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O analista de negócios Guilherme Ravache discute os três cenários possíveis para o desfecho do conflito no Irã: a queda do regime, um improvável acordo ou a sobrevivência de um governo radicalizado.

A análise aborda o anúncio da Assembleia de Peritos sobre o novo Líder Supremo — descrito como alguém que "o Ocidente não vai gostar" — e a falta de um plano concreto de Donald Trump para subsidiar seguros de navios ou escoltar petroleiros no Estreito de Hormuz. O conteúdo explora ainda as divisões internas no movimento MAGA e a pressão sobre o Ibovespa diante da volatilidade global.

Acompanhe em tempo real a cobertura do conflito no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-no-oriente-medio/

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Transcrição
00:009 horas e 27 minutos, estamos de volta, eu e Marcelo Favalli aqui nessa edição especial do Plantão Times, licenciado
00:08exclusivo CNBC,
00:09e já voltando a falar do conflito no Oriente Médio, confronto no Irã, que entra aí no seu nono dia,
00:16e a escalada das tensões entre os países envolvidos só tem aumentado.
00:21Vamos nos conectar também com o analista de negócios, Guilherme Havashi, para que a gente possa falar, né, Guilherme,
00:27muito bom dia para você, sobre as perspectivas para os próximos dias, né, o grau de escalonamento que a gente
00:35pode imaginar daqui para frente,
00:39pensando que o Irã se pronunciou, inclusive depois que os Estados Unidos dizerem que não querem uma negociação, apenas uma
00:47rendição total,
00:49inclusive que os Estados Unidos podem levar até por túmulo essa expectativa de que o Irã vai se render.
00:54O Irã, então, segundo o presidente Donald Trump, não é mais o valentão do Oriente Médio.
01:00Queria a tua análise a respeito disso e em que momento da guerra, do conflito chegamos.
01:09Bom dia.
01:10Pois é, a gente tem três possíveis desfechos para essa guerra.
01:14Primeiro deles, o governo do Irã cai.
01:18Não parece muito provável, mas é um desfecho.
01:21Segundo desfecho, tem um acordo, ou alguma forma de acordo, do governo que permanecer no Irã com os Estados Unidos,
01:29que até o momento também não parece ser um caminho muito viável.
01:33E o terceiro possível fim para esse confronto é o atual governo sobreviver, permanecer na liderança do Irã.
01:45E esse, além de ser o cenário mais provável, na visão de diversos especialistas sobre o Oriente Médio,
01:52também é o cenário mais arriscado.
01:54Porque caso isso aconteça, a tendência é que ele se torne ainda mais radical.
01:59Um governo revisionista contra os Estados Unidos, ainda mais forte.
02:04E esse é o maior risco nesse momento.
02:06E dentro do próprio regime a gente sabe que tem os mais moderados, mais radicais.
02:13Tem espaço para uma reforma, Avast, na sua avaliação, dentro do próprio regime?
02:20Olha, espaço existe, mas com o histórico do Irã, a gente está falando de décadas de um regime
02:32que se estruturou não só politicamente, mas também financeiramente e militarmente para religião.
02:42Então, assim, a gente fala hoje de religião, política, economia e exército totalmente controlado
02:50por um regime que está no poder desde 1979, sob uma mesma liderança desde 1989.
02:58Obviamente existem dissidências, mas nesse momento as dissidências não parecem estar ganhando espaço.
03:05A gente não viu, mesmo nesse momento de vácuo, uma voz emergir ali dentro do Irã como uma liderança.
03:15Até porque as lideranças naturais, quem poderia suceder o cargo, foi morto.
03:22O próprio Trump disse que quem eles viam como possível sucessor foi morto no bombardeio.
03:28A gente está falando de dezenas de líderes que foram mortos e isso é muito arriscado,
03:33porque dependendo do que aconteça, a gente pode ter uma desestruturação do poder,
03:38um governo muito enfraquecido no Irã e correndo o risco de uma guerra civil dentro do Irã.
03:45Algo que para Israel pode ser interessante.
03:49Realmente, Israel talvez queira um Irã totalmente desestruturado, fragmentado e num conflito interno.
03:58Agora, isso certamente não seria bom para outros vizinhos do Irã, como a Arábia Saudita,
04:04Emirados Árabes Unidos e Catar e o Kuwait, que são aliados dos Estados Unidos.
04:10Só fazendo o favale antes da tua pergunta, para a gente repercutir também com o Havasht,
04:15uma informação a mais que surgiu na manhã de hoje, o Irã definindo então quem será o novo líder supremo
04:21após a morte do Ayatollah Ali Khamenei.
04:25A decisão, inclusive, foi tomada por aquela Assembleia de Peritos, mas ainda não há um nome definido.
