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O governo do Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o conselho de liderança interino do país após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A rápida movimentação do regime busca evitar um vácuo de poder e demonstrar estabilidade institucional enquanto não há a escolha de um sucessor definitivo. O conselho responsável pela escolha do novo aiatolá, a Assembleia dos Peritos, é formado por 88 clérigos xiitas.
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NotíciasTranscrição
00:00O Irã nomeou o Ayatollah Alire Zaraf para o Conselho de Liderança Interino,
00:05que estará à frente do país após o assassinato do líder supremo, o Ayatollah Ali Khamenei.
00:11Luca Bassani está de volta, tem outras informações aqui pra gente.
00:14É o cenário que vai se desenhando, ainda que provisório, né?
00:19É essa a situação agora, Luca?
00:22Exatamente, Nonato.
00:24Inclusive, até pra dar uma continuidade mais rápida após a morte do líder supremo Ali Khamenei,
00:31o país já nomeou o Ayatollah Ali Reza Araf como o presidente deste Conselho Interino,
00:38do Conselho de Liderança Interino, que fará os procedimentos para a sucessão.
00:43Lembrando que há uma espécie de Assembleia dos Especialistas dentro do Conselho dos Guardiões,
00:49tudo isso formado por clérigos, cerca de 88 clérigos chiítas,
00:54que são eleitos a cada oito anos de forma indireta, né?
00:57Com uma lista muito rígida e com vetos também muito constantes de importantes figuras
01:03dentro da cúpula do governo, pra quem pode ou não fazer parte desse Conselho,
01:07mas que para todos os efeitos, dentro deste grupo, será escolhido depois o próximo Ayatollah.
01:15Se a gente pode tentar fazer uma comparação, por mais que não seja a mais correta do mundo,
01:20seria uma espécie de conclave para escolher a próxima liderança chiíta dentro do Estado iraniano
01:26e fazer com que ele seja o próximo líder supremo.
01:30Lembrando que são poucos os critérios, né?
01:36Ele precisa, depois da mudança constitucional que foi feita em 89,
01:39para que o próprio Ali Kaminei se tornasse líder supremo ainda sem ser Ayatollah naquela altura.
01:45Agora ele precisa ser apenas um faqui, que é uma espécie de um entendedor da lei islâmica,
01:52da sharia, através do chiísmo de Odessimano,
01:55e depois ter também um bom caráter, ter um amplo saber jurídico.
02:00São critérios bastante vagos, o que acaba facilitando a nomeação de alguém já próximo do governo anterior.
02:07Por isso mesmo, apesar da nomeação de Ali Reza Araf, que foi alguém próximo de Ali Kaminei,
02:13muitos acreditam que a sucessão seja feita pelo seu filho, Moitaba Kaminei,
02:19o segundo filho de Ali Kaminei, de 56 anos,
02:22ou até mesmo pelo neto do antigo Ayatollah Komeini, Hassan Komeini,
02:28que também tem na faixa dos 50 anos e poderia ser uma voz talvez mais modernizadora,
02:33um pouco mais branda em relação à liderança que tivemos até este momento.
02:37O grande ponto é, não sabemos até que ponto exatamente os Estados Unidos ou Israel
02:45se dariam por satisfeitos pela manutenção dessa mesma estrutura de Estado.
02:49Afinal, Donald Trump não falou quem ele gostaria que sucedesse a liderança iraniana,
02:54mas disse que tem um nome.
02:55A pergunta é se esse nome será bem recebido pela própria população iraniana
03:00ou pelas estruturas de Estado, pela guarda revolucionária,
03:03ou seja, a mudança de líder supremo não significa necessariamente a mudança de regime,
03:10a mudança de governo ou até mesmo a queda da República Islâmica.
03:14Às vezes, governos ditatoriais, como é o caso do Irã,
03:17passam por um processo de adaptação para conseguir a sua sobrevivência.
03:22Muitos acreditam aqui na Europa que esse seja o caso,
03:25mas tudo dependerá também da concordância de Netanyahu e Donald Trump,
03:29que estão dispostos a esticar essa guerra por mais tempo,
03:33prolongá-la até que os resultados desejados por ele sejam alcançados.
03:38Haver os próximos passos, mas essa rapidez em nomear alguém como uma liderança interina,
03:44ela mostra a República Islâmica tentando se adaptar e dando uma resposta à sua população
03:49para que não haja um vácuo de poder e, consequentemente, não haja uma possibilidade
03:53de mudança drástica de paradigma ou mudança drástica de regime,
03:57considerando as várias hipóteses que estão sendo mencionadas.
