00:03A protagonista de hoje é Tracy Mann, nova-iorquina, que se deixou transformar pelo Brasil.
00:09Tracy traduziu para o inglês letras de nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton
00:16Nascimento.
00:17Ela também acompanhou artistas brasileiros nos Estados Unidos e hoje é embaixadora no
00:22Brasil do XSW, a maior festival de inovação e criatividade do mundo.
00:27Mas antes dessa trajetória internacional, houve a Bahia dos anos 70, onde ela morou.
00:35É essa experiência que ela revisita no livro O Mundo Todo é Bahia, um mergulho pessoal
00:41num Brasil que marcou a sua vida para sempre.
00:44Eu já tenho o livro aqui para mostrar para vocês, a capa desse livro e a Tracy está
00:49aqui do meu lado.
00:50Tracy, um prazer ter você aqui nesse quadro, uma delícia conversar com você.
00:55Ai, Cris, muito obrigada, adorando estar com você, sei que a gente vai bater um papo
00:59super interessante.
01:00Vamos!
01:01Minha primeira pergunta é sempre a mesma para todas vocês.
01:04Quem é Tracy Mann?
01:05Como é que você se define?
01:07Olha, eu diria que aqui no Brasil eu me defino como embaixadora do SXSW, mas mais do que isso,
01:13acho que eu sou uma americana que curte conectar o Brasil com o mundo.
01:18ser uma embaixadora não só para o Brasil, para os Estados Unidos, mas Brasil para fora
01:24em geral, porque eu sou uma apaixonada.
01:27Você morou na Bahia nos anos 70, uma época muito complicada do nosso país, você era muito
01:33jovem.
01:34O que a experiência sua na Bahia naquela época te trouxe, te transformou como mulher
01:40e como profissional?
01:41O que você traz até hoje?
01:42Olha, eu acho que conhecer o Gilberto Gil e também o Dominguinhos, que tocava com
01:47ele na época, era a época de Refazenda, aquele disco que ele fez, eu acho que ver música
01:53ser também um impulso social, naquela época que você falou que era na ditadura e tudo
01:59mais, diversas duas coisas, a cultura e a sociedade se interagir dessa forma, realmente
02:06me marcou jovem.
02:07Eu achei isso incrível, sabe?
02:08Eles eram ídolos para mim, porque conseguiram, através da música, alcançar o público,
02:14o povo inteiro do Brasil.
02:16E você como uma estrangeira, morando aqui, vivendo nesse cenário, tendo acesso a essas
02:22pessoas, de certa maneira, a cultura brasileira mexeu com você intensamente?
02:28Demais!
02:29E você sabe, Cris, por ter lido um livro que eu também passei um tempo no sertão, quer
02:34dizer, me fez minha cabeça de uma forma totalmente diferente.
02:37De conexões, de comunidades, de familiares e também a arte, música e tudo mais, que
02:44era parte da vida dessas pessoas simples, mas era uma coisa essencial ter a música dentro
02:50da família, dentro da cidade, uma coisa maravilhosa.
02:53Como é que você veio parar no Brasil dos anos 70?
02:55O que te fez vir para cá?
02:57Olha, eu era uma menina assim, muito inquieta, acho que é a palavra em português, inquieta
03:03com tudo, eu queria sair da minha cidadezinha de Nova Jersey, queria fazer alguma coisa
03:08importante na vida.
03:10E deu essa oportunidade de vir para cá.
03:13Brasil que não conhecia quase nada, não sabia, que falava português, sabia que era
03:19da América do Sul e o resto não sabia nada.
03:21Mas, bom, vou me pular para lá e ter uma experiência que vai ser única.
03:26Isso que eu sabia já do início.
03:28O que você veio fazer aqui exatamente?
03:30Você veio já com uma proposta ou não?
03:32Vou me jogar e vejo o que acontece.
