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O presidente Donald Trump convocou oficialmente, neste sábado (14), uma coalizão naval internacional para garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz. O republicano afirmou que países como China, França, Japão e Reino Unido, que dependem diretamente do petróleo que passa pelo canal, devem enviar seus próprios navios de guerra para escoltar petroleiros.
Trump reiterou que, enquanto os aliados não se posicionarem, os EUA continuarão a "bombardear sem piedade" a costa iraniana e a afundar qualquer embarcação que tente manter o bloqueio. Em contrapartida, a Guarda Revolucionária do Irã classificou o pedido como um sinal de que Washington não consegue sustentar a guerra sozinho.
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Trump reiterou que, enquanto os aliados não se posicionarem, os EUA continuarão a "bombardear sem piedade" a costa iraniana e a afundar qualquer embarcação que tente manter o bloqueio. Em contrapartida, a Guarda Revolucionária do Irã classificou o pedido como um sinal de que Washington não consegue sustentar a guerra sozinho.
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NotíciasTranscrição
00:00Outro ponto para a gente trazer aqui, os Estados Unidos estão pedindo navios de guerra próximos ao Estreito de Hormuz.
00:06A gente tem falado muito sobre a questão do Estreito de Hormuz nos últimos dias
00:10e Donald Trump, que já vinha circulando essa possibilidade de escoltar com navios da Marinha Norte-Americana,
00:17navios comerciais que tentem atravessar o Estreito de Hormuz,
00:21agora está cobrando a participação da comunidade internacional.
00:24Ele diz que vários países precisam agir para a segurança do Estreito de Hormuz.
00:30E aí ele fala de França, fala de Reino Unido, fala de China, fala de Rússia,
00:35países muito fortes, inclusive no cenário internacional, na defesa internacional.
00:41Situação que indica que Donald Trump quer transferir também essa responsabilidade para outros países,
00:48para que isso não dependa apenas dos Estados Unidos.
00:51Mas é difícil imaginar que outros países, principalmente os europeus, comprem essa ideia.
00:56E para finalizar aqui esse nosso giro de sábado, Israel e Líbano podem abrir conversas na próxima semana.
01:05Essa é uma informação que saiu hoje através do jornal israelense Haaretz,
01:09um dos principais jornais de Israel, afirmando que Tel Aviv, Jerusalém e também Beirute
01:16devem conversar oficialmente, já que nessa semana se intensificou e se intensificou com muita força mesmo
01:24os ataques, os bombardeios de Israel contra posições do Hezbollah em todo o Líbano,
01:31mas principalmente nos subúrbios da capital Beirute.
01:35Já são mais de 800 mortos no Líbano em duas semanas.
01:38É um número muito grande de vítimas por lá.
01:41Existe uma diferença entre o Hezbollah e o governo libanês.
01:44O Hezbollah tem a sua milícia paramilitar, praticamente um exército, digamos assim,
01:51que ataca Israel com certa frequência e acaba recebendo ataques de volta,
01:56mas também é um partido político que não integra o governo,
02:00embora seja um partido político com uma certa história dentro do Líbano.
02:04O governo libanês é um governo frágil, mas ele vai tentar desenrolar uma negociação com Israel
02:10para garantir um novo cessar-fogo.
02:12Já existia um cessar-fogo que estava em vigor há um ano e meio,
02:16mas era um cessar-fogo muito frágil e ele não se sustentou.
02:19A gente está vendo isso agora.
02:20Uma informação que chegou também agora, Thiago, há pouquíssimos minutos,
02:24cinco minutinhos, a Fórmula 1 confirmou o cancelamento,
02:29ou melhor dizendo, o adiamento sem prazo determinado,
02:33dos grandes prêmios do Bahrein e também da Arábia Saudita.
02:37Essas duas provas estavam marcadas agora, para o mês de abril,
02:41que começa daqui a pouquinho, começa daqui duas, três semanas,
02:44e elas não vão acontecer.
02:46A organização da Fórmula 1 publicou nas redes sociais um comunicado,
02:50disse que até estudou alternativas para substituir essas provas em abril,
02:55mas que nesse momento não haverá nenhuma substituição.
02:59Essas provas estão suspensas, eles esperam que elas ocorram ainda esse ano,
03:04na Fórmula 1, espera que ela ocorra ainda esse ano,
03:06mas não há previsão de que isso vai acontecer.
