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Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, novas sirenes soaram em Israel enquanto o Irã intensifica ataques com mísseis e drones contra alvos na região, incluindo Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Em entrevista ao vivo, o professor de relações internacionais do Ibmec, Alexandre Pires, analisou o cenário militar, destacando o papel de Israel na ofensiva inicial, o posicionamento estratégico dos Estados Unidos com porta-aviões na região e a capacidade balística iraniana. O especialista também explicou os riscos envolvendo o enriquecimento de urânio pelo Irã e o impacto geopolítico da possível ampliação do conflito.

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Transcrição
00:00Boa, Pablo. Siga aqui junto comigo porque tem conversa ao vivo e é legal que você participe.
00:06A gente traz agora ao vivo o Alexandre Pires, professor de Relações Internacionais do IBMEC de São Paulo,
00:12que já está aqui agora, conectado com a nossa audiência nesta manhã de sábado.
00:17Tudo bem, professor? Bom dia, boa tarde, já meio de 40, seja muito bem-vindo.
00:22Boa tarde, Natália, boa tarde, Pablo, uma satisfação estar com vocês.
00:26A gente que agradece sua disponibilidade. Professor, a gente sabe do tamanho do deslocamento de forças militares e porta-aviões
00:35dos Estados Unidos.
00:37Sabemos também que o Irã não é qualquer um e que tem recursos para resistir, para atacar e, de fato,
00:46já tem feito isso.
00:48Queria que você ajudasse a gente a entender, professor, de tudo isso que está em jogo.
00:53O que já foi usado? O que ainda pode estar por vir?
00:57Quando nós olhamos o ataque, as poucas imagens que nós tivemos acesso,
01:02eu tenho a impressão que a maioria do material militar que foi lançado no Irã vem de Israel.
01:10Até pelas rotas e pelas áreas que foram atingidas, vem de Israel.
01:15Então, digamos que, por enquanto, os porta-aviões e também ali destroyers,
01:22eles devem estar servindo só como, digamos, um amparo para a proteção aérea.
01:30Porque Tomahawks, que seriam os mísseis que esses porta-aviões têm, nem apareceram.
01:37Aí a destruição seria muito mais massiva do que essa que nós estamos vendo.
01:43Então, vai ter um desenvolvimento dessa guerra ainda.
01:48Ela ainda não está no seu máximo, nem de longe.
01:52E nós já sabemos que o Irã usou, sim, excelentes mísseis balísticos.
01:57Ele conseguiu chegar no território israelense.
02:01Os Patriots, que são a defesa aérea israelense e também os Tades,
02:07falharam em alguns momentos, provavelmente por saturação, ou seja, muitos mísseis vindo.
02:12Outros países também acionaram suas defesas.
02:15A Jordânia falou que conseguiu abater mísseis que iam para o território jordaniano,
02:21não estavam passando pelo espaço aéreo.
02:24Então, você já tem ali uma primeira saraivada na casa de centenas de mísseis de ambos os lados.
02:31A grande questão, Natália, você deve lembrar do ano passado,
02:35quando houve a Guerra dos Doze Dias,
02:37é que o Irã começou muito forte, mantendo uma bateria muito forte de ataques,
02:42e depois ele reduziu os ataques, conservando os estoques,
02:46porque é um estoque muito difícil de ser reposto.
02:50E, claro, não vai vir nem pela China e nem pela Rússia com facilidade um apoio nesse sentido.
02:55Então, agora foi um ataque de... uma retaliação com um aspecto psicológico,
03:02mas amanhã talvez nós não estejamos vendo 100, 200 mísseis sendo disparados
03:07e 7 países sendo atingidos.
03:11Pabllo, seu ponto agora.
03:13Alexandre, inclusive, eu queria que você pudesse voltar alguns capítulos para a gente,
03:19porque, às vezes, a gente vai seguindo na história e aprofundando ela,
03:24tentando até trazer alguns possíveis passos futuros, né?
03:29Mas, às vezes, parte da nossa audiência acaba não entendendo
03:32até o palavreado Donald Trump quando ele diz que o Irã é uma ameaça para os Estados Unidos.
03:39Que tipo de ameaça que é essa que ele sempre está falando, né?
03:43O Irã, por acaso, estaria atacando os Estados Unidos?
03:49Tem ameaças realmente proferidas, né?
03:52Qual é o perigo para os Estados Unidos com o Irã enriquecendo urânio,
03:58tendo ogivas, sendo um grande produtor de petróleo?
04:03Um ponto que nós não percebemos muitas vezes é que,
04:07do ponto de vista tecnológico civil e do tecnológico militar,
04:11o Irã é uma potência acima do nível médio, né?
04:16Ou seja, ela é bem avançada em algumas tecnologias.
04:19Por exemplo, até acima do Brasil em algumas tecnologias críticas
04:23ligadas a foguetes e outros países similares.
04:26E, hoje, os mísseis balísticos do Irã conseguem chegar à Europa.
04:32Isso já está definido e já é parte da inteligência ocidental
04:38saber que a Europa está no raio de alcance.
04:41É claro que eles têm mísseis de curto, médio e longo alcance
04:44e estão desenvolvendo esses mísseis para tentar transpor essa limitação
04:49e conseguir atingir alvos americanos.
04:52Tanto é que houve ali condenações, por exemplo, da Austrália,
04:56que já se sente próximo desse raio de alcance.
04:59O Japão está ficando próximo desse raio de alcance.
05:03Ou seja, a capacidade destrutiva fica muito maior.
05:06Mas tem um outro problema, Pabllo, pegando o seu gancho.
05:09O Irã tem capacidade nuclear e ele enriqueceu o urânio a 60%.
