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Um relatório técnico da Polícia Federal aponta indícios de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria tentado organizar uma saída estratégica do país em meio ao avanço das investigações da CPMI do INSS. A suspeita ganha força após a confirmação de suas viagens com o operador conhecido como Careca do INSS.

Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.

Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.

Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.

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Transcrição
00:00O relatório técnico da Polícia Federal, que embasou as quebras de sigilo de Fábio Luiz Lula da Silva,
00:07filho do presidente Lula, apontaram suspeitas de que a mudança dele para o exterior
00:13poderia ter como objetivo fugir das investigações sobre desvios no Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS.
00:23A defesa dele nega essa intenção e afirmou que ele se mudou antes da deflagração da Operação Sem Desconto.
00:31O documento está sob sigilo e foi enviado ao STF em dezembro,
00:37quando a Polícia Federal solicitou a quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizada pelo ministro André Mendonça.
00:44A defesa de Lulinha, do outro lado, admitiu ao STF pela primeira vez que ele viajou, sim, a Portugal
00:54com as despesas pagas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, famoso careca do INSS.
01:01Na petição enviada ao STF, a defesa de Lulinha se interessou quando o careca do INSS
01:09lhe relatou um projeto de produção de canabidiol medicinal.
01:14E esse projeto, que já fez, tem até uma sobrinha que faz tratamento médico com medicamento.
01:24Rodolfo, falando sobre essa tese de fuga, você acha que isso se sustenta dando a linha do tempo
01:31do que a gente acompanhou até agora?
01:33Ou a Polícia Federal está, digamos assim, um pouco afoita nas suas conclusões?
01:39Eu acho que a Polícia Federal tem que ser afoita, esse é o papel, a desconfiança.
01:43É o papel nosso aqui também, a gente tem que desconfiar para saber que se tem alguma coisa de errado.
01:47Daí, a ter uma comprovação ou disso fazer sentido, aí é uma distância muito longa.
01:53Agora, numa investigação, isso pode ser determinante.
01:58Então, se eles tinham uma suspeita, talvez, de fato, devessem ter tomado alguma atitude.
02:04Só que, assim, a defesa está dizendo aí que a viagem foi antes.
02:07O problema para mim dessa questão toda aí é de que, assim como no caso da Viviane Basti Moraes,
02:13a presença do Lulinha em qualquer desses negócios, ou esses, vamos dizer assim, casos suspeitos,
02:26indica alguma coisa.
02:27O que é que indica a presença do Lulinha numa tentativa de negócio?
02:31De que essa pessoa que está buscando ele para fazer negócio, provavelmente, tem algum interesse no pai do Lulinha.
02:39Porque o Lulinha em si não tem muito valor.
02:41Assim como a Viviane Basti Moraes.
02:44E é por isso que a gente fala muito aqui, no protocolo das autoridades,
02:48porque tudo que elas fazem, e as pessoas em torno delas, principalmente, fazem,
02:54ganha muita relevância quando começam a surgir negócios ou atitudes das quais a gente deve desconfiar.
03:02Então, por que o Vorcaro buscou o escritório da Viviane Basti Moraes para defender o Banco Master?
03:10É porque esse escritório é muito renomado e conhecido?
03:13Por que ele pagou 129 milhões por um contrato de 3 anos?
03:17É porque esse escritório, ele merece tanto dinheiro assim,
03:21tão distante do que está acostumado a se fazer no mercado de advocacia brasileiro?
03:27Aí é uma obrigação nossa questionar.
03:29No caso do Lulinha, é isso.
03:31Tudo o que gira em torno do Lulinha já faz muito tempo,
03:33e ele passou algum tempo meio sumido,
03:36mas sempre que ele surge, fica essa impressão de que quem estava tentando se aproximar dele,
03:43na verdade, estava querendo se aproximar do próprio Lula.
03:46E geralmente isso acontece quando o Lula está governando o Brasil.
03:51Então, é quase que inevitável desconfiar.
03:54E eu acho que a Polícia Federal está no seu papel aí de ter as suas impressões,
03:58e acho que os investigadores, de fato, têm que ter essa impressão mais intensa sobre as questões,
04:08mas a gente sempre lembra aqui que o processo de investigação,
04:11até chegar numa condenação, ele demora muito.
