00:00E ontem a Embaixada dos Estados Unidos em Israel autorizou a saída de funcionários não essenciais,
00:07já diante da possibilidade de um ataque ao Irã.
00:09Num comunicado publicado em seu site, a representação diplomática informou que o Departamento de Estado
00:15permitiu a retirada de servidores considerados não essenciais e de seus familiares,
00:21abre aspas, devido a riscos à segurança.
00:23A Embaixada também orientou que cidadãos avaliem deixar Israel enquanto ainda houvesse voos comerciais disponíveis.
00:33Esse anúncio foi feito no mesmo dia em que o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald Ford
00:40deve chegar ao norte de Israel como parte do reforço da presença militar americana no Oriente Médio,
00:46diante da possibilidade de uma ofensiva contra o Irã.
00:51E o Pablo Valer já está aqui de volta comigo, nessa cobertura especial,
00:57porque nessa recente rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano,
01:04isso tudo aconteceu na última quinta-feira, falamos muito disso, né, Pablo, ao longo dessa semana,
01:09olhos voltados para Genebra.
01:11E segundo os enviados americanos, esse encontro foi produtivo
01:15e uma nova reunião tinha ficado marcada para a próxima segunda-feira agora, né, dia 2 de março.
01:22Para entender melhor essa dinâmica, o histórico dos conflitos entre Irã e Estados Unidos,
01:29então, Pablo, já está de volta e a gente tem algumas artes, né,
01:33para ilustrar e ajudar a gente a entender, inclusive, geograficamente o que está acontecendo.
01:38Muitos pontos para a gente entender mesmo toda a situação, ter uma visão bem de cima.
01:43E até isso que você comentava, né, Nath,
01:45é talvez uma das informações mais curiosas sobre tudo isso,
01:51porque realmente essa semana a gente comentava sobre,
01:53e ao fim da semana a notícia é de que tinha se arrefecido um pouco a situação.
01:59Até o petróleo, né, a cotação do petróleo cedeu, ele caiu um pouco.
02:03Até como um fator de mercado mesmo, foi dito muito isso, né,
02:06que o petróleo voltou a baixar.
02:07Tanto porque a OPEP anunciou que estava muito estável em produção
02:11e também porque essa tensão entre Irã e Estados Unidos tinha diminuído bastante.
02:18Então, estava todo mundo mais tranquilo.
02:20E aí, de repente, né, aquele fator sempre de surpresa,
02:24que é Donald Trump faz agora, no caso, manda, né,
02:28pede esse ataque durante essa noite e todos nós fomos pegos, então, de surpresa.
02:33Mas, é claro, ele tem muito mais informações do que qualquer imprensa de qualquer país,
02:39inclusive até a americana.
02:41Exato, é, às vezes, né, na informação oficial, é,
02:45estamos negociando com vistas aí a um acordo e etc.
02:51Mas as movimentações militares, para quem acompanha de perto, já davam pistas de fia.
02:56E isso é até estratégico também, né?
02:58Olha, estamos mais tranquilos com a situação.
03:00E aí, deixa o inimigo, quem sabe, até mais sossegado.
03:04E aí, de repente, tem um ataque como esse.
03:07Vamos lá, aqui na tela, instalações nucleares do Irã, Pablo.
03:10É, pois é, que é isso o que incomoda e muito os Estados Unidos.
03:13O que o Irã sempre falou, historicamente, né,
03:15Lá desde 79, quando já houve toda aquela tensão de uma revolução islâmica, né?
03:23E que derrubaram, inclusive, o governo e virou, então, um regime teocrático.
03:29É por conta disso daqui.
03:31Instalações nucleares que eles dizem que são para gerar energia para o país.
03:37Energia mesmo, do dia a dia, nas casas.
03:39Ou até também para outros tipos de produção, em maquinário e tudo mais.
03:45Só que é uma desculpa que nunca colou para os Estados Unidos, com a CIA lá dentro.
03:50Deixa eu só trazer uma informação que acaba de chegar aqui.
03:53A gente já retoma isso.
03:54Segundo a Reuters, o ministro de defesa iraniano foi morto.
03:59Então, daqui a pouco, a gente vai trazer mais detalhes sobre isso.
04:02Mas chega essa primeira informação importante, né?
04:06E que pode, claro, mexer muito com o andamento das coisas.
04:09Informação que chega agora de que o ministro, então, da defesa iraniano teria sido morto nessa operação.
04:16Sim, com certeza.