03:34Não, eu consegui uma bolsa de estudos, mas como eu já tinha terminado o colégio de
03:40lá dos Estados Unidos e não entrado na faculdade, eu estava assim naquele gap que a gente fala,
03:45então eu não tinha realmente uma coisa para fazer de propósito aqui.
03:50Fiquei bem solta mesmo.
03:52Melhor ainda, né?
03:53Podia aproveitar bastante.
03:55O que te fez voltar a revisitar aquela época e escrever esse livro?
04:01Sabe, eu, por muitos anos, eu conto essas histórias para a minha família, para os meus
04:07amigos, meus conhecidos e todo mundo estava chegando naquele ponto.
04:11Sabe aquele olhar em que você já sabe que a pessoa não quer ouvir mais, está de saco
04:15cheio?
04:16Mas, bom, então tem que fazer alguma coisa com esse material.
04:19E como você disse, eu fazia letras, quer dizer, eu gostava de mexer com linguagem,
04:24comigo e tal.
04:25Aí eu resolvi tentar juntar tudo nesse livro, justamente focado nesse período de
04:30três anos que eu morei na Bahia.
04:32É claro que a gente tem que falar também dessa questão de você ter traduzido letras de
04:38Gil, Caetano, Milton, Nascimento.
04:40Como é que você conseguiu isso?
04:42De que maneira você teve acesso a essas pessoas?
04:45Pois, eles te pediram.
04:46Eu quero que a tradução seja a sua.
04:48Eu não posso dizer que eles me pediram, porque eu, quando eu voltei do Brasil, logo
04:53depois eu fui morar em Los Angeles e eu...
04:56Foram três anos aqui.
04:57Três anos aqui.
04:58Isso.
04:58E eu conheci o Sérgio Mendes, em Los Angeles.
05:02E ele gostou muito de mim, ele achava que eu, com o meu português e com o meu conhecimento
05:07musical, que eu tinha me formado naquela época, na Berkeley, ele achava que eu poderia
05:11fazer essas letras.
05:12Porque ele estava gravando essas músicas dos grandes nomes brasileiros com vários artistas
05:17americanos, como Manhattan Transfer, Sarah Vaughn, etc.
05:21Agora, Cris, eu procurei fazer versão e não tradução, porque eu queria...
05:27Em inglês é difícil você traduzir português para inglês, né?
05:31Ao pé da letra.
05:31Mas eu queria, de alguma forma, tirar a essência da música, da letra original e fazê-la em inglês.
05:39E você acha que você conseguiu exatamente o que você queria?
05:41Eu acho que sim.
05:42Tem uma música que eu fiz do Gil, que está no disco da Manhattan Transfer, que ganhou um
05:47Grammy, né?
05:48Que eu acho que acertou mesmo, que é a história dele dentro da música dele.
05:53Qual é exatamente essa música?
05:55Você lembra o nome?
05:57Eu vou ficar vergonhada que eu lembro.
05:59Não, não tem problema, não tem problema.
06:02Alguma coisa assim, o Santos, o Santo Abaixar, uma coisa, um nome assim.
06:06Que tem a ver com o Santos.
06:08E que momento que você percebeu que o Brasil não era apenas um lugar de passagem, mas sim
06:13que faria parte da sua história para sempre?
06:16Olha, logo depois de chegar, acho que eu demorei uns...
06:19Quando eu cheguei na Bahia, aliás, eu morei aqui em São Paulo uns cinco, seis meses.
06:24Quando eu fui morar aí na Bahia, logo me apaixonei por um baiano, né?
06:27Aquela história típica.
06:29Mas de conhecer a vida de lá, eu já, dentro de poucos meses, queria ficar mesmo.
06:36Isso eu não fiquei como você sabe, porque naquela época, e com os amigos, com o Gil,
06:41o governo sugeriu que eu saísse do país.
06:45Se não sei, ficava lá.
06:47Olha só, estaria lá até hoje.
06:50Até hoje.
06:51A gente percebe que, anos depois, o Brasil continua em você.
06:56E aí você virou embaixadora do AXSW, como eu já falei aqui, né?