04:01Dentre elas, um governo feito pela própria guarda revolucionária,
04:05um governo militar à volta do filho do Shah Reza Parlevi, o príncipe herdeiro,
04:10ou até mesmo um governo secular que dividiria o Irã em outras províncias etnicamente
04:16mais relacionadas com a sua história.
04:19Então, são muitas as possibilidades, mas a gente vê essa nomeação
04:22como uma tentativa de sobrevivência do regime que teve um dos seus principais baques
04:28durante as últimas horas com a morte de Ali Khamenei.
04:32Agora, Luca, quando a gente olha para o Brasil, a gente usa muito uma palavra,
04:36que é a polarização. Você enxerga o Irã também, um país polarizado nesse sentido?
04:43Não dá para saber se boa parte da população ficou feliz ou repudiou o ataque americano.
04:49Como é que está, em termos gerais, como é que o mundo está olhando para isso?
04:54E há uma possibilidade de uma revolta popular, tanto se os Estados Unidos quiserem impor,
05:00por exemplo, um novo líder ali, uma guerra civil ser instalada.
05:05Como é que a gente avalia esses pontos, Luca?
05:10Pois é, Márcia, a questão que você levanta é importante porque os dados são sempre difíceis
05:17de serem precisados, mas é quase que consenso dentro da academia,
05:22dentro das pesquisas feitas sobre o Irã, que a vasta maioria da população
05:26quer a queda da República Islâmica. Ou seja, muitos falam até na faixa de 75%,
05:3180% da população que gostaria da queda desse regime e o fim da teocracia dos ayatollahs.
05:38O grande ponto é que esta vasta maioria não possui o monopólio da força.
05:42O monopólio da força está exatamente com a Guarda Revolucionária,
05:45com o Exército, outras milícias xiitas que dão sustentação
05:49e apoiam o governo iraniano da forma como ele é hoje.
05:54Então, revoltas populares aconteceram várias ao longo desses 47 anos da República Islâmica
06:00e muitas delas terminaram com grande violência do Estado contra a sua população.
06:05O exemplo mais recente foi no final do ano passado, começo desse ano.
06:08Alguns falam na faixa de 32, 36 mil mortos no intervalo de cinco semanas,
06:14um número absurdo, além de várias outras prisões.
06:17Exatamente esse cenário pode se repetir, mas fato é que a mesma estrutura
06:23que perpetra essa violência contra a população está fragilizada,
06:28porque está mobilizada em uma guerra contra um inimigo estrangeiro.
06:32Então, no momento em que você tem todas as forças militares, os ativos militares
06:36e as atenções voltadas para os ataques israelenses e norte-americanos,
06:41quando a população se rebela, talvez essa força de repressão não seria tão forte
06:46quanto em um Estado de não guerra, assim como tivemos no final do ano passado.
06:51Então, as possibilidades são muitas.
06:53Alguns falam sobre também a chance de uma guerra civil,
06:56afinal, o Irã não é um país etnicamente homogêneo,
06:59são apenas 58, 60% de persas que representam a maior etnia dessa população,
07:06mas há muitos Azeres ligados ao Azerbaijão, muitos curdos,
07:10há também tantos árabes na fronteira com o Iraque,
07:13há outros, Balutis, que é uma etnia que é mais ligada ao Paquistão,
07:17entre tantos outros que vieram do Afeganistão como refugiados,
07:21os Hazaras, os Pastos.
07:22Então, é uma composição étnica muito diversa,
07:26que pode ajudar em um cenário de fragmentação territorial,
07:30ou até mesmo de guerra civil, algo que ninguém deseja,
07:33até mesmo os americanos, acredito que não desejam,
07:36por se tratar de uma região tão rica em recursos,
07:38com tantos ativos militares,
07:40quando você tem a divisão do território e mais senhores de guerra,
07:43isso pode criar uma espiral do caos,
07:46abrir uma caixa de Pandora,
07:47que nem mesmo o Trump, com todo o seu poderio militar,
07:50conseguiria prever aquilo que poderia acontecer.
07:53Então, por hora, acredito que muitas opções estão sendo consideradas,
07:57mas não é um caminho fácil,
07:59não é um país elementar e trivial
08:01de se fazer uma transição democrática
08:03ou uma mudança de regime,
08:04seja pela doutrinação de cinco décadas de República Islâmica,
08:08seja por essas questões religiosas e étnicas
08:10que também permeiam a estrutura de Estado iraniana
08:13e fazem com que o país seja realmente muito peculiar
08:16no estudo da geopolítica dentro do Oriente Médio.