04:17Então, algum dos alvos mais importantes agora, então, foi abatido.
04:21E aqui estão os pontos.
04:23A gente vê que realmente não são poucos, né?
04:26Até também, quando a gente fala ainda de energia, diríamos que está bem distribuído, né?
04:31Pode ser que eles realmente queiram ter pontos de geração de energia em vários lugares do país, né?
04:37Mas, para os Estados Unidos, não tem conversa.
04:39Isso daqui é enriquecimento de urânio para fazer ogivas nucleares, que é o medo, então.
04:45E me chama a atenção, porque, assim, a gente não está falando de um país pequeno, né?
04:49O Irã é um país grande, um território extenso.
04:54E com essas instalações nucleares muito espalhadas e, muitas vezes, concentradas aqui,
04:59mas para o meio, né, do país, o que deve ser desafiador no sentido de planejar ataques, né?
05:06Inclusive, eu vejo que esse ponto aqui, essa instalação nuclear de fordo, inclusive, é dentro de uma montanha.
05:13Então, realmente difícil de chegar, de atingir, caro também, né?
05:17Sim, e que também acaba gerando mais desconfiança ainda, né?
05:20Do porquê que uma usina nuclear estaria em um lugar tão remoto, tão isolada assim.
05:27Sempre houve informações que não colavam, né?
05:31Que elas não tinham uma conclusão satisfatória para os Estados Unidos, né?
05:35Mas aqui, então, só para vocês entenderem que existem muitos pontos para esse enriquecimento do urânio.
05:41A gente tem mais telas aqui, várias para vocês...
05:43Vamos, então, para mais uma.
05:44É, com a gente, ó, o alcance dos mísseis iranianos agora e também as bases de lançamentos que eles têm,
05:50né?
05:51Aí você percebe, inclusive, que também estão algumas, coincidentemente ou não,
05:57junto dessas áreas de usinas nucleares.
06:02Mas, inclusive, olha só, aquele conglomerado que existe ali mais perto de Teherã e até nessa área que a Nath
06:08falou,
06:08mais alta do país, que também tem usina, também a gente vê justamente onde esses lançamentos podem ser feitos.
06:17E eles têm, então, mísseis que podem alcançar os 300 quilômetros ou até os 2 mil quilômetros.
06:23Ou seja, atingir tranquilamente, sem sair de casa, salvo os importantes.
06:27Atacar todos os países ao redor, né?
06:29Uns 2 mil quilômetros, Nath, é como se aqui de São Paulo a gente conseguisse atacar Brasília ou até mais
06:35do que isso.
06:36Porque, por exemplo, entre Mato Grosso e lá na ponta do Pará tem mais ou menos uns 2 mil quilômetros.
06:44Então, a gente vê que é uma área muito extensa, realmente, que pode se alcançar.
06:49E o que Trump sempre também fala?
06:52Que eles podem estar chegando ao ponto de alcançar muito mais, inclusive, quem sabe, as Américas.
06:59Também é um ponto que, aí do outro lado, também, às vezes, para alguns analistas, não cola muito,
07:05não tem algum indício de que realmente existe esse equipamento já pronto para fazer um ataque de longuíssimo alcance.
07:13Mas é isso também, né?
07:14Nesse momento lógico de tensão, um vai trazer acusação ao outro, algumas coerentes, outras um tanto descabidas.
07:23Vamos a outros pontos, então, que a gente pode ver aqui de curiosidade para você entender toda essa situação que
07:29está acontecendo, então, agora no mundo.
07:30Agora, as bases dos Estados Unidos, né?
07:32Dos Estados Unidos, que também não são poucas, aliás, a gente sabe que os Estados Unidos têm bases militares em
07:38todas as partes do mundo, né?
07:40Mas que também, lógico, incomoda muito o Irã, porque, inclusive, olha só como muitas delas estão posicionadas perto do Irã,
07:49né?
07:49A gente tem por aqui, então, perto da Turquia, da Síria, Jordânia, né?
07:54Aqui em Israel também.
07:56Mas, quatro, ó, justamente aqui, onde a gente tem esse estreito de Hormuz, que é muito importante para a região,
08:04e perceba que todas, justamente na margem, posicionadas para o Irã, caso precise interceptar.
08:14E onde está também algo muito importante nesse momento, que a gente sabe que tem mais poder do que uma
08:19base militar,
08:20que é o porta-aviões, que está aqui, a gente vê bem, na costa de Oman,
08:27e daqui pode alcançar facilmente o Irã por conta dos tantos aviões que existem aqui, acoplados a esse porta-avião.
