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DiversãoTranscrição
00:28Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:58Legendas Pedro Negri
01:01Caçula me acompanha.
01:04É o amor que...
01:11Ah, deixa, não dá nem pra decorar o texto do programa, essa bilheta de música.
01:16Bem-vindo, bem-vindo.
01:17Traz, pode, deixa solto.
01:19Vamos lá.
01:20Põe, isto, isto.
01:22Aí, aí, e aí sai batido.
01:26Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.
01:57Não é com você, não é comigo.
02:00Vá, vá, você está um espetáculo.
02:03A última vez que te vi assim, você estava saindo pra ir fazer exame de fezes.
02:07Onde é que você vai agora?
02:09Ao encontro do amor.
02:11Caco, eu arranjei uma viúva, Caco.
02:16Não me fale em viúva que eu fico doido, eu sou doido em viúva.
02:20Viúva, viúva, viúva.
02:22Para que eu vou ter um troço.
02:24Eu sou doido, eu sou tarado em viúva.
02:26Imagine você que a minha viúva tirou o luto e ficou peladinha na minha frente.
02:30Mas que sorte, que sorte que você tem, Caco.
02:34A minha não, a minha é tímida.
02:35Ah, é?
02:36Na minha frente ela não tira nem os óculos escuros.
02:39Agora, já me deu uma dica que ela tem uma pinta na coxa.
02:43A minha também tem.
02:44Só que eu vi uma pintona na coxa, assim, à esquerda de quem entra.
02:48É verdade.
02:50Você não imagina.
02:52A minha tem uma tatuagem na bunda, eu vi na foto.
02:56A minha também.
02:57Eu vou ter uma tatuagem na cimeira das nadas, hein, gás.
03:00É um espetáculo.
03:02De um lado é um alpinista, de outro um grupo de pessoas.
03:05O alpinista faz sinal pra este grupo.
03:08E tem uma correntinha por cima do destiladeiro, que é uma loucura.
03:13E tem mais, tem um trouxa que paga as contas dela e eu e ela gastamos.
03:19Sempre tem um trouxa pra sustentar o Ricardo.
03:28Eita, Marinalva!
03:34Ô, Caco.
03:36Caco, porra.
03:38Marinalva com pinta na coxa, tatuagem na bumbum do.
03:41Olha aqui, Caco.
03:43Tu tá saindo com a minha viúva?
03:45Não, não estou saindo com a sua viúva.
03:47Eu estou perto dela pra ficar de olho no seu dinheiro.
03:50Eu acompanho o seu dinheiro.
03:51Caco, desgraçado, traidor!
03:53Dentro da minha própria casa, o que é que eu tenho?
03:56Um verme que dá em cima da minha viúva.
04:23O verme não dá em cima da viúva, o verme dá em cima do defunto.
04:29Ignorância é de certas pessoas que não veem que certos homens dão em cima de certas mulheres de preto.
04:39Deixa o preto saber, vai dar mó briga.
04:42Pelo amor de Deus, segura essa.
04:44Quebra o galho que depois eu te devolvo o dinheiro todo.
04:46Aqui, Farnopinho, eu quero a minha viúva.
04:49Magda, as mulheres de preto que eu estou me referindo são as viúvas.
04:55Viúvas, não é, Caco?
04:57Viúvas.
04:58Tá, entendi tudo.
05:00Quer dizer, então, que eu tenho um salafrário que está dando em cima de uma viúva.
05:04Caco, quem é sujeito?
05:06Quem é?
05:07Quem é esse sujeito?
05:09Ora, quem é?
05:11Ele, ele, ele, ele, para se curar de um trauma que ele sofreu com uma namorada dele.
05:16Um dia ele pegou um homem embaixo da cama da namorada, ficou louco, falou,
05:19o que esse homem está fazendo lá embaixo da cama?
05:21Ela falou, embaixo da cama, eu não sei, agora em cima ele é um espetáculo.
05:24E agora ele está atacando mulheres desprovidas de marido.
05:29Caco, como é que você pode ser tão cara de pau?
05:33Treinamento, Vavá, anos de treinamento.
05:36Treinamento?
05:37Tu vai ver onde é que vai parar o teu treinamento.
05:40Magda, minha querida.
05:43Sabe quem é o safado que está dando em cima da viúva?
05:46O sem-vergonha do teu marido!
05:51Falei.
05:54Caco, seu safado, sabe o que vai acontecer?
05:57O marido dessa viúva vai vir aqui te matar.
05:59Olha aqui, Magda, você precisa compreender que eu não sou um homem comum.
06:02Eu sou um homem especial.
06:03Eu sou um homem louro, um homem alto, praticamente um príncipe dinamarquês.
06:08Eu sou um homem tombado pelo patrimônio da Unesco, da Unicef e da Bostroceps e da Bostroceps.
06:15Eu tenho necessidade.
06:16Mas então vá ao banheiro, não fique dando em cima de viúva.
06:21Magda, meta uma coisa na sua cabeça.
06:22Essa história da viúva é verdade.
06:25Pura verdade.
06:26Agora, a vida inteira eu só te contei mentira.
06:28A troco de que eu te contaria uma verdade agora.
06:30Está entendendo?
06:31Se não está entendendo, pense um pouco para ver se entende depois.
06:36Volta aqui!
06:37Que eu não consegui entender nada.
06:39Estou fazendo uma confusão.
06:40Caco!
06:41Neide!
06:43Neide!
06:45Neide!
06:46Neide!