05:15A 60% já tem fins militares, mas seria uma ogiva praticamente muito pesada,
05:23muito complicada de ser operada.
05:26Ou seja, muito pesada mesmo, literalmente grande.
05:30Então, serviria mais como uma bomba suja e tal.
05:36Professor, desculpa te interromper.
05:38Vou pedir para você segurar um pouquinho.
05:39A gente já retoma a conversa, mas é que tem imagens ao vivo chegando.
05:43E o Renan de Souza também se conectando aqui com a gente
05:46para trazer informações atualizadas de ataques neste momento em Israel.
05:52Então, estamos em Breaking News, seguimos em Breaking News,
05:55agora com imagens ao vivo.
05:57E o Renan de Souza está de volta com essas atualizações.
06:01Por favor, Renan.
06:02Sirene soando, inclusive.
06:04Pois é, Nath.
06:04As sirenes, durante o dia inteiro, têm tocado em Israel pelo país inteiro.
06:10E justamente essa resposta do Irã, que está atacando aqui todos os países da região,
06:15não só aqui a BAB e os Emirados Árabes Unidos como um todo,
06:20mas também a região como um todo.
06:22E Israel, o exército israelense, ele atualiza de momento em momento
06:27as sirenes que tocam.
06:29E basicamente, quando a gente olha o mapa,
06:32a gente está falando do país inteiro em alerta,
06:35as sirenes tocando a todo momento.
06:37Eu queria trazer uma outra atualização aqui da região do Golfo, Nath,
06:42que é em relação ao Kuwait.
06:44O Kuwait confirmou que houve um drone que conseguiu atingir o Terminal 1 do Kuwait.
06:51Algumas pessoas ficaram feridas nesse ataque,
06:54mas é a confirmação de oficiais, funcionários do governo,
06:58de que o Terminal 1 teria sido atingido por um drone.
07:02Esse drone, muito provavelmente, vindo do Irã.
07:06Então, a situação, como eu tenho sempre falado,
07:08ela é muito fluida, que ela vai mudando a cada segundo.
07:11Inclusive, na minha última entrada,
07:14eu dizia que estava ouvindo sons, explosões aqui em Abu Dhabi.
07:18E agora há pouco, os Emirados Árabes Unidos confirmaram
07:21que se tratava da terceira onda de ataque só hoje,
07:25aqui aos Emirados Árabes Unidos, a Abu Dhabi e também Dubai.
07:29Tenham conhecidos, amigos brasileiros que estão em Dubai e relatam também barulhos.
07:35Inclusive, alguns me relataram há alguns minutos
07:39sobre explosões fortes que acabam estremecendo a casa.
07:43Você sente a estrutura estremecendo, como eu relatava,
07:46porque são esses mísseis interceptados em altitude.
07:50Então, acaba que essa vibração assusta muita gente.
07:54Mas esses são os últimos desenvolvimentos aqui da região.
07:58E há uma perspectiva, uma expectativa,
08:01que a qualquer momento, mais tarde, o Ayatollah Khamenei,
08:05o líder do Irã, possa falar, fazer um pronunciamento à nação.
08:09Porque, na minha última entrada, eu explicava
08:11que o ministro das Relações Exteriores do Irã
08:13disse que ele está vivo.
08:15E aí surgiu a informação de que, inclusive,
08:17ele pode falar mais tarde.
08:19E aí a gente pode entender também como o Irã vai estruturar
08:24a sua resposta militar às nações aqui do Golfo
08:28e também aos Estados Unidos e à Israel.
08:31Nath.
08:31Enquanto o Renan vai trazendo as informações,
08:34a gente ouviu sirenes.
08:35Ouvimos sons que parecem ser de bombas
08:38ou da interceptação de mísseis balísticos e de drones.
08:43Então, muita coisa acontecendo.
08:45E, aos poucos, a gente vai se interando.
08:47Você acompanha imagens ao vivo direto de Tel Aviv.
08:51E, muito obrigada, Renan.
08:53Você volta, claro.
08:54A prioridade é sua.
08:56Qualquer momento que tiver novas informações.
08:58E, professor Alexandre Pires e o Pablo Valle
09:01continuaram aqui comigo, acompanharam essas informações,
09:04essas imagens também.
09:06Professor, como que o senhor viu, então,
09:08essas últimas notícias e atualizações,
09:12agora direto de Tel Aviv, onde sirenes voltaram a tocar?
09:16Você tem o Irã tentando atingir alvos.
09:20Tel Aviv não vai ser o alvo principal.
09:23Eles têm concentrado muitos esforços do norte de Israel,
09:26que é uma região que tem maior dificuldade de defesa aérea.
09:31Essas imagens, inclusive, eu não sei exatamente onde estão.
09:36Mas a região que sofreu, inclusive, no ano passado,
09:40em que o Irã teve mais sucesso, foi justamente o norte de Israel.
09:44No caso de Tel Aviv, a defesa aérea é muito mais robustecida,
09:50consegue interceptar mais mísseis.
09:53Mas mostra que nós já estamos indo aí para 10 horas desse conflito.
09:59Começou às 3 da manhã de Brasília e a continuidade dos ataques é impressionante.
10:07Mostra, sim, que o Irã estava preparado para uma retaliação brutal
10:13e só não sabemos se duradoura.
10:16Quero agradecer demais, professor Alexandre Pires,
10:20de Relações Internacionais, pela participação ao vivo.
10:23Muito obrigada.
10:24Provavelmente a gente vai voltar a se falar ao longo dos próximos dias.
10:27Então, até a próxima, professor.
10:29Até a próxima, que eu agradeço.
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