07:01O South by Southwest, maior festival de inovação e criatividade do mundo.
07:05Que, aliás, esse ano está fazendo 40 anos.
07:07Você ajuda a conectar o Brasil com os Estados Unidos, como você muito bem disse.
07:13O que o Brasil ainda não percebeu de criatividade que a gente tenha e que o mundo já se ligou?
07:21Olha, eu acho que os dois.
07:23Acho que nem o Brasil percebeu, nem o resto do mundo percebeu.
07:26Isso é o meu trabalho, sabe?
07:28Dar apoio a todo mundo.
07:29Essa negócio de vira-lata do Brasil, a gente pode deixar isso para o lado.
07:34Não existe.
07:35Vocês são incríveis.
07:36Vocês são criativos.
07:37Vocês são, assim, resistentes, resilientes de uma forma que sempre me impressionou muito.
07:44E eu acho que o mundo está conhecendo aos poucos, né?
07:48Vem mais gente de fora para cá agora.
07:50Eu vejo a gente da geração depois de mim falando português, os americanos estudando português
07:56e vindo para cá para falar português.
07:58Quer dizer, está acontecendo o reconhecimento do que o potencial do Brasil cultural, social, espiritual,
08:05em todos os sentidos, acho que está chegando um auge mesmo.
08:08Porque eu imagino que lá atrás, na década de 70, quando você voltou para os Estados Unidos,
08:12ninguém falava português?
08:13Ninguém.
08:14Deviam achar assim, como assim?
08:16Você foi morar no Brasil para quê?
08:17Ninguém falava.
08:19E como o AXSW surgiu na sua vida?
08:21Ele já surgiu como uma forma de você fazer conexão com o Brasil ou não?
08:27Isso foi acontecendo aos poucos?
08:29O Sapa e Sapa e Sapa começou em 1987, né?
08:33E o meu primeiro ano foi em 88.
08:37Eu era assessora de música.
08:41Porque começou como um festival de música.
08:43E eu não conhecia a música americana, de verdade, porque eu vivia tanto a música brasileira.
08:48E me falaram que esse festival era de música alternativa americana, que seria um ótimo lugar
08:52para conhecer todos os jornalistas do país que faziam matérias sobre esse tipo de música.
08:57Então eu fui para aprender como que era a cena musical mesmo americana.
09:03Eu não tenho pedido nenhum Sapa e Sapa e Sapa desde então.
09:07Desde 1988?
09:09Uau!
09:10Só durante a pandemia porque não teve, né?
09:12Mas impressionante!
09:13Então quando você entrou era muito mais para conhecer a música americana do que fazer uma ponte com a música
09:19brasileira.
09:19Eu fui como participante.
09:21Só em 2000 que eu entrei como, assim, consultora na área de música internacional, que tinha no festival na época.
09:30E o fundador, o nosso querido Roland Swenson, ele percebeu que eu tinha essa ligação com o Brasil.
09:36E eles estão vendo que já iam vários publicitários aqui do Brasil para a Austin.
09:41E ele falou para mim, disse, poxa, por que você não começa a brincar um pouco com isso?
09:46Vê o que a gente pode desenvolver em termos de um ecossistema no Brasil para o Sapa que cresce.
09:52Isso desde 2000?
09:542012, que começamos esse trabalho especificamente focado no Brasil.
09:58Antes eu fazia o mundo inteiro, sabe?
09:59Assessorando a coisa toda.
10:01Mas depois mudei para focar só no Brasil.
10:04Mas aí no começo, só relacionado à música, depois que você ampliou, foi isso?
10:08Foi.
10:10Como é que é fazer essa conexão, essa ponte dos Estados Unidos com o Brasil?
10:15E ajudar com que o Brasil, cada vez mais brasileiros conheçam o SXSW?
10:20Porque, primeiro, parabéns pelo seu trabalho, que é impressionante.
10:23É sempre a maior delegação, por exceção dos americanos, por motivos óbvios.