06:48Neide!
06:49Neide!
06:49Neide!
06:50Neide!
06:51Neide!
06:59Me ajuda aí, que a minha mãozinha delicada foi feita para puxar saco, não vou puxar baú, né?
07:04Ah, Taide, eu não posso fazer força, porque o doutor falou que se eu quebrar as unhas, a bolsa d
07:08'água pode rebentar.
07:10O que você está fazendo com o cofrinho da mami?
07:13Ela guarda todas as coisas do papi aí.
07:14Ah, Dona Magda, foi o meu chefinho magnânimo que mandou jogar fora aí os negócios do brigadeiro.
07:19Ih, Seu Pereira agora joga aqui mami e mexa no negócio dele?
07:23Não sei né, Dona Magda, mas eu só sei que meu chefinho está danado da vida e me recomendou para
07:29não mexer em nada aqui.
07:30Ai, estou com um desejo, desejo de saber o que tem aqui dentro.
07:34Oh!
07:36Uau!
07:37Olha o meu cabaco!
07:39Menino, olha isso aqui!
07:41Olha!
07:43Deve ser do tempo que o papi foi para a guerra, né?
07:46É!
07:47Foi do tempo quando ele invadiu as terras virgens da Armênia.
07:51Olha só!
07:52Olha só!
07:53Olha que ilusor, gente!
07:55Menino, o que é isso?
08:06Camisinha!
08:07Uso exclusivo das Forças Armadas!
08:11Mas essa aí deve ser do pessoal da cavalaria, né?
08:18Ai, ai, ai, ai!
08:19As tipoias da mami!
08:22Ai, Dona Magda, isso aí é joelheira, Dona Magda!
08:25Será que a Dona Cassandra jogava vôlei?
08:27Ai, Taite, você não sabe!
08:30Ajoelhou até que rezar!
08:32Ai, a minha!
08:33Ai, eu não sei!
08:59Ah, Pereruxo, me deixa em paz, Pereruxo.
09:03Olha, eu me casei com você, mas eu vou continuar frequentando o Clube das Viúvas.
09:08Fique sabendo que eu sou sócia-atleta honorária, tá?
09:13Ah, meu roxinol de penacho, esquece o brigadeiro, eu sou muito melhor que ele, eu sou mais bonito, sou mais
09:23charmoso, minha espada é maior que a dele.
09:26É, mas eu ouvi dizer que tá tão enferrujada quanto.
09:32Ô, Ataíde, o que é que o baú com as relíquias sentimentais do brigadeiro tá fazendo aqui no meio da
09:38sala?
09:38Ah, Dona Cassandra foi o meu chefinho que mandou eu jogar fora.
09:41Agora, posso fazer uma pergunta? Essas relíquias são mesmo sentimentais, Dona Cassandra?
09:45Não mete a mão nisso não, viu?
09:47Toma aqui, leva tudo isso lá pro meu quarto, tá?
09:50Pronto, pronto, volta tudo pro museu de cera da Dona Cassandra, vamos lá.
09:53E o pior é que o burro de carga aqui é que vai levar, né?
09:55Ah, eu ajudo, Ataíde. É que o doutor falou pra eu fazer só uma ceninha por broco, porque senão a
10:00bolsa de água pode estourar.
10:02Vamos, eu ajudo também, mami, depois você me empresta aquela corda enorme que tem aí dentro.
10:08Cassandra, joga esse baú no lixo, Cassandra. Vamos fazer as pazes, vamos lá pro quarto.
10:14Eu prometo que eu faço as pazes com você hoje, três vezes seguidas.
10:19Não, e não, e não, Pederujo. Pra que que você foi contar lá no clube que eu já tinha me
10:24casado de novo?
10:26Já fui valiada e até me jogaram um ovo.
10:28Imagina, mas não acertaram, né? E você tem uma cabeça enorme, quer dizer, um alvo maravilhoso.
10:36Aquelas mulheres não tem pontaria nenhuma, só ficam pensando nos sualecidos, ficam chorando, chorando.
10:43Choram da cintura pra cima, choram da cintura pra baixo.
10:47Elas só param de chorar quando o caco aparece.
10:50Eu não sei o que que aquele sem vergonha anda fazendo por lá.
10:55Aliás, eu acho que sei muito bem.
10:59Falando de mim, cabeção.
11:03Mas o que é isso?
11:04Uma pombagira em noite de gala?
11:10Ou talvez um pote de açaí com cerejão em cima?
11:16Como sempre, você, no seu exercício predileto, quer destilar veneno em cima de uma pessoa decente, centrada e, no momento,
11:25fragilizada.
11:26Além de uma criatura loura e linda que sou eu.
11:29Ô jacaré de papa amarelo.
11:32O que que você tava fazendo lá no Clube das Viúvas?
11:36Na seta, preparando uma bocada pra apanhar alguma carteira de algumas delas?
11:41Como você é canalha, Pereira.
11:43Você é canalha.
11:45Olha, com cuidado com essa palavra.
11:49Canalha.
11:49Eu sei manejá-la muito bem.
11:51Canalha é você.
11:52Você que é canalha.
11:53Você quer ir adiante?
11:54Canalha.
11:54Você é um canalhão.
11:57Veja bem, veja bem.
11:58Eu digo mais, mas que você que é canalhaço.
12:02Você é um canalhão.
12:03Vamos deixar de canalhaço?
12:04Canalhaço.
12:04Então tá bom, diga-se.
