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O Morning Show acompanha a reta final e decisiva da CPI do Crime Organizado. Com o prazo apertado, a CPI ouve nesta quarta-feira (08) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que compareceu na condição de convidado. Durante o depoimento, o presidente do BC ressaltou o dever da instituição em cooperar com as investigações policiais, e defendeu a aplicação de regras "mais estritas possíveis" no sistema financeiro, citando os processos de liquidação de bancos que cometeram fraude.
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NotíciasTranscrição
00:00prestando depoimento na CPI do crime organizado.
00:04Ele aceitou o convite como convidado.
00:05A gente tem imagens, souzásticos, olha.
00:08Ele está nesse momento falando...
00:11...como convidado. Vamos acompanhar um trecho.
00:13...desobedeceu? Não.
00:15Dois erros não vão fazer um acerto.
00:17Se você entende isso, que tem algum problema com a regra,
00:20que se debata da maneira mais clara e republicana a regra,
00:24que quem tem o poder para fazer a mudança da regra,
00:27faça a mudança da regra.
00:29Mas, em especial, no caso em questão, no caso do Banco Master,
00:33a gente entende dentro do Banco Central que é fundamental
00:37que seja seguido o rito mais estrito possível,
00:43justamente para evitar algum tipo de subsídio
00:47para, eventualmente, ter algum tipo de questionamento amanhã.
00:52Eu tenho lembrado que o Banco Central está se defendendo,
00:57ainda hoje, assim como o FGC,
01:00de dois casos de liquidação.
01:02Um caso de 1975 e um outro caso que já tem mais de 20 anos.
01:07Esse segundo caso, que tem mais de 20 anos,
01:10apresentou fraudes análogas a essas fraudes que a gente encontrou,
01:15as indícios de fraude.
01:16Quem vai dizer no final do dia, de novo, para respeitar o meu mandato aqui,
01:19é a justiça, se aquilo, efetivamente, foi uma fraude.
01:22Mas, análogos ao caso que a gente encontrou agora,
01:25e o Banco Central responde, depois de 50 e 20 anos,
01:28a pedidos de indenização dos acionistas desse banco na época,
01:33desses bancos na época, bilionárias.
01:36Bilionárias.
01:37E a gente sabe como esses processos se dão,
01:39onde, com o tempo, vai se tentando usar qualquer tipo de expediente,
01:43ou chicane jurídica,
01:44para se tentar questionar amanhã
01:48e se tirar algum tipo de vantagem a partir desta lógica.
01:53E aí, voltando para os dois temas
01:55que eu acho que são mais correlatos com aqui a questão da CPI,
02:00do ponto de vista do Banco Central,
02:03o Banco Central, para combate a crime organizado,
02:06ele tem um dever de cooperar com as instituições
02:09que têm a competência legal e a competência técnica,
02:13para poder investigar o crime organizado
02:17ou fazer qualquer tipo de movimento nesse sentido.
02:20E aí, na mesma linha, como eu disse,
02:23que eu acho que uma sociedade mais forte
02:24é aquela que não tem indivíduos que buscam protagonismo
02:27e são heróis ali,
02:28ao longo de todo esse processo,
02:30o trabalho dos servidores, dos funcionários,
02:34do Ministério Público, da Polícia Federal
02:36e do Banco Central,
02:37foram realmente o que permitiram
02:39dar sequência nesse processo da maneira adequada.
02:42Acho que isso é uma demonstração de força dessas instituições
02:46e o trabalho ali de informação
02:48e de transferir, de passar informação
02:51para as instituições que têm o poder de investigar,
02:55fazer a persecução, foi fundamental.
02:57E o nosso processo era justamente esse.
02:59A cada momento que você descobre
03:01se eventualmente tem algum indício
03:03que deve ser informado ao Ministério Público
03:06ou à Polícia Federal,
03:07a gente informar o Ministério Público,
03:09a Polícia Federal e subsidiar eles com esse processo.
03:12E se tiver algum pedido,
03:13obviamente também a gente responder
03:14a qualquer tipo de pedido nesse sentido.