08:19Luca Bassani, direto da Europa.
08:21Obrigado, Luca, pelas informações,
08:23pelo esclarecimento aqui pra gente nesta manhã.
08:25Mônica Rosenberg e a Jess Peichot seguem com a gente também,
08:28analisando esse cenário no Oriente Médio.
08:32E, ô Jess, queria te ouvir a respeito desse último posicionamento do Luca,
08:37ou seja, a gente tem uma composição com muitos grupos
08:40em território iraniano e, até agora, comandado por duas ditaduras.
08:46A do Shah, posteriormente, essa ditadura da teocracia.
08:52O receio que o Luca chama a atenção,
08:55de a gente ter uma possibilidade de conflitos civis
08:57ou até mesmo uma convulsão social,
09:00ele me parece muito real,
09:02à medida em que a gente tem outros exemplos,
09:04casos do Iraque, que no primeiro momento ficou
09:07numa convulsão após a queda do Saddam Hussein,
09:10a Líbia, a Síria recentemente.
09:13Ou seja, quando você não tem um comando,
09:16a situação pode degringolar.
09:18Será que a população iraniana vai encontrar um caminho
09:21ou é preciso que o Donald Trump seja ali
09:24uma espécie de tutor para essa condução
09:27e a gente não tenha uma degradação da situação, Jess?
09:30É, Nonato, isso é complicado,
09:32porque eu acho que os dois melhores exemplos
09:35para ilustrar o quão difícil é
09:37estão na situação síria.
09:39De fato, a desarticulação ali no início da primavera árabe,
09:43a manifestação levou a uma briga entre diversos grupos
09:48e até uma manutenção do ditador Bashar al-Assad
09:50por muito tempo, que conseguiu coordenar isso,
09:54mas que permitiu que dentro daquelas localidades
09:57os grupos terroristas ganhassem cada vez mais força.
10:00A mesma coisa no Iraque.
10:02Quando os Estados Unidos entram no Iraque,
10:04quando eles fazem essa invasão,
10:06tem toda uma tentativa de reformulação do país
10:09e a partir disso surge um grupo que ficou muito conhecido, o ISIS.
10:14O ISIS nada mais é do que o Estado do Iraque e Levante.
10:18Então, embora ele tenha ido para várias regiões ali
10:21do Oriente Médio, ele nasce daquele momento
10:25e daquela empreitada.
10:27E o Irã, não só pela diversidade entre as várias etnias,
10:31mas também pela configuração política atual.
10:34Nós vimos dentro do Irã, estamos vendo,
10:37comemorações em algumas cidades,
10:39principalmente no interior.
10:40Mas nós também estamos vendo uma forte mobilização
10:43na capital em protesto e em lamentar
10:47da morte do Yatollah.
10:49E nós precisamos entender que essa morte,
10:51ontem eu até analisei isso na Jovem Pan,
10:53ela acontece no 11º dia de Ramadã,
10:56que é uma data sagrada.
10:57E para a vertente xiita,
10:59é uma data sagrada que tem como um dos pontos principais
11:02o martírio.
11:03Se nós olharmos ontem o discurso
11:06que anunciou que ele havia falecido,
11:09a palavra usada é, usei aqui na Jovem Pan,
11:12se isso ocorreu, será martírio.
11:14Porque faz alusão a uma das batalhas
11:17em que essa liderança se perde.
11:19Então a narrativa estatal, forte, é uma ditadura,
11:22então eles têm controle dos veículos ali
11:25de comunicação, da internet.
11:27Vai ser uma tentativa de deixar cada vez mais divina
11:31na mentalidade, entre aspas aqui,
11:34da população de lá.
11:35Então isso gera toda uma situação de confronto
11:38entre grupos internos,
11:39e precisamos ver como outras áreas vão se posicionar
11:43ali na região, principalmente, acho que o Iraque aqui.
11:46Mas, muito além disso, precisamos ver também
11:48os grupos terroristas.
11:50O Hezbollah aguarda uma relação histórica com o Irã.
11:53O Hamas também.
11:54Então precisamos ver se eles também não vão interagir
11:57como grupo de controle e até mesmo de atuação
11:59dentro do Irã.
12:00A situação pode piorar muito rápido.
12:03Ontem até o Nonato comentava aqui
12:06dessa questão do Hezbollah,
12:07que a gente não sabia se um ataque, né, Nonato, teria sido.
12:11É, do Hezbollah no Líbano contra Israel.
