00:00A gente segue falando de economia porque a dívida pública do governo, essa subiu para 79,2%.
00:07É assunto aqui para análise de Denise Campos de Toledo.
00:12O governo pode até comemorar alguns dados favoráveis da economia, como o fato de o país ter saído do mapa
00:18da fome,
00:19a queda do desemprego, que já vem mostrando certa perda de fôlego, tanto nos dados da PNAD como do Caged,
00:25que teve o pior saldo para o mês de fevereiro desde 2023, com 255,3 mil novas vagas,
00:32a expansão da economia que tem superado as expectativas, mesmo com os juros básicos no maior nível em quase 20
00:39anos.
00:40Mas, independentemente do avanço do PIB, os juros encareceram muito o crédito, colaborando para recordes de inadimplência.
00:47São fatores que podem jogar contra um cenário mais benigno em 2026, anos de eleições.
00:52Daí a preocupação com uma agenda que possa sustentar indicadores melhores.
00:57Já se percebeu que programas sociais, esses dados positivos que citei,
01:01e mesmo o aumento da faixa de isenção do imposto de renda,
01:04não tem assegurado uma melhoria da percepção quanto ao cenário econômico.
01:07Por isso, se busca alternativas para reduzir o endividamento,
01:11diminuir os juros em linhas de crédito de maior demanda, como o cartão e o consignado.
01:16É ver o que virá.
01:17Muita coisa nesse sentido já foi tentada sem maior resultado.
01:20E tem um contexto inesperado imposto pela guerra no Oriente Médio.
01:24Todos os reflexos sobre os preços, que se tenta minimizar,
01:27com iniciativas como o corte de tributo, o subsídio negociado com estados.
01:31Mas a própria Petrobras tem limites para assegurar os preços,
01:34não só do diesel, mas também do querosene de aviação.
01:37E se confirmadas as projeções de inflação acima do esperado,
01:41a queda dos juros pode ser mais contida.
01:43Esses são novos desafios de cenário.
01:45Mas é bom não esquecer de uma incerteza atrelada à postura do governo
01:49em relação às contas públicas.
01:51O cumprimento não convincente das metas de ajuste,
01:54com o avanço da dívida pública, que em fevereiro chegou a 79,2% do PIB.
01:59Maior nível desde outubro de 2021.
02:02E o fiscal também pesa na inflação, nos juros, no mercado,
02:05em vários indicadores que afetam a percepção quanto ao andamento da economia.
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