03:08Bom, o Fabrício continua aqui com a gente para participar de uma entrevista agora,
03:11porque na Guerra do Oriente Médio, como nós já destacamos aqui,
03:14o presidente Donald Trump pediu nesse sábado para que a China,
03:18e a França e o Reino Unido enviem navios com o objetivo de garantir a segurança
03:22no Estreito de Hormuz.
03:24E o nosso entrevistado agora é o professor da Escola de Comando do Estado do Maior do Exército,
03:28Sandro Teixeira Moita.
03:30Tudo bem, professor? Como sempre, muito obrigado por atender aqui a Jovem Pan.
03:33Boa noite, bem-vindo.
03:35Boa noite a você, Tiago. Boa noite também ao Fabrício.
03:38Toda a nossa audiência, muito obrigado pelo convite.
03:40Bom, professor, esse apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos
03:43para que outros países ajudem na fluidez do Estreito de Hormuz,
03:46isso tem alguma consequência prática?
03:49Será que esses países vão se envolver nessa possibilidade de, inclusive,
03:53entrar numa batalha com o Irã na própria região?
04:00Veja, Tiago, o que a gente pode estar vendo aqui é uma pressão,
04:04possivelmente, ao desejo americano de que esses países se envolvessem
04:08nas operações militares, mas é óbvio que esses países não têm interesse
04:11em fazer parte desse conflito.
04:13Mas eles têm, por exemplo, a China, uma grande capacidade de fazer pressão de bastidores
04:19sobre o Irã para permitir a abertura do Estreito em melhores condições.
04:24Apesar de que alguns navios conseguiram cruzar o Estreito nas últimas 48 horas,
04:29utilizando meios diversos, desligando transponders, inclusive as luzes,
04:34o fato é que a gente ainda tem mais de 340 navios lotados de petróleo, de gás,
04:41com diversos compradores esperando a chegada dessas mercadorias,
04:46esperando a chegada dessas commodities em seus portos.
04:48E isso, a disrupção disso fez até a gente ver o impacto no preço global do petróleo,
04:55no preço global do gás e também de outros elementos que são importantes,
05:00que têm sido pouco falados, mas que são talvez tão criticamente importantes
05:04para a economia global como o petróleo e o gás,
05:07que são elementos para a produção de fertilizantes,
05:09tanto por Índia e por China, que são necessários para a agricultura global.
05:14Fabrício?
05:15Professor, boa noite já para você.
05:17A gente tem ouvido algumas especulações a respeito de uma possível ocupação militar
05:22dos Estados Unidos na ilha de Karg.
05:24O Pentágono, inclusive, confirmou que vai enviar mais 5 mil fuzileiros navais
05:28para o Oriente Médio, além de mais navios também.
05:32Eu queria, na verdade, fazer duas perguntas em uma para o senhor.
05:35Primeiro, você acredita nessa possibilidade de uma ocupação da ilha de Karg,
05:41que é muito próxima do litoral iraniano?
05:44E segundo, esse envio de mais militares e mais navios de guerra
05:49indica que aquela previsão da Casa Branca de que o conflito teria apenas 6 semanas
05:54pode ser uma previsão furada?
05:58Fabrício, eu vou começar respondendo você pela última pergunta,
06:01porque, na verdade, as duas perguntas têm uma resposta que é mais de 1 bilhão de dólares.
06:06Então, para que você tenha uma ideia, o custo da operação por dia
06:09ultrapasse 1 bilhão de dólares aqui.
06:11Então, há sim a possibilidade desses desembarques de fuzileiros navais,
06:16não somente contra a ilha de Karg, Fabrício,
06:19mas também contra outras ilhas no estreito,
06:21até mesmo de maneira a negar a possibilidade do Irã.
06:25Criaram a ideia, ao que parece,
06:29de criar uma zona de segurança com a ocupação desses pontos
06:33em algumas áreas do estreito de Hormuz e, no caso de Karg,
06:38retirar do Irã a ilha que é o principal terminal de processamento e de exportação.
06:44Para que a audiência tenha uma ideia, Fabrício,
06:4690% do petróleo produzido pelo Irã passa pela ilha de Karg
06:51e é embarcado na ilha de Karg.
