância da hidratação constante para combater a desidratação e métodos para impedir a propagação de doenças.
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NotíciasTranscrição
00:00Vamos seguir aqui ainda falando de saúde, né?
00:02Todo mundo já teve ou em algum momento da vida vai ter uma virose, né gente?
00:07Quem nunca, nas últimas semanas, alguns nomes que estão assustando a gente vem chamando a atenção.
00:13O norovírus e o rantavírus, né?
00:16Você com certeza ouviu falar aí desses surtos, pessoas ficando muito doentes e até mortes.
00:23Mas por mais que esses casos não tenham sido registrados aqui no Espírito Santo,
00:29isso acende um alerta para a importância da prevenção e dos cuidados com as viroses em geral, tá?
00:35Até aquela mais simples que a gente pega de vez em quando mesmo, que dão os sintomas gastrointestinais.
00:41Então, e a gente começa com as dúvidas, né?
00:44O que é mito e o que é verdade quando o assunto é virose?
00:47Pode tomar remédio em casa mesmo?
00:49Soro caseiro funciona?
00:51Água com limão?
00:53Água com maisena?
00:54No caso de virose respiratória, tem gente que bota alho, mel, limão, faz um chazinho caseiro ali.
01:02Será que pode, gente?
01:03Agora a gente está nesse período aí de outono, inverno, muita gente ficando doente, gripada.
01:08Vamos conversar com a doutora Simone Tosi, médica infectologista.
01:12Bom dia, minha amiga.
01:13Bom dia, Bruno.
01:14Bem-vinda.
01:15Bom dia a todos.
01:16E bom que você está por aqui para esclarecer esse assunto para a gente.
01:19Vamos começar falando, doutora, sobre o norovírus e o rantavírus, né?
01:22São vírus diferentes e a gente fica muito assustado, que por mais que não tenha chegado
01:27até aqui no nosso estado, a gente vê que são doenças graves, né?
01:31O que são esses vírus?
01:33Bem, assim, o norovírus é um vírus que circula e por mais que a gente não tenha muitas vezes
01:39o diagnóstico, ele é um vírus relativamente comum, é uma das principais causas das infecções
01:46as gastroenterites, né?
01:48Sobretudo em crianças, desde que a gente tenha a vacina do rotavírus disponível, graças
01:54a Deus, a gente tem menos infecção pelo rotavírus e mais essas gastroenterites pelo norovírus,
02:00né?
02:00Que causam a diarreia predominantemente de água, habitualmente não tem febre ou febre
02:07baixa, mas tem um comprometimento importante do estado geral, né?
02:11O alerta é que, habitualmente, quando você tem uma infecção pelo norovírus ou algum
02:16outro desses vírus de transmissão gastrointestinal, você contamina muito facilmente o ambiente
02:23e você serve como importante vetor de transmissão, né?
02:29O ambiente fica muito implicado porque as fezes, às vezes, até com incontinência fecal, né?
02:35Vômitos e o vírus, ele se dissemina muito facilmente no ambiente, nas mãos, no nosso corpo, né?
02:43Então, é sempre a possibilidade de transmitir pra muitas pessoas e esse é o grande impacto, né?
02:51Porque aí, como é uma transmissão muito fácil, muita gente fica adoecida, apesar de não ser
02:58uma infecção grave.
03:01E no caso do rantavírus, doutora?
03:03Isso, aí o rantavírus já é outra história.
03:05Outra história.
03:06Outra história.
03:07Então, o rantavírus, ele não é um vírus novo, né?
03:09A gente já tem mais de 50 anos de identificação desse vírus.
03:14Sempre que a gente tem uma doença hemorrágica, né, Bruna?
03:17Como eu tava falando com você, a gente já pensa em rantavírus, né?
03:22Nós, sobretudo, infectologistas, quando a gente tem uma febre hemorrágica, uma leptospirose,
03:26uma malária, uma dengue hemorrágica, habitualmente a gente faz diagnóstico diferencial
03:29com o rantavírus.
03:30O nosso laboratório central do estado tem o exame, a sorologia, né?
03:35E, se necessário, o PCR pra fazer.
03:39Mas aqui no nosso estado, a gente não tem casos de rantavírus, até porque é uma doença
03:44rara.
03:45Não é uma doença comum.
03:47Mas, assim, quando a gente não pensa em algo, a gente não faz diagnóstico.
03:51Então, por isso que a gente tem disponível pra fazer esse diagnóstico diferencial.
03:57Mas é uma doença grave, sobretudo o rantavírus aqui na América, né, é a forma cardiopulmonar
04:04bem grave, com hemorragia pulmonar, com insuficiência respiratória, né, pode ter hemorragia
04:08pulmonar, mas geralmente insuficiência respiratória, cardíaca.
04:12E aí, sim, letalidade alta, semelhante à de outra febre, de outra doença hemorrágica,
04:19que é a febre amarela, que a gente também já teve, que também é causada por um vírus.
04:24E também tá relacionado à circulação silvestre, tá?
