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Você percebeu que as pessoas estão bebendo menos? Um estudo da Virginia Tech confirmou: além de cortar o apetite, os medicamentos como Ozempic diminuem drasticamente a vontade de consumir bebidas alcoólicas. Entenda como a indústria da cerveja está se adaptando à "Onda Zero Álcool" e por que o cérebro deixa de buscar o "prazer e a recompensa" na bebida durante o tratamento.


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Transcrição
00:03Uma pesquisa da consultoria The Health Effect aponta que residências com pacientes em tratamento
00:09reduziram em mais de 50% o consumo de bebidas açucaradas e alimentos ricos em gordura.
00:16Um impacto que começa no corpo, mas chega rápido ao mercado.
00:21Restaurantes sentem o efeito.
00:23Clientes com apetite reduzido fazem pedidos menores e menor frequência de visitas.
00:29No supermercado, carrinhos mais leves, menos produtos ultraprocessados e redução na compra de snacks, refrigerantes, doces e bebidas alcoólicas.
00:39Bebidas essas diretamente afetadas pelos medicamentos à base de GLP-1.
00:44Um estudo da Virginia Tech, publicado na revista Scientific Reports, indica que, além do apetite, eles também reduzem a vontade
00:53de beber.
00:53Esse efeito se torna uma tendência que já vinha sendo observada no Brasil.
00:58Uma pesquisa do Ipsos IPEC mostra que 64% dos adultos afirmam não beber em 2025, um avanço expressivo em
01:07relação aos 55% registrados em 2023.
01:11Para a indústria de bebidas, o impacto é duplo.
01:15Menos volume de consumo tradicional e crescimento acelerado dos segmentos sem álcool.
01:20Cervejas, zero álcool e mocktails deixam de ser nicho e passam a ocupar espaço estratégico nas praveleiras e nos cardápios.
01:29Com milhões de pessoas emagrecendo, companhias aéreas começam a observar um efeito improvável.
01:36Aviões mais leves consomem menos combustível.
01:39Em um setor onde cada quilo transportado faz diferença, a redução do peso médio dos passageiros pode representar uma economia
01:47de dezenas de milhões de dólares por ano.
01:50Um medicamento criado para tratar distúrbios metabólicos passa a influenciar decisões de compra, estratégias empresariais e até o custo operacional
02:01de grandes indústrias.
02:02A compra ou o consumo dessas canetas está diretamente associado aos padrões de consumo que hoje as pessoas têm.
02:14A gente tem um padrão de vida muito rápido.
02:19A mudança, esses paradigmas sociais que a gente enfrenta, eles sempre são destrutivos,
02:27e eles sempre mostram muito os padrões de vida que temos.
02:34Como em sociedade sempre estamos correndo atrás de muitas mudanças, sempre estamos muito acelerados,
02:41a gente busca com certeza ter jeitos ou maneiras de deixar a nossa vida um pouco mais leve, um pouco
02:49mais fácil.
02:51A gente sabe que magreza é um sinônimo de padrão de beleza para a nossa sociedade.
02:58A magreza é vista, ela é muito bem vista.
03:03Eu creio que a gente tem que entender, primeiramente, que o objetivo do medicamento continua o mesmo, certo?
03:10Então, ele não altera nada e, ao mesmo tempo, ele não se transforma, ao meu ver,
03:16em algo de prestígio social ou de luxúria, ou de luxo, em algum momento.
03:23Na verdade, a tradução mais coerente é pertencimento.
03:29A gente está dentro de um ambiente, ou a gente está dentro de uma sociedade em que a magreza,
03:34ou essa estética magra, ela é muito bem vista, ela é muito bem quista.
03:39Ainda mais junto com a onda wellness, que muito da direção Z está passando por isso.
03:44Então, como eu vejo isso, é uma reinterpretação ou um reposicionamento de um produto
03:53a partir do pertencimento a determinado público ou determinado foco específico de mercado,
03:59um nicho específico de mercado.
04:03Toda nova onda de produtos, ela vai, sim, estar associada a algum tipo de padrão de consumo.
04:12As canetas emagrecedoras, elas criam um novo padrão dentro de determinado nicho já existente.
04:19O novo comportamento de consumo desse determinado público pode ser, sim, classificado como um novo consumidor,
04:27ou um novo tipo de consumidor, com certeza.
04:30Mas a gente tem que sempre associá-los aos valores de consumo desse público específico.
04:36Eles não estão consumindo apenas um produto, eles não consomem apenas a caneta.
