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O governo do Irã manifestou nesta sexta-feira (20) a intenção de fechar um acordo nuclear "rapidamente" com os Estados Unidos. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, informou que um esboço do texto deve ser apresentado ao enviado especial americano, Steve Witkoff, em até três dias.

A movimentação ocorre sob forte pressão: na última quinta-feira, Donald Trump estabeleceu um ultimato, afirmando que o Irã tem entre 10 e 15 dias para aceitar um "acordo significativo", sob pena de sofrer ataques militares contra instalações estratégicas.

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Transcrição
00:00O governo do Irã admite que busca um acordo rápido com os Estados Unidos
00:04depois do ultimato feito pelo presidente Donald Trump.
00:07O editor de Internacional aqui da Jovem Pan, Fabrizio Nais, que chega aos estúdios.
00:12Afinal, como é que estão caminhando essas negociações?
00:15E parece que é uma novela que vai se arrastando, né Fabrizio?
00:18Bem-vindo, boa noite.
00:19Vai se arrastando, Tiago. Boa noite pra você.
00:21Boa noite a todos que acompanham o jornal Jovem Pan.
00:24O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Arati,
00:28conversou hoje com a imprensa norte-americana e disse o seguinte,
00:33que nas conversas feitas em Genebra, na Suíça, com a mediação do OMAM,
00:38o governo dos Estados Unidos não solicitou o fim do enriquecimento de urânio vindo do Irã.
00:46E isso é muito importante a gente destacar.
00:50O presidente Donald Trump já havia falado anteriormente que essa era uma condição sine qua non
00:56pra que esse acordo fosse firmado.
00:58Mas agora, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano,
01:02parece que nem tanto assim.
01:04Abbas Arati ainda falou o seguinte,
01:06que o importante é garantir que o programa nuclear iraniano seja pacífico
01:13e continue sendo pacífico.
01:16E aí, uma minuta do acordo deve ser apresentada pelo Irã
01:21entre dois a três dias a partir dessa sexta-feira.
01:25Então, a gente tá falando de uma minuta que deve ser entregue à Casa Branca
01:28entre segunda e terça-feira no máximo.
01:35Não deve passar daí.
01:36Isso vai de acordo com aquilo que pediu Donald Trump,
01:41que pediu agilidade por um temor de que ele pode ordenar um ataque contra o Irã.
01:47E isso teria proporções catastróficas.
01:50Quando a gente fala de enriquecimento de urânio,
01:52é importante a gente destacar aqui alguns pontos.
01:55Já há muito tempo, a comunidade internacional, principalmente os Estados Unidos,
01:59tem o temor de que o Irã possa estar enriquecendo urânio
02:03para desenvolver armas nucleares,
02:06embora não haja nenhum tipo de informação concreta em relação a isso.
02:12O que o governo do Irã diz?
02:14A gente enriquece urânio apenas para produzir energia.
02:17E essa é uma afirmação que ela até pode ser válida.
02:22Porque quando um país enriquece urânio entre algo ali em torno de 3% a 5%,
02:27isso é para finalidade energética, para abastecer usinas nucleares.
02:32Até cerca de 20%, aí já tem fins mais científicos.
02:36Pode servir até mesmo para a detecção de casos de câncer, dependendo da situação.
02:42Mas quando passa dos 20%, e a preocupação é que isso já tenha passado há muito tempo,
02:47aí geralmente o enriquecimento de urânio é destinado a fins militares,
02:52incluindo a criação, o desenvolvimento de armas nucleares.
02:57Isso vai contra o Tratado de Não-Proliferação Nuclear,
03:00vai contra o tratado firmado lá em 2015 entre o Irã e vários países do Ocidente,
03:05que depois os Estados Unidos se retiraram,
03:06e geram uma grande preocupação para todo mundo,
03:09principalmente para o principal aliado norte-americano no Oriente Médio,
03:13Israel, que teme um ataque do Irã a qualquer momento.