04:29Então, não são doenças novas, né, não são doenças novas.
04:33O que chama atenção, nesse caso, no cruzeiro, é que eram pessoas confinadas ao mesmo local,
04:39né, e eu não sei se o diagnóstico foi tardio, né, evoluiu com três óbitos, né, dos oito
04:48pacientes doentes, das oito pessoas realmente doentes, seis tiveram identificação do rantavírus
04:55e três faleceram.
04:57É uma letalidade alta e esse é o comportamento do rantavírus.
05:00Mas lembrando que não é novo e que no Brasil, só esse ano, a gente já teve oito casos de
05:05rantavírus pelo Brasil.
05:06Olha só, né, a gente acabou ouvindo mais por conta da questão do cruzeiro, mas é um alerta
05:11muito importante.
05:12Agora, em relação ao norovírus e outros vírus também, que podem causar esses sintomas,
05:18essa virose intestinal, né, gastrointestinal.
05:20Como é que a gente pode diferenciar uma virose de uma intoxicação alimentar, por exemplo?
05:26Boa pergunta.
05:27Difícil, né?
05:28É, não é tão simples, né?
05:31Esse, o fato de ter disseminação, de ter outras pessoas em casa com sintomas semelhantes,
05:37às vezes sintomas não tão intensos, né, uma criança, às vezes um idoso, não só
05:43pela imunidade, mas às vezes pelo peso, pode ter, se o inóculos, se ele tem um contato
05:49com uma quantidade maior de vírus, ele pode ter mais sintomas, né?
05:53Mas aí o caso de, assim, como que você vai diferenciar?
05:57É pela história.
05:58Então, um paciente, às vezes, você não vai conseguir saber naquele momento, mas você
06:04vai juntando as pecinhas, né?
06:06Então, assim, uma intoxicação alimentar, se é por um micro-organismo, né, habitualmente
06:11quando você fala de intoxicação alimentar, pode ser não só vírus, mas como algumas
06:15bactérias, tá?
06:17E aí sim, a infecção bacteriana é mais grave.
06:20Pode evoluir com fezes, com sangue, com febre e, mas, lembrando que mesmo a viral, como
06:28o norovírus, pode causar complicações, sobretudo em crianças menores, como a síndrome
06:33hemolítico-urêmica, tá?
06:35Então, assim, ah, essa síndrome, como é que é?
06:38É um vírus, o vírus norovírus, que circula amplamente, mas pode desencadear no nosso sistema
06:43imune uma reação atípica, que pode ser muito grave, levar hemodiálise e até a morte.
06:48Então, assim, mas a intoxicação realmente, a gente não só avalia os exames laboratoriais
06:54do paciente, mas a gente avalia o que a gente chama de epidemiologia, que é se tem mais
06:59gente doente em casa, se há fonte de contato comum, por exemplo, uma alimentação, às vezes
07:04todo mundo saiu pra fazer um piquenique, alimento mal condicionado, muitas vezes é fonte pra
07:10infecção bacteriana, nem é real.
07:12Na praia, no verão, a gente vê muito isso na praia, no verão, agora a pari todo o ano
07:15tem.
07:16Sim, e aí, às vezes também acontece de ter uma fonte comum, mas nem todos ficam doentes
07:22ou com comprometimento maior, porque vai variar de acordo com a quantidade que você ingeriu,
07:28o peso da pessoa, o sistema imune, então são muitas vertentes de variáveis, mas sempre
07:35deve procurar o médico mediante esses sintomas, porque pode ser algo mais grave ou comprometer
07:41alguém próximo que tenha uma imunossupressão, uma defesa baixa.
07:45Importante, Bruna, o norovírus, por exemplo, que agora com esse relato desse surto lá em
07:50Pelotas, ele pode circular nas fezes, mesmo depois da melhora dos nossos, do sintoma da
07:57pessoa doente, pode circular por quatro semanas.
08:00Então, você imagina, ele tá ali disseminando.
08:03Aí você pensa o ambiente de escola, de creche, onde as crianças põem a mão no bumbum, põem
08:09a mão na boca, põe a mão e vai disseminando.
08:12Aquilo é uma corrente, né?
08:15Uma cadeia de transmissão que muitas vezes requer das autoridades sanitárias a suspensão
08:21das aulas e tudo pra evitar com que esse contágio permaneça.
08:25E aí, nesse caso, álcool na mão, lavar a mão com sabão.
08:31Sempre, muito pertinente você falar disso, porque agora a gente teve no dia 5, né?
08:36Semana passada, 5 de maio, pela Organização Mundial da Saúde, hoje é o Mundial da Higiene
08:41de Mãos.
08:42Por que que a gente fala tanto, a gente da infectologia, sanitarista, fala tanto de higiene
08:47de mãos?
08:48Porque é uma das medidas mais simples, mais baratas e de maior impacto pra quebrar cadeia
08:53de transmissão.
08:54Então, assim, a gente tem que higienizar a mão.
