00:00Sobre isso, corrupção, organizações criminosas, tá tudo junto, porque é dinheiro demais.
00:06É dinheiro demais, é muito interesse, né?
00:09A gente tá vendo aí muita gente achar assim, ah, os Estados Unidos se virar organização terrorista,
00:14vai invadir o Brasil, vai tomar conta dos morros, das comunidades, das favelas.
00:18Mas o fato é, primeiro, que não é tão simples assim, né?
00:21Segundo, que de certa forma também, se o governo quiser legitimar,
00:25pode ser que eles legitimem por conta própria e eventualmente façam o que fizeram na Venezuela.
00:29Então a questão é, segurança pública é um problemaço, né, Fernando?
00:32Pois muito bem, o Tarcísio deu uma declaração agora sobre, deu a sua opinião sobre
00:39determinar ou não que facções criminosas aqui no Brasil sejam taxadas e nomeadas como organizações terroristas.
00:48A gente tem a fala dele? Temos, Ellen Manager?
00:51Vamos ouvir o que o governador de São Paulo disse.
00:54Eu entendo que é uma oportunidade, eu acho que eu enxergo isso como uma oportunidade,
00:59porque a partir do momento que um governo como os Estados Unidos encara o PCC como organização terrorista,
01:05e é de fato o que eles são, fica mais fácil, fica aberto o caminho da cooperação
01:11para que a gente possa integrar inteligência, para que a gente possa trazer recurso financeiro
01:16e para que a gente possa fazer um combate ainda mais efetivo.
01:19É, daqui a pouco a gente vai também ao Rio de Janeiro para falar sobre o preço da gasolina nas
01:24bombas,
01:25o Viga está lá todo feliz que o Flamengo ganhou, a gente vai entrar ao vivo com ele.
01:29Vou fazer aqui um rápido break na nossa rede de rádios.
01:32E continuamos aqui.
01:34Então, eu só queria colocar mais uma informação, porque a gente falou organização terrorista,
01:39organização criminosa, aí a gente lembra de PCC e Comando Vermelho.
01:43Mas uma pesquisa recente indicou que existem 88 grupos criminosos no Brasil,
01:4988 de norte a sul, com nomes variados, siglas confusas, complexas ou mais simples, mas são 88.
01:56Se a gente coloca aí como organizações terroristas, gente, então a gente vai viver com 88 denominações terroristas?
02:05É, 88 realmente é muito e, como a gente está falando desde ontem, né, que esse assunto entrou em pauta,
02:12abre uma brecha imensa para que os Estados Unidos façam algumas operações aqui dentro.
02:16Agora, a fala do Tarcísio, veja, é interessante a gente classificar que ele coloca
02:20que a gente aqui no Brasil considerar as organizações criminosas como terroristas é uma oportunidade.
02:27O Tarcísio, ele é uma figura que há um tempo atrás usou o boné lá do Make America Great Again,
02:33já disse que nós precisávamos, para conquistar algumas coisas aqui pró-Brasil,
02:37dar algumas vitórias ao Donald Trump, parece muito mais do que ele ser um governador de São Paulo,
02:44do que ele ser um cidadão brasileiro, que ele é quase que um articulador pró-Estados Unidos.
02:48E vem se mostrando assim, ele, todas as oportunidades que tem, não só ele,
02:52mas boa parte da direita aqui do Brasil, parece que gosta mais dos Estados Unidos,
02:56parece que gosta, tem quase que um...
02:59Talvez porque a maioria das coisas lá dêem mais certo que aqui, né, Henrique?
03:03É, não é o que...
03:04Talvez porque as coisas dêem mais certo lá, talvez por isso que a gente anseita,
03:07que a gente tenha qualidade de vida, qualidade de vida, geração de emprego, desenvolvimento econômico, IDH,
03:13só pegar os índices, segurança pública, educação,
03:15quando a gente pega os índices, as melhores universidades.
03:18Vamos lá, quer estar mais coisas?
03:19Pesquisa, tecnologia.
03:20Me fala uma coisa que a gente ganha deles, além da comida.
03:23Abertura de empresas, incentivo ao microempreendedorismo.
03:26Vamos lá, o que mais?
03:27Planejamento de longo prazo.
03:28Além da comida, eu citaria o futebol, por exemplo.
03:30Ah, boa.
03:31É, a gente ganha...
03:32Hoje em dia tá questionável se a gente ganha até no futebol.
03:36É, no feminino não, né?
03:37Mas o que o Brasil peca mais...
03:39Nós temos coisas muito positivas aqui no país.
03:42Por exemplo, os Estados Unidos a gente cita muito.
03:44Nós temos o SUS aqui, nós temos políticas públicas que têm qualidade e oferecem qualidade
03:49para a população.
03:51É lógico.
03:51Muito amplo, né?
03:51E tem muita coisa aqui no Brasil que precisa ser melhorada.
03:54Os Estados Unidos, todas as coisas que você citou, são ligadas a questões mais econômicas,
03:58né?
03:58Que outras potências globais também têm.
04:00O Brasil tem muito potencial para chegar nesse patamar.
04:03E a gente, para chegar nesse patamar, não precisa de Estados Unidos aqui dentro.
04:07A gente precisa achar um jeito brasileiro...
04:09Mudar o governo, é verdade.
04:10Interno com nós, um projeto de país que nós temos hoje, inclusive, o único espectro
04:16que tem um projeto de país real é a esquerda.
04:19A direita não tem projeto de país nenhum.
