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Assessor do presidente Lula afirmou que "ninguém é juiz do mundo", ao comentar sobre ataque dos EUA e Israel ao Irã.

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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#CelsoAmorim #Lula #GuerraNoIra

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Transcrição
00:00E eu convido para quem está assistindo a gente no YouTube, que tem o chat, a gente tem a enquete.
00:06A pergunta é quem o Brasil deveria mandar, enviar para o velório de Camenei?
00:12Primeira opção Celso Amorim, segunda opção Geraldo Alckmin, terceira opção Lula e quarta opção Janja.
00:21Então a pergunta é quem o Brasil deveria enviar para o velório de Camenei?
00:26E falando aí no Celso Amorim, que está entre as opções, o assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais
00:33condenou nessa segunda a eliminação do Ayatollah Alicamenei.
00:38Em entrevista à Globo News, Amorim afirmou que ninguém é juiz do mundo.
00:44Matar um líder de um país que está em exercício é condenável e inaceitável.
00:53Devemos nos preparar para o pior.
00:56Esse é o comentário de Celso Amorim.
00:59Vocês estão acompanhando aí a reportagem que a gente publicou no Antagonista.
01:04E aí peço para André Leicht e Igor Sabino comentarem aí essa frase do Celso Amorim.
01:12André, você primeiro. O que você achou?
01:13Eu vou comentar porque eu vou precisar sair que eu tenho uma outra entrevista logo depois.
01:20Mas eu poderia comentar o seguinte.
01:23Essa política externa de não ação, de inação perante ações de países como o regime dos Ayatollahs
01:33é o que gerou no passado a invasão da Rússia à Ucrânia, é o que gerou guerras no mundo inteiro
01:43nos últimos 70, 80 anos.
01:45Inclusive, talvez ele falaria essa frase depois que Hitler invadiu a Polônia.
01:52Ele falaria que não há motivo para tentar assassinar Hitler porque deveriam negociar com ele e chegar em um acordo
01:58de paz.
01:59Então, assim, tem um limite de quanto a diplomacia pode funcionar.
02:04O Irã violou o direito internacional todos os dias desde a Revolução Irâniana, da Revolução Islâmica em 79.
02:14Todos os dias. O Irã é um grande violador do direito internacional.
02:18Então, o direito internacional tenta ser seguido pelas potências, pelos países democráticos.
02:24Mas no momento que você tem aí uma ação catastrófica que está para acontecer,
02:31você precisa tomar uma ação e essa ação, às vezes, é o uso da força quando o outro lado não
02:37consegue chegar nas suas condições.
02:41Se o Irã fosse um país religioso fundamentalista que não incomodasse nenhum outro país na região,
02:46que não apoiasse grupos terroristas, que não criasse um programa nuclear ilegal,
02:51porque ele é signatário do TNPI, do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
02:56Se ele não ameaçasse destruir Israel, ninguém ia mexer com o regime,
03:01ninguém ia atentar contra a vida do líder do Ayatollah Ali Khamenei.
03:06Mas uma vez que eles não fizeram isso, eles sim fizeram ao contrário de tudo que eu acabei de citar,
03:11então, o líder de um regime que cria terror, também, que é, no fim do dia, uma inegalidade do começo
03:20ao fim,
03:21o terrorismo que o Irã criou, acabou sendo alvejado também por um ataque em seu próprio palácio.
03:27André Leisch, muito obrigado pela participação aqui no Papo Antagonista.
03:32Obrigado, um grande abraço a todos.
03:35A gente segue com Igor Sabino. Igor, quer comentar essa declaração também do Celso Amorim?
03:41Sim, eu acho muito irônico o posicionamento que o Celso Amorim tem em relação ao Irã,
03:48até porque não é de hoje que o Celso Amorim fecha os olhos ou tenta justificar as violações de direitos
03:53humanos que o Irã comete.
03:55Como foi mencionado no início do programa, um dos eliminados por Israel, no último fim de semana,
04:01foi o Marmuda Armadinejá, o ex-presidente do Irã.
04:04E ele esteve no Brasil em 2009, na época também do governo Lula.
04:08E o Amorim, em seu livro de memórias, Teran Ramalai Doha,
04:12ele fala que mesmo o Armadinejá sendo abertamente homofóbico,
04:18sendo negacionista do Holocausto, Lula teria censurado ele em privado
04:23e ele achou que as críticas da mídia na época tinham sido exageradas.
04:28E a desculpa que o Celso Amorim dá sempre para continuar se negando a condenar o Irã
04:34é de que o Brasil lhe preza pela ordem internacional, pelo multilateralismo.
04:40Esse, inclusive, tem esse discurso atual de que o Brasil é contra a agressão, como eles disseram,
04:46de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, porque a gente está lutando pelo multilateralismo.
04:51O próprio Lula já falou várias vezes que o problema é porque a ONU está enfraquecida no multilateralismo.
04:56Só que quando a gente chega nos fóruns multilaterais,
05:00quando a gente vê resoluções para condenar o Irã no Conselho de Direitos Humanos da ONU,
05:05por violar os direitos humanos das mulheres, por reprimir protestos, por massacrar civis,
05:10a postura do Brasil sempre é de se abster.