03:18E ao longo do ano de 2025,
03:20o primeiro ano aqui do meu mandato,
03:22eu acho que os dois casos
03:23que tiveram uma correlação maior com isso
03:25foram os casos que a gente teve
03:28de ataques que ficaram conhecidos
03:30como cyberataques,
03:31em grande medida,
03:33mas que não foram efetivamente
03:35cyberataques por definição.
03:38Em quase todos esses casos,
03:40o que a gente encontrou
03:41foi que existia algum tipo
03:44daquilo que é conhecido como engenharia social.
03:47Os senhores têm muito mais experiência
03:48do que eu nesse processo de investigação,
03:51mas que eu aprendi que é conhecido
03:52com algum tipo de engenharia social.
03:54A gente está acompanhando aí, então,
03:56a fala de Gabriel Galípolo,
03:57presidente do Banco Central,
03:59como convidado na CPI do Crime Organizado,
04:02mas essa CPI já tem data marcada
04:04para terminar a prorrogação dela.
04:06Não foi aprovada pelo presidente do Senado.
04:10A repórter...
04:11A repórter...
04:12Nós estamos lá em Brasília
04:13com Beatriz Souza.
04:14Está lá a Beatriz Souza.
04:15Tem todas essas informações.
04:17Vai falar conosco agora no Morning Show.
04:19Olá, Beatriz.
04:20Bom dia.
04:20Bem-vinda ao Morning Show.
04:21Então, a CPI não vai ser prorrogada.
04:25Estamos aí no apagar das luzes,
04:27mais uma vez, de outra CPI.
04:32Oi, Fernando.
04:33Bom dia para você,
04:34para todos que estão acompanhando a gente
04:36aqui na Jovem Pan.
04:37Pois é, Fernando.
04:39A CPI do Crime Organizado, então,
04:40não vai ser prorrogada.
04:42Já tem data aí para a entrega do relatório final,
04:45que está prevista para o dia 14,
04:47ou seja, na próxima terça-feira da semana que vem,
04:51hoje, então, como acabamos de ver,
04:53está tendo o depoimento de Gabriel Galípolo,
04:57presidente do Banco Central.
04:59Ele que foi convidado para depor na CPI.
05:02Foi um requerimento apresentado pelo senador Eduardo Girão.
05:08E ele deve falar não só da atuação do Banco Central
05:12em relação a essas organizações criminosas,
05:16para conter o avanço dessas organizações,
05:17mas também a justificativa dada pelo senador Eduardo Girão
05:21nesse requerimento é para ele falar de uma suposta reunião
05:24com o presidente Lula, em que ele esteve presente,
05:28e também com Daniel Vorcaro,
05:30reunião essa que teria acontecido no Palácio do Planalto,
05:33segundo o requerimento do senador Eduardo Girão.
05:37Lembrando que Campos Neto também havia sido,
05:40foi convocado para depor também hoje na CPI do Crime Organizado.
05:45já seria então a terceira tentativa da CPI de ouvir Campos Neto,
05:49mas ele não confirmou e nas outras duas vezes ele conseguiu
05:52um habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal.
05:57Então, hoje já começou o depoimento de Gabriel Galípolo,
06:01a gente vai seguir por aqui acompanhando toda a fala dele,
06:05trazendo os destaques para você, viu, Fernando?
06:09Ok, Beatriz, muito obrigado.
06:11Obrigado pelas informações.
06:12Vamos voltar mais um pouco ao vivo aí para acompanhar a participação
06:17do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
06:20Ele confirmou a presença para esclarecer questões ligadas ao Banco Master.
06:27Esse é um tema que é bastante particular do Brasil,
06:32porque ele é um tema que tem pouco às vezes a ver com a regulação
06:35de sistema financeiro efetivamente.
06:37Eu tento também usar a metáfora do caso, do como era o roubo antigamente.
06:42Se você viajar para um outro país, é comum você ver esses caixas eletrônicos
06:46virados às vezes para a calçada, na rua, no meio da rua.
06:49Você vê ali e fica ligado, disponível para qualquer pessoa em qualquer momento.
