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O IBGE divulgou que o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, somando R$ 12,7 trilhões. A agropecuária puxou a expansão, enquanto consumo e investimentos perderam força no segundo semestre.

Em entrevista, o ex-vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, avalia que o resultado veio dentro do esperado e reflete os efeitos do aperto monetário para conter a inflação.

A expectativa agora se volta para os próximos passos do Banco Central do Brasil e possíveis cortes na taxa de juros ao longo de 2026, além dos impactos do cenário internacional sobre a economia brasileira.

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Transcrição
00:00E aqui no Brasil a gente volta a falar de economia porque o PIB brasileiro fechou 2025 com um crescimento
00:06de 2,3% somando 12,7 trilhões de reais.
00:11Os dados foram divulgados agora há pouco pelo IBGE.
00:14A agropecuária puxou a expansão enquanto o consumo das famílias desacelerou e os investimentos perderam fôlego no fim do ano.
00:23Para analisar esses números e também os próximos passos da economia, converso agora com o ex-vice-presidente do Banco
00:30Mundial, Otaviano Canuto.
00:33Muito bom dia para você, seja bem-vindo aqui ao Premarket.
00:38Bom dia para vocês, bom dia para você também.
00:41Bom, Otaviano, a expectativa era de uma expansão de 2,2%.
00:46De fato, esse crescimento já estava esperado que fosse puxado pela agropecuária, de fato aconteceu.
00:54Resultado oficial, tivemos aí um crescimento de 2,3%.
00:59Que crescimento estamos vendo?
01:05O resultado veio, o número veio bem de acordo com as expectativas que estavam sendo formuladas.
01:11Acontece o seguinte, a economia sofreu uma desaceleração na segunda metade do ano passado,
01:20em grande medida como resultado esperado do aperto monetário,
01:26já que como política de combate à inflação, os juros foram colocados num patamar suficiente para desacelerar o consumo.
01:36Quer dizer, o número como um todo para o ano refletiu particularmente o desempenho na primeira metade.
01:42E como você bem observou, o desempenho da agricultura, a agricultura tem uma coisa sazonal,
01:48tem uma evolução mais forte em geral no primeiro trimestre do ano, no primeiro e segundo trimestre,
01:54que é o que deve inclusive ocorrer de novo agora em 2026.
02:01O crescimento econômico, 2,3%, implicando uma expansão do PIB por habitante em torno de 1,9%,
02:16está mais ou menos aquilo que está, digamos, com proximidade do que é o PIB,
02:22o crescimento potencial do PIB brasileiro.
02:24Em 2026, nós devemos ser também uma desaceleração em relação ao que foi 2024, sem surpresas.
02:37Está vendo, às vezes sem surpresa é bom, porque sem surpresa pode ser que pelo menos o plano está funcionando.
02:45Era sobre isso que eu queria te perguntar.
02:47Uma das questões que ficou ali um pouco no debate do ano passado foi a eficácia da política monetária,
02:54quer dizer, tem uma questão se política monetária e fiscal estavam ou não andando em linha,
02:59se o remédio da política monetária estava sendo mais amargo do que o necessário,
03:03porque a economia não desacelerava, desacelerou.
03:06Quer dizer que agora a gente está com algum grau de credibilidade aí da política um pouco maior?
03:11Como é que você vê essa questão?
03:13Eu creio que sim, que está demonstrando como a política monetária, conforme seguida,
03:21foi responsável por trazer para baixo o patamar da inflação.
03:26Nós, ontem, nós vimos pelas projeções do Boleto em Focos,
03:32como os agentes econômicos estão apostando, esperando que a inflação convija em direção à meta.
03:44E é por isso mesmo que, pelo menos até aqui, e não vai ter surpresa até lá,
03:50a gente deve ter o início do movimento de redução de taxas de juros a partir da reunião do Copom
03:57de Março.
03:58A política monetária teve que ser um pouco mais, digamos assim, apertada do que aquilo que muitos gostariam,
04:05por conta dos impulsos fiscais.
04:09Quer dizer, essa é a questão.
04:13Nós tivemos um desempenho de PIB puxado para cima nos últimos anos
04:18por conta da política fiscal expansiva.
04:21Ora, se você tem política fiscal expansiva,
04:25o efeito sobre a demanda agregada dessa política fiscal expansiva
04:29tem que ser compensado por política monetária um pouco mais dura do que a que seria
04:36se não tivesse impulso fiscal.
04:38Então, é uma espécie de opção que nós temos feito de elevação fiscal,
04:47ainda que isso implique em taxas de juros um pouco mais altas.
04:51Mas a inflação está baixando e a gente deve ter os desafios maiores vão vir principalmente no futuro.
05:02O próprio governo, qualquer que seja, vai ter que lidar com a necessidade de recalibrar a política fiscal.
05:11O uso do impulso fiscal, digamos assim, vai estar meio exaurido para quem quer que seja.
05:18Vai ter que ter alguma coisa nesse campo.
05:21Isso é para 2027.
05:25Então, o senhor vê que o resultado desse PIB muda o cenário econômico agora para 2026
05:32e queria trazer um pouco o contexto do conflito do Oriente Médio também para essa nossa conversa.
05:39Se o senhor acredita que o Banco Central pode, de fato, recalcular a rota nesse sentido
05:44do início do ciclo de corte de juros?
05:47Olha, a rigor, o efeito da guerra é duplo no seguinte sentido.
06:01Por um lado, os preços mais altos de petróleo, eles favorecem um país que é exportador de petróleo.
06:15Ao mesmo tempo, esse choque sobre o preço do petróleo, de um jeito ou de outro, ele vai eventualmente se
06:23transmitir internamente
06:24com uma passagem, com algum grau, de acordo com as regras vigentes de ajuste de preço de petróleo,
06:33uma média ou assim por diante.
06:37Então, isso vai ter um lado de choque sobre preços e inflação.
06:43que o resultado final sobre o PIB brasileiro vai impedir depender de um lado favorável do aumento do preço do
06:52petróleo,
06:53os termos de troca, do ganho, desde que se traduz em ganho para a economia,
06:58a por outro, como efeito depressivo de elevação de custos de gasolina,
07:04o que inclui abater na inflação lá mais adiante.
07:08Eu quero crer que o aumento do preço do petróleo, caso se manifeste uma forma de aumento de infrações de
07:18custos no Brasil e de preços,
07:20possa, digamos assim, reduzir o ritmo de ajustamento da taxa de juros para patamares mais baixos, mas não reverter.
07:31Eu quero crer que, no balanço, não muda muito na trajetória esperada para a política monetária,
07:42ainda que, como eu disse, o país favoreça o cupom sendo mais precavido e ir mais devagar na redução de
07:51taxa de juros.
07:52Conversamos com o ex-vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto,
07:56a quem eu agradeço mais uma vez a participação.
07:58Bom dia para o senhor. Até uma próxima.
08:01Bom dia. Atualmente, não. Pode ser sempre a Orfademia do Sals.
08:06E vai, Coríntia.
08:08Obrigada. Até uma próxima.
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