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O governo federal atua para evitar que o presidente Lula (PT) sofra desgastes com o Supremo Tribunal Federal devido ao caso do Banco Master. A intenção é manter a figura do Executivo distante da investigação conduzida pela Corte. Reportagem: André Anelli.

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Transcrição
00:00O governo quer evitar desgastes do presidente Lula com o Supremo Tribunal Federal
00:05nas investigações envolvendo o Banco Master.
00:08E uma das leituras é de que o escândalo aumentou a preocupação do eleitorado com a corrupção.
00:14Assunto para o nosso repórter André Anelli, que chega mais no nosso querido 3E1.
00:19Anelli, eu quero te ouvir. O presidente deve manter uma certa distância das apurações?
00:24Traz mais detalhes pra gente desse recupro parte do plástico do Planalto.
00:27E, é claro, a nova estratégia pra não contaminar, pelo menos, o próprio presidente com um assunto tão delicado e
00:33tão sensível.
00:34Uma boa tarde, seja bem-vindo, meu amigo.
00:38Obrigado, Cássio. Muito boa tarde a você também e a todos aqui no 3E1 da Jovem Pan.
00:43O presidente Lula tem adotado a estratégia de não fazer comentários diretamente a respeito das investigações envolvendo o Banco Master.
00:51Nem no âmbito da Polícia Federal e nem em relação, então, a todo o inquérito que está sendo, então, instaurado,
00:58já em andamento no Supremo Tribunal Federal,
01:01com base em todas as informações colhidas pelos órgãos de controle.
01:05O que o presidente Lula tem defendido é que as instituições estão funcionando de forma independente,
01:13e que, por isso, então, as investigações não vão fazer nenhum tipo de distinção em relação àqueles que têm maior
01:20ou menor conta bancária.
01:22O presidente Lula, dessa forma, vem defendendo que as investigações e, consequentemente, as punições pra aqueles que tiverem algum tipo
01:31de culpa
01:31sejam aplicadas independentemente de quem for.
01:35A gente relembra que, internamente, o presidente Lula já havia feito críticas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos
01:44Rodrigues,
01:45no sentido de não ter encaminhado aqueles dados com troca de ligações entre Daniel Vorcaro e Dias Toffoli
01:53para a Procuradoria-Geral da República.
01:55Na verdade, o presidente Lula gostaria, então, que esses documentos, esses indícios,
02:01tivessem sido enviados para o Ministério Público Federal, ao invés de terem sido entregues nas mãos,
02:07diretamente, do presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Edson Fachin.
02:12Então, nesse sentido, houve uma crítica interna por parte do presidente Lula.
02:16Publicamente, ele não falou nada a respeito disso, mas esse foi o posicionamento, então.
02:22Por outro lado, o presidente Lula também defendia que Dias Toffoli deixasse a relatoria do caso Master
02:29no Supremo Tribunal Federal, para que, então, todas as apurações pudessem ser conduzidas
02:34da forma mais independente e autônoma possível.
02:38Portanto, esses são os posicionamentos do presidente Lula em relação a esse caso,
02:43mas, publicamente, ele vai apenas defender independência, autonomia,
02:48por parte das instituições de controle para conduzirem as investigações.
02:53Cássios.
02:54Valeu, Ana Eli. Obrigado pelas informações.
02:56Bom trabalho para vocês. E, Maria Trindade, eu quero repercutir com você,
03:00já que está aí em Brasília, porque o presidente Lula vem, pelo menos nesses últimas semanas,
03:04trazendo declarações contundentes sobre o caso do Banco Master,
03:08inclusive dizendo que as operações policiais já chegaram nos magnatas do crime.
03:13Mas, de certa forma, por mais que todas as operações e os inquéritos
03:17que foram abertos sobre o Banco Master iniciou na gestão do presidente Lula,
03:21há uma percepção, pelo menos, da população que isso possa contaminar o governo,
03:26e, pelo menos, a discussão política.
03:28Como é que você vê também esse distanciamento, esse descolamento do governo em relação ao caso do Banco Master?
03:36O governo tem um controle muito rígido aí do que pensa a população e qual é a alma do eleitorado.
03:45É assim, há um controle, pesquisas e tal, algumas qualitativas instantâneas,
03:53e houve ali uma identificação de que esse caso está rodando o Palácio do Planalto.
03:59Isso é culpa do governo.
04:00Todo mundo entende mais ou menos assim.
04:03E me disse o Michel Temer, que era o presidente da Câmara na época dessa conversa,
04:09ele dizendo o seguinte, que o povo, e é verdade, eu concordo com ele,
04:13que o povo entende o governo como esse blocão, né?
04:17É o Congresso, por incrível que pareça, o Palácio do Planalto como ministros e tal,
04:24e o Supremo, a Justiça.
04:25Tudo isso, para o povo, é governo.
04:27E para o eleitor, que não é um iniciado em economia,
04:34ele entende que houve falha, mas é evidente que houve falha, né?
04:39Nós estamos aqui conversando, discutindo sobre investigação de quem é o culpado,
04:44onde houve a falha, mas houve a falha.
