- há 7 horas
No JP Ponto Final desta semana, José Maria Trindade recebe Paulo Henrique Cordeiro, secretário nacional de Esporte Amador, que detalha as políticas públicas voltadas ao esporte educacional, de lazer e inclusão social. Ele explica como o esporte amador forma atletas de alto rendimento, movimenta a economia, gera empregos e atua como ferramenta de prevenção social e saúde pública.
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NotíciasTranscrição
00:05Salve, seja bem-vindo aqui ao Ponto Final.
00:08Tradicionalmente, daqui dos estúdios da Jovem Pan, no Planalto Central do país,
00:12falamos exatamente de política e sobre as entranhas do poder.
00:17Você vai entender como funciona aqui cada setor, porque durante essas conversas nossas aqui,
00:23a gente mostra setores do Congresso Nacional, dos Ministérios, do Palácio.
00:27Olha, cada ponto aqui é um mistério e um mundo.
00:32Hoje é sobre esportes em geral, mas principalmente sobre esporte amador.
00:38É que está aqui nos estúdios da Jovem Pan, Paulo Henrique Cordeiro.
00:41Ele é secretário nacional do Esporte Amador.
00:44Secretário, é um prazer receber o senhor aqui nos estúdios da Jovem Pan.
00:49Zé Maria, muito obrigado. Eu que agradeço a oportunidade à Jovem Pan.
00:54E digo que é uma honra poder falar do esporte amador, do esporte educacional,
01:02do esporte voltado para o lazer, para a inclusão social,
01:06e das políticas públicas de esporte que são desenvolvidas pelo Ministério do Esporte,
01:12é aqui no teu programa.
01:14Afinal de contas, o Zé Maria, no seu entrói, tu já mostrou,
01:18mas ele não falou com a propriedade necessária,
01:22mas é uma sumidade na história política do Distrito Federal e do país como um todo.
01:28Que isso, secretário.
01:30Secretário, o senhor é um maranhense que chegou aqui em Brasília.
01:33Brasília, sim, abraça a todos que chegam.
01:35Depois de 15 dias morando aqui, já se torna um pioneiro de Brasília.
01:40Brasília, qual foi a sua história, o senhor é advogado, tributarista,
01:44segundo eu vi no seu currículo, para entrar exatamente nesse assunto esporte amador?
01:50Bom, só para contextualizar um pouco sobre Brasília.
01:54Brasília realmente me deu régua e compasso, parafraseando o nosso poeta Gil.
02:00Então, foi a cidade que eu escolhi, ou que a vida escolheu, para que eu vivesse.
02:08E nós estamos aqui e eu sou um brasiliense apaixonado.
02:12Talvez até um candango.
02:14Pois é, o candango é uma expressão que se usa aqui em Brasília
02:17para os pioneiros que construíram Brasília.
02:21Isso é o candango, né?
02:22É o brasiliense, é o que mora em Brasília.
02:24Porque não é uma história de 15 dias, são de vários 15 anos.
02:27Aqui é uma cidade boa de morar, né, secretário?
02:30Eu sou muito suspeito para falar.
02:32Com todo respeito ao resto do Brasil, a todo o Brasil, Brasília é o quadradinho,
02:39não é qualquer coisa, né?
02:41Secretário, muito se fala no esporte de alta performance, no esporte profissional,
02:48mas o esporte amador tem seu lugar e é a base de tudo.
02:51Qual é a diferença?
02:53Eu vi que o Ministério do Esporte investe muito no esporte amador e no esporte profissional.
02:57Bom, o que acontece, Zé Maria, é que via de regra se observa o esporte apenas em relação
03:07à ponta da pirâmide que é o alto rendimento.
03:10Realmente, o alto rendimento é aquilo que chama atenção e que em larga medida incentiva
03:16a prática do esporte no Brasil.
03:17E nós somos um povo que é acostumado a trabalhar e acompanhar aquilo que a gente consegue ganhar.
03:25Se a gente está indo bem na Fórmula 1, nós somos Fórmula 1.
03:28Se nós estamos indo bem no futebol, nós somos futebol, no vôlei assim sucessivamente.
03:34Acontece que o esporte, do ponto de vista da aplicação das políticas públicas por parte
03:42de qualquer governo, talvez seja o espaço de maior dimensão.
03:47Porque o esporte, ele se constitui como ferramenta de saúde preventiva, de lazer, de inclusão
03:57social, de formação cidadã.
03:59Então, o esporte, ele vai para além, simplesmente, da questão profissional.
04:05O esporte amador é aquele futebol da quarta-feira ou é já uma coisa mais organizada, de forma
04:12amadora?
04:13O esporte amador, apesar do termo amador, ele é bastante estruturado, bastante organizado
04:23e organizado de forma profissional no Brasil.
04:26E ele engloba, hoje, eu te diria, quase todas as modalidades esportivas.
04:33Nós temos núcleos, nós temos projetos de esporte amador em futebol, em automobilismo,
04:41em basquete, em vôlei, handball, em ginástica, em qualquer modalidade.
04:46Mesmo modalidades que têm um reflexo profissional bastante contundente.
04:52Mas isso não impede que na base tenhamos projetos, e aliás, são esses projetos de esporte
04:58amador que, em larga medida, vão formar aqueles atletas que chegam em alta performance,
05:06chegam em nível de excelência no esporte.
05:08O que mais me impressiona no esporte amador é a alta possibilidade de integração.
05:14Uma pessoa que pratica esporte, qualquer que seja ele, muito mais futebol, ele chega no
05:20lugar rapidamente, ele se integra e a possibilidade de integração é muito alta.
05:25E é uma prevenção.
05:27É, porque quando eu falo do esporte como uma ferramenta de saúde preventiva, eu não estou
05:35falando só saúde do ponto de vista físico, mas, em especial, saúde do ponto de vista
05:41psicológico, mental e até para a alma, porque o esporte é um fator de socialização.
05:47O esporte é um fator gigantesco de interação aqui no Brasil e em qualquer lugar do mundo.
05:53Então, o esporte, a gente percebeu essa questão do esporte, principalmente do esporte amador,
06:00principalmente durante a pandemia.
06:02Quando você estava isolado e, à medida que a gente foi saindo, as pessoas procuravam
06:07enormemente a busca pela prática esportiva.
06:12Agora, a sua secretaria, que é a Secretaria Nacional de Esporte Amador, ela investe, né?
06:18É o termo que usa aqui, fomenta, ou seja, incentiva a prática de esportes e de campeonatos, né?
06:25Como é que esse processo?
06:26É preciso procurar o Ministério ou os senhores têm busca ativa sobre essa ajuda?
06:31Bom, são dois espaços.
06:34Nós temos, em primeiro lugar, programas governamentais de esporte.
06:39Nós temos o Programa Segundo Tempo, o PELC, que é voltado para diversos projetos de esporte
06:46em diversas modalidades.
06:49Para pessoas de qualquer idade, nós temos o Vida Saudável, que são núcleos de esporte
06:55para