10:27Mas há muitos anos é a maior delegação.
10:30O Brasil, quem trabalha direto com isso, com inovação, com tecnologia, publicitários, marketing, é um frisson na época do SXSW.
10:40E muito graças a você.
10:42É impressionante como a gente vê filas intermináveis de alguns palestrantes, tipo AnyWeb, Ian Bicraft.
10:51É impressionante.
10:52E você fala, meu Deus, só tem brasileiro aqui nessa palestra.
10:56Como é que você conseguiu isso?
10:57Olha, eu acho que é o seguinte, eu realmente sou uma apaixonada.
11:02Adoro o Brasil, estudo o Brasil, leio tudo que eu posso ler, vejo, assisto programas de televisão, cinema e tudo
11:09mais.
11:10E eu procuro, ainda bem que eu estou aqui no CNBC, porque coisas assim de negócios, de empreendedores brasileiros,
11:17essas coisas me interessam demais.
11:19Então, eu procuro as pessoas, sabe, eu estou aberta para ouvir delas e entender as dores e os interesses e
11:25ver como que isso combina com o que o evento oferece.
11:29O que você viu mudar, Tracy, nesse mundo da inovação e da criatividade durante esses 40 anos?
11:36Você falou que o primeiro que você foi, foi 88, ano 2, a gente está entrando no 40º ano do
11:43SXSW.
11:44O que mudou?
11:45Olha, eu acho que como aconteceu no mundo inteiro, o evento fica um pouco mais, como é que você diz,
11:51cooperativo.
11:52Ou seja, não tão weird e assim, informal como era no início.
12:00Que tem uma máxima, né?
12:02Tipo assim weird, que continue deixando assim esquisita.
12:06Mas isso faz parte, eu acho que qualquer negócio que tem planeta de vida vai por essas mudanças.
12:12Em relação ao espaço das mulheres, você percebe?
12:15A gente está num quadro feminino, eu só entrevisto mulheres.
12:19Você percebe que as mulheres começaram a ocupar mais espaço dentro desse festival nesses últimos 40 anos?
12:27Ou se preocuparam?
12:29É uma pergunta difícil eu responder.
12:32De certa forma, sim.
12:33A gente tem mais mulheres no nível executivo, mas não tantos como eu queria.
12:39Vou falar assim.
12:40Porque é uma empresa fundada por três caras e esse olhar continua por muitos anos.
12:47É só agora que está mudando um pouco.
12:49Mas em relação ao palco também, no palco o número de mulheres aumentou?
12:54Não sei se te dizer.
12:56É, quer dizer, o Sapa tem um dever de casa que os painéis têm que ter um equilíbrio de gênero.
13:02Ah, é interessante.
13:03Tem que ser.
13:03Que se não tiver, a gente não apresenta a pauta, né?
13:07Ótimo.
13:08Então isso já ajuda muito.
13:09Essa ponte entre culturas, que você é uma grande especialista, na sua opinião, é mais estratégia ou mais sensibilidade?
13:18Ou as duas coisas?
13:19Acho que são as duas coisas, mas eu acho que como estratégia, é uma estratégia que eu acho que o
13:23Brasil poderia usar até mais, puxar até mais e não ter receio de parecer superficial de alguma forma por causa
13:31do futebol, por causa da música e carnaval.
13:35Eu acho que essas coisas são armas, as armas segredas, secretas que atraem as pessoas para entender mais sobre negócios,
13:41sobre o empreendedor mesmo e todas essas outras coisas que fazem parte do Brasil.
13:46A gente está falando de um cenário de inovação.
13:49Como construir autoridade nesse ambiente de inovação?
13:54A gente precisa cada vez mais de inovação, isso é fundamental.
13:58Essas transformações que a gente está acompanhando ao longo dos anos, mais especificamente quando a gente fala, inovação não é
14:05só tecnologia, mas focando na tecnologia, inteligência artificial, veio para ficar, não dá para resistir.