04:13E geralmente o que ocorre, aliás, é que a Polícia Federal apresenta o seu relatório,
04:19abre o inquérito, se for o caso,
04:21e aí apresenta para a Procuradoria,
04:24e aí a Procuradoria vai ver se tudo aquilo,
04:27o que é exagero ali e o que faz sentido para apresentar uma denúncia.
04:31Então, acho que a Polícia Federal está no seu papel aí,
04:34mas é sempre bom a gente destacar que isso é o início do processo.
04:38E o início do processo está muito longe de chegar numa condenação.
04:42Então, assim, para mim,
04:44soa natural que a Polícia Federal tenha desconfianças em relação à conduta do Lulinha.
04:48Agora, isso está muito longe ainda de significar que, de fato,
04:53ele estava buscando, por exemplo, tentar uma fuga ao deixar o país.
04:57Wilson Lima.
05:01Inácio, essa primeira...
05:04Eu quero pegar um pouco pela argumentação do Dr. Marco Aurelio Carvalho,
05:09que é coordenador do prerrogativas,
05:11que agora assume a defesa do Lulinha.
05:17Há uma estratégia de defesa de tentar desvincular ao máximo
05:20o Lulinha do esquema de roubo de aposentadorias do INSS.
05:24Mas, de novo,
05:26é uma narrativa que pode até funcionar do ponto de vista jurídico,
05:29mas eu não sei se convence do ponto de vista popular,
05:32do ponto de vista político.
05:34E isso eu falo por um motivo absolutamente simples.
05:36Se você for colocar,
05:38se você for juntar as peças,
05:41entre o que argumenta agora a Polícia Federal,
05:43falando sobre esse risco de fuga,
05:44a viagem do Lulinha,
05:47no mesmo voo para Lisboa,
05:50com careca do INSS,
05:52para, na visão da defesa,
05:53discutir um projeto de implantação de medicamentos
05:57à base de cannabis.
05:59Porque, enfim, segundo a defesa,
06:00isso foi algo que despertou a atenção do Lulinha,
06:03depois de que a sobrinha dele
06:05utilizou medicamento do gênero.
06:09Isso tudo, de novo,
06:10ela pode até,
06:11se você for analisar do ponto de vista do direito,
06:14especificamente,
06:14assim, pelo olhar frio da lei,
06:17isso pode até colar.
06:19Pode.
06:21Mas a questão, Inácio,
06:23é que, como disse o Rodolfo,
06:25não se trata especificamente de uma relação direta
06:27do Luiz Fábio Lula da Silva
06:30com o careca do INSS.
06:32Não, é uma relação que vai um pouco além,
06:35é uma relação de abertura de portas.
06:37E aí você tem que colocar nessa conta
06:39uma outra personagem,
06:40que é a Roberta Luxiger,
06:42que é amiga do Lulinha,
06:44que teve, inclusive, reuniões com o Ministério da Saúde,
06:46teve reuniões com a ministra Anísia Trindade.
06:49Então, Inácio,
06:50a gente não está falando,
06:51se você for focar,
06:52se você for olhar esse processo apenas
06:55por uma tentativa de implantação de projeto,
06:58de uma tentativa de implantação de uma planta
07:01para a concepção de remédios de canábis,
07:05ok, você pode até justificar,
07:07mas não é disso que se trata.
07:08A gente está falando de uma possibilidade de lobby,
07:11a gente está falando de uma possibilidade
07:13de utilizar um personagem
07:14ou vários personagens para abrir portas
07:16de um grupo para o governo federal.
07:19Então, Inácio,
07:21é essa que a gente diferencia
07:23do ponto de vista jurídico
07:24e do ponto de vista político.
07:25Então, por isso que eu falo
07:26que do ponto de vista político,
07:28essas justificativas apresentadas
07:30tanto pela defesa do Lulinha,
07:33para tentar justificar
07:35essa viagem dele para Lisboa
07:36ou outras ações,
07:38olha, eu sinceramente acredito
07:39que isso não vai colar,
07:40isso não vai funcionar
07:41e o Lulinha vai ser,
07:43sem dúvida nenhuma,
07:44o mote que vai ser usado
07:46pela oposição para bater muito
07:47no governo Lula.