06:53Então, no momento em que os Estados Unidos façam o desembarque,
06:58tomem essa ilha do Irã,
06:59eles tiram da mão do regime iraniano a sua principal fonte de recurso
07:03e, retirando a principal fonte de recurso,
07:06aí sim adiciona uma nova camada de pressão sobre o regime
07:10e aí pode, sim, atingir os objetivos
07:13que Trump vem falando desde o primeiro dia da ofensiva,
07:17que é, basicamente, a mudança de regime
07:19ou a tentativa de fazer o regime de Teherã
07:23conversar com os Estados Unidos
07:27em termos que sejam interessantes para os Estados Unidos e Israel.
07:31Então, a tomada de Karg e de algumas outras ilhas
07:34visa a neutralizar a capacidade iraniana
07:36de lançar ataques contra a navegação comercial no estreito
07:39e também a de recuperar a capacidade
07:42e diminuir o choque
07:43que esse bloqueio informal tem realizado
07:48nos preços globais de energia.
07:50Então, sim, existe essa possibilidade.
07:52É uma possibilidade que vem crescendo.
07:55Não seria algo surpreendente se na próxima semana
07:59nós já víssemos uma ação militar direta
08:01para a captura dessas ilhas, especialmente Karg,
08:04de maneira ousada ali,
08:06provavelmente até mesmo à noite,
08:08aproveitando-se aí não só de regime de marés,
08:11mas também do fato de que a gente pode ter aí noites
08:14que facilitem uma operação anfíbia desse nível e dessa escala.
08:18E aí, sim, a gente pode ter esse tipo de operação.
08:21E isso, com certeza, seria feito,
08:24inclusive, para tentar manter a ideia original da Casa Branca,
08:29que tem pressionado muito o Departamento de Defesa
08:31a acelerar as operações.
08:33O problema é que,
08:35quando a gente estuda a guerra e estratégia, Fabrício,
08:38há uma questão que a gente não pode esquecer.
08:40Você tem um adversário
08:42e esse adversário não é uma massa amorfa,
08:43que é o regime iraniano.
08:44E ele é resiliente
08:46e ele se preparou para esse conflito.
08:48Eu não vou dizer que ele está
08:49para e passo em capacidades militares
08:52aos Estados Unidos,
08:52porque isso seria uma falácia.
08:54Não é.
08:54Mas ele se preparou ideologicamente,
08:57ele se preparou com todos os seus instrumentos de poder
08:59para fazer essa guerra
09:00contra os interesses americanos na região.
09:03Bom, professor Sandro,
09:04acho que é importante explicar para a nossa audiência,
09:06não sei se o termo certo é uma guerra lateral
09:09que também envolve outros países,
09:11não só os Estados Unidos e o Irã.
09:12porque uma embaixada dos Estados Unidos em Bagdá foi atacada
09:16e uma milícia do Irã assumiu esse ataque.
09:20Eu pergunto para o senhor,
09:21o que isso tem a ver com a guerra,
09:23essa ação de milícias
09:26numa tentativa de intimidar os Estados Unidos,
09:30não só em relação ao Iraque,
09:32mas também ao Líbano,
09:33essa configuração geográfica dessa guerra, professor?
09:37Tiago, é uma ótima pergunta,
09:40porque ajuda a explicar a audiência
09:43muito da estratégia iraniana.
09:44Então, durante anos, durante décadas,
09:47o Irã se dedicou a criar
09:48uma estrutura de grupos não estatais
09:51em diversos países,
09:53Síria, Iraque, Líbano,
09:55mesmo nos territórios palestinos,
09:57no Iêmen e em diversos outros países,
10:00grupos que seriam pró-Irã
10:03e denominou-os de eixo da resistência.
10:06Os israelenses, inclusive,
10:07têm uma expressão curiosa,
10:08eles chamam esses grupos de anel de fogo,
10:10porque boa parte desses grupos
10:12é hostil a Israel
10:13e faz ataques a Israel,
10:14como, por exemplo,
10:16o Hezbollah do Líbano,
10:18a Jirah Islâmica Palestina de Gaza,
10:20dentre outros grupos que são
10:23apoiados ou simpatizantes ao Irã
10:24e são apoiados pelo Irã
10:26de maneira logística,
10:27com armamento e por aí vai,
10:28e fazem ataques a Israel
10:30e aos interesses americanos.
