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Em nova frente para combater o endividamento e recuperar a popularidade, o governo federal estuda permitir o uso do saldo do FGTS para a quitação de dívidas atrasadas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta terça-feira (7 de abril de 2026) que a proposta está em análise conjunta com o Ministério do Trabalho. O plano prevê descontos de até 80% em débitos de cartão de crédito e cheque especial, funcionando como uma versão aprimorada do Desenrola Brasil. A medida faz parte

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Transcrição
00:00O presidente Lula reitera a preocupação com o endividamento das famílias e em uma reunião com a equipe econômica discute
00:06medidas para amenizar o comprometimento da renda das pessoas.
00:11Repórter André Anelli, mais uma vez Brasília, aqui na Jovem Pan, quais as ações do governo?
00:17Bem-vindo André, boa noite.
00:21Obrigado Tiago, muito boa noite a você também e a todos aqui no Jornal Jovem Pan.
00:25O governo discute diversos cenários para enfrentar esse endividamento das famílias.
00:31Uma possibilidade é usar o Fundo Garantidor de Operações, o FGO, para ajudar na concessão de descontos para os endividados.
00:40Em contrapartida, os bancos que derem maior desconto nas dívidas terão acesso a maior volume de garantias do governo federal
00:48nos financiamentos novos.
00:50Outra possibilidade é a liberação de parte do FGTS para quitação de dívidas.
00:57Além dessas alternativas, o governo também avalia quem vai poder acessar os benefícios.
01:03São considerados pelo menos dois grupos prioritários.
01:07O primeiro é o da população de baixa renda com dívidas em atraso entre dois e seis meses.
01:13Nesse grupo, as pessoas seriam estipuladas a renegociar os débitos em uma espécie de novo desenrola,
01:20aquele programa do governo federal que já foi feito nos primeiros anos desse atual mandato.
01:26E o segundo grupo seria o de pessoas adimplentes em dia com o pagamento das dívidas,
01:32mas com alto comprometimento de renda com o pagamento de parcelas.
01:37Nesse caso, as pessoas seriam estimuladas a migrar de linhas de crédito consideradas caras para aquelas mais baratas.
01:46Dados da CNC, a Confederação Nacional do Comércio, apontam que o nível de endividamento das famílias chegou a 80,4
01:56% em março deste ano.
01:58A mesma pesquisa apontou que a inadimplência ficou em 29,6% desse total.
02:05Os números são preocupantes para o governo, já que a queda do poder de compra da população pode impactar diretamente
02:13nas eleições deste ano.
02:15Tiago.
02:16Essa preocupação com a população em relação ao governo, a gente falava disso ontem,
02:21até daqui a pouquinho, André, Denise Campos de Toledo e Mano Ferreira também.
02:25Denise, primeiro, essas medidas devem ajudar e você falar em usar o FGTS,
02:31que tem muitas regras e aí sempre tem alguém que vai falar se o trabalhador for demitido,
02:37se usar esse dinheiro primeiro, como é que fica.
02:39Mas já houve muitas liberações em relação ao FGTS, até para um agrado ao trabalhador,
02:45podia retirar no dia do aniversário, uma série de liberações já ocorreram ao longo do tempo
02:50e as pessoas quando vão lá tentar a reserva, ou mesmo para comprar um imóvel, já não tem mais essa
02:54reserva.
02:55Agora, o dado é preocupante, na verdade o governo não tem culpa, por mais que se questione o governo pela
03:00posição dele,
03:01nós estamos lidando com juros do mau patamar de quase 20 anos, a taxa básica,
03:06que é apenas uma referência para os juros cobrados nas várias linhas de crédito.
03:11Por outro lado, nós tivemos inflação em alta, que teve muito a ver, não com políticas de governo,
03:16teve a ver com a safra de alimentos em determinado período,
03:20agora há uma preocupação muito grande com os impactos da guerra, aumenta o preço de combustível,
03:24por isso que o governo está se virando no como pode, sem muito planejamento,
03:28para tentar segurar o máximo possível os repasses para combustíveis, para frete, para tarifas de aviação.
03:36Então, tem essa preocupação geral, porque piora a percepção da sociedade em relação ao ambiente econômico,
03:42e aí o culpado é sempre o governo.
03:44E o Anel estava dando os dados em relação à Confederação Nacional do Comércio,
03:48eu acho que o da Serasa, os mais recentes, são mais preocupantes ainda,
03:51tem 81,7 milhões de pessoas inadimplentes, não são apenas endividadas,
03:57são pessoas que estão com pagamento e atraso, inclusive de contas básicas,
04:01conta de luz, de energia, conta de gás, uma série de coisas.
04:05Então, o governo pode ajudar com liberação de fundo de garantia,
04:08e dessa vez tentando fazer um desenrola melhor do que o outro,
04:11porque o outro não desenrolou tanto, o alcance foi limitado,
04:14e agora ele pretende dar uma garantia para os bancos.
04:17Então, os bancos juntam todas as dívidas, fazem uma única renegociação,
04:21com um parcelamento que caiba no orçamento das famílias,
04:24evitando que fique inadimplente de novo.
04:26Mas se ficarem, os bancos teriam esse fundo garantidor,
04:29que o governo ainda pretende formar, já falou em dinheiro parado no Banco Central,
04:33é uma tentativa de criar um ambiente melhor, com foco nas eleições,
04:37mas é de difícil alcance.
04:39Pois é, mano, como é que fica esse dilema, né?
04:43O governo precisa, de uma certa maneira, ajudar, pode ajudar,
04:46mas também não tem esse lado da questão eleitoral,
04:49não fica tão comprometido com a eleição,
04:52porque a preocupação do governo é nítida, né?
04:55Exatamente, e é também fruto de uma escolha que o governo fez logo no seu início, né?
05:02A gente precisa trazer o ponto de que o arcabouço fiscal não foi capaz de dar segurança
05:09ao mercado, aos investidores e ao Banco Central para conduzir uma queda na taxa de juros.
05:17A gente acabou assistindo um aumento da taxa justamente em função
05:22de uma trajetória insustentável da dívida pública,
05:26que está conectada com diversas regras que o próprio governo acabou colocando
05:33que criam uma bomba relógio, como o aumento automático do salário mínimo,
05:38as vinculações do salário mínimo aos benefícios previdenciários
05:43fazem com que, automaticamente, as despesas cresçam todos os anos.
05:48Há as vinculações de gastos com saúde e educação,
05:53que estão conectadas automaticamente com a arrecadação.
05:58Então, mesmo quando o governo consegue ter esforços positivos
06:03no sentido de ampliação da sua arrecadação,
06:07ele, automaticamente, tem que aumentar também o seu gasto,
06:10o que diminui a sua capacidade de encontrar um equilíbrio das contas.
06:15Então, foi uma escolha institucional, no começo do governo,
06:19de não enfrentar esses gargalos que faz com que o cenário econômico agora,
06:25com juros elevados, tenha essa situação de difícil negociação da dívida.
06:31Então, na prática, o governo está, no seu final,
06:34tentando fazer um puxadinho com vistas eleitorais
06:37para resolver algo que ele não enfrentou deliberadamente,
06:43de forma estrutural, no início do governo.
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