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  • há 5 horas

Categoria

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Diversão
Transcrição
00:26A CIDADE NO BRASIL
00:30Quero, quero, não, agora não, porque senão você vai acabar me matando.
00:35Você que está me matando de prazer, ouviu? De felicidade.
00:43Santa Maria, eu vou lhe dizer uma coisa importante pra mim.
00:50Essa semana que nós passamos juntos foram os melhores dias de toda a minha vida.
00:59Da minha também, ouviu? Quanto tempo nós perdemos com brigas tolas, não é?
01:06É verdade. Mas eu acho também que isso pode ter servido de aviso, não é?
01:12Pra nós darmos valor àquilo que nós conseguimos.
01:16Você tem razão.
01:19Esse sofrimento todo nos tornou mais fortes.
01:23E mais certos também de que não podemos mais viver um sem o outro.
01:28É.
01:30Agora você é minha mulher.
01:33Você é minha companheira.
01:37Você é a dona de minha casa.
01:41Você...
01:42Você é o amor de minha vida.
01:50Minha razão de viver.
01:53Pra mim a felicidade ficar completa, Richard, só falta uma coisa.
01:58É ter certeza de que minha irmã vai se tornar uma pessoa melhor.
02:03Ah, Santa Maria.
02:06A sua irmã não quer nem vê-la.
02:09Como estará, Maria Altiva?
02:12Ah, é?
02:13Oi.
02:15Eu estou aguardando ansiosamente a partida de meu vapor.
02:22O outro vapor?
02:24Ah, navio.
02:26E que vapor é esse que a dona Altiva está esperando?
02:30Oh, gente.
02:31O que me levará a Londres ao Ficócio?
02:34De que outro vapor eu falaria?
02:36Bata, a senhora não vai pra Londres, dona Altiva.
02:41Olha, o senhor não é o cavaleiro da companhia de navegação que eu estou aguardando.
02:45Quem é o senhor?
02:46Ah, gente, eu sou o delegado Liralmota, delegado Motinha.
02:49Very well, por favor, seja o senhor quem for,
02:53diga ao cavaleiro da companhia de navegação
02:57que eu quero, eu exijo o mesmo camarote de minha última viagem, orai-te?
03:04Aquele que é bem amplo e que é o mais privativo também.
03:11Que eu não quero intimidades com estranho.
03:15Eu não gosto desse tipo de convivência.
03:18Eu detesto, eu não tolero.
03:22Não preciso de ninguém, viu?
03:24Eu só preciso de paz, de sossego e de solidão ao Ficócio.
03:34E essa agora, só a solidão poderá preencher o vazio em meu coração, não sabe?
03:43E Londres, of course, sim.
03:46Ah, Londres.
03:50Londres, é.
03:51É o meu porto seguro, não sabe?
03:54É meu abrigo, é meu rio.
03:57É por isso que eu vou para Londres, sim.
04:01O senhor querendo ou não?
04:03Não?
04:04Por favor, não se levante.
04:07Eu estou só de passagem.
04:11É que eu queria ter uma conversinha com a senhora, né, doutor?
04:15Eu estou muito cansada.
04:18Mas cansada de quê, Londres?
04:19Eu só estou internada aqui uma semana sem fazer nada de dica de nota.
04:22Eu estou a suberbadíssima com os preparativos de minha viagem.
04:27Listen, é que eu queria lhe fazer umas perguntas sobre a explosão da usina monguaça.
04:32Olha, eu sinto muito, mas eu não vou poder lhe fornecer mais nenhum detalhe sobre aquele dia fatídico em que
04:40a Eulália fugiu, o carro bebe e a usina explodiu.
04:44Mas não é dessa explosão que eu estou falando?
04:46Porque eu não estava aqui, eu estava em Londres, sabe?
04:50Para a temporada da ópera.
04:52Oh, meu Deus!
04:54Excuse me, eu estou em cima da hora.
04:57Eu não vou poder me atrasar para o primeiro ápio, sabe por quê?
05:01O espetáculo não começa sem minha presença.
05:05Eu sou o centro das atenções, sabe?
05:10Excuse me, bye.
05:14Trudlu.
05:16Trudlu.
05:25Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei.
