00:00A gente está conversando com o CEO do Revolut, o banco digital mais popular da Europa e um dos mais
00:06valiosos do mundo.
00:08O Glauber, ele foi o escolhido para atingir, para comandar essa operação no Brasil.
00:17E ele foi basicamente escolhido pelos fundadores.
00:21E o fundador, você tem um russo, como eu falei na abertura do programa, eu tenho até o nome dele,
00:27o Nick Storonsky.
00:29Correto.
00:30E um outro, olha a ironia do destino, hein?
00:32Um crâniano, o Vlad Yatsenko.
00:37É isso mesmo.
00:38É isso mesmo?
00:38Correto.
00:40Quando você teve contato e você, e eu já sei da conversa que você teve várias vezes com ele,
00:47mas sobretudo lá no início, quando você foi chamado para essa posição,
00:52o que eles falaram sobre a expectativa dos dois com o Brasil?
00:59Eu vou dizer que eles são duas personalidades muito complementares.
01:06São jovens, né?
01:06São relativamente jovens, sim.
01:08Eles têm provavelmente 40 e poucos anos.
01:14Duas personalidades muito complementares, mas ambos muito inteligentes, muito analíticos.
01:19Eu acho que eu vou quebrar um pouco a sua expectativa,
01:22porque nas conversas específicas sobre oportunidade, a gente falou muito pouco sobre a oportunidade do Brasil.
01:28Isso veio depois, isso veio como consequência das nossas conversas mais profundas.
01:32Inicialmente era o quê?
01:34A maneira da Revolut fazer recrutamento é bastante peculiar.
01:37Ela está procurando gente boa, que tem esse perfil de resolvedor de problemas, mais empreendedora,
01:43uma capacidade analítica relevante para estruturar e achar soluções para coisas que ainda não são não previstas.
01:50E todas as conversas é muito baseada nessa estruturação de problem solving,
01:56capacidade de resolver problemas.
01:58Obviamente, passa muito por conhecer o mercado brasileiro, conhecer o tamanho da oportunidade,
02:03mas aí foi muito mais eu explicando as oportunidades do que eles, naquele momento,
02:08obviamente já tinham estudado muito o Brasil,
02:10mas naquele momento de me trazer inputs para essa análise.
02:16Qual que é o diferencial de vocês no recrutamento de talentos?
02:21Para você ter uma ideia, no ano passado, eu posso errar aqui um pouco os números redondos?
02:26Mas a gente teve milhares e milhares de aplicações.
02:31Menos de meio por cento das pessoas são aprovadas.
02:34Então é muito competitivo.
02:36De fato, é para poucos.
02:38Porque vocês abriram essas vagas publicamente, é isso?
02:42E vocês inseriram as aplicações no mundo todo.
02:45Vocês abriram essas vagas, as pessoas aplicaram,
02:49só que a entrada é muito difícil.
02:52É muito difícil.
02:52Menos de meio por cento das pessoas passam no processo seletivo.
02:56Esse processo, como eu comentei anteriormente,
02:59é muito estruturado e procura resolvedores de problema.
03:03Independente de qual é a formação, independente de qual é a característica profissional,
03:08a experiência pregressa,
03:09primeiro confirma se ela é uma resolvedora de problemas.
03:12E depois avalia se tem todos os outros conhecimentos necessários
03:16para fazer aquela função que ela vai desempenhar.
03:19Acho que isso inverte um pouco a ordem.
03:21Mas como se identifica um resolvedor de problema, Glauber?
03:24Resolvendo problema na prática.
03:27Mas e aí na entrevista de emprego?
03:30Qual que é?
03:31Como é que você identifica?
03:32É um problema, é um caso real.
03:33Um problema da companhia.
03:34Trazemos um caso real da companhia.
03:37Apresentamos um problem statement.
03:39Qual é o problema a ser resolvido?
03:40E é quase como se fosse uma conversa de trabalho
03:43sobre como seria a resolução daquele problema apresentado.
03:48O pessoal, obviamente, tem que demonstrar que pensou bem
03:51sobre qual era o problema a ser resolvido,
03:53quais eram as causas raízes daquele problema,
03:55como estruturar uma resposta que foque nas coisas certas,
03:59que não perca tempo com aquilo que não é o adequado
04:01para aquele problema específico,
04:03e apresente a solução efetivamente.
04:05Então é quase que uma sessão de trabalho,
04:07na prática, com todos os candidatos.
04:09E como é que o nosso amigo, o seu amigo,
04:12os seus dois amigos lá, os seus chefes,
04:15o russo e o ucraniano, chegaram em você?
04:17Bom, eu acho que eu tenho duas versões para essa história.
04:21O recrutamento é muito agnóstico.
04:23Eles procuram candidatos para determinadas vagas
04:25de maneira ampla, e eu recebi um contato em algum momento.
04:29Mas, dois anos antes, eu já havia visitado a Revolut.