12:05O que eu faço no Clube das Viúvas é um problema meu.
12:08Só é da minha conta.
12:09Aliás, da minha conta bancária.
12:12Ih, tão batendo aí.
12:13Atende, viu, Caco?
12:15Atende porque eu tô com a mão cansada de tanto empurrar a caçanta pra fora daquele clube.
12:20Eu vou botar essa mão de molho, sabe?
12:22Ó, mas ninguém atende essa porta.
12:24Que diabos vocês não se mexem?
12:27Ora, tem que...
12:28Se fosse o Lala pra se esconder aqui, não conseguiria nem entrar.
12:40Bárbara e David, tia!
12:43Por que demoraram tanto pra abrir a porta?
12:45E se soubesse, tinha trazido minha churrasqueira, minha cuia de chimarrão pra esperar um pouco lá fora.
12:51Ô, Bárbara, minha sobrinha, querida, há quanto tempo!
12:55Tinha, querida!
12:57O que é que você veio fazer aqui?
13:00Aconteceu uma tragédia, tia.
13:03Bá, fiquei viúva.
13:09Bá!
13:11Estás viúva, guria?
13:13Pela sétima vez!
13:25Ai, que lindo!
13:27Ai, guria, que eu vou te dar as pêsames sete vezes sem tirar o luto.
13:31Uma para cada pensão que tu recebes.
13:34Toca isso aí, ó!
13:53Eu imagino a falta que o, como é, o ombro do falecido deve estar fazendo na tua vida.
13:59Bá, tu não avalia, guria, tu não sabe?
14:01O ombro que eu perdi, grande, duro.
14:06O ombro é o bem feito, sabe?
14:08Bem formido.
14:09Sinto falta dele demais.
14:11É todo dia, toda noite, de frente, de ladinho.
14:14Eu quero...
14:15Calma, calma, calma!
14:16Calma que o meu ombro também é muito espadaúdo!
14:19Calma!
14:30Calma!
14:33Calma!
14:34Calma que o senhor não vai se aproveitar de outra viúva!
14:42Calma que o senhor não vai se aproveitar, de outra viúva!
14:44Calma, calma!
14:48Minha querida, é melhor você ir para um motel, porque Caco não é uma boa companhia numa
14:52Uma hora dessas, nem nessa, nem hora nenhuma.
14:54Por favor, deixa eu ficar, por favor, eu te peço.
14:57Se eu ficar só, eu faço uma loucura.
14:59Se eu sou capaz de me forcar com a boleadeira do meu falecido, por favor.
15:02Eu não incomodo, eu juro, por favor.
15:05Agora você pode ficar assim, você não vai incomodar.
15:08Pra isso, nós já temos o caco aqui.
15:11Mas conta pra ti, tia, como foi que seu marido morreu?
15:15Uma tragédia, viu, tia?
15:17Estávamos nós dois, tá?
15:21Assistindo ali ao jogo de futebol, um jogo ótimo, a partida excelente.
15:26Grenalto, sabe?
15:27Terminou o primeiro tempo, veio o intervalo, a parte ali dos melhores momentos.
15:31Aí já sei, ele meteu três bolas na trave, uma fora e rolou uma morte súbita.
15:37Como é que tu sabe, louro safado?
15:41Lá, nove entre dez maridos sofrem esse tipo de problema nos intervalos dos jogos.
15:45É impressionante, babá.
15:46O marido avança em direção à pequena área, pequena área, se fecha, ele dá uma
15:50cabeçada na cabeça de 14 folones, mas ele vai em frente, dribla um, dribla dois,
15:54para ele é pimba na burduzinha.
15:56Brasil!
15:59E cai duro.
16:00No mau sentido, é claro.
16:02Eu nunca ouvi uma história tão triste assim.
16:05A última vez que eu senti tanta tristeza foi quando o São Paulo perdeu pro Corinthians.
16:13Olha, Bárbara, tu pode contar comigo, tá?
16:18Vavá, ela vai precisar de muita coisa.
16:21Para começar, vai precisar do teu quarto.
16:22Você vai dormir na sala.
16:24Venha, priminha Bárbara.
16:26Eu vou lhe mostrar os nossos aposentos, quer dizer, os seus aposentos, viu?
16:30Poxa, que coxa.
16:34É por aqui?
16:35Espetáculo de Derriere.
16:38Quem é essa mariposa deslumbrada, hein, que foi lá pro quarto com o Caco?
16:43Pereiruxo, um pouco mais de respeito com a minha sobrinha, que é uma viúva.
16:48Viúva?
16:49Outra?
16:49Mas isso aí é um pesadelo.
16:53Tô cercado de urubuas querendo a minha carniça.
16:57Pereirã, eu também sou viúva.
17:00Você não é mais viúva.
17:02Você é casada comigo e eu estou vivo.
17:06Se você tem dúvidas, eu levo você lá no quarto e mostro o quanto eu estou vivo.
17:11E tem mais.
17:12Não quero saber de você andando aí com essa sua sobrinha biscatona.
17:18Pereira, Pereira, presta atenção.
17:20O perigo não é a Cassandra andar com a Bárbara.
17:23O perigo é a Bárbara ficar sozinha com o Caco.
17:26Aliás, eu vou lá ver o que é que esses dois estão fazendo.
17:30Alerta!
17:31Alerta!
17:31Os neurônios da dona Magda chegaram no limite e foram eliminados do programa.
17:38Socorro, gente.
17:39Me ajuda, hein?