03:17Agora, as especulações não param, não é, Fabrício?
03:20Sobre uma possibilidade de ataque dos Estados Unidos.
03:23Afinal, negociações estão em andamento.
03:26Quais são as possibilidades?
03:27As possibilidades, Tiago, segundo uma publicação feita hoje pela agência Reuters,
03:32que diz que fontes confirmaram que os Estados Unidos podem executar ataques
03:37contra membros individuais do regime iraniano, do regime dos Ayatollahs.
03:43Ou seja, é mais uma opção militar que se constrói pelos Estados Unidos,
03:48que é construída pelos Estados Unidos nesses últimos dias,
03:52lembrando que, a partir de amanhã, a partir de sábado,
03:56o destacamento militar norte-americano lá no Oriente Médio
03:59já estaria pronto para um eventual ataque ao Irã,
04:02caso isso seja demandado, caso isso seja ordenado pelo presidente Donald Trump.
04:08Quando essas fontes militares falam que os ataques podem ser contra alvos individuais,
04:13contra pessoas específicas, eles não dizem quais seriam essas pessoas.
04:18Mas o que a gente sabe, de fato?
04:21A gente sabe que, no ano passado, quando os Estados Unidos atacaram o Irã,
04:26os ataques foram em instalações nucleares.
04:29Mas, naquela ocasião, o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei
04:33precisou se esconder no interior do país.
04:36Ninguém sabia para onde tinha ido Ali Khamenei.
04:40Então, essa poderia ser uma opção, mas seria a mais extrema.
04:44Aí você tem os nomes do governo iraniano.
04:47São vários.
04:47Por exemplo, o presidente Massoud Pesestikian.
04:50Você tem o ministro das Relações Exteriores,
04:53o próprio ministro das Relações Exteriores, Abbas Arati.
04:56Mas aí você tem também nomes militares,
04:58que seria uma escolha um pouco mais viável do ponto de vista de uma guerra.
05:02Quem que a gente está falando?
05:04A gente está falando dos chefes da Guarda Revolucionária do Irã,
05:08do chefe da BASIJ, que é uma milícia paramilitar ligada à Guarda Revolucionária,
05:13dois órgãos que o governo iraniano usou, por exemplo,
05:16para reprimir as manifestações que aconteceram entre dezembro do ano passado
05:20e em janeiro desse ano, o chefe das Forças Armadas.
05:24E os Estados Unidos têm um histórico em relação a isso.
05:27A gente lembra que em 2020, o presidente Donald Trump
05:30ordenou um ataque contra Kassei Soleimani,
05:33que era o líder da Guarda Revolucionária.
05:35Ele estava no Iraque e era considerado o número dois do Ayatollah Ali Khamenei.
05:41Ou seja, um ataque contra um chefe da Guarda Revolucionária
05:44poderia até mesmo ter o respaldo da comunidade internacional,
05:47já que muitos países ao redor do mundo, a União Europeia fez isso recentemente, por exemplo,
05:53declaram a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista.
05:57Então não seria um ataque que geraria grandes problemas diplomáticos internacionais,
06:02mas que teria uma repercussão forte no Irã.
06:04Isso só acontece nesse momento para os Estados Unidos pressionarem o Irã a fechar um acordo.
06:10Se, de fato, essa negociação estiver caminhando bem, como a gente destacou, Tiago,
06:13aí fica um pouco mais improvável que um ataque aconteça, pelo menos nesse primeiro momento.
06:18Mas não dá para prever nada.
06:20É, vai saber se ele também não quer tirar o foco do tarifaço aí que a gente viu nessa sexta
06:24-feira, né?
06:24Pois é, tudo depende de como acordar Donald Trump amanhã, né?
06:27Vai que ele está de mau humor, nunca se sabe.
06:29Bom fim de semana, Fabrício, até.
06:30Para você também, até segunda.
06:31Até.
06:31Tchau, tchau.
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