05:13Então, essa preocupação com a ordem internacional é seletiva,
05:17porque os atores que mais violam essa ordem na prática, o Brasil silencia.
05:23E a crítica, ela só é dura, ela só é pesada quando envolve o Ocidente,
05:27quando envolve Israel, quando envolve os Estados Unidos,
05:30mas quando é o Irã, quando é a Rússia,
05:32sempre é esse suporte e preocupação com a ordem internacional e esse discurso do sul global.
05:37Então, é claro o viés que o Celso Amorim, em particular, tem de apoio a esse regime iraniano.
05:47Madá, quer fazer uma pergunta?
05:48E como que fica a posição do Brasil nessas relações todas?
05:57Porque a gente vê que não é a escolha do povo brasileiro,
06:02mas é efetivamente a escolha do governo.
06:05E já há relatos, assim, a esquerda toda falando que no Irã as mulheres podem ser engenheiras
06:14e que tem muito mais estudantes de matemática.
06:18Eu não sei de onde surgiu esse negócio, mas isso ficou muito forte.
06:20Um questionamento, inclusive, para vocês, liberdade a usar minissaia
06:26e não poder estudar engenharia.
06:29A esquerda tem essa vibe.
06:31Um país que assassinou não sei quantas mil mulheres,
06:34que joga gay de cima de prédio.
06:37Então, como que fica a posição do Brasil em si na comunidade internacional?
06:45Bom, a gente sabe que, de fato, a maior parte da população brasileira
06:50tem uma opinião contrária ao regime iraniano.
06:53E isso são dados.
06:53Ano passado, a Sendo de Volos Brasil mesmo fez uma peça de opinião
06:57e mostrou que a maior parte dos brasileiros, mais de 50%,
06:59é contrária a essa aproximação com o Irã.
07:03Mas a maneira como a nossa política externa é feita, como que ela é formulada,
07:10acaba que o executivo tem um poder muito maior de defini-la.
07:15Então, é algo que muda bastante de acordo com o presidente.
07:19No caso do Irã, o Brasil tem, sim, interesses comerciais,
07:23questão de exportação para o Irã.
07:26Do mesmo jeito que o Brasil também tem interesses comerciais com os países do Golfo.
07:31Então, a gente vê o Lula, ele voltou recentemente dos Emirados Árabes.
07:35Então, a primeira nota que o Itamaraty lançou
07:38foi uma nota criticando os Estados Unidos e Israel.
07:42Ainda assim, um tom bem diferente do que era usado
07:44quando Israel era crítica só a Israel,
07:48mas pelo fato dos Estados Unidos também estar envolvido,
07:51do Trump ter falado que é próximo do Lula.
07:53Então, a gente já vê uma mudança.
07:55E depois, a gente vê uma condenação que o Brasil lançou,
07:59quase que obrigado, por conta dos ataques aos países do Golfo.
08:02Mas o que eu percebo é que existe uma visão,
08:06principalmente em setores da esquerda brasileira,
08:10de apoio ao Irã, por conta de uma ideia decolonial,
08:15de enxergar o mundo no sul-global,
08:17de que o Irã seria uma forma de resistência ao imperialismo americano.
08:22Só que essas pessoas, elas ignoram o fato de que o Irã
08:25é um regime que, além de todas essas coisas que a gente já mencionou,
08:29que é super antiprogressista, que viola o direito de mãos das mulheres,
08:33dos LGBTs, o Irã é o país que mais tem cirurgia de designação sexual.
08:39Por quê? Porque eles não aceitam a existência de homens gays,
08:41obrigam os homens a se tornarem mulheres trans.
08:45Isso é uma coisa que não é falada aqui na esquerda.
08:48Mas eles passam esse pressuposto de que o Irã está desafiando a hegemonia americana,
08:53mas ignora também que o Irã financia grupos terroristas
08:57que causaram conflitos em vários países do Oriente Médio.
09:02Então o Irã também é expansionista, ele também é imperialista.
09:05O Irã se meteu na soberania do Líbano, do Iraque, da Síria e de vários outros.
09:12E uma coisa que eu acho que é muito irônico nessa ideia de sub-global,
09:17de decolonialidade dos BRICS,
09:19é porque a gente viu que o próprio Irã está atacando um país dos BRICS.
09:23O Irã, em 48 horas, atacou mais países árabes do que Israel ao longo de toda a sua história.
09:30E a gente está falando do mês mais sagrado dos muçulmanos, que é o Ramadã,
09:34e o Irã segue atacando.
09:36Então eu acho que a única coisa que explica essa postura que alguns setores da esquerda têm aqui no Brasil
09:43foi algo que eu vi, esse termo recentemente alguém colocou na internet,
09:47que é uma empatia suicida.
09:49Então em nome dessa coisa de as minorias se apoiarem,
09:54esse discurso decolonial, eles acabam apoiando regimes
09:57que se estivessem em vigor no Brasil, por exemplo, estariam massacrando-os.
10:06Obrigado.
10:08Obrigado.
10:09Obrigado.
10:11Obrigado.
10:15Obrigado.
10:16Obrigado.
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