00:00O Iniciário Internacional, a Casa Branca, informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
00:04vai viajar para a China para se reunir com o líder chinês Xi Jinping, em Pequim.
00:09Eliseu Caetano, qual que é a agenda dessa reunião entre os dois?
00:13Só que antes ele faz uma parada, um pit stop aqui em Miami, no sul da Flórida, na próxima sexta
00:20-feira, viu, Bia?
00:21Muito bom dia novamente para você, para o Cine, para todos que acompanham o Jornal da Manhã.
00:24A gente volta a falar ao vivo, direto dos Estados Unidos, para trazer os detalhes dessa viagem no mínimo inusitada
00:31de Donald Trump à China.
00:33Ele vai se reunir com o seu homólogo, Xi Jinping, entre os dias 14 e 15 de maio, em Pequim.
00:40A informação foi confirmada oficialmente na manhã de hoje pela Casa Branca,
00:44inclusive já havia sido adiantada anteriormente pela gente aqui na programação da Jovem Pan,
00:50mas, por ocasião do conflito lá no Oriente Médio, essa viagem acabou sendo adiada.
00:57E ela é considerada uma viagem estratégica, por conta das reuniões que vão acontecer por lá.
01:03Essa visita ocorre num momento extremamente sensível e envolve múltiplas camadas de interesse.
01:10Por exemplo, o papel da China na crise com o Irã.
01:13A gente sabe que a China é um ator central, porque é um dos principais compradores de petróleo iraniano,
01:18mantém relações políticas, diplomáticas e econômicas importantes com o Irã,
01:24tem uma influência, portanto, muito forte, muito relevante naquele país.
01:28E isso significa que Pequim pode ajudar nas negociações de paz,
01:32pressionando o Irã, por exemplo, a negociar.
01:35Caso contrário, também pode acontecer, porque a China pode oferecer suporte ao Irã,
01:41um suporte direto ou até mesmo indireto,
01:43que permita o país do Oriente Médio se sustentar por mais tempo nesse conflito com os Estados Unidos.
01:51Mesmo com essa guerra ativa, com esse conflito, como os especialistas chamam ativo,
01:57os Estados Unidos estão buscando manter diálogos com a China
02:00para evitar que esse conflito se transforme em uma espécie de crise global
02:04e que envolva diretamente grandes potências, como China e Rússia, por exemplo.
02:10Historicamente, segundo os analistas políticos por aqui,
02:13esse tipo de contato serve para estabelecer linhas vermelhas,
02:18evitar também maus entendidos militares e reduzir o risco de escalada regional.
02:25Agora, o conflito, como a gente também tem acompanhado aqui na programação,
02:28já afeta o preço do petróleo, as cadeias de suprimento
02:31e até mesmo o transporte marítimo no mundo inteiro, não apenas lá na região.
02:36E China e Estados Unidos são as duas maiores economias do mundo.
02:40Uma coordenação mínima entre as duas superpotências pode, por exemplo,
02:45estabilizar os mercados e evitar choques econômicos mais profundos,
02:50segundo os economistas.
02:51Agora, o que eles devem discutir, e aí a informação de bastidor
02:55para a gente encerrar a Bia e Cine,
02:57guerra no Irã, possíveis caminhos para o cessa-fogo,
03:00segurança energética global,
03:01relações comerciais bilaterais e o equilíbrio geopolítico
03:06nas regiões estratégicas.
03:08Eu volto com vocês no estúdio.
03:09Valeu, Eliseu!
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