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A escalada envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã voltou a expor a forte dependência global do petróleo. A instabilidade no Oriente Médio pressiona os preços do barril e levanta preocupações sobre segurança energética e abastecimento internacional. No quadro JP Sustentável desta segunda-feira (02), a comentarista Patrícia Costa analisou o assunto.

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Transcrição
00:00Com o conflito no Oriente Médio, o petróleo subiu 9%.
00:04O Rodrigo Viga tem mais informações, ele que é praticamente o nosso especialista aqui em Petrobras,
00:10em mercado de petróleo, ao vivo de um posto de combustíveis no Rio de Janeiro.
00:14O que esperar na bomba? Já tem alguma expectativa, Viga?
00:20Tomara que não venha bomba por aí, né, meu carabia?
00:22Bomba não no sentido literal da palavra, mas bomba no sentido de aumento de preço de combustíveis.
00:28Vamos lá, conversei com o Fonte da Petrobras, que é a formadora de preços aqui no mercado interno, no mercado
00:35brasileiro.
00:36E aí elas me disseram que a semana vai ser de observação, calma, tranquilidade e cautela,
00:42para não fazer o movimento precipitar, depois ter que voltar atrás.
00:46Porém, contundo e tretanto, todavia, como diz a norma culta da língua,
00:50é preciso ficar atento a uma série de questões, uma série de variáveis em meio a esse conflito entre Estados
00:56Unidos e Irã,
00:57que abrange também aliados norte-americanos, ali na região do Golfo, na região do Oriente Médio.
01:02Que questões são essas?
01:03Minha cara, Bia, Cine, ouvintes, espectadores e internautas da Javanpan.
01:07Primeira questão, como ficam aí os ataques em eventuais instalações de petróleo?
01:13A gente tem informação que hoje uma refinaria da Aranco, que é uma gigante do mercado mundial de petróleo,
01:19com capacidade diária de meio milhão de processamento de barrigo de petróleo,
01:23teve de parar por conta desses ataques.
01:26Então, você está reduzindo, consequentemente, no curto prazo, a oferta de derivados de petróleo.
01:32Quando a gente fala em derivados, está falando de óleo diesel, gasolina e outros combustíveis.
01:37Ponto número dois.
01:38Como é que fica a situação do Estreito de Hormuz,
01:41que fica ali na região do Golfo de Oman?
01:45Nunca na história ele foi plenamente fechado, bloqueado por muito tempo.
01:51Mas se assim fizer, se assim acontecer este ano, vai ser uma dor de cabeça danada.
01:56Porque por ali passam cerca de 20%, até 15 milhões diariamente, de barris de petróleo.
02:02Uma terceira variável importante, Bia, Cine, ouvintes, espectadores e internautas da Jovem Pan,
02:07é ver como é que vai se comportar a OPEP, o cartel dos grandes produtores de petróleo do mundo,
02:13que já tem se manifestado na possibilidade de aumentar a oferta de petróleo
02:17e dar uma certa equilibrada no preço do barril do petróleo do tipo brand,
02:21que está disparando, já está ali perto dos 80 dólares.
02:24A gente falava um pouco mais cedo que já estava subindo antes do conflito,
02:27agora com o conflito, a tendência é daquele choque de curto prazo.
02:31E por último, minha cara Bia, ouvintes, espectadores e internautas da Jovem Pan,
02:35é preciso olhar como é que vai ser o comportamento do dólar.
02:37Porque a equação de preços da Petrobras tem o Brent como uma referência e o dólar.
02:43Se ficar o mundo inteiro meio assustado, apavorado com o ataque norte-americano,
02:48como isso vai refletir na economia, gastos com defesa,
02:52pode haver uma fuga de investimentos de dólares dos Estados Unidos para mercados emergentes,
02:56no caso, o mercado brasileiro.
02:58Isso poderia derrubar a moeda norte-americana por aqui e, de certa forma, compensar essa alta do Brent.
03:04São muitas questões, são muitas variáveis, mas as fontes dizem o seguinte,
03:08a semana é de observação.
03:10Se o barril do petróleo ficar operando acima de 80 na semana que vem,
03:15com tendência de crescimento, aí sim pode haver um ajuste no preço
03:18aqui no mercado interno de diesel e ou de gasolina.
03:23Esse é o cenário de momento, minha cara Bia.
03:27É, e acaba puxando o etanol também, né, porque um vai regulando o outro.
03:30Obrigada, Viga, pelas informações, pela aula aí que você trouxe para a gente.
03:34Vamos ficar atentos, então, a essa cotação nos próximos dias.
03:37Eu quero avançar um pouquinho nesse assunto relacionado ao petróleo,
03:39porque toda vez que tem um conflito de um país que tem uma produção muito grande de petróleo,
03:43isso expõe a necessidade que outros países do mundo têm dessa commodity.
03:49E também expõe a necessidade de uma transição energética, né, Patrícia Costa?
03:53Vamos trazer isso um pouco para o nosso JP Sustentável também?
03:57É, não é só uma agenda climática nesse momento, né,
04:00a gente está falando de um combustível fóssil que é produzido justamente em países que vivem em conflito
04:05e toda vez que o resto do mundo depende disso, mexe com a nossa inflação, com o transporte,
04:10vai até para o nosso alimento, então impacta todos nós.
04:14E a China já entendeu isso, por isso que 60% dos investimentos em energias renováveis,
04:19e a gente está vendo aí a eólica, por exemplo, os minerais raros,
04:23aqueles críticos disputados agora, principalmente pelos Estados Unidos,
04:28a China domina esse mercado porque justamente faz o que?
04:31Faz essas turbinas eólicas aí.
04:33Então a China tem feito isso de forma muito consistente,
04:38ela tem produzido muita energia renovável e, claro,
04:41ela sofre aí o impacto desse petróleo aí porque importa muito do Irã,
04:46mas é um país que tem trabalhado para não ficar refém dos combustíveis fósseis.
04:51Então ela já tem uma matriz de carros ali, de veículos, eletrificada,
04:56você vai para a China, você quase nem ouve mais barulho de transporte,
04:59ela investe em energias renováveis como a muralha chinesa,
05:03que agora a solar é a maior do mundo,
05:05em energia eólica, nos minerais críticos.
05:08Então, agora essa agenda ambiental também pode se tornar uma estratégia aí geopolítica
05:14e também para a gente diminuir a produção, porque tem isso também, né?
05:18Quando a gente afeta aí a produção de um país, a gente intensifica do outro lado,
05:22mais emissões, tudo aquilo que a gente também combate na agenda climática global.
05:27Então a gente tem uma alternativa aí que se o mundo olhar com um olhar mais positivo
05:31em investimentos, talvez a gente fique menos refém desses conflitos atuais.
05:36Muito bom, Patrícia Costa, obrigado, bom trabalho para você.
05:39Obrigada, você também, feliz aniversário.
05:41Agora, parabéns.
05:43Valeu, até mais.
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