04:21E o único projeto de país que a direita vem mostrando ter aqui é entregar a nossa
04:25pátria aos Estados Unidos.
04:26A esquerda está há uns 20 anos no poder e até hoje não tirou esse plano da gaveta.
04:31Porque é o seguinte, doutora, quando a gente fala dessa intervenção americana, a gente
04:34imagina das forças americanas ali invadindo o Morro Carioca, as favelas paulistanas aqui
04:40também.
04:40Mas será que eles teriam câncer, sofisticação e audácia para invadir também onde está o
04:46crime organizado?
04:46Faria Lima, por exemplo, o cartel dos postos de gasolina.
04:50Seria também isso?
04:51Eles poderiam fazer isso?
04:52Os americanos?
04:53O Trump tem feito isso usando o combate à traficância internacional, violando algumas
04:58liberdades, como é a questão da soberania de alguns países, mas eu nem vou entrar só
05:02nessa seara.
05:03Eu preciso dizer que, muito embora o governador Tarcísio traga a ideia de que seria uma oportunidade
05:08o combate à questão do terrorismo, infelizmente, nós não temos como colocar as organizações
05:15atualmente, a gente não tem como colocar a organização criminosa como terrorista, Fernando,
05:20porque nós temos uma legislação específica que ela define o crime de terrorismo envolvendo
05:25discriminação xenófobia, ou seja, xenofobia, discriminação de raça, cor, com a finalidade
05:32de colocar terror.
05:34Então isso não é o desdobramento das...
05:36Não é tão simples assim.
05:37É, então, por causa da legislação a gente tem um freio nas vontades de muitas pessoas,
05:41mas nada obsta que legalmente se colocar lá, como fez o APL antifacção.
05:47A APL antifacção fez isso.
05:50O que a senhora diz nesse momento?
05:52Voltando para a rádio.
05:53Voltamos agora para a nossa rede de rádios.
05:55Isso, já na rádio.
05:56Muito bem, é isso aí, doutora.
05:57E eu estava explicando, né, Fernando, a respeito, para aqueles que nos ouvem a partir
06:02de agora, na nossa rede de rádio, eu estava explicando sobre a diferença entre terrorismo
06:07e a possibilidade da APL antifacção.
06:09A APL, né, quer dizer, o projeto de lei antifacção, esse sim está determinando a questão dos
06:15faccionados, colocando as organizações criminosas como facções e, similarmente, a questão
06:21do terrorismo.
06:22Mas, legalmente, a gente não pode fazer isso porque nós temos esse óbvio, né?
06:26Podemos mudar as leis.
06:26E aí podemos.
06:27E quem tem esse poder está lá em Brasília para fazer isso, faço votos que façam.
06:31Agora, vale mencionar que ontem veio aí a questão do promotor Lincoln Gaki, aquele
06:37que é uma vítima de perseguição do PCC já há anos.
06:41Em relação a esse caso, ele tem conversado, ele contou que tem conversado com assessores
06:47até de Marco Rubio, que é o secretário de Estado dentro dos Estados Unidos, e ele colocou
06:52que os Estados Unidos não levarão em conta a posição do governo do Brasil sobre classificar
06:57o PCC como uma organização terrorista.
07:00E aqui, respondendo o mundo ficcional que o Henrique criou, vale mencionar, Henrique,
07:07essa nárnia que você está, que não é sobre entregar o país, é sobre entender
07:11que a partir do momento em que é enquadrado como uma organização terrorista, congelar
07:17ativos é mais fácil.
07:18Tomar determinados caminhos e medidas fica mais fácil.
07:21E que esse é um benefício.
07:23Eu amo o meu país.
07:24Eu acho o Brasil, em termos de povo, muito superior aos Estados Unidos.
07:30Muito superior.
07:31E eu tenho a impressão que os Estados Unidos se acham superior à maioria dos países.
07:34E está tudo bem, porque isso é nacionalismo, cada um vai ter o seu.
07:37Mas quando a gente olha para a questão de combate ao crime organizado, o Brasil, infelizmente,
07:43não por homens como Lincoln Gakia, que prestam serviço maravilhoso, profissionais de segurança,
07:47mas nós somos patéticos em termos de investimento, infraestrutura, cuidado com a nossa Polícia
07:53Federal, várias e várias questões que se somam nessa dificuldade.
07:57Então, quando você me fala sobre soberania, mais um dia, o Brasil não tem soberania hoje
08:01se a nossa soberania é amassada e jogada no lixo a partir disso.
08:06No Rio de Janeiro, nós tivemos o caso do Rodrigo Bacelar, presidente na época da LERJ,
08:12lá da Assembleia Legislativa, que agora está incriminado junto com um deputado, que é o
08:17TH Joias, em relação de conveniência e de proximidade com o Comando Vermelho, presidente
08:23da LERJ, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
08:26Então, eu já acho que é ideológico, eu já acho que eles estão tomando o Estado e
08:30tudo isso está posto nesse momento em que parece que o chanceler do Brasil, Mauro Vieira,
08:35está mais preocupado em discutir, não enquadrar, do que em discutir como vocês podem nos ajudar
08:41com tecnologia, que seja, eles já combateram grupos terroristas no mundo inteiro em relação
08:46a isso, a transformar a realidade brasileira.
08:48E quando a gente fala de soberania, a gente lembra desse conflito no Oriente Médio que
08:53discute exatamente a soberania dos Estados Unidos naquele controle ali de onde sai grande
08:58parte do petróleo no mundo.
Comentários