08:57Eu fico preocupada, às vezes, porque as pessoas desenvolvem até um toque.
09:00Então, não é pra ter excesso de álcool.
09:02Na época da Covid, né?
09:03Foi muito comum.
09:04Não, é.
09:05Mas, assim, às vezes a gente até vê as pessoas higienizar na mão pra situações que não
09:09são pertinentes e, às vezes, desenvolvem um excesso, passando álcool em tudo, né?
09:14Lembrando que as bactérias que estão no nosso corpo, elas têm o papel também de proteger
09:18de outras.
09:19Mas, mediante qualquer doença, seja respiratória, seja do tubo digestivo, mesmo que você não
09:25saiba o agente, né?
09:27Se é pela fonte de alimento, se é pela água, se você pegou de outra pessoa.
09:33Ainda assim, o álcool é sempre importante pra quebrar essa cadeia de transmissão, porque
09:37as nossas mãos, elas tocam todos os lugares e elas tocam as pessoas.
09:42Então, se a gente passa o álcool, é importante.
09:45Ah, se a transmissão é pela saliva.
09:46Então, o uso de máscara também, dependendo da doença, também é muito importante.
09:51Mas a higiene de mãos, né?
09:53E o álcool é muito simples.
09:55Só lembrar que a gente tem que passar álcool e friccionar 20 segundos.
09:58É só passar e deixar secar.
10:00Tem gente que balança assim ainda, né?
10:02Eu brinco, às vezes, né?
10:03Ah, parece que tá benzendo, né?
10:04Na academia.
10:06Vai lá, esguicha o álcool naquela superfície e deixa.
10:09Não adianta.
10:10Tem que fazer esse movimento.
10:11Tem que ter a fricção.
10:12O que ativa o antisséptico é a fricção.
10:15Qualquer álcool.
10:16Tem um 70% do supermercado, o álcool em gel.
10:19Qual que vai me ajudar?
10:20Então, o álcool é 70%, 80%, as formulações, assim.
10:24O que, entre 70% e 90%.
10:27O álcool absoluto, ele não tem o poder antisséptico importante pra desnaturar a bactéria, pra matar a bactéria e o
10:33vírus, tá?
10:34Então, o ideal é entre 70% e 90%.
10:36São as formulações, habitualmente, disponíveis.
10:39Forma de gel ou forma de álcool.
10:42O gel é mais pra higiene de mãos, mas tem a espuma também.
10:47Ou o álcool, que a gente usa spray, também é muito eficiente.
10:52Eu recomendo, a gente recomenda fortemente andar sempre com o alquinho dentro da bolsa.
10:57Quem usa transporte público, todo mundo põe a mão no corrimão da escada, também porta.
11:02Então, manipulou esses instrumentos, esses objetos, esses ambientes, onde tem muito toque,
11:09a gente sugere fortemente que use álcool, porque em algum momento, inadvertidamente,
11:14você põe a mão no olho, nos olhos, na boca, na mucosa,
11:18que não tem essa barreira de proteção que a pele íntegra tem.
11:21Perfeito.
11:21Doutora, nosso tempo tá quase acabando, mas é importante a gente falar das viroses respiratórias agora também.
11:26Cuidado com esse negócio de ficar tomando antibiótico, só porque saiu um catarro ali, né?
11:31Bem lembrado, Bruna.
11:32Exatamente.
11:33Então, assim, agora essa época do ano, a gente tem não só o vírus da gripe, né?
11:37O influenza circulando, e a gente recomenda a vacina, mas a gente tem muito vírus de resfriado.
11:44Então, a gente tem tosse, tem espirro, tem coriza, às vezes uma conjuntivite, uma dorzinha de garganta.
11:50Não subestime, porque por mais saudável que você seja, você pode transmitir pra alguém que tem uma saúde mais frágil.
11:57Então, mediante esses sintomas, usar máscara e álcool pra prevenir a transmissão,
12:03e você não ache que tem que usar antibiótico, porque a maior parte das vezes é viral, só mesmo se
12:09tiver febre.
12:11Ah, mas eu tô com catarro verde, amarelo, o catarro tá grosso, agora tá verde, tem que usar antibiótico.
12:16Não, gente, infecção viral também dá catarro verde, grosso, mal cheiroso, tá?
12:21Então, assim, a gente evita o uso de antibiótico, até porque a pessoa não vai melhorar com antibiótico,
12:26porque a infecção viral, ela é autolimitada, habitualmente aí de 5, no máximo 7 dias.
12:31Então, a gente pede pra esperar.
12:33Agora, claro, se você tem febre, se você tem queda do estado geral, perda do apetite, prostração,
12:38ainda mais se for um idoso, uma criança pequena, uma pessoa com a defesa baixa, aí procura o médico.
12:43Com certeza. Combinadíssimo.
12:45Doutora Simone Tosi, médica infectologista, obrigada, doutora, pelos esclarecimentos.
12:49Eu que agradeço a oportunidade.
12:50Até a próxima.
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