17:40Eu estou aqui, certo?
17:42Mas eu também estou lá dentro dando um arrocho no Caco.
17:46Eu sabia que esse festival da viúva popular brasileira não ia dar certo.
17:51Não, Magda, minha filha.
17:52Quem está lá dentro com o Caco é a sua prima, Bárbara.
17:59Ela vai ficar aqui uns dias com a gente.
18:02Ela acabou de perder o marido.
18:04Meu Deus, coitada dela.
18:06Mas, gente, a gente pode procurar, porque se ela acabou de perder, ele não deve ter ido muito longe, não
18:11é?
18:11Não é, filhinha.
18:12O marido dela morreu.
18:14Ela acabou de ficar viúva pela sétima vez.
18:18Sétima?
18:18Essa mulher é a serial killer de marido?
18:21Mas, vem cá, nós temos um problema, porque o Caco não pode ver um rabo de saia preta que ele
18:26corre atrás.
18:26Sabe o que eu vou fazer?
18:28Eu vou no cemitério tirar a água e vou contar tudo para os sete maridos dela.
18:32Calma, calma.
18:33Eu vou com a senhora, que a senhora está muito nervosa.
18:35O doutor falou para eu não ficar do lado de cobra, porque pode arrebentar a bolsa d'água.
18:40Eu tenho licença.
18:47Pereruxo, vamos fazer as pazes, pereruxo.
18:52Vamos lá para dentro, vem.
18:54Eu vou te mostrar que eu deixei de ser viúva.
18:57Eu tiro toda a roupa preta.
19:03Todinha.
19:04Vai ficar peladinha.
19:08Diante de mim.
19:09Oh, meu Deus.
19:09Não, não.
19:11Eu não posso ceder aos meus instintos sexuais.
19:14O que você fez, passou do limite.
19:17Hoje não vai ter nhen, nhen, nhen, nhen.
19:20Ah, pereruxo.
19:22Não vai ter nhen, nhen, nhen.
19:23Eu queria tanto nhen, nhen, nhen.
19:25Mas não vai ter.
19:27Não vai ter.
19:28Nhen, nhen, nhen, nhen, nhen, nhen, nhen, nhen.
19:29Ei, pereruxo.
19:30Vá, guri, mas tu é danada, hein, Lourão.
19:33Eu não acredito, mas penduraste, vá, vá, no lustro com suspensório.
19:39Guri, adorei.
19:40É que eu tô doido em você, Bárbara.
19:42Eu estou alucinado.
19:44Eu quero fazer um canguru de luto, viu, Vinha.
19:47Eu vou te mostrar como é que a gente faz a vela cubana.
19:50O velório sem fundo.
19:52A cascatinha de caixão.
19:55Oh, meu Deus.
19:56E eu vou te esfregar tanto, Lourão, que tu vai ficar moreno, tu sabe?
20:02Alto lá, caco.
20:04Você só puserá da pobre Bárbara por cima do meu cadáver.
20:07Por mil mancadas.
20:09Não fale cadáver.
20:10A mulher acabou de ficar viúva.
20:17Que diabo é isso?
20:22Super suspensório voador e rodapé atômico.
20:29Vocês ficaram doidos.
20:33Como é que você conseguiu pular fora daquele lustre?
20:37O Ataíde me soltou.
20:39E nós chegamos a tempo de salvar esta pobre donzela.
20:43Bó, donzela, guri.
20:46Depois de sete casamentos, mas não sou mais donzela nem na orelha.
20:51Bó, tô sendo franca, que eu sou muito franca.
20:55Não ligue, não ligue pra ele.
20:57O chifre de babá deve estar apertando os biolos.
21:00Oh, Bárbara, eu vou lhe mostrar o melhor lugar da casa.
21:03É o lavabo.
21:03Venha ver que espetáculo.
21:05Ladrilo, a beleza.
21:06Nossa, é a desculpa mais esfarrapada que eu já ouvi.
21:08É pior que poncho de mendigo.
21:10Não, seu caco.
21:12Não entre neste lavabo.
21:18Calma.
21:19Calma.
21:21Ai, que solta amassada.
21:23O que faremos agora, homem suspensório?
21:27O que faremos, não sei, mas o que eu vou fazer é te dar uma tapona na orelha se tu
21:32me chamar disso de novo, hein?
21:34O que nós temos agora é que cuidar de salvar a Magda.
21:39Ela está em perigo?
21:41Não, é que ela tem que tirar o casaco, trocar a peruca e entrar por aquela porta.
21:46O elenco é pequeno.
21:47Todo mundo tem que fazer dois personagens.
21:57Eu estou passada.
21:59Eu estive no cemitério para falar com os sete maridos da minha prima Bárbara.
22:03Fui para ter um papo legal, uma conversa gostosa.
22:06Não me responderam.
22:09Perfeita, são os túmulos.
22:12Magda, minha querida, você não acha melhor você ir lá para o quarto, pegar um copo com água, botar os
22:18teus dois neurônios ali para refrescar um pouco?
22:21Vem, meu lourão, invade o belerio!
22:26Caco!
22:26Caco, você está fatiando a picanha da prima Bárbara!
22:29Não, não é nada de que você está pensando.
22:31Não é nada disso.
22:31Não é nada disso.
22:32O fechiclé dela emperrou e eu estou emprestando o meu zíper dinamarquês para a moça.
22:37Sai daí, vai para a Bahia, gaúcha!
22:40O que é isso?
22:40Vai para a Bahia!