06:53No Brasil, você vai ver esse caixa eletrônico funcionando geralmente
06:57atrás de uma porta giratória, de uma porta blindada,
06:59que demanda você ter algum tipo.
07:01Isso é uma questão de uma realidade da sociedade brasileira,
07:04mas que, óbvio, o sistema financeiro está inserido nessa realidade.
07:07A gente precisa estar dialogando para entender como é que, neste processo,
07:11a gente vai estar criando caminhos para evitar problemas como esse.
07:14Vão estar sendo geradas novas tecnologias pelo lado do crime
07:17e esse tem que se acompanhar e avançar.
07:20Do outro lado, a gente tem o caso do Banco Master, efetivamente,
07:25que eu vou resgatar aqui, se tiver tempo,
07:28se eu ando rapidamente aqui um pouco do histórico.
07:32Eu assumo em janeiro de 2025.
07:36Quando a gente chega, o banco já está sofrendo com um problema de liquidez.
07:42Era um banco que tinha dificuldades ali do ponto de continuar captando recursos com o FGC,
07:50com recursos com garantia do FGC, recursos nas plataformas,
07:53no varejo com garantias do FGC.
07:56E aí eu já fiz essa explicação algumas vezes,
07:58peço aqui licença para repeti-la.
08:00O negócio de banco é um negócio, basicamente, que passa por você conseguir
08:05captar recursos do público em geral e emprestar esses recursos
08:11e que esses recursos que foram emprestados sejam pagos antes
08:15e por um juros maior do que você precisa pagar.
08:18Ou seja, o seu passivo precisa ter um juros menor e vencer num prazo menor do que o seu ativo.
08:27Se isso estiver bem, a gente chama de casamento de passivo e ativo,
08:30se ele estiver bem equacionado, se por acaso um banco não conseguir fazer novas captações,
08:37não conseguindo fazer novas captações,
08:39o que vai acontecer é que esse banco não vai conseguir crescer.
08:42Porque se ele não consegue tomar dinheiro novo, ele não consegue ter dinheiro para emprestar.
08:47Mas aquilo que ele emprestou vai começar a ser pago,
08:50sendo pago ele vai pagar de quem ele pegou o dinheiro emprestado
08:53e esse banco vai encolher gradativamente.
08:57Porém, se esse banco tiver um descasamento entre passivo e ativo,
09:01ou seja, se ele depender de novas captações para pagar velhas
09:05e tiver um passivo que está vencendo antes do que o dinheiro que ele começa a receber,
09:10esse banco começa a sofrer com problemas de liquidez.
09:16Nesse caso, é normal que um banco, assim como uma pessoa, passe a vender ativo.
09:21Muito bem, a gente está acompanhando as explicações, né?
09:25Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central,
09:27está participando da CPMI do Crime Organizado,
09:31CPI do Crime Organizado,
09:33e está participando como convidado, ele aceitou essa convocação,
09:37está dando diversas explicações sobre esse processo
09:42envolvendo Banco Central, Banco Master,
09:46explicando como é que funciona aí toda essa estrutura,
09:52envolvendo bancos e fiscalização também.
09:55Estrutura tão complexa quanto o nosso próprio corpo humano, né?
09:58Porque se a gente for entender como é que funciona o nosso corpo,
10:03com tantas combinações, com tantas estruturas que a gente tem, né?
10:08Eu queria chamar a sua atenção.
10:10Você que está acompanhando o nosso morning show aqui,
10:13falando lá, foi como convidado, está dando esclarecimentos aí.
10:16O BRB, o Master tem renovada a linha de apoio ali pela FGC,
10:26com novas condições e novas imposições que foram colocadas ali, né?
10:31O próprio Banco Master entrega uma comunicação,
10:34como se fosse um novo termo de comparecimento ao Banco Central,
10:37onde o banco reconhece a sua dificuldade e propondo uma saída do mercado.
10:42Ele diz, vou sair do mercado, vou fazer a venda do banco,
10:45a venda do banco já naquele momento em setembro é anunciado por investidores árabes,
10:50que a gente jamais foi apresentado ou conheceu,
10:53esses investidores árabes,
10:54e tinha um prazo para que ele pudesse conseguir organizar essa saída.