04:33Para ajudar a outra instituição na qual eu trabalhava
04:36a lançar um banco digital,
04:37a gente teve que aprender a fazer isso.
04:39E eu, como parte desse projeto,
04:41fui visitar a Revolut para fazer benchmark.
04:43A gente aprendi muito com a Revolut,
04:46para depois reproduzir e ajudar o outro banco
04:49a fazer o banco digital no Brasil.
04:51Então, obviamente, eu já tinha algum contato com a Revolut,
04:54eu já era fã da Revolut,
04:55eu era cliente da Revolut no período que eu morei na Europa.
04:58Então, de certa forma, ficou essa linha de contato com eles.
05:04Mas agora falando especificamente sobre a decisão da chegada no Brasil,
05:08porque a gente está falando como se fosse muito tempo.
05:12Não, faz três anos, né?
05:15Pouco mais de três anos.
05:15Pouco mais de três anos.
05:17Por que que eles decidiram chegar no Brasil?
05:20Primeiro, a ambição da Revolut é estar em 100 países no mundo.
05:23Estão em 40.
05:24Já estamos em 40 construindo esse negócio.
05:28E o Brasil é um mercado grande, competitivo,
05:32que já havia sido testado com outras fintechs e bancos digitais.
05:38E, portanto, é um mercado muito importante
05:40para compor esse portfólio global da Revolut.
05:44O brasileiro também gosta muito de testar soluções novas.
05:51E quando ele vê valor, ele transita de uma solução para outra.
05:56Isso fala muito com a Revolut,
05:58que briga todos os dias para trazer o melhor valor
06:01para cada oportunidade que o cliente der.
06:03Não é à toa que essa nova fase de lançamento de produto
06:07que nós fizemos agora
06:08é justamente para coroar essa etapa do nosso projeto.
06:13Onde, agora, não há sombra de dúvida
06:16de que se for no Brasil, no exterior, no crédito, no débito, nos investimentos,
06:21a gente tem uma solução completa
06:22com aquilo que há de melhor no mundo para o cliente brasileiro.
06:25Isso nos dá a oportunidade do cliente testar a nossa solução.
06:29E se ele testa, as estatísticas dizem que ele costuma ficar.
06:34Alguma dessas novidades que você está apresentando hoje aqui no Show Business,
06:39e para todo o mercado, não só para a nossa audiência,
06:42mas para todo o mercado, é a inclusão de crédito.
06:46Nós temos agora um cartão de crédito.
06:48Um cartão de crédito, tá.
06:49Com os pacotes de benefícios para não deixar a desejar a nenhum cartão de elite do mercado hoje.
06:54A gente tem algumas categorias de cartão.
06:58Tem o cartão de graça, o cartão standard,
07:00para o cliente que prefere manter isso simples.
07:05A gente tem um pacote chamado Plus, um pacote chamado Premium,
07:09o pacote Metal,
07:10e agora a novidade, que é o Ultra.
07:13Todas essas pacotes de benefícios com opcionalidade do débito,
07:18e agora também no crédito,
07:21podendo ter isenção da sua anuidade,
07:23e tendo benefícios que não são encontrados em nenhuma outra oferta de mercado.
07:27Você falou no começo do programa sobre a ideia de vocês de virar banco no Brasil.
07:34Porque até o momento vocês não são um banco.
07:37Hoje nós somos uma SCD.
07:39O que é?
07:41Instituição financeira regulada pelo Banco Central,
07:44que pode fazer contas de pagamentos, pode fazer crédito,
07:48mas ele obviamente tem algumas restrições quando comparado a um banco completo.
07:55Para a nossa oferta de produto, ela não deixa a desejar em nada.
07:59Mas para poder ter um balanço mais competitivo,
08:03obviamente um banco permite uma opcionalidade de produto,
08:09alavancagem e um balanço de crédito que é muito mais eficiente do que uma SCD.
08:16E no mundo inteiro nós temos a ambição de nos tornar banco completo.
08:20Isso não é segredo, faz parte da nossa estratégia.
08:22Nós respeitamos o passo a passo regulatório de cada país.
08:26E aqui no Brasil o que falta?
08:28No Brasil nós já estamos agora como SCD,
08:31produto no ar, escalando e apresentando para o Banco Central
08:36o quão robusto nós já estamos.
08:40E obviamente aguardando a análise deles para nos tornar banco no futuro.
08:46E esse pacote de novidades que você está apresentando aqui no Jou Business
08:49faz parte aí até para mostrar para o Banco Central...
08:54Sem dúvida.
08:55Sem dúvida, por quê?
08:57Toda vez que você lança um produto novo ou que você escala qualquer coisa,
09:01não é só a parte do cliente que você precisa fazer.
09:04Você tem controles, compliance, gestão de risco
09:09e uma série de outros requisitos necessários para poder fazer isso de uma maneira saudável.
09:15E obviamente todas essas questões compõem a maturidade do seu negócio.
09:20Agora...
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