04:46Então, ele entende que isso é culpa do governo.
04:48E aí, identificaram a possibilidade já de desgaste do próprio presidente Lula,
04:54quando fala isso aí.
04:55Então, é melhor se distanciar, não falar nessa história de banco,
05:00e nem de magnata de banco, porque todo mundo está entendendo que isso é governo
05:05e que havia uma relação muito próxima e promíscua desse grupo,
05:11principalmente do Vorcaro, com integrantes do governo,
05:14desse governo que o povo imagina, né?
05:16E é verdade, do Congresso, do Supremo e de ministros aqui da Esplanada e dos Ministérios também.
05:23Ele esteve com o presidente Lula.
05:24Normal, empresário desse porte, se reúne com o presidente da República.
05:29O que falta é registro, é confirmação oficial do objetivo da visita.
05:35Então, assim, há um cuidado especial e evitar falar nesse assunto daqui pra frente.
05:40Isso está provocando ali desgaste entre poderes.
05:44Zé, inclusive, eu vou trazer esse debate aqui para o Fábio Piperno e também o Nelson Kobayashi,
05:48porque quando a gente fala desse assunto também de desgaste,
05:51e eu vou trazer aqui o nosso querido Alangani,
05:53porque essa semana, vulgo ontem, né?
05:56Mais exato, o Alangani falou, Cássios, o assunto corrupção vai andar lado a lado,
06:01de mãos dadas com a segurança pública.
06:03E muitas pesquisas apontam, inclusive, que a segurança pública seria ali o top 1,
06:07o item prioritário de discussões e debates e de preocupação por parte da população.
06:12O governo começa a se preocupar, Fábio Piperno,
06:14com relação a essa percepção de que a corrupção volte ao Brasil,
06:21ou pelo menos começa a ganhar força justamente com essa pauta do Banco Master?
06:24Eu acho que tem que se preocupar, sim, porque no Brasil, afinal de contas,
06:27se rouba muito em tudo, absolutamente em tudo.
06:31E aí, há também, por parte da população,
06:36algumas percepções e até mesmo alguns rótulos,
06:40que você pode discutir se eles são justos ou não.
06:42Mas, por exemplo, é evidente que, por tudo que foi exposto nesses últimos dias,
06:49o ministro Toffoli ficou muito mal com a opinião pública.
06:53E aqui, ninguém está fazendo juízo de valor, se ele tem alguma culpa ou não.
06:57Não se trata disso.
06:58É que, obviamente, ele tinha conexões comerciais com o controlador do Banco Master,
07:04com pessoas próximas lá de Daniel Vocaro, inclusive.
07:10E aí, é muito fácil se associar, por exemplo, o ministro Toffoli ao presidente Lula,
07:16porque aí, enfim, o raciocínio é, quem foi que indicou o Toffoli para o STF?
07:22É claro que muita gente, de forma oportunista, inclusive, faz esse tipo de ligação.
07:29Só que, pula alguns momentos importantes dessa relação, por vezes, muitas vezes, aliás, turbulenta entre os dois, tá?
07:40Não custa dizer que houve praticamente um rompimento a partir de 2019,
07:45quando Toffoli impediu o então ex-presidente Lula de ir aos funerais do seu irmão.
07:53Naquele momento, Lula estava preso em Curitiba e Toffoli colocou tantos obstáculos
07:57que, quando os obstáculos foram retirados, não dava mais tempo para chegar lá.
08:02E o presidente Lula guardou essa mágoa no freezer, né?
08:06Todo mundo sabe disso.
08:07A ponto de hoje haver aí a especulação de que Toffoli desconfia,
08:14suspeita de que a ação da Polícia Federal de ir direto no Fachin, pulando o relator do caso,
08:22foi por indicação, inclusive, por orientação do presidente Lula.
08:26Ninguém comprovou isso.
08:28Mas, então, há muitas percepções que, por vezes, não têm respaldo na realidade.
08:35Só que aí, Inês é morta.
08:38A opinião pública, muitas vezes, ela é, sim, guiada por percepções e não pela realidade.
08:45Ô, Cobal, você acredita também, quando a gente fala do presidente dando esse recuo,
08:49tentando se descolar do caso do Banco Master,
08:52é uma forma também de manter um distanciamento de toda a briga institucional
08:56que está tendo entre o Supremo Tribunal Federal e a PF?
08:59Também.
09:00E não só por isso.
09:01Porque a gente se lembra que houve encontros,
09:04o presidente Lula e o Daniel Vorcar, que não constaram na agenda.
09:07Então, em algum momento, isso vai poder ser assunto das informações, enfim,
09:13algum esclarecimento a respeito disso.
09:14Não se sabe o que se conversou naquele momento.
09:17Então, talvez por isso também o presidente queira uma certa distância do caso,
09:21para que não fique em evidência, para que não fique aparecendo demais.
