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O Morning Show traz as últimas atualizações sobre a tensão geopolítica no Oriente Médio. O repórter Luca Bassani detalha o frágil acordo de cessar-fogo de duas semanas firmado entre os Estados Unidos e o Irã. A trégua provisória baseia-se em dois pontos principais: a pausa nas hostilidades americanas no território iraniano e a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz para a navegação. As negociações definitivas ocorrerão em Islamabad, com a mediação direta do Paquistão.


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Transcrição
00:00Com quem tá lá na Europa, Luca Bassani, chega ao vivo aqui no Morning Show com as informações.
00:06Que susto, hein, Luca Bassani? O mundo viveu nas últimas 10 horas?
00:10Bem-vindo ao nosso Morning Show.
00:13Bom dia a você também, Fernando, a todos que nos acompanham aqui no Morning Show.
00:17Mais um dia, de fato, foi um grande susto, mas o presidente Donald Trump e outros atores
00:23que atuaram nos bastidores conseguiram esses safogos de duas semanas,
00:28que, como Eliseu ressaltou, é considerado pelos europeus como fundamental, mas muito frágil.
00:33Afinal, este cessar-fogo foi alcançado por dois critérios bastante claros.
00:39A pausa nas hostilidades norte-americanas dentro do território iraniano
00:43e, em contrapartida, a reabertura do Estreito de Hormuz.
00:46O que tem a ver com enriquecimento de urânio, programa de mísseis balísticos,
00:51o financiamento do Irã aos grupos terroristas e todas essas outras questões
00:55que podem, de fato, encontrar um consenso entre as duas nações.
00:59Isso agora será discutido em Islamabad, no Paquistão,
01:02com a mediação dos paquistanes entre Estados Unidos e Israel
01:06a partir da sexta-feira, dia 10.
01:09Até lá, óbvio que ficamos todos apreensivos com a possibilidade da guerra ser retomada.
01:14Nesse contexto, o Irã, por ter sobrevivido a essa primeira onda de ataques,
01:19ou pelo menos a República Islâmica ter sobrevivido, teve o apoio de parte da população
01:25mais radicalizada, que foi às ruas para dar o apoio ao regime.
01:29Há várias imagens que foram circuladas, veiculadas nas televisões estatais do Irã
01:34e também por todo o país para mostrar este apoio de parte da população.
01:40A gente não pode se esquecer que ainda há um blackout de internet no Irã
01:43colocado desde o começo da guerra.
01:45Eu, com as minhas fontes no Irã, não consigo falar pelo menos 32 dias,
01:49o que é muito preocupante, porque temo pela vida dessas pessoas,
01:53muitos dos quais não concordam necessariamente com o governo,
01:56mas a gente vê que eles saem fortalecidos.
01:59Apesar de grande parte das lideranças, dos ayatollahs mais importantes,
02:04dos generais terem sido mortos, eliminados por Israel e pelos Estados Unidos,
02:08a República Islâmica, enquanto uma instituição, consegue permanecer
02:11e dar um fôlego para essas negociações que começam a partir de sexta-feira.
02:17Luca Bassani, existe também uma dúvida sobre quem vai seguir com as negociações
02:22por parte do Irã.
02:24O filho do ayatollah, que acabou sendo morto pelas tropas americanas,
02:29pelos ataques americanos, ele já apareceu?
02:31Parece que ainda não existiu nenhuma imagem dele.
02:33Existe muita dúvida até sobre o estado de saúde do ayatollah
02:37e sobre quem vai tocar essas negociações, que, como você disse,
02:41são negociações muito frágeis.
02:43O Paquistão é um improvável mediador disso tudo, né?
02:47Um potencial aliado dos dois lados, mas é também um país que tem um arsenal nuclear muito grande.
02:55Ou seja, são ovos muito sensíveis.
02:59É como se a gente estivesse pisando em ovos o tempo inteiro
03:02nesse tabuleiro da disputa pelo petróleo internacional?
03:07Pois é, quem vai negociar do lado iraniano é o líder da Assembleia Nacional,
03:13o presidente da Assembleia Nacional, Mohamed Halibaf,
03:17ele que é visto como uma figura um pouco mais moderada,
03:19mas que no passado também já foi bastante radicalizado,
03:22sendo membro, inclusive, do antigo governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad,
03:27que, inclusive, esteve no Brasil naquela ocasião há muitos anos.
03:30Ele, então, lidera o lado iraniano, enquanto que no lado norte-americano
03:35provavelmente será o vice-presidente J.D. Vance,
03:38já que Steve Whitcoff, aquele que era designado inicialmente para essas negociações,
03:43foi visto pelos iranianos como alguém agindo muito em prol de Israel
03:48e não tanto em prol dos Estados Unidos ou de uma visão mais neutra.
03:51Então, o vice-presidente ocupa esse espaço,
03:54lembrando que J.D. Vance tem uma visão mais isolacionista,
03:57não tanto intervencionista quanto tem Marco Rubio, por exemplo.