14:11Tanto que, óbvio que é uma das principais trilhas do AXSW, você é uma autoridade.
14:18É verdade, é verdade.
14:20As pessoas te olham assim, nossa, a Tracy Man, nossa, é teu telefone da Tracy Man, uau!
14:25Como construir essa autoridade?
14:28Eu acho que eu estudo, eu ouço, sabe?
14:30Eu procuro entender as coisas.
14:31Eu sou muito aberta, por natureza, eu sou muito aberta à coisa nova.
14:35Eu não resisto, sabe, coisas novas que vêm que podem desequilibrar a gente e tal, não.
14:40Eu estou muito afim de me aprofundar mais.
14:42Houve algum momento de dúvida durante a sua trajetória?
14:46Lula, desde o começo, você teve a certeza?
14:48Eu estou no caminho certo, é por aqui que eu quero seguir.
14:51Há muitas vezes, Deu, vem as dúvidas.
14:55Mas, realmente, de South By, sabe, eu gostei, sempre me senti em família, de certa forma.
15:02Então, foi sempre o patamar que eu queria seguir, mesmo quando procurava outros caminhos, de vez em quando.
15:08Mas, sempre deu certo pra mim.
15:10O que que esse livro aqui, que está na minha mão, revela que o mercado não sabe, tem que ler?
15:16O que que tem aqui dentro?
15:18Olha, eu acho que a minha vontade de ser músico, talvez não seja claro na minha biografia.
15:24É que eu estudei música.
15:25Mas você toca alguma coisa?
15:27Eu toco piano e compus músicas, assim, pra orchestra, coisa assim.
15:33E eu acho que revela uma Tracy bem vulnerável à vida, sabe?
15:39Eu não me restringi de falar coisas realmente vulneráveis.
15:44Pra criar a história de uma vida de uma mulher, uma moça, tentando se encontrar e se encontrando aqui no
15:51Brasil.
15:51Como é que a sua história, aí eu juntando Brasil, Estados Unidos, inovação, cultura, como é que isso tudo é
16:02o fio condutor?
16:03O que que é o fio condutor que une todas essas questões?
16:07Os lugares e as questões com as quais você trabalha?
16:12Aham, eu acho que é uma curiosidade.
16:14Uma curiosidade é uma vontade de sempre me aproximar às pessoas, sabe?
16:17Eu faço amizades profundas muito facilmente, porque eu sempre quero me aproximar e entender mais da pessoa, de você, o
16:25que que você pensa, o que que você faz, como que você vive, sabe?
16:28Essas perguntas, essas dúvidas, eu acho que são o fio que conecta todas essas áreas que você colocou agora.
16:35O Brasil te ajudou nisso?
16:36Você sempre foi uma pessoa assim?
16:38Eu não sei, eu era muito jovem antes de vir pra cá, é difícil dizer, mas eu acho que o
16:42Brasil, com certeza, me abriu de uma forma espetacular mesmo.
16:46Com que frequência você vem pra cá? Porque hoje em dia você não mora aqui mais.
16:49Não, eu não moro.
16:50Eu venho, bom, este ano venho cinco, seis vezes, que é muito, mas eu faço questão de vir três ou
16:56quatro vezes por ano.
16:58E perto do AXW, você se dedica totalmente ao Brasil.
17:03Isso mesmo.
17:04É, Tracy, pra gente encerrar, é uma delícia conversar com você.
17:07Pra gente encerrar, o que que significa pra você ser protagonista da sua própria história?
17:12Eu acho que de não ter medo, de não ter medo de nada que ninguém fala pra mim, ou faz
17:21uma crítica, ou indica que eu deveria ser outra, fazer outra coisa.
17:24Eu tenho segurança de mim mesma, é sempre comigo o caminho da minha vida.
17:32Muito obrigada, querida, uma delícia.
17:35Adorei, Cris.
17:35Eu também, conversar com você.
17:37Bom demais, obrigada.
17:38Obrigada.
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