05:34Vou a parte e madrugada e na cratera condenada eu me galei.
05:45Se eu calei, foi de tristeza, você cala por calar.
05:55E calado vai ficando, só fala quando eu mandar.
06:05É buscando a consciência com medo de viajar.
06:10Muito bem, senhores.
06:12Já ouvimos, senhores advogados.
06:17Cabe ao juiz dessa comarca exarar sua sentença
06:20sobre a quem pertence de fato e de direito, a usina Manguaba.
06:28Mas a justiça não vai se pronunciar agora.
06:33Primeiro vou me debruçar sobre os autos
06:36e estudar os depoimentos pessoais,
06:40os depoimentos testemunhais
06:42que vocês acabaram de dar.
06:46E depois vou meditar bastante
06:49sobre tudo que se disse e se ouviu aqui.
06:53Só então decidirei se houve ou não vício de consentimento
06:59no processo de doação da usina Manguaba
07:02à ré Lucelena de Mendonça e Albuquerque.
07:06Nos próximos dez dias, contados a partir de hoje,
07:10prolatarei minha sentença
07:12dizendo se a doação da usina Manguaba
07:14deve ser anulada ou não.
07:28Eu não me conformo que ele não tenha retirado a ação
07:31já que não foi ele quem deu a entrada.
07:33E ele deixou bem claro no depoimento dele
07:35que você não merece a usina, né?
07:37O que move teu baldeu rancor e a ganância.
07:40Ele quer a usina por causa daquelas malditas pedras preciosas.
07:43Agora está nas mãos da justiça, Helena.
07:54Doutor Alceu, me diga, nós temos chances de ganhar?
07:57Eu usei todos os argumentos que podia usar em seu favor.
08:01As chances são remotas.
08:04Quanto mais tempo durar a agonia de Helena,
08:07já é lucro.
08:09Desculpe falar, Sr. Teobaldo.
08:11O senhor está ressentido demais.
08:13Eu tenho os meus motivos.
08:30E o senhor vem me dizer que amanhã é noite de lua cheia.
08:35E é, Meritíssima, noite do cadeirudo, portanto.
08:39Como se eu não soubesse.
08:42Bom, Meritíssima, como o seu plano anterior não deu certo, né?
08:47Eu vim aqui para ver se a senhora não criou um outro plano
08:51para enquadrar o meliante abundoso.
08:54Não.
08:55Porque ficou provado
08:58que eu não posso contar com a ajuda de ninguém.
09:03Inclusive a sua.
09:05Desculpe, Meritíssima.
09:07O problema é exclusivamente seu, delegado.
09:10O senhor é quem deve prender o meliante.
09:13Ou
09:14arcar com as consequências de sua incapacidade.
09:20Meritíssima, mas eu faço o que posso.
09:22Dona Lourdes Maria já avisou
09:26que se o senhor não prender o cadeirudo,
09:30ela e as outras vão começar uma campanha para lhe remover daqui.
09:37Tome tempo.
09:44Is it right, my teacher?
09:46Yes.
09:47Perfect.
09:49I love you.
09:51I love you too.
09:53Que tal uma horinha para o recreio?
09:55Já sei.
09:56Você vai surrupiar alguns que tu te sidergido, não é mesmo?
09:58Para o bem do povo de Greenville.
10:00Para não engordar tanto.
10:02All right.
10:14Caroline.
10:16Oh, hello.
10:16Que bom me encontrar aqui.
10:20Me diga uma coisa.
10:22Você é capaz de guardar segredo.
10:26A senhora me pedindo.
10:27Segredo mesmo.
10:29De mulher para mulher.
10:33É um recadinho
10:35que eu quero mandar para sua avó,
10:38sua mãe
10:39e sua tia.
10:41A juíza mandou nos dizer isso?
10:44Isso, mami.
10:45E eu achei a ideia dela um must.
10:47E eu também.
10:49Yes.
10:50Mil vezes.
10:51Yes.
10:52Agora é a nossa oportunidade
10:54de botar as mãos no cadeirudo.
10:56Sim.
10:56Mas será que isso vai dar certo, mami?
10:58Me diga.
11:00Minha filha,
11:01quem não arrisca não petisca.
11:02Nós temos que no mínimo tentar.