04:31Será a favale que deve sair nas próximas horas? Essa é a grande questão.
04:36Vou pegar daí, era justamente isso que eu queria debater com o Havasht,
04:40que está nos Estados Unidos, aliás, passando uma temporada lá,
04:42pode nos dar as impressões da parte de dentro, por dentro dos Estados Unidos.
04:48Havasht, completando a informação da Soraya, houve então um pronunciamento oficial do Irã
04:54de que o novo Ayatollah foi escolhido.
04:57O nome ainda não foi divulgado, mas quando a imprensa oficial iraniana disse
05:03que o Conselho de Anseus, o Conselho de Experts, de Peritos,
05:08havia chegado num consenso sobre o próximo líder supremo do Irã,
05:13eles colocaram uma frase a mais, é alguém que o Ocidente não vai gostar.
05:20Então, eles também deixaram muito claro que já era alguém que previamente
05:26estava numa lista de provável sucessão, né?
05:30É obviamente que um clérigo desse poder, dadas as devidas proporções,
05:36eu vou fazer uma comparação de grandezas completamente diferentes, né?
05:39É como um papa, né?
05:41Nós temos o papa agora, o Leão XIV, que está em plena saúde,
05:46mas já existe um plano B caso ele venha a morrer.
05:50Claro que tem ali a reunião dos cardeais e tudo mais,
05:54mas já existem alguns, entre aspas, favoritos.
05:57Colocado na mesma proporção, o Ayatollah, que já estava na terceira idade,
06:03já estava no final da vida, já havia uma lista prévia de supostos sucessores.
06:10Pronto, eles escolheram alguém dessa lista que segue uma cartilha do Ali Khamenei.
06:17Por isso que eles disseram, o Ocidente não vai gostar.
06:20Ou seja, nós embrulhamos a região em mais uma névoa de incertezas.
06:25Primeiro, não existe nenhum indício de que esse confronto vai arrefecer.
06:31Do outro lado, e aí eu pego pelos Estados Unidos, onde você está nesse momento,
06:36o seguinte, o Donald Trump, ele jogou umas palavras ao vento
06:40e depois não houve concretude dessas promessas.
06:43Primeiro, subsidiar os seguros da marinha mercante,
06:48que obviamente foram às alturas.
06:53Depois, 20 bilhões de dólares previstos, né Favale?
06:56E cadê esse dinheiro?
06:58Houve uma intenção dos Estados Unidos na figura do presidente,
07:02falou isso declaradamente, mas não tem um plano.
07:05Quando é que esse dinheiro vai entrar?
07:06De que maneira?
07:07Quem vão ser os receptores?
07:09De onde que ele vai tirar esse dinheiro?
07:11É do orçamento dos Estados Unidos?
07:13É de um plano de contingência?
07:14Do outro lado, o Donald Trump, entre sábado e domingo,
07:20exige a rendição total de Terã.
07:24Também não existe nenhuma inclinação de Terã em fazê-lo.
07:29E depois houve outra promessa dos Estados Unidos,
07:32nós vamos escoltar os navios criando uma proteção.
07:36Numericamente falando, isso tange impossível.
07:39Não dá, porque a marinha dedicada dos Estados Unidos,
07:42que é bastante numerosa,
07:44mas ela não chega nem perto a um centésimo de navios
07:47que estão esperando para atravessar no Estreito de Hormuz.
07:49Por outro lado, o Irã falou,
07:52quem atravessar vai ser bombardeado,
07:55com talvez uma exceção para navios chineses,
07:59para maior enfurecimento do Donald Trump.
08:02Então, eu elenquei aqui várias variáveis de uma equação
08:06que a gente só leva a incertezas.
08:09Ou seja, embrulhamos a região com dúvidas mais uma vez.
08:14E, obviamente, que a partir de segunda-feira,
08:15isso volta a refletir no mercado financeiro,
08:18que é o nosso DNA de cobertura aqui, né, Ravache?
08:20Só acrescentando um plus aí em toda essa lista
08:23que o Favalli deu, né, Ravache?
08:25Eu acho que não está claro até agora para os americanos
08:28qual é o efetivo objetivo de Donald Trump nessa guerra.
08:33Está claro, talvez, para Israel e para os iranianos.
08:37Agora, para os Estados Unidos, não.
08:39Inclusive, Trump já havia dito que o cenário perfeito
08:42seria o que aconteceu na Venezuela.
08:44Traz também agora Cuba para dentro desse conflito,
08:48desse todo cenário.
08:50Já se falou também em Groenlândia.
08:52O que está passando na cabeça de Trump?
08:57Olha, não é um acaso, né,
09:00que essa esteja sendo chamada de a guerra sem estratégia.
09:05Ninguém consegue entender qual é a estratégia do Trump, né?