10:31Então, esse ataque que a gente viu
10:33na Embaixada Americana
10:34contra um radar
10:35que apoia os sistemas de defesa
10:39dessa Embaixada Americana em Bagdá,
10:41ele foi feito por uma das milícias iraquianas,
10:44você tem quatro grandes milícias iraquianas
10:46que são xiítas,
10:49são simpáticas ao Irã
10:51e desde que a guerra começou,
10:54elas têm feito ataques diuturnos
10:56a posições americanas no Iraque
10:59e a posições americanas
11:01e a posições também dos curdos
11:03do norte do Iraque.
11:04Então, isso faz parte
11:06de um esforço maior iraniano
11:08de criar uma completa disrupção,
11:10de criar um verdadeiro caos na região
11:13para que os países da região
11:15pressionem os Estados Unidos
11:16a parar com a guerra.
11:17Então, isso é uma estratégia calculada,
11:21considerada,
11:21e estamos vendo diversos desses ataques.
11:24Não à toa, a gente também tem visto
11:25os ataques do Hezbollah
11:27com intensidade
11:28desde o terceiro dia de guerra contra Israel,
11:30que são coordenados com os ataques iranianos
11:34justamente para criar um sentimento
11:36de esgotamento da população israelense.
11:38Professor, mais uma pergunta.
11:41O Hamas divulgou um comunicado
11:44pedindo para que o Irã
11:46não ataque países vizinhos,
11:48mas afirmando que o país persa
11:50tem direito à autodefesa.
11:52Tem uma história, em meio a essa guerra,
11:54que acabou ficando praticamente
11:55completamente esquecida,
11:58que é a questão da chamada
12:00solução dos dois Estados.
12:02Como é que você acredita que esse conflito,
12:03embora o Irã não esteja
12:05diretamente envolvido com isso,
12:07mas como você acredita que esse conflito
12:09pode acabar, talvez, atrasando
12:12essa negociação, essa questão
12:14envolvendo a solução de dois Estados,
12:16Israel e Palestina?
12:19Uma ótima pergunta, Fabrício,
12:21porque ajuda a explicar
12:23o que parece um pouco insólito.
12:25O Hamas pedindo para o Irã
12:27refrear os ataques
12:28e buscar atacar apenas
12:30as instalações americanas.
12:31Um dos países mais atacados
12:32pelo Irã, ironicamente,
12:33foi o Catar,
12:34que sempre se procurou
12:36colocar como uma ponte
12:37entre Estados Unidos e Irã
12:38e é um dos principais,
12:40se não hoje o principal
12:42apoiador do Hamas.
12:43Então, muito provavelmente,
12:45há uma pressão de bastidores do Catar
12:47para que o Hamas
12:47fizesse esse comunicado.
12:49O Hamas não é um grupo
12:51controlado pela guarda revolucionária,
12:53por exemplo, como é o Hezbala do Líbano
12:55ou o Cataíbe Hezbala
12:59ou ainda o Retaíbe Hezbala do Iraque,
13:01os dois Hezbalas do Iraque,
13:04mas ele é um movimento simpático ao Irã
13:06e ele tem apoio iraniano.
13:09Ele, inclusive, possuía em seu arsenal
13:11antes da guerra em Gaza
13:12diversos armamentos de origem iraniana,
13:15diversos foguetes de origem iraniana
13:17que eram utilizados para atacar Israel.
13:19Então, essa guerra coloca a solução
13:23dos dois Estados
13:24em um cenário muito mais afastado,
13:27porque uma eventual vitória
13:28dos Estados Unidos e de Israel
13:30tende a gerar um resultado eleitoral.
13:34Nós teremos eleições gerais
13:36em Israel em outubro.
13:38Essas eleições são mandatórias
13:39e o primeiro-ministro Netanyahu
13:42é candidato à reeleição
13:45e ele vem colhendo resultados positivos
13:48em pesquisas.
13:49Ele, inclusive, hoje,
13:50se a eleição ocorresse hoje,
13:53ele muito provavelmente conseguiria
13:54se manter no poder.
13:56Ele conseguiria formar uma coalizão
13:58e sobrepujar a oposição a ele
14:01com figuras como, por exemplo,
14:04Benigantes e por aí vai.
14:05Então, Yahr Lapid, dentre outros.