12:13Pois é, então realmente fica muito difícil
12:15a gente entender como é que esses grupos
12:17vão atuar a partir de agora.
12:19E Mônica Rosenberg, eu lembrava aqui com o Nonato
12:22que a TV iraniana,
12:25na hora do anúncio da morte de Kamenei,
12:27o apresentador chorava, né, chorava.
12:29Existia uma comoção.
12:30E alguns analistas falam também
12:33que ele virou um mártir.
12:34Nessa morte, né, ele virou um ser
12:37que não vai ser esquecido.
12:39Como é que fica, então, a partir de agora,
12:42essa retomada do poder
12:43para uma população que ficou um pouco órfã também?
12:47Eles perderam um grande repressor,
12:50um grande assassino de iranianos.
12:53Ninguém matou tanto iraniano
12:54quanto o regime iraniano.
12:57Então, ao mesmo tempo que sim,
12:59tem alguns grupos protestando na cidade de Teherã,
13:03a grande maioria da população está celebrando.
13:07A polarização, Márcia, você perguntou muito bem,
13:10a polarização dentro do Irã,
13:11a polarização que existe lá
13:13é entre a população e os seus líderes.
13:17Existem hoje duas bandeiras do Irã.
13:19Uma bandeira que tem o leão no meio
13:20e uma bandeira que tem aquele ícone,
13:22aquele símbolo bonitinho,
13:23que é o símbolo da República Islâmica.
13:25Isso está conflagrado no país.
13:28O cara da TV estava chorando e falando no Grande Mártir,
13:33porque esta é a narrativa que eles querem passar,
13:35eles querem dizer tudo isso.
13:37Mas o povo iraniano não está mais engolindo nada disso,
13:41nem dentro e muito menos fora do Irã.
13:44Todos esses que fugiram com medo de serem mortos por esse regime
13:48estão novamente em contato.
13:50Então, é muito difícil que haja,
13:53a não ser que a repressão aumente muito além do que já era,
13:58vamos lembrar a situação da região hoje.
14:00A Síria, o Bachar Al-Assad, hoje,
14:03está na Rússia jogando videogame, gente.
14:05Acabou o poder ali
14:06e acabou justamente quando eles pararam a repressão
14:09em cima dos grupos menores.
14:11Hoje, a tendência nesses lugares
14:13onde existe essa panela de pressão étnica
14:16é de parar de agredir,
14:18parar de tentar impor a maioria sobre a minoria
14:21e deixar que eles coexistam.
14:24Esta é a tendência atual
14:25de sair do medieval
14:28em todos estes países, desta região.
14:31Sair da lei da charia,
14:33sair dos regimes teocráticos
14:34e começar a respeitar as diversidades.
14:38E aí, vale lembrar,
14:39esse conflito,
14:40ele é o fim de um processo
14:42que começou há dois anos,
14:43que começou quando Israel foi
14:45e enfraqueceu o Hezbollah.
14:47Por mais que houve temores
14:49de que tinha sido,
14:50não foi.
14:50O Hezbollah hoje virou um agente político
14:52sem braço armado,
14:54sem ataques,
14:55com um nível de terrorismo
14:57muito remanescente,
14:58muito morno ali.
15:00Os hutis nem se falem.
15:02E o Hamas foi totalmente decapitado.
15:05Então, é um processo
15:06que começou lá atrás.
15:07Os capangas foram enfraquecidos,
15:10foram eliminados.
15:11A Síria...
15:12E é por isso que hoje
15:13é possível a gente chegar no ponto
15:15que é o ponto final
15:17de um longo processo.
15:18De dizer,
15:19agora quem tem que sair
15:20é quem estava por trás
15:21manipulando esses fantoches todos,
15:23dando dinheiro junto com o Qatar
15:25e se beneficiando de tudo isso.
15:27E que continuava dizendo
15:30nós queremos o fim
15:31dos Estados Unidos
15:32e de Israel.
15:33Este era a narrativa
15:35desse regime.
15:36Então, o povo
15:37não quer mais.
15:38O povo iraniano
15:39sofreu muito.
15:40As mulheres no Irã
15:41não têm nenhum direito.
15:42Elas são apedrejadas.
15:44Essa é a situação hoje.
15:45E achar que essa população
15:47vai defender o regime
15:48é estar muito enganado.
15:49Quando a gente fala de Irã hoje,
15:51tem que dizer
15:51se nós estamos falando
15:52da República Islâmica,
15:54do governo do Irã,
15:55ou se nós estamos falando
15:56do povo.
15:56Porque eles já não querem
15:57a mesma coisa.
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