09:09Porque os objetivos, o que o Trump quer conseguir com essa guerra,
09:14vem mudando e depende de quem você ouve.
09:17Então, o próprio Trump disse que é uma rendição incondicional.
09:23O Marco Rubio disse que era para acabar com o programa nuclear.
09:29E o Pete Hegseth disse que era para enfraquecer o Irã
09:34e acabar com o programa de mísseis.
09:37E isso pode mudar.
09:39O Trump chegou a mudar de ideia sobre o objetivo da guerra
09:42mais de uma vez no mesmo dia.
09:43Então, isso dá uma ideia da maneira como as coisas estão acontecendo muito rápido.
09:49Quem tem um objetivo mais claro, parece ser um objetivo mais claro, é Israel.
09:53Porque Israel quer a destruição total do Irã.
09:57Quer acabar com um inimigo histórico ali na região.
10:03E isso começa a gerar divisões dentro do MAGA, né?
10:07Que é o movimento criado pelo Trump que apoia o Trump,
10:10que é o Make America Great Again.
10:12Mesmo os apoiadores do Trump não conseguem entender essa guerra no Irã
10:17porque ele prometeu que seria um presidente da paz,
10:19que ele iria acabar com guerras.
10:21E iria tirar os Estados Unidos de lugares que estivessem custando dinheiro
10:26e até vidas americanas, né?
10:29Basicamente, conflitos no exterior.
10:31E ele tem feito justamente o contrário.
10:33Aliados próximos do Trump têm dito que isso é uma tentativa do Trump
10:37de deixar um legado.
10:39Ele quer entrar para a história como o presidente que mudou o regime do Irã,
10:45que mudou o regime da Venezuela e tirou inimigos históricos dos Estados Unidos do mapa.
10:53O problema é repetir o erro que já aconteceu no passado do próprio governo Bush,
10:59que o Bush filho, né?
11:02Que o Bush Jr., que o próprio Trump criticou muito ainda no primeiro mandato dele,
11:07na eleição para o primeiro mandato.
11:09Porque, se a gente lembrar, essa é a terceira guerra do Golfo.
11:12Primeira guerra do Golfo, quando o Iraque invade o Kuwait.
11:15E aí tem a Estrada da Morte, né?
11:17Os Estados Unidos bombardearam todo aquele comboio de veículos blindados do Iraque.
11:25Mas depois tem a Guerra do Golfo, novamente, né?
11:29Em 2003, os Estados Unidos entram no Iraque para acabar com o que seriam armas nucleares,
11:35armas que nunca existiram.
11:37Mas o resultado disso tudo foi os Estados Unidos enfraquecerem o Iraque.
11:42E o Iraque era o inimigo histórico do Irã.
11:46E o Iraque enfraquecia o Irã.
11:48Quando o Iraque sai de cena, desestabilizado pelos Estados Unidos,
11:51o Irã se fortalece e ganha muito poder ali na região.
11:57E esse poder é que hoje incomoda Israel e que, em boa parte,
12:05levou os Estados Unidos a agirem, nesse momento, juntamente com Israel.
12:10Então, de novo, uma promessa de 20 bilhões para os navios, como Favalli citou, né?
12:16Não está claro de onde vai vir esse dinheiro.
12:18Mesmo que ele venha, não tem navio suficiente na Marinha Americana para repetir o comboio dos anos 80, né?
12:25Durante o embargo, durante a Guerra Irã-Iraque, né?
12:28Que tinha ataque ali no estreito, a Marinha Americana protegeu os navios.
12:32Mas ela não era um inimigo direto nem de um lado, nem de outro.
12:36E hoje não tem nem o mesmo número de navio.
12:38Então, não é muito factível isso que o Trump vem dizendo.
12:43Obrigada, Ravachi, por enquanto.
12:44Você vai seguir conosco também para a gente repercutir um pouco mais
12:47sobre todos esses reflexos da Guerra no Oriente.
12:51Até já, 9 horas e 40 minutos.
12:54Vamos para mais uma pausa aqui.
12:56Antes, vamos dar uma olhadinha em Beirute para ver como está a movimentação por lá.
12:59Temos imagens ao vivo.
13:02Olha só.
13:03Por enquanto, o que vocês veem na tela é uma, talvez, uma tranquilidade.
13:09Eu não gosto de usar essa palavra, mas é pelo menos o que a gente tem, essa estabilidade momentânea.
13:15A gente vai para uma rápida pausa mais uma vez.
13:18Mas, na volta, seguiremos nessa cobertura especial aqui do plantão Times.
13:23Fique com a gente aqui no Times Licenciado, exclusivo CNBC, a maior do mundo.
13:27Líder em negócios no Brasil.
13:29Tudo o que você precisa saber para ficar bem informado.
13:32A gente volta já.
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