11:00Mas ao longo desse processo,
11:02aquele passivo que extrapolava o que o FGC conseguia garantir,
11:06vai consumindo o caixa do banco,
11:09até que no dia da liquidação,
11:11o banco tinha em caixa um valor que era 10% do valor de vencimento
11:16que ele tinha para pagar naquele dia efetivamente,
11:19e o que gera a liquidação.
11:21Nesse momento estamos de volta na rede de rádios,
11:23ouvindo aí o presidente do Banco Central,
11:27que foi como convidado à CPI do crime organizado.
11:31Ele está dando esclarecimento sobre a situação do Banco Master
11:34com o Banco Central.
11:36E aí o banco foi liquidado em novembro de 2025.
11:42Só para terminar,
11:43eu sei que eu falei demais,
11:44trapolei bastante aqui do tempo,
11:45mas só sobre a questão interna também do Banco Central.
11:49O Banco Central,
11:51em setembro também,
11:52tem uma auditoria do Banco Central
11:54que roda de setores em setores.
11:55A auditoria do Banco Central
11:56fica já no departamento de supervisão,
12:00para a gente poder analisar procedimentos,
12:02isso é normal,
12:02o Banco Central está revisitando seus procedimentos
12:04a todos os momentos.
12:07E depois há a abertura de um processo de sindicância
12:11dentro do Banco Central,
12:11que levou ao afastamento de dois servidores
12:15de dentro do Banco Central,
12:18já em janeiro de 2026.
12:23E esse processo acabou se desdobrando
12:25num processo que a gente informa imediatamente,
12:28a partir do momento que a gente tem suspeitas
12:31de vantagens indevidas,
12:34a gente faz a informação,
12:35ato contínuo para a Polícia Federal,
12:38e até para não atrapalhar a investigação
12:39da Polícia Federal,
12:40a partir da deflagração da operação
12:43da Polícia Federal,
12:45comunica e passa todo o processo
12:47à CGU,
12:48que é quem tem também a competência,
12:49neste caso,
12:51de seguir com os processos administrativos ali.
12:54Peço desculpas por ter tomado tanto tempo.
12:56Obrigado.
12:58Obrigado,
12:59senhor Gabriel Galípolo,
13:00transferir a palavra para os seus questionamentos.
13:03A gente está vendo aí, então,
13:04a participação de Gabriel Galípolo.
13:06A gente, vale lembrar que o ex-presidente Campos Neto
13:10não foi pela terceira vez,
13:13ele foi convidado três vezes,
13:14não foi dar esses esclarecimentos.
13:16Por último aí,
13:18ele falou algo que a Polícia Federal também já sabia.
13:21Existiam dois funcionários no Banco Central,
13:24que supostamente estavam passando informações
13:28para o Banco Master.
13:30Por isso,
13:31o Vorcaro sabia tanto, né?
13:33É, e eu acho que ele destacou uma coisa importante,
13:35que muita gente cobra do Banco Central,
13:37muitas vezes,
13:38que o Banco Central deveria também ter detectado
13:41toda essa ação, às vezes, criminosa,
13:42já que a gente está falando da CPMI,
13:44do crime organizado.
13:45Mas tem um momento que ele destaca, sim,
13:46a função do Banco Central é cooperar
13:49com as entidades que, de fato,
13:51têm que cumprir esse papel.
13:52Isso é muito importante,
13:54porque no Brasil,
13:55às vezes, a gente tem uma confusão de papéis.
13:57Ah, o que o judiciário deve fazer,
13:58o que o legislativo,
13:59o que o executivo,
14:00e idem esses órgãos.
14:02Então, o Banco Central,
14:02ele tem um papel de fiscalização do SFN,
14:05Sistema Financeiro Nacional.
14:07Não exatamente de uma facção criminosa.
14:10Claro que ele pode detectar sinais,
14:12movimentações suspeitas,
14:13como ele comentou ali agora há pouco.