22:41O que é isso?
22:42Deixa a menina empera!
22:43Ô, Magda!
22:44Anda, sua perna é pouco!
22:45Magda!
22:46Deixa!
22:46Deixa queimar!
22:47Ô, Magda!
22:49Coitada da dublê ganhando um cachezinho, coitada!
22:55Quebrando o teu galho, se passando por você e você espancando a moça.
23:01Eu não queria, mas terei que ver como está Bárbara!
23:05Bárbara!
23:05Caco!
23:06Bárbara!
23:06Volte aqui, seu safado!
23:08Caco!
23:09Maldito!
23:10Por mil dinamarcas, o que faremos agora?
23:15Vamos pensar.
23:18Já sei, homem bocejo!
23:21Veja só.
23:22Caco é louco por viúvas.
23:25Eu mato Caco, fico viúva e ele fica louco por mim.
23:30Ahá!
23:30Ahá!
23:31Ahá!
23:58Sra.
23:59Tadinho do neném, tá com os cabelos tudo arrepiado.
24:02Neide, por favor, não me interrompa.
24:04Estou tendo uma conversa muito importante de mulher pra mulher aqui com a Taíde.
24:09Eu preciso arranjar um jeito de matar o caco.
24:12Ai, dona Magda, matar da cadeia.
24:15Se bem que a gente tá falando do seu caco, né?
24:18Posso dar um conselho?
24:19Claro.
24:20Mas com uma facada, né?
24:21Não, muita sujeira, Neide.
24:23Um tiro?
24:24Muito barulho.
24:25Afogado.
24:26Não, muito trabalho, não sei nem nadar.
24:27Bom, então a senhora vai acabar com ele de qualquer jeito, né?
24:31Nem que a senhora o mate.
24:34Mate!
24:35Isso, erva mate.
24:39Vou matar o caco com chimarrão.
24:42Nossa, a senhora vai ter coragem, dona Magda, de enfiar água fervendo dentro do ouvido dele e derreter os miolos
24:50da cabeça dele.
24:52Ai, que lindo!
24:55Magda, nada disso.
24:58Você vai usar este veneninho de rato no chimarrão dele.
25:03Vamos dar uma lição no caco.
25:05Mas, gente, com veneno?
25:07Ô, seu Vavá, só porque ele comeu a sua viúva?
25:09Oxe.
25:10Aí se a polícia descobre.
25:12Aí é que é bom, porque há de ter uma recompensa por exterminar aquela praga loura.
25:16Deixa comigo que eu sei o que eu estou fazendo.
25:19Muito obrigada, viu, tio Vavá?
25:20Agora, só falta o quê?
25:21Eu me finjo de Bárbara e faço ele tomar o chimarrão invertebrado.
25:27Não é invertebrado, querida.
25:30É envenenado.
25:32Contanto que eu morra e caco fique viúvo.
25:36É este.
25:37Não.
25:38Contanto que caco morra e eu fique viúvo.
25:43Tanto faz, qualquer um dos dois serve.
25:44Ataíde, vou precisar do seu auxílio.
25:47Ah, já sei.
25:48A senhora esqueceu a receita de fazer água quente, não é?
25:50Exatamente.
25:50Vamos embora.
25:54Não como, não como e não como.
25:56Ô, pireiro, hoje come só um.
25:59Eu comprei especialmente pra você.
26:01Que decepção.
26:02Vi você gastando dinheiro.
26:03Gastar dinheiro é pior do que ser viúva, sabia?
26:06Ô, me dá um aí.
26:08Ô, tio, dá um aí, tio.
26:11Tira a mão, tira a mão.
26:13Tira a mão.
26:13Não, é só do meu pireirinha.
26:16Come um vinho.
26:17Não, não, não.
26:18Não quero.
26:19Não quero.
26:21Peraí, vocês têm que parar de brigar.
26:24Parem de brigar, vocês dois.
26:26Ô, pireira, aceitam o brigadeiro da Cassandra aí, pô?
26:29Brigadeiro?
26:30O nome desse doce é brigadeiro?
26:32Então é mais uma razão pra não querer.
26:34Pode ficar com tudo, nem morto eu como isso.
26:37Bom, eu também.
26:38Morto não consigo comer, mas como eu tô vivo, me dá com isso aqui.
26:41Libera um aí, seu vavá.
26:42O pão duro aqui do programa é seu Pereira, hum?
26:45Pereirucho, que desfeita.
26:47Eu faço tudo pra me agradar e você dá todos os brigadeiros pro vavá.
26:53Francamente, viu, Pereirucho?
26:55Francamente.
26:56Desfeita quem fez pra mim foi você.
26:58Você podia ter feito outro doce?
26:59Você podia ter feito uma cocadinha?
27:01Um quindim?
27:02Fez o quê?
27:03Só pra me provocar?
27:04Fez um brigadeiro.
27:05Eu tô até aqui com você, sabia?
27:08E chega de conversa mole.
27:10Espera aí, Pereirucho.
27:12Esqueci o falecido.
27:13Eu até joguei o balu fora.
27:15Eu só penso em você.
27:17Eu devo estar com um problema nas minhas narinas, no meu faro.
27:19É a primeira vez que o meu faro louro deixa escapar uma viudinha daquela.
27:22Não escapou, não, seu Caco.
27:25O senhor sabia que a dona Bárbara voltou e tá louca pra conversar com o senhor?
