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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), subiu o tom ao comentar a atual situação econômica do país. Ele classificou como "difícil" a relação do governo com o mercado financeiro e criticou duramente a cobertura da imprensa sobre as contas públicas. A comentarista Denise Campos de Toledo analisa as reclamações do ministro.


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Transcrição
00:00O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vê uma relação difícil do governo com o mercado
00:05e critica a cobertura da imprensa sobre as contas públicas.
00:10Acompanhe.
00:10Não é fácil você manter nas condições do Brasil,
00:15sobretudo na relação com o mercado financeiro,
00:18muito difícil a relação,
00:19porque esses indicadores que eu estou falando não são reconhecidos.
00:24São números oficiais que não são reconhecidos pela imprensa.
00:28É como se o presidente Lula tivesse herdado o paraíso
00:33e tivesse agora com problemas nas condições.
00:36Não.
00:37O presidente Lula herdou um inferno no campo fiscal
00:40depois de sete anos de governo de direita e extrema-direita.
00:43Eles se apresentam como os campeões da responsabilidade fiscal
00:48só pegar os números de sete anos.
00:50Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
00:52Então, essa tensão nós vamos continuar perseverando para superar.
00:56Mas manter crescimento, manter emprego, manter inflação baixa,
01:02numa tensão, às vezes, artificialmente construída,
01:05na política ou na economia, não é tarefa para qualquer um.
01:10A analista de economia Denise Campos de Toledo
01:14comenta a declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
01:18sobre a cobertura do mercado.
01:19Acompanhe.
01:19Num contexto político em que o governo tenta angariar maior apoio,
01:24o ministro Haddad, após a reunião ministerial desta quarta-feira,
01:27ressaltou que o governo tem uma relação difícil com o mercado
01:30e a falta de reconhecimento da imprensa quanto à situação das contas públicas.
01:35O fato é que a imprensa tem sido mensageira de números oficiais
01:39quanto à evolução dos gastos,
01:40a dificuldade de cumprimento das metas do arcabouço,
01:44o aumento da dívida pública.
01:45Fatores que causam insatisfação no mercado pela preocupação
01:49quanto à evolução das finanças, uma eventual crise no futuro.
01:52O próprio governo já falou do estrangulamento
01:55do espaço para despesas não obrigatórias nos próximos anos.
01:59A melhora de indicadores, como ressaltou Haddad,
02:02no que se refere à queda do desemprego, diminuição da pobreza,
02:05tem sido noticiada com destaque.
02:07O PIB, por exemplo, superou as expectativas
02:10no ambiente de juros elevados, que, por outro lado,
02:12tem garantido desaceleração da inflação
02:15para além da queda dos preços de alimentos.
02:18Desaceleração que poderia ser mais intensa
02:20não fossem programas de transferência de renda
02:23que melhoram os indicadores sociais,
02:25mas diminuem o impacto da política de juros,
02:28assim como as incertezas fiscais.
02:30Mesmo que as contas públicas estejam mostrando resultados melhores,
02:34o governo segue trabalhando na margem de tolerância da meta,
02:37com várias despesas excluídas do limite de gastos,
02:40apesar dos recordes de arrecadação.
02:43A dívida pública, que já passa de 78% do PIB,
02:46é uma das principais preocupações,
02:48por ser um termômetro na avaliação do risco país,
02:51da capacidade de honrar os compromissos,
02:53que depende de um efetivo ajuste fiscal.
02:56É certo que o atual governo recebeu uma herança ruim do anterior,
02:59como o não pagamento de precatórios,
03:02que teve um custo da ordem de 92,3 bilhões de reais.
03:06Tem pressões do Congresso por mais gastos, como as emendas,
03:09o orçamento é bem engessado,
03:11mas fez a opção por aumentar algumas despesas,
03:13como da Previdência, com o reajuste real do salário mínimo.
03:16Não se trata do não reconhecimento,
03:18mas sim da avaliação que há problemas do lado fiscal.
03:21Quanto ao mercado, há questões que ultrapassam a fiscal,
03:24mas se o fiscal estiver melhor, podem pesar menos.
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