14:15Apareceram supostos investidores árabes
14:17que nós nunca vimos.
14:18Claro que isso é um sinal.
14:20Então, o que ele faz?
14:21Aí ele pode notificar, por exemplo,
14:23a Polícia Federal,
14:24ou até a Justiça,
14:25ou o Ministério Público,
14:26informando,
14:27olha,
14:27vejo uma ação suspeita.
14:29Mas muito importante ele esclarecer
14:31essa distinção.
14:33A doutora Priscila está aqui,
14:34pode ir mais profundamente nisso,
14:36mas é importante nós entendermos
14:38qual é o papel de quem nessa história.
14:40É, doutora, eu quero te ouvir,
14:41mas eu queria colocar só mais um tempero
14:44na nossa confusão de discórdias aqui,
14:46porque o Banco de Brasília informou
14:49que encaminhou um relatório de auditoria
14:52independente sobre os negócios
14:54com o Banco Master.
14:56Ele mandou isso para a Polícia Federal.
14:58Além disso, o presidente do Banco,
14:59Nelson Souza,
15:00foi convocado para depor na CCJ da Câmara.
15:04Vale lembrar que o balanço de 2025
15:07e do último trimestre de 2025
15:10do Banco do BRB,
15:12não foi,
15:13esse não foi enviado.
15:14Sabe o que acontece aqui, Fernando?
15:16Uma questão seletiva.
15:18Por que seletiva?
15:19Quando tem uma movimentação ali que é,
15:22na verdade,
15:23estranha,
15:24ou que não é o normal da pessoa movimentar,
15:27o banco pode sim,
15:28e deve, na verdade.
15:30Inclusive, ele pode encerrar,
15:31ele tem autonomia para encerrar contas.
15:33Conheço pessoas que tiveram
15:34movimentações acima de 5 mil
15:35e que não eram justificadas para o banco.
15:38E o banco foi lá e encerrou.
15:40Agora, o que nos chama a atenção
15:42não terá havido essa mesma diligência
15:44com o Banco Master,
15:46tendo em vista que tiveram ali
15:47inúmeras situações
15:48que eram desconhecidas e suspeitas.
15:50Agora, aqui a gente precisa esclarecer
15:52que o Galípulo não estava ali
15:54enquanto investigado.
15:55Ele estava ali para dizer
15:56por que o Estado...
15:58Colaborando, né?
16:00Enquanto detentor desse poder
16:02quanto ao Banco Central
16:03de identificar movimentações suspeitas,
16:05porque ele não fez.
16:06Tendo em vista que o crime organizado,
16:08a gente tem falado isso aqui no Morning
16:09há tempos,
16:10que o calcanhar de Aquiles
16:12das organizações criminosas
16:13é de fato o quê?
16:14A questão econômica.
16:16Então, fintechs...
16:17Não estou dizendo que é o caso
16:18do Master especificamente, tá?
16:20Estou falando como um todo.
16:21Então, fintechs,
16:22movimentações suspeitas,
16:23lavagem de capitais,
16:24todas elas são feitas
16:25através de questões econômicas
16:27e bancárias.
16:28Uso de laranjas.
16:29Então, ali ele é chamado para dizer
16:31não só pelo período
16:32em que ele está, né?
16:34E aí é a grande
16:35irresignação que fica aqui.
16:36É porque que o Campos Neto
16:38não foi para fazer o mesmo,
16:39para justificar atitudes
16:40que foram do período
16:42em que ele era, então,
16:43o responsável pelo Banco Central
16:44que também...
16:45E elogiar a postura do Galípolo
16:47que aceitou o convite,
16:48foi lá, está colaborando, né?
16:49Sim, a gente tem que falar que sim.
16:50E no fundo é o que a gente
16:51esperava de todos, né?
16:52Vamos acompanhar mais um pouquinho
16:54do Galípolo?
16:54Ele continua ali na CPI.
16:56Cada vez mais sistemas.
16:59A inteligência artificial,
17:00por exemplo,
17:01ela permite você ter
17:02uma granularidade
17:03muito maior na supervisão.
17:05Porque, falei de 8 trilhões
17:06por dia de operação.