14:08Então, um novo governo Netanyahu
14:11que tenha vencido uma guerra contra o Irã
14:13é um governo que se sente
14:14muito mais encorajado
14:16a tocar as demandas de Israel
14:18e muito menos encorajado
14:20a estabelecer um diálogo de paz
14:22com os palestinos.
14:23Então, aqui, para que esse diálogo ocorra,
14:27teria de haver uma fortíssima pressão americana
14:30com a questão em Gaza,
14:32a questão da força multinacional em Gaza,
14:34a reconstrução de uma autoridade palestina
14:37primeiro em Gaza
14:38e depois na Cisjordânia,
14:41muito mais tecnocrática
14:43e preocupada com as vidas
14:44dos palestinos comuns
14:46e muito menos na promoção de terrorismo
14:49e de hostilidade a Israel.
14:50Aí, sim, nós poderíamos ver
14:52a solução dos dois estados.
14:54Mas, nesse momento, o conflito com o Irã
14:56paralisa um pouco essa questão
14:58e desjoga essa questão
14:59muito mais à frente no tempo.
15:01Professor, rapidamente,
15:02para a gente fechar,
15:03claro que é uma questão
15:05que não está relacionada diretamente com a guerra,
15:07mas há uma consequência.
15:09O Fabrício até nos informou
15:10que grandes prêmios de Fórmula 1
15:13podem ser cancelados,
15:14já estão sendo cancelados
15:15e temos, em junho, a Copa do Mundo.
15:18Até o Irã, ao que tudo indica,
15:20não vai participar.
15:21A FIFA ainda não confirmou mais
15:22a Federação do Irã
15:24antes que não há condição
15:25de fazer qualquer participação
15:27nos Estados Unidos.
15:28Você acha que esses grandes eventos
15:29correm algum tipo de risco, professor?
15:33Tiago, grandes eventos
15:35correm tipo de risco
15:36e você pode, sim,
15:38ter ações de terroristas
15:42inspirados pela questão religiosa
15:45presente nessa guerra.
15:47Vale lembrar que parte do discurso
15:49do regime iraniano
15:50é um discurso de que, na verdade,
15:52o Irã está defendendo o Islã
15:54da ação agressiva
15:56de Estados Unidos e Israel.
15:58Então, o que a gente está vendo aqui
16:00é, sem dúvida,
16:01algo que pode inspirar
16:03alguns ataques
16:03e nós já estamos testemunhando
16:06ataques
16:07de terroristas solitários
16:09que seriam aquilo que é chamado
16:11popularmente de lobos solitários.
16:13Inclusive, um ataque ocorreu
16:15nas últimas 48 horas
16:17contra uma sinagoga
16:19nos Estados Unidos,
16:20no estado de Michigan.
16:21Então, o que pode ocorrer, sim,
16:25é um elevar
16:27da ameaça terrorista
16:28contra essa Copa do Mundo.
16:30E a gente tem que lembrar, Tiago,
16:31que essa Copa do Mundo
16:32tem três sedes,
16:33nos Estados Unidos,
16:34no Canadá e no México.
16:36Então, embora você tenha
16:38uma coordenação muito grande,
16:39é óbvio que são três estados
16:42com culturas de segurança
16:43para grandes eventos diversas.
16:45Então, sim,
16:47há um temor
16:48de que haja esses ataques.
16:50Já há, inclusive,
16:50um debate especializado
16:52de quem lida
16:53com o contraterrorismo global
16:54dos efeitos
16:55que essa guerra pode ter,
16:57mesmo que essa guerra
16:57se encerre na próxima semana,
16:59Tiago.
16:59Ela pode, sim,
17:01criar a desculpa ideológica,
17:04o aparato ideológico
17:05para que um terrorista
17:06ou um grupo terrorista
17:07possa tentar fazer um ataque
17:08durante a Copa do Mundo
17:10e obter grande visibilidade.
17:11Professor Sandro Teixeira Moita,
17:13da Escola do Exército,
17:16muito obrigado
17:16por estar aqui conosco sempre,
17:18volte outras vezes
17:19e bom fim de semana,
17:20professor, até.
17:22Muito obrigado
17:23pelo gentil convite, Tiago.
17:24Uma boa noite a você,
17:25ao Fabrício e a toda a nossa audiência.
17:27Muito obrigado.
17:28Obrigado.
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