27:28Ataíde, não me fale uma coisa dessa que eu estou parecendo um vulcão desde o primeiro bloco
27:32que eu tô querendo dar uma carcada naquela viúva.
27:35Eu tô doido, Ataíde.
27:37Não, mas pera aí, seu Caco.
27:37Porque, pera aí, seu Caco, olha, ela tá querendo fazer uma surpresinha?
27:39Ela pediu pra você esperar aqui na sala mesmo, viu?
27:41Eu tô tão maluco que se tivesse de vestidinho preto era você mesmo, Ataíde.
27:44Não, pera aí, seu Caco.
27:45Que isso, seu Caco?
27:46Tá me estranhando, né?
27:47Ô, seu Caco, pera aí.
27:48Vamos se acalmar, pensa numa coisa assim pra se distrair, pensa no horário eleitoral.
27:51É verdade.
27:54Horário eleitoral.
27:55Aqueles homens hediondos, aquele bando de safado, dizendo, me dá seu voto, me dá, me dá,
28:01me dá, me dá, me dá.
28:02Pera aí, seu Caco.
28:03Pera aí, seu Caco, faz o seguinte, olha, o senhor senta ali, se amarra na cadeira e
28:07deixa que eu vou lá chamar a dona Bárbara pra ela poder continuar a cena, senão a gente
28:11não vai sair daqui tão cedo.
28:12Pera aí.
28:20Capricha no sotaque que a gente treinou.
28:21Vai, vai, vai, vai, vai.
28:25Mas o que é isso?
28:26É a Priscila da TV Colosso.
28:31Bárbara, eu não sei o que dizer.
28:34Bárbara, nunca é tarde, nunca é demais.
28:36Onde estou, onde estás, meu amor, vem me buscar.
28:49Eu vou pegar a fita, o videotape da final da Copa de 94 e você me explica o que é
28:56que tu fez com o teu marido no intervalo.
28:58Bó, tu tem certeza, os outros não voltaram pra ver o segundo tempo, eles todos esticaram
29:07as panelas.
29:08Ah, as canelas.
29:10Esticaram assim, eu quero esticar é outra coisa.
29:14Olha, há tempos que eu não brinco de médico com uma prima, viu?
29:17Ai, olha, mas tem esse chazinho aqui?
29:21Bicha!
29:24Bate!
29:27Chazinho é ótimo pra esquentar os miúdos.
29:31Eu tô querendo esquentar, é o graúdo.
29:38Nossa, beija bem, hein?
29:39Aproveita que sua mulher não tá, beija mais um pouquinho.
29:44Ai, mas olha, eu faço questão.
29:48Por favor, é...
29:51Esse mate aqui é uma coisa incrível pra aquecer a região dos pompas.
29:56Pompas!
29:57Pompas!
29:58Faço tudo o que tu quiser, eu tô tão doido que sou capaz de arrancar minhas bolas e pegar
30:02um bisão de loja aqui.
30:20Olha aí, Caco, caidinho por mim.
30:25Maravilha, minha filha, você matou Caco Antibis?
30:31Aba, é festa!
30:56Que maldade, dona Magda.
30:58Seu Vavá teve que levar o seu Caco pro hospital, ele se retorcia mais do que a loura do Tchan.
31:04A essa altura, Neidoco, o Caco já tá indo pro cemitério e no enterro, quando ele der
31:10de cara com a vilvona aqui, você vai ver, ele vai voltar pra mim.
31:13Vai, você tem um problema.
31:15Qual?
31:16Morto não volta, né?
31:17Não?
31:18Não.
31:19Calma, calma, calma.
31:20Vem para, calma.
31:21Devagarinho.
31:22Ó o degrau, ó o degrau.
31:24É isso aqui.
31:25Vem cá, vem aqui pro sofá, senta aqui.
31:28Cuidado com o sofá.
31:30Vavá, reza aí pra algum santo arrolhador que a coisa aqui tá feia.
31:36Socorro.
31:38É?
31:43Alma do Caco!
31:46Para com isso, desde quando seu Caco tem alma?
31:49Magda, o Caco está vivo.
31:52O que eu dei a ele não foi veneno.
31:54O que eu dei a ele foi um laxante.
31:56Pra dar uma lição nesse sem-vergonha.
31:58Vavá, seu ordinário.
32:00Se eu estivesse no meu estado normal, eu te cobria de porrada.
32:03Mas, infelizmente, está havendo a Revolução Francesa no meu intestino.
32:07Todo o elenco do Les Miserables tá cantando aqui.
32:10One day more.
32:13Fora os tiros de canhão.
32:17Magda, sua desequilibrada.
32:18O que é que te deu na cabeça de se passar por Bárbara pra tentar me matar?
32:21Também, esta criatura está cada vez mais louca.
32:24Cassandra pediu a ela um remédio pra prisão de ventre.
32:26E ela foi lá ao farmacêutico e disse, mande sua mãe usar mamão.
32:30Ela disse, mas não é muito grande?
32:31Será que cabe?
32:35Eu sou um marido perfeito.
32:37Pode perguntar a todas as viúvas do Arochi.
32:39Todas!
32:40Eu sei, Caco.
32:41Eu queria ficar viúva pra ver se você gostava de mim.
32:45Ah, coitado do seu Caco.
32:46Dona Magda tentando matar.
32:48Seu Vavá tentando enterrar no vaso sanitário.
32:51Chega, cala a boca!
32:52Nem mais uma palavra, berinjela grávida.
32:55Olha aqui, deu pra ti, baixo astral.