11:04É.
11:05Agora,
11:06para isso dar certo,
11:07nós temos que contar
11:09com todas as mulheres gremilenses.
11:11É, eu sei, mami.
11:12Mas como?
11:13Como?
11:14Espalhando essa notícia
11:16feito um rastilho de pólvora.
11:19Agora,
11:20como é que a gente vai espalhar
11:21essa notícia
11:21feito um rastilho de pólvora?
11:23Me diga.
11:23Mas é simples.
11:25Onde é que o mulherio
11:26se reúne todo dia?
11:28Eu sei.
11:29No mercado da estação.
11:30Então,
11:31nós vamos para lá amanhã cedo.
11:33Yes, mami.
11:34Yes.
11:35E nós vamos convocar
11:36nossas soldadas
11:37para a trincheira da vitória.
11:40Esse meliante
11:41pandeirudo
11:42não nos escapará.
11:44Yes.
11:46Então,
11:47vocês entenderam o plano direitinho,
11:49não é?
11:49Yes.
11:50E pode contar com a gente.
11:51Eu vou ser a primeira a chegar.
11:53É,
11:53para ver o cadeirudo desmascarado,
11:55a gente,
11:55para ver o cadeirudo desmascarado,
11:56sou capaz
11:57até de perder a novela das oito,
11:59que é meu horário sagrado, né?
12:00O cheiro que dessa vez
12:02unidas venceremos.
12:03Ah,
12:04Dona Scarlet,
12:04a senhora é mesmo
12:05um must.
12:07Yes.
12:08Para dar licença,
12:09pode falar.
12:10Eu vou falar aqui,
12:10eu ouço,
12:10não é com Deus.
12:11Não tem medo,
12:12eu não posso.
12:12Mas por que é que vocês
12:13não podem participar?
12:15Eu tenho medo de me arriscar.
12:17Nossa melhor participação
12:18é orando.
12:20É pedindo a ajuda de Deus.
12:23Só ele pode iluminar
12:24as mulheres de Grenville.
12:26As meninas têm razão.
12:28Eu proponho que na mesma hora
12:29a gente faça uma corrente
12:31de fé lá na igreja.
12:33All right.
12:34Façam isso, sim.
12:35Mas olhe,
12:36rezem bem alto,
12:37bem forte.
12:39Cem ave-marias
12:40para cada uma.
12:43Licença.
12:44Então?
12:45Oh, Dona Scarlet,
12:46está tudo certo.
12:48Então está tudo combinado,
12:50não é?
12:50Yes.
12:51Hoje à noite
12:51todas as mulheres
12:52estão de alerta.
12:54Está bem ao cadeirudo, né?
12:56Yes.
12:57Agora eu estou aqui pensando,
12:59será que a Dona Zenilda
13:00vai comparecer?
13:01Tomara.
13:02Não só eu,
13:03como todas as minhas camélias.
13:06Hoje à noite
13:06ninguém segura
13:08o mulherio de Grenville.
13:10Infelizmente,
13:11eu não vou poder ir.
13:13Oh, gente.
13:13Por quê?
13:15Lembra que a minha madrinha
13:16que está doentinha?
13:17Pois é,
13:18eu quero aproveitar
13:19que é meu dia de fogo,
13:19quero fazer uma visita a ela,
13:20mas fica em Tubiacanga,
13:22não vai dar tempo.
13:23Licença, sim.
13:27Eu também acho
13:28que não vou conseguir, não.
13:30Oh, gente,
13:31que forceta é essa?
13:32Oh, Xenilda,
13:33não é você
13:34quem tem que acordar
13:34de madrugada
13:35para receber as encomendas
13:36da semana no Emporio.
13:37Eu não aguento
13:38ficar a noite inteirinha
13:39sem pregar o olho, tá?
13:40Não tem mais idade para isso.
13:42E esse mulherinho todo
13:43está fazendo esse fuzoei todo?
13:45Mas eu quero ver
13:46elas darem um trato
13:46nesse bundudo de uma figa.
13:48Quer saber?
13:50Duvido é o dó.
13:50Peraí,
13:51por eu ter me machucado
13:58eu achei melhor fugir
14:05mas você foi me tocando com cuidado