09:25E por que, se a preocupação do governo é se distanciar dos desgastes das pautas de corrupção,
09:32como sendo esse uma grande preocupação do brasileiro,
09:36se igualando ou superando segurança pública nesse ano de 2026, em um ano eleitoral,
09:40para ele não sofrer o desgaste dos assuntos do passado que envolvem corrupção.
09:47Estou falando do petrolão, do mensalão.
09:49O ápice do desgaste do petismo foi, há pouco mais de 10 anos, com as manifestações,
09:56situação da ex-presidente Dilma Rousseff, Lava Jato, enfim,
09:59e tudo aquilo que fez com que o PT chegasse quase ao fundo do poço.
10:04Havia quem diria que o PT tinha acabado,
10:07não fosse a grande reviravolta depois das mensagens vazadas lá entre o Sérgio Moro e o Deltan Dallagnol,
10:12que a gente sabe onde tudo isso foi levado.
10:16Mas não está fácil a vida do governo, não.
10:19Se as duas grandes preocupações do brasileiro são combate à corrupção e segurança,
10:25são dois campos em que o PT não vai bem.
10:28Ô, Vitor, é justamente esse ponto que eu quero tocar com você,
10:31porque se a gente tiver, é claro, mais um caso de ocupação,
10:34mais um caso vir à tona durante uma gestão do governo e do presidente Lula,
10:39é claro que a percepção do público também acaba relacionando uma coisa para outra.
10:43Então, o governo teria mais perdas do que ganhos políticos em relação a esse caso do Banco Master?
10:49É uma questão bastante complexa, né?
10:52A gente precisa entender o impacto no governo e também qual é a mentalidade do eleitor típico do PT, né?
10:58O cara que está disposto a se comprometer com a eleição do Lula mais uma vez.
11:03Em termos gerais, um escândalo de corrupção seria muito negativo para o incumbente.
11:07Geralmente, a percepção, o Zé Maria falou muito bem, do eleitor médio,
11:11é que o governo não é tripartido, é um ente difuso, é todo poderoso.
11:16Então, ele é responsável desde a poda da árvore na esquina da casa dele
11:22até política fiscal, questões tarifárias, etc.
11:26Então, ele entende como um monolito grande.
11:28Então, entropia no geral, um clima de entropia ao longo do ano,
11:32tende a ser negativo para o incumbente.
11:33Isso é agravado também porque o Lula está partindo de uma situação dificultosa, né?
11:39Ele está vindo, assim, de uma taxa de aprovação que ele não lidou ainda.
11:44Preservadas as tendências, eu acho que a gente está caminhando para uma eleição muito parelha, né?
11:48De margem muito pequena entre o Lula e o Flávio.
11:51De qualquer forma, pode ter uma terceira via que surpreenda, né?
11:54Tem candidaturas despontando nesse sentido.
11:57Existe demanda latente para isso.
11:59Mas, de qualquer forma, tende a ser ruim.
12:02Porém, sobre o eleitorado no geral.
12:05O último tracking da Atlas Intel, que eu considero a melhor estudo de pesquisa do mundo hoje em dia, né?
12:11Já pontuou corrupção acima de segurança pública, né?
12:14Então, superou, você tem um ápice de segurança pública ali naquela época da operação,
12:18aqui no Rio de Janeiro, e aí logo depois a corrupção volta a despontar acima.
12:22Por que que isso, pra mim, não é um pé na cova da campanha petista, né?
12:26Ser um presidente no ano de corrupção com preocupação de corrupção?
12:29Porque, muitas vezes, o eleitorado está disposto a tolerar.
12:33Isso aí, ninguém se engane, né?
12:35Muitas vezes, sobre o pretexto de, ah, corrupção é fato dado na política brasileira.
12:40Então, esse candidato claramente é corrupto, o outro provavelmente o é também.
12:46Então, isso não afeta a minha opinião sobre o meu voto.
12:50E, da mesma forma, também, muitas vezes o eleitor petista mostra uma certa tolerância, né?
12:54Ele mostra ter uma resistência maior a esse escândalo, né?
12:58Então, a própria questão da Lava Jato, né?
13:00O final inconclusivo, acaba levando, muitas vezes, o eleitor petista pra uma ideia de que,
13:05ah, pô, esses processos são maculados, eles são interessados, eles são intrinsecamente políticos.
13:11Então, acho que não tem nada muito conclusivo nesse sentido.
13:14Vai ficar muito por conta do Daniel Vorcaro, que ele estiver disposto a falar, né?
13:18Ele parecia ter relações por todo o espectro político brasileiro.
13:21Então, se ele favorecer os casos na Bahia, ele vai punir mais o presidente Lula.
13:26Se ele falar mais de outros casos, né?
13:28Enfim, outras relações dele, ele pode acabar punindo mais o lado da oposição.
13:31E, da mesma forma, também, o próprio ministro André Mendonça vai estar na posição superpoderosa no ano de 2026.
13:37Ele tende a ser mais favorável ao lado bolsonarista, né?
13:39De alguma forma, é o lado que colocou ele ali.
13:41Mas não parece também ser particularmente ideológico.
13:44Então, acho que, somando, assim, todos os fatores, é bastante inconclusivo mesmo.
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