32:58Vou pra Porto Alegre e tchau!
33:00Entendeu?
33:01Eu vou ir atrás da Bárbara, mas primeiro vou dar uma passadinha no banheiro que a coisa
33:04tá terrível.
33:05No meu banheiro não!
33:06Caco, volta aqui no meu banheiro não!
33:08Droga!
33:09Primeiro me troca pela Bárbara, agora pela privada.
33:13Caco nunca mais vai gostar de mim.
33:15Agora, Neide, escuta só o que eu tô falando.
33:18Min nunca vai deixar de gostar do Caco.
33:23Engole o choro, Magda.
33:25Engole o choro, Magda!
33:32Neide Aparecida, vai buscar um copo de água com açúcar pra Magda.
33:36Ah, eu vou pegar pra mim, viu?
33:37Essa história me deixou meu sistema muito nervoso e o doutor disse que a minha bolsa
33:42d'água pode estourar.
33:44Com licença.
33:46Mami, Caco disse que ia com a Bárbara Gaúcha lá pra Belo Horizonte.
33:54É Porto Alegre, Magda.
33:57E eu acho ótimo, né?
33:58Que assim a gente se livra de duas malas ao mesmo tempo.
34:01Não, Pedro, você não entendeu.
34:03Se o Caco me deixa, eu sou capaz de me matar-me a mim mesma.
34:08Pô!
34:09Ele é o cinto de segurança do meu patinete, cara.
34:14Ele é a sardinha da minha feijoada.
34:18Ele é a coda!
34:20Eu sou a Cassandra!
34:26Cassandra, você quer dizer?
34:28Cassandra é sua mãe!
34:29É a sua!
34:41Calma, calma, minha filha, calma.
34:43A gente se livra da sua prima, a viúva, e deixa o Caco aqui.
34:48Eu também já não estava mais aguentando aquela viuvinha descarada aqui dentro.
34:53Obrigada, mãe.
34:55Quer dizer que você vai mandar a viuvinha ir embora?
34:58Mas isso que está acontecendo, isso é música dentro dos meus ouvidos.
35:03E de graça, o que é melhor, não precisa ir ligar o radinho nem gastar pilha.
35:08Ah, meus encantos.
35:11Por você eu faço tudo.
35:12Eu largo o Clube das Juvas, largo tudo.
35:15Quer dizer, quase tudo.
35:18Tá bom, vamos fazer as pazes, então.
35:22Seu Pereirinha, sabe o que que é?
35:24Que quem quer?
35:25Fica enroscadinho em você.
35:27O Pereirinha quer ficar enroscadinho?
35:29O Santão também quer ficar enroscadinho.
35:34Ah, droga!
35:35A gente tem que convencer o Caco a ficar aqui.
35:38Oxê, ainda tem isso.
35:40Mas a que ponto chegamos?
35:43Tadá.
35:47Que cara é essa?
35:49A cara não é nada, pior é o resto.
35:52Mas eu tomei um remédio poçante.
35:55Agora estou pronto a invadir aqueles pampas.
35:59Não, Caquinho, querido.
36:02Você não vai fazer isso com a sua sogrinha que vai ficar morrendo de saudadezinha.
36:10Ei, se ela deu pra beber agora?
36:13Não, claro que não.
36:15Não, é verdade, ela vai ficar com muita saudade de você.
36:18E diga-se em passagem, eu também, viu?
36:21Eu vou dizer uma coisa pra você, meu genro.
36:24Eu acho você, você sensacional.
36:29Ah, muito obrigado.
36:30Eu fico até emocionado ouvindo essas palavras.
36:34Eu também quero dizer uma coisa pros dois, viu?
36:38Aqui, seus safados, aqui, ó.
36:45Não, meu Deus do céu.
36:48Por que foi fazer isso?
36:51Eu não precisava ter feito isso.
36:54Ai, meu Deus.
37:02Por que essa agressividade?
37:06Justamente com as pessoas que amam tanto você.
37:08Conheço vocês.
37:10Conheço, cabeção, anaconda da cabeça grande.
37:13E você, seu mão de vaca.
37:15Vocês estão querendo é fazer um puxadinho com a pensão da gaúcha.
37:18Mas não vão botar a mão no dinheiro, não.
37:20Pode se mandar, viu?
37:21Que o seu Caco já arrumou outra viúva.
37:25Você está mentindo nisso também, seu tampinha?
37:27Eu vou te contar uma coisa, Ataíde.
37:30Ataíde.
37:31Ataíde.
37:32Ai.
37:35Eu vou te mandar uma surra pelo correio que eu não estou podendo te dar uma surra agora.
37:40Oh, minha viuvinha.
37:41Minha viuvaça.
37:43Minha viuvona.
37:45Pisaste em alguma coisa?
37:50Mamãe, mas tu sabe que meu fogo é tão grande, mas tão grande, que se eu sentar na Lagoa dos
37:56Patos, ela seca, gurião.
37:59Olha aqui, Cacoitibes, se você puser os pés pra lá daquela porta com essa zinha aí...
38:06O quê?
38:06O que vai acontecer, ô cabeça de cuia deste marrão gigante?
38:15O que eu vou fazer também?
38:21Ou seja, nós não falaremos mais com você, Caco.
38:25É, meu senhor.
38:26Nós não falaremos mais com você, Caco.
38:28Cala tua boca.
38:30Ora, chega.
38:32Vamos para o aeroporto, o Jatinho está esperando.
38:34Pá, alugaste o Jatinho.
38:36E fiz uma surpresa, aluguei no teu nome.
38:40Bom, chegou a hora de toda a verdade.
38:45Esse sujeitinho aí está querendo se aproveitar de você.
38:49Uma grande novidade que eu também quero me aproveitar dele, gurião.
38:54Vem cá, tu vai ficar mais usado que chinelo de vovó.
38:58Não aperta muito que o negócio tá feio.
39:01Mas não é nada disso, viu?
39:02Não é nada disso.
39:04Ele quer se aproveitar de você, quer ficar com as suas sete pensões.
39:08Sentira!
39:09Mentira, mentira, mentira.
39:11É mentira.
39:14Estou praticamente uma madame butterfly.
39:18É mentira!
39:21Ninguém em sã consciência, neste recinto, pode dizer que eu sou uma pessoa gananciosa.
39:26Sou ou não sou?
39:30Ainda bem, gurião, ainda bem que tu não é ganancioso, porque tu não sabe.
39:35Juntando minhas sete pensões, eu acho que não dá direito pra gente ir devã pra Porto Alegre.
39:51Quem foi que escreveu esse episódio?
39:55Eu termino todo borrado e a gaúcha é pobre.
39:59Toma teu rumo!
40:00Sai daqui!
40:00Sai fora daqui!
40:17Dona Cassandra, quando a senhora for ao Clube das Viúvas, eu não vou poder me levar, né?
40:21Quem sabe assim eu arrumo uma namorada lá, né?
40:24Ah, Thaíde, depois que eu me livrei da Bárbara, eu não quero mais saber de viúvas.
40:29E depois, Peneiruxo e eu, estamos vivendo assim uma paixão cinematográfica.
40:35Ah, e uma paixão cinematográfica?
40:37Como é que é isso?
40:38Sansã?
40:39Estou pronto, Sansã.
40:41Vamos ao filme!
40:43O beijo na aranha cor-de-rosa!
40:47Take 1, cena 5!
40:50Vamos?
40:51Vamos, meu tatuapu!
40:55Ela vai ver o tatuapu!
41:19Mas o amor tomou conta do programa hoje?
41:22Eu até que estou a fim de me arranjar também, ô, ô, ô.
41:26Cassulinha, tem programa para essa noite, filho?
41:29Ó, só se for com Cassulinha mesmo, que a Branca de Neve está dando para outros sete anões.
41:36Ei, que Branca de Neve é essa, outra viúva?
41:39Não, Magda, eu só tenho dois grandes amores da minha vida.
41:43Já disse e vou repetir.
41:44Os dois grandes amores da minha vida são você e o cartão do Vavá.
41:50É o amor que mexe com...
41:55A cabeça de quem que eu nunca sei?
41:56A cabeça e o coração.
41:57Não importa.
41:58Eu estou amando.
42:00Ô, Neide, você, seu Vavá, Vavá e você, juntinho, é isso?
42:05Não, meu filho, não tem nada a ver.
42:06Mesmo porque o doutor diz que, nhenhenhen, no quinto broco, pode estourar a bolsa d'água.
42:12Mas o negócio de bolsa está um pouco demais.
42:15Se estourar, eu empresta aquela minha pochatinhozinha que você adora.
42:18Bom, a conversa está sempre doida, como todos os programas,
42:23mas eu vou ao encontro do meu grande amor, a Margarida.
42:27Meu Deus, com aqueles cabelos louros, aquele par de seios.
42:32Não, não, não, não.
42:33E aquela Margaridinha tatuada no...
42:35Nossa, aquela...
42:38Caco, seu desgraça!
42:45Peguei uma miúva que era um avião,
42:48Glorinha gostosinha e babaxi de passar a pão.
42:52Falei, Maldita, vem com esse golpe no baú,
42:55Não é barriga, que viva o Largo do Sul.
42:58Quem tem o caco?
43:02Agora vem que a caúcha é a mais pobre que a gente.
43:10Ei, quem tem o caco?
43:14Agora vem que a caúcha é a mais pobre que a gente.
43:21Robota!
43:52Para que eu botei um troço!
43:54Eu não posso vir uma viúva?
43:57Eu não posso, já que esqueci o texto logo no início!
44:00Eu sou penada, né?
44:01Ah, é verdade!
44:02É um troço!
44:06Imagine você, pai!
44:09Sabe o que vai acontecer?
44:10A mulher dessa...
44:12Ui!
44:12Caco, seu safado, sabe o que vai acontecer?
44:15Que cara é essa?
44:16A cara não é nada, pior é o resto!
44:19Mas eu tomei um remédio poçante!
44:22Tomei e cagou!
44:24Eu tomei!
44:30Mas que coisa horrorosa!
44:34O que eu faço agora, Cassio?
44:36Você tem que me oferecer!
44:37Você tem que me sentir à vontade aqui na tua casa!
44:40Posso te chamar de tio, Vavá?
44:42Tu não é sobrinha, Vavá?
44:45Se é prima de Magda, é sobrinha, né?
44:49Não, ele não me deu a deixa, ele tem que falar!
44:52Ah, é, é, exato!
44:53É isso aí que eu esqueci, que foi?
44:55Eu que esqueci!
44:57Eu decorei tudo!
44:58Eu dou uma pausa!
45:07Olha, Bárbara, tu pode contar comigo, tá?
45:10Não é possível!
45:14Decorei a fala dele!
45:15É, é, é, é!
45:20E aí
45:21Obrigado.
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