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A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de petróleo do Oriente Médio. Segundo a mídia iraniana, Teerã ameaçou incendiar embarcações que tentarem atravessar a passagem. Para falar sobre o assunto a Jovem Pan conversa com o professor de relações internacionais, Marcus Vinicius de Freitas.

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Transcrição
00:00Seguimos juntos aqui no Jornal da Manhã e voltamos a falar do conflito no Oriente Médio às 5 horas e
00:0650 minutos.
00:07Um assessor do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o estreito de Hormuz está fechado e mais,
00:14que os militares incendiarão qualquer navio que tente passar pela região.
00:20A gente conversa agora com o professor de Relações Internacionais, Marcos Vinícius de Freitas, que gentilmente atende a Jovem Pan
00:26mais uma vez.
00:28Professor, aquilo que se temia acontece que é o fechamento do estreito de Hormuz.
00:33A gente já tem citado aqui que é uma região por onde passam pelo menos 25% do petróleo ali
00:39naquela região,
00:40ou seja, um ponto extremamente importante economicamente.
00:44E o Irã fala em incendiar navios que tentem atravessá-lo.
00:49Até onde vai esse fechamento? É até o final da guerra?
00:53É possível que os Estados Unidos forcem essa abertura?
00:57Como é que o senhor vê mais essa ação, esse outro ingrediente no conflito, professor?
01:02Bom dia e bem-vindo.
01:03Bom dia, Donato. Prazer em conversar com você sempre.
01:06É interessante de pensar que uma das coisas que Donald Trump afirmou...
01:11Aumente ele um pouquinho lá.
01:13Uma das coisas que Donald Trump afirmou nesse processo todo que ele queria fazer
01:17era a troca de regime.
01:20E por troca de regime você acreditava que se o Ayatollah saísse, ele fosse eliminado,
01:28de alguma forma a situação mudaria, o que aparentemente não aconteceu.
01:33Então é muito difícil você falar de troca de regime sem que você tenha o exército em terra.
01:40E a mesma coisa seria necessária ali no controle do Estreito de Hormuz.
01:45Então seria necessário que os Estados Unidos tomassem controle para evitar que essa situação aconteça.
01:51O fato é de que a impressão que se tem é que Trump não pretende fazer esse tipo de coisa
01:56em razão do aumento da letalidade e do número de mortos que isso pode acontecer.
02:00Então desde o início se sabe que o Estreito de Hormuz é uma área que o Irã utilizaria necessariamente
02:08como uma forma de pressão internacional.
02:11Óbvio que também neste momento essa situação do Estreito de Hormuz prejudica, por exemplo, a China,
02:17que recebe uma grande parte do seu petróleo e que advém do Oriente Médio e passa por essa região.
02:24E também é de alguma maneira afetada por todo este conflito.
02:30Então ao mesmo tempo que é ruim para o mundo, como os Estados Unidos eles produzem petróleo
02:37e são os maiores produtores de petróleo do mundo e tem ali a capacidade de se autossustentar,
02:44essa situação atrapalha na questão de preços globais, mas não é um problema para o setor energético norte-americano,
02:52mas é para o resto do mundo e particularmente a China.
02:54Então é uma situação complexa porque de alguma forma é prejudicial para o mundo,
03:03mas também ajuda nos objetivos norte-americanos de longo prazo.
03:07Então é sempre uma questão estratégica nesse ponto todo.
03:13Mas uma grande questão é se Trump teria aí a vontade de colocar uma invasão terrestre
03:18no Estreito de Urbuns para o controle efetivo da região, o que me parece que não é a vontade.
03:24Pois é, ele até chegou a falar isso, falar sobre essa possibilidade.
03:28Por outro lado, o Pete Hegset, que é o secretário de Defesa, disse que não,
03:31não teremos o chamado boots on the ground, ou seja, as botas no solo.
03:35Isso não ocorreria, mas está meio dúbio ainda esse discurso.
03:38Professor, queria ouvi-lo a respeito dessas ações do Irã, por exemplo, na Arábia Saudita,
03:43nos Emirados Árabes, que a gente ouviu no fim de semana, no Bahrein e etc.
03:48E, por outro lado, o Hezbollah defendendo a ação do Irã e também sendo bombardeado por Israel.
03:56O Irã, como nação, como Estado, está ficando isolado à medida em que vai atingindo outros países
04:04e não tem o apoio de nenhuma outra nação explicitamente ali na região?
04:10Não, ele se isola. Por outro lado, o Nonato, ele faz a ação do Irã.
04:17A impressão que se tem quando se conversa com analistas a respeito deste tipo de situação
04:24é que, embora o Irã esteja agindo de uma maneira que possa parecer errática,
04:30de alguma forma eles conseguem dois objetivos aí, na região.
04:35Em primeiro lugar, os dois objetivos iranianos, vamos pensar assim.
04:41Em primeiro lugar, dar a impressão para os países que têm bases norte-americanas
04:48de que, de fato, o interesse dos Estados Unidos não é a proteção desses países,
04:54mas a proteção do Estado de Israel única e exclusivamente.
04:58Então, o fato de estes ataques estarem acontecendo impede e não se consegue evitar que eles aconteçam
05:09a evidenciar que o interesse de defesa dos Estados Unidos não é nesses países
05:16que são aí os grandes aliados dos Estados Unidos na região.
05:20Esse é o primeiro aspecto.
05:21O segundo aspecto da estratégia iraniana, pelo que nós temos apurado,
05:25é de transformar estes países que têm tido um laço de amizade com os Estados Unidos
05:34num novo Kuwait.
05:36O que significa isso?
05:38O Kuwait, antes da guerra do Iraque,
05:42antes da guerra do Iraque, era, assim, a grande coqueluche do Oriente Médio,
05:50em matéria de investimentos, em matéria de progresso e crescimento.
05:54E depois da guerra, a instabilidade e a situação que se gerou em razão da ação militar
06:03cria a perspectiva de que isto pode afetar efetivamente a economia do país.
06:09Então, por essa razão que isso, você vai se lembrar que uma das coisas que os iranianos
06:15fizeram na ocasião, que os iraquianos fizeram na ocasião,
06:18foi justamente a queima dos poços de petróleo, tudo isso.
06:24Então, foi a ação que o Iraque utilizou, que desvalorizou o Kuwait
06:28e que o Irã agora também parte do mesmo pressuposto,
06:32porque, veja, torna, por exemplo, Dubai instável,
06:37não é como um ponto de turismo, torna a Abu Dhabi instável como um ponto de turismo.
06:42Então, isso afeta economicamente a região.
06:45Então, essa é a estratégia iraniana, pelo que a gente observa.
06:48É isso, professor Marcos Vinícius de Freitas,
06:50analisando com a gente esse momento do conflito,
06:53especialmente fechamento do Estreito de Hormuz,
06:56ataque a representações americanas na Arábia Saudita,
06:59e, por outro lado, a ação de Israel no Líbano, atingindo o Hezbollah.
07:03Obrigado, professor.
07:04Segue com a gente.
07:05Daqui a pouco o senhor volta com outras análises por aqui.
07:07Muito obrigado.
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