04:01Então, pode ser fundamental isso nas negociações.
04:04Em relação ao Paquistão, vale a gente dizer,
04:06para muitos é visto como improvável, mas não é tão improvável assim.
04:10Afinal, durante a Guerra Fria, a Índia ficou mais aliada à União Soviética,
04:14enquanto os Estados Unidos tinham no Paquistão um grande aliado.
04:17Portanto, essa amizade vem desde a Guerra Fria e se mantém até agora.
04:21E por ser um país que faz fronteira com o Irã, é um país também islâmico,
04:26também tem bom diálogo com os iranianos.
04:28Então, acabou sendo o interlocutor mais adequado para essa ocasião,
04:33que em outros momentos poderia até ser arrastado para a guerra,
04:36porque o Paquistão tem um acordo de mútua defesa com a Arábia Saudita,
04:39um país que ficou sob ataque iraniano também durante essa guerra.
04:43Então, é uma ramificação bastante complexa.
04:46Fato é que temos esse cessar-fogo,
04:48o mercado reagiu bem, há a pressão por várias lideranças aqui da Europa
04:52para que o cessar-fogo se torne uma paz definitiva.
04:55Mas, do outro lado, temos Donald Trump, temos o regime da República Islâmica,
04:59duas fontes políticas extremamente instáveis
05:02e que podem acabar colocando tudo a perder de uma hora para a outra.
05:06Vamos acompanhar.
05:08Ótimo. Bastante, muito obrigado.
05:10Eu acho que vai ser um dia muito movimentado.
05:12Aliás, essas duas semanas vão ser de muitas movimentações.
05:16A gente conta muito com você aí, com sua competência.
05:19Muito obrigado pela participação aqui no Morning Show.
05:22Valeu.
05:23Luca Bassani, direto da Europa, atualizando todas as informações.
05:27E, por favor, Matheus.
05:28Acho que vale mencionar o Reino Unido.
05:31Eu não tinha mencionado, falamos de Rússia, de China,
05:33mas o Reino Unido sempre desempenhou um papel muito importante
05:36nas relações internacionais, pela força, pelo desenvolvimento.
05:39Mas, nos últimos anos, ele tem se enfraquecido muito politicamente.
05:43Nos últimos quatro anos, nós tivemos quatro trocas de primeiros ministros no Reino Unido.
05:48Isso para uma nação ali tão estável como é aquela conjunção de Inglaterra, Irlanda, Escócia.
05:54É só a gente lembrar aí de Churchill, de Margaret Thatcher,
05:57de vários primeiros ministros que fizeram, né, anos e anos.
06:01A gente ter quatro em quatro anos é um número muito relevante.
06:04Então, o Reino Unido começar a se movimentar é até um pouco curioso.
06:07Eu acho que talvez seja um pouco uma busca de recuperar essa relevância,
06:11essa voz internacional que um dia ele teve e acabou perdendo aí ao longo dos últimos anos.
06:16E você falou, Matheus, da contagem regressiva, que é uma TV estatal lá,
06:20foi a TV de Israel, né, que estava ali com relação ao prazo que o Donald Trump deu
06:25das nove horas da noite, horário de Brasília, para o ataque ao Irã.
06:28Mas eu acho que agora, queria ouvir do sofá, da discórdia,
06:32se não começa uma outra contagem regressiva de duas semanas,
06:35faltando um dia para terminar esse prazo,
06:38mas, meu Deus do céu, será o que vem por aí agora na cabeça do Donald Trump, né?
06:43É totalmente imprevisível.
06:45Essas duas semanas podem não ser duas semanas, podem ser três,
06:48podem ser uma semana só, né, o Trump, inclusive...
06:52Mas o estreito de Hormuz está liberando, você viu, Elisio Caetano, disse que...
06:56Mas o pessoal está com medo de passar lá, de qualquer forma, né?
06:59Você teria coragem de pilotar um navio no estreito de Hormuz,
07:02que tem só três quilômetros de uma margem à outra?
07:06E, assim, a ideia é que tinha bomba marítima para todo lado ali, né?
07:09Se eu conseguisse passar, eu escrevi até uma biografia depois.
07:12Passa com calma por aí.
07:13Alguém tem que passar, alguém tem que passar, eu iria, eu iria, eu iria.
07:17Iria?
07:17Eu iria.
07:18É, eu acho que é um ato de coragem, mesmo agora, né?
07:21Não, pode vir, pode vir.
07:23E também o Irã...
07:24Confia.
07:25Tem uma linha aí que aponta que talvez essa guerra amenize
07:28se o Irã começar a taxar, a cobrar para passar pelo estreito.
07:32Pois então, e como é que fica no Brasil?
07:35Será que já existem...
07:36Porque existem também especulações, assim,
07:40começa a estourar um pipoco por lá, aumenta o preço por cá.
07:44Mas se não tem mais guerra, será que diminuir?
07:48A gente tem nosso correspondente carioca, né?
07:51Chique, né?
07:52Tem correspondente europeu, americano e carioca.
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