17:07O sistema financeiro
17:08como um todo
17:09tem 15 trilhões em ativos.
17:11Falamos aqui de uma fraude,
17:12uma potencial fraude de 12 bi.
17:14Dentro de 15 tri,
17:15ela não é simples
17:17a identificação disso.
17:18E você imaginar
17:19que você vai conseguir
17:20identificar isso
17:20só com o material humano,
17:21só colocando mais gente,
17:22é pouco provável.
17:23O Banco Central dos Estados Unidos,
17:25da Alemanha,
17:26da Inglaterra,
17:27de vários países,
17:28do México,
17:29estão desenvolvendo sistemas
17:30com inteligência artificial
17:31para poder aumentar
17:32essa granularidade.
17:34E essa granularidade
17:37diferencial que você pode ter,
17:38você não poderia fazer isso
17:40colocando num sistema tradicional
17:41de inteligência artificial,
17:43num armazenamento de dados,
17:44dado o sigilo
17:46que você demanda por aquilo
17:47e o fato ser informações estratégicas.
17:50Então, cada um desses bancos
17:51vem desenvolvendo internamente
17:52essa tecnologia.
17:53Nós temos competência
17:55para isso,
17:56não conseguimos
17:57em função das limitações
17:58que nós temos hoje.
18:01A última vez que eu tive
18:03no Senado,
18:04eu acho que foi na CAI,
18:05mas eu já venho
18:06desde a minha sabatina,
18:07eu fui mudando
18:08o pedido,
18:10viu, senador?
18:10Eu pedi apoio de início,
18:12pedi ajuda,
18:13peço socorro.
18:15Tem um projeto
18:16que está aqui dentro da casa
18:17há bastante tempo,
18:18que é o projeto da PEC,
18:20do Banco Central,
18:21que nos faz equiparar
18:23ao que é
18:23o arcabouço legal
18:25e adicional
18:26dos bancos centrais
18:27do resto do mundo.
18:29Às vezes a palavra autonomia
18:30ela é mal vendida
18:31ou mal compreendida.
18:33De maneira nenhuma
18:34o Banco Central
18:34quer se eximir
18:35da responsabilidade
18:37de prestar conta
18:37sobre qualquer centavo
18:39que for gasto
18:40ao Banco Central.
18:40Quanto mais instituições
18:42tiver para o Banco Central
18:43prestar conta,
18:44melhor para o Banco Central.
18:45O Banco Central
18:45quer toda observância
18:47pública e transparência
18:49sobre o que o Banco Central
18:50possa vir a gastar.
18:52Mas o que aconteceu
18:53naquele momento,
18:54inclusive,
18:55é que existiu
18:55uma divergência
18:56não só
18:59em relação
18:59às instituições
19:01públicas,
19:02mas também até dentro
19:02do Banco Central
19:03sobre se deveria
19:04permanecer com o direito
19:05público ou privado.
19:06E até naquele momento
19:07foi dito,
19:08se superar essa questão
19:09de direito público
19:09e direito privado
19:10podemos avançar.
19:12Isso foi superado.
19:13Há um texto,
19:14já que foi produzido
19:16inclusive com o apoio
19:17elaborado pela AGU
19:19que equaciona
19:21e endereça
19:21a questão
19:22do direito público
19:23e realmente...
19:25A gente está acompanhando aí
19:26Gabriel Galípolo
19:27dando o seu depoimento,
19:28foi convidado
19:29para participar
19:30da CPI
19:31do crime organizado
19:32para falar
19:32sobre a relação
19:33do Banco Central
19:34com o Banco Master.
19:35Está saindo bem,
19:36está dando as explicações
19:37necessárias,
19:38falando sobre prestação
19:39de contas,
19:40falando o que todo mundo
19:41gostaria de ouvir
19:42sobre essa relação,
19:45sobre Banco Central,
19:47Banco Master.
19:48Tem muitas coisas
19:49que a gente gostaria
19:50de saber também
19:51com relação
19:52aqui em São Paulo
19:53à energia elétrica.
19:54Estou falando...
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