08:37E cada um deles com uma função diferente, a gente pode ver isso em outras artes daqui a pouco, inclusive.
08:42Vamos passar, então, para a gente ver agora outros pontos.
08:46Aqui já vimos, né, como está cercado ali, e agora um zoom nesse porta-aviões.
08:52Isso, naquele porta-aviões, esse é o conhecidíssimo, né?
08:56Inclusive, quase que um ídolo, a gente pode falar para quem gosta de ações militares, gosta desse tema,
09:03Abraham Lincoln.
09:04Olha só, aqui você consegue ver, apesar da imagem pequena aqui para nós,
09:10tudo isso aqui que você vê de risquinho mais claro, gente, é avião.
09:14São muitos aviões, né?
09:16Vários tipos, né?
09:17De caças, helicópteros, e até, de novo, falando, cada um deles com um tipo de função nessa situação tensa, né?
09:27O Abraham Lincoln, inclusive, ele é acompanhado por outros porta-aviões menores, como o Scruance, o Michael Murphy e também
09:34o Frank Peterson Jr.
09:36E aí, com isso tudo, consegue-se levar quase 6 mil tripulantes, 6 mil militares americanos.
09:44Aqui está a capacidade de aeronave, que a gente estava falando, ó, 90, né?
09:48É muito grande, realmente.
09:50Aqui você vê a pista.
09:51É, comprimento 333, né?
09:54Eu sempre penso em quarteirões, então, como se fossem, né?
09:57Três quadras aqui, tradicional, que a gente tem quadras tradicionais.
10:01E, realmente, muito curta, né?
10:02É.
10:02Para um avião comercial, 2 mil, 3 mil.
10:05Exato.
10:05300 metros é muito curta, né?
10:06Mas a gente está falando dessas aeronaves aqui também a bordo, né?
10:09Pois é.
10:09Olha só, aqui a gente tem alguns exemplos dessas funções delas, né?
10:14Esse aqui, o Super Hornet, é o maior, né?
10:16Ele, realmente, consegue atacar, consegue levar muita gente, tem um abastecimento de combustível
10:22aéreo, por drones, ele consegue se acoplar a várias situações, é moderníssimo, um dos
10:27mais modernos potentes do mundo, né?
10:30Destaco, também, inclusive, aqui tem um outro caça menor, né?
10:34Seahawks.
10:34Esse é um helicóptero mais usado, então, para resgate ou até para algumas funções, até
10:41que a gente vê no Brasil, às vezes, com helicópteros comuns, né?
10:44Levar mantimentos, tem grandes bolsões de água que ele consegue, você consegue ter
10:50muitos equipamentos acoplados nele, né?
10:52Aqui, também, o Lighting é um outro caça menor e esse Hulk, ele é muito interessante,
10:57não sei se você consegue perceber aí, como ele tem uma roda aqui em cima, isso aqui
11:02parece uma antena parabólica e realmente é.
11:05Ele consegue fazer ataques, inclusive, cibernéticos e sistemas de comunicação, atrapalhar todo
11:11o sistema, cortar, ele está sobrevoando a área, mas não está atacando com mísseis.
11:18Lá de dentro, existem técnicos muito bem preparados, onde eles vão passando por antenas,
11:24essas áreas de super conexão, né?
11:27E que, inclusive, espalham a conexão roteadores, vamos dizer assim, ele consegue interceptar.
11:33E ele mesmo também consegue ser um roteador para os Estados Unidos.
11:36Então, ele amplia tudo que o satélite de outros aviões ou também do próprio porta-aviões
11:42consegue ver sobre a região.
11:45Quando o Hulk sai voando por lá, consegue aumentar, então, esse mapa para a visão de
11:52toda a área que precisa, né?
11:55Que eles querem atacar.
11:56É uma capacidade de ataque coordenado, né?
12:00E o deslocamento desse porta-aviões foi um sinal claro de que ou a ameaça estava forte
12:06demais, né?
12:06Na pressão, ou, de fato, eles estavam se preparando para alguma coisa desse porta acontecer.
12:11Quando ele se desloca, não é à toa, né?
12:13Porque é caro levar.
12:14Muito caro, é.
12:16Então...
12:16Muito obrigada, Pablo, por trazer esses elementos que vão ajudando a gente a entender, né?
12:21Geograficamente, o que que está envolvido e também a potência, as potências, a força
12:28envolvida nesse conflito.
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