07:48E provas tem aí,
07:50elementos tem aí.
07:51E o Lulinha,
07:52ele vai ser um personagem-chave
07:54nas eleições de outubro
07:55e por isso que o PT tem tanto medo
07:57do que possa ser revelado
07:58caso a Polícia Federal,
07:59de fato,
08:00intensifique as investigações
08:01relacionadas ao Lulinha.
08:04Ricardo Kertzmann.
08:06Inácio, olha,
08:07tanto o Rodolfo
08:07quanto o nosso querido Wilson
08:09já detalharam bem,
08:10já falaram muito a respeito.
08:12Eu só queria complementar,
08:13trazendo aqui uma abordagem,
08:16mais uma vez,
08:17levando aqui,
08:18mais uma vez
08:20ao conhecimento
08:21da nossa audiência,
08:22o cinismo e a hipocrisia
08:24dos parlamentares do PT.
08:26Porque agora
08:27todos eles saem gritando
08:29por aí,
08:29em defesa do Lulinha,
08:31dizendo que seria
08:31uma medida arbitrária,
08:33pedir a prisão preventiva
08:34do Lulinha,
08:35que não pode fazer
08:36nada mais gravoso,
08:38apreensão de passaporte
08:39e tudo mais,
08:40porque não há nenhum indício,
08:42tudo foi esclarecido
08:43e não tem motivo
08:44para tanta celeuma
08:46em torno do filho
08:47do presidente Lula,
08:50a despeito de tudo isso
08:51que a gente acabou de comentar.
08:52O fato é que
08:54este comportamento
08:55nunca foi verificado
08:56anteriormente
08:57e nem será no futuro
08:59quando é em relação
09:00a adversários políticos.
09:01O Lindbergh, por exemplo,
09:03Lindbergh Farias,
09:04é o primeiro a sair pedindo
09:05prisão preventiva,
09:06apreensão de passaporte,
09:08de todo mundo ligado
09:09ao bolsonarismo.
09:10Pede do Eduardo,
09:11pedia do Eduardo Bolsonaro,
09:12pede do Flávio Bolsonaro,
09:14pede do Nicolas,
09:15basta qualquer
09:17controvérsia,
09:18basta qualquer
09:19envolvimento,
09:20ainda que também
09:21distante de uma investigação
09:22e sequer até
09:23de qualquer tipo
09:24de processo,
09:25muito menos de uma
09:26condenação,
09:27para que
09:28Lindbergh e outros
09:29do PT
09:30já venham pedindo
09:31essas medidas
09:32mais gravosas.
09:33Agora que é com o Lulinha,
09:34eles correm em defesa
09:35e dizem que não pode.
09:38Pois é,
09:39lembrando,
09:39Wilson,
09:40que já tem uma ala
09:40da PF que quer
09:41essa prisão preventiva,
09:43então já não é uma coisa nova
09:45que a gente está,
09:47digamos assim,
09:48sendo revelado agora.
09:50Ainda assim,
09:51você acha que essa ala
09:52ganha força,
09:53só para encerrar esse assunto,
09:55essa ala ganha força
09:57ou continua sendo
09:57uma ala minoritária
09:58que, por enquanto,
09:59não tem elementos
10:00mais contundentes,
10:01mais sólidos
10:02para levar adiante
10:04essa requisição?
10:07Nossa,
10:07ainda é uma ala
10:08minoritária,
10:09porque eles dependem
10:10ainda do levantamento
10:11de outras provas.
10:13A quebra de sigilo
10:14bancário do Lulinha,
10:15por exemplo,
10:15não demonstrou diretamente
10:16um pagamento sistemático
10:18do careca do INSS
10:21para o Lulinha.
10:22Então,
10:22eles estão ainda
10:23vasculando algumas coisas
10:24e se tiver outros elementos
10:26que comprovem,
10:27que demonstrem
10:28a necessidade
10:29de uma prisão preventiva,
10:30não tenho dúvida nenhuma
10:30que a PF vai apresentar
10:31sem o pedido.
10:32nas próximas semanas.
10:34Tchau.
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