04:41Eles estão consumindo um estilo de vida, eles estão consumindo valores específicos
04:46que são introduzidos a partir de influenciadores dentro da vida deles.
04:50Por exemplo, influenciadores, sejam eles pessoais, amigos ou até mesmo em uma esfera já midiática.
05:01Em primeiro lugar, é uma mudança ainda muito recente.
05:06É difícil tentar estimar os impactos de médio e longo prazo, mas eu acho que é uma mudança profunda.
05:14Ela deve perdurar aí pelos próximos anos, porque nós temos, você falou de canetas emagrecedoras,
05:22mas a gente tem comprimidos, tem toda uma classe nova de medicamentos chegando no mercado.
05:27A quebra das patentes que deve aumentar o acesso das pessoas a esse tipo de material,
05:35a esse tipo de medicamento.
05:36E isso deve trazer mudanças muito importantes no padrão de consumo das pessoas.
05:41Então, embora seja uma questão embrionária, recente, que a gente tem visto há pouco tempo,
05:50eu acho que essa é uma mudança que veio para ficar e vai mudar a forma como as pessoas
05:54consomem os seus alimentos, como as pessoas lidam com os seus corpos.
06:01Esta não é a primeira vez que uma transformação na saúde altera profundamente a economia.
06:07No final do século XIX, a industrialização do cigarro moldou comportamentos sociais.
06:14Transformado em símbolo de status e liberdade, ele impulsionou a indústria do tabaco,
06:20influenciou a publicidade, o entretenimento e até o desenho de espaços públicos.
06:25Mais tarde, quando os danos à saúde se tornaram incontestáveis,
06:29surgiu uma nova onda econômica com tratamentos médicos,
06:33campanhas anti-tabagismo e regulamentações.
06:36A mesma substância que movimentou bilhões, gerou também custos bilionários em saúde pública.
06:43Já no início do século XX, o surgimento da refrigeração doméstica mudou hábitos alimentares de forma definitiva.
06:51Com a possibilidade de armazenar comida por mais tempo,
06:55as famílias passaram a comprar em maior volume e com menos frequência.
06:59Nascia ali uma nova lógica para supermercados, indústrias de congelados e cadeias de distribuição.
07:06Décadas depois, nos anos 60, a popularização da pílula anticoncepcional provocou uma transformação igualmente ampla.
07:14O controle da fertilidade alterou o planejamento familiar, ampliou a presença feminina no mercado de trabalho
07:21e impactou consumo, educação e renda.
07:24Entre o final da década de 90 e o início dos anos 2000, a expansão dos antidepressivos e ansiolíticos marcou
07:32uma nova fase,
07:33a medicalização do bem-estar.
07:35O tratamento da saúde mental passou a integrar a rotina de milhões de pessoas e impactou rotinas de trabalho pessoais.
07:42Nós vimos, observando, desde meados de 2024, um início da mudança do perfil de consumo no Brasil.
07:51Primeiro, como as canetinhas ainda são muito caras, elas estão muito concentradas nas classes mais altas,
07:57nos restaurantes mais sofisticados.
07:59E aí você vê o consumidor buscando mais qualidade do que quantidade e os restaurantes se adaptando a isso.
08:07Este ano de 2025 já cresceu um pouco mais essa base, surgiram produtos um pouco mais baratos, alguns manipulados, comprimidos.
08:16E a expectativa é que em 2026 isso espalhe para todas as classes sociais, tornando-se acessível.
08:24E é óbvio que isso gerará um impacto relevante.
08:28Mas a nossa expectativa é que uma população também mais magra, com mais saúde,
08:33ela também é uma população melhor, uma população melhor, mais equilibrada no consumo de alimentos e bebidas,
08:42tende a ser positivo.
08:44Nós vamos, talvez, vender um pouquinho menos para cada um, mas às vezes vamos vender até mais vezes por semana,
08:50vamos vender um produto de melhor qualidade e, eventualmente, até com uma marcha um pouco melhor,
08:55contribuindo aí para o equilíbrio financeiro dos estabelecimentos que andam muito apertados.
08:59Nós ainda temos uma parcela grande aí que não opera com lucro e tem dívidas aí para pagar da pandemia.
09:09Está relacionado principalmente com aquela busca do docinho depois do almoço,
09:14da coisa gostosa no final do dia.
09:16Então, como ele inibe esse centro na cabeça, ele diminui a nossa busca também por recompensa alimentar.
09:24Então, por exemplo, no final de semana a pessoa costumava comer um hambúrguer.
09:31Ela ainda vai ter essa vontade, só que aí quando ela olha o hambúrguer, ela fala assim,
09:35Ah, não quero.
09:36Eu vi com alguns pacientes meus até redução de busca por álcool.
09:44Então, muitos pacientes que tomavam doze cervejas no final de semana com os amigos,
09:50diminuíram para seis, hoje em dia nem tomam.
09:52Eles não têm mais essa vontade, mesmo depois de parar com a medicação.
09:58Então, ela, além dela diminuir a parte inflamatória, regulando o cortisol,
10:08a regulação disso também faz com que eu busque menos o prazer alimentar,
10:14que está relacionado também com o estresse crônico.
10:20Um shake de proteína, né?
10:23E ele tem um custo mais elevado.
10:26Em compensação, eu diminui o consumo de iFood, então eu estou comprando marmitas congeladas.
10:35Eu tive também um acompanhamento da nutricionista que disse quanto que eu deveria ter de carboidrato,
10:42de proteína por refeição.
10:45E aí, nessa questão da alimentação mesmo, da refeição, aí ela ficou mais barata.
10:53Então, eu acho que uma coisa contrabalançou a outra.
11:00O dia em casa, eu diminuí e foquei muito mais na questão de saladas, etc e tal, né?
11:09Agora, eu não bebo álcool, então, quanto a isso, ok.
11:14Mas eu não deixo de sair com as minhas amigas, os meus amigos, por causa disso, né?
11:21Eu procuro fazer uma alimentação que seja, aí sim, mais adequada.
11:29No meu caso, eu desenvolvi diabetes tipo 2.
11:33Então, eu preciso o tempo inteiro cuidar da minha alimentação, né?
11:39Então, menos carboidratos, menos doces.
11:43E, então, realmente, eu escolho o que eu vou me alimentar pensando muito nisso.
11:49Mas eu não deixo de sair.
11:52Eu parei de beber álcool, né?
11:56Eu já tinha diminuído, já era uma intenção minha diminuir.
11:59E assim que eu comecei o uso das canetas, eu parei com bebida alcoólica.
12:08Pão.
12:09Pão me traz confusão.
12:11Não é nem pelo glúten, não é pelo lance de...
12:13Ah, caloria vazia e tal.
12:17Mas é que pão...
12:19Eu gosto muito de pão.
12:21Eu sei que é aquele confortinho, sabe?
12:25Aquela comida que dá vontade de comer...
12:30Três pães franceses.
12:34Hoje em dia, eu tento não buscar prazer na comida.
12:39Eu tento não buscar conforto na comida.
12:41Eu tenho prazer comendo.
12:43E como eu gosto de cozinhar, eu gosto de...
12:47Eu gosto de fazer comidas gostosas, só que tudo que eu vou comer, eu penso num fator nutritivo daquilo ali.
13:00Não é que eu pense assim, ah, a proteína é a fruta que eu vou comer, eu tenho que comer
13:06fruta, eu tenho que comer legume, eu tenho que comer verdura, eu tenho que enfiar um espinafre em algum lugar,
13:12eu tenho que botar uma abobrinha.
13:15Qual é a verdura que eu vou comer hoje, qual o legume que eu vou comer hoje.
13:19Então, como que eu vou comer essa fruta? Eu vou fazer um bolo com ela? Vou fazer um pudim? Vou
13:25fazer um... Quero um doce hoje.
13:28Tudo é muito pensado, muito estudado pra não só me trazer... Na verdade, pra me trazer nutrição. E em segundo
13:39momento, prazer.
13:43O padrão de vida, o estilo de vida mais voltado ao bem-estar, voltado à perspectiva de sentir-se bem
13:53o tempo todo.
13:55E assim, se a gente analisar ondas de tendência, a gente pode perceber o muito, os anos 92 e eu
14:04voltando em foga agora.
14:06Então, se a gente pensar em moda, nos anos 90 e 2000, a gente tinha o heroin chic, que era
14:12aquela magreza extrema, até mesmo doentia.
14:17Hoje, ela tá reembalada, ela possui uma nova embalagem, uma nova aparatagem, dentro da perspectiva do wellness.
14:25Então, a caneta emagrecedora, ela com certeza conversa diretamente com essa onda, com essa moda exponencial,
14:31que a gente consegue ver dentro de consumo de produtos específicos, como as chokers, que estavam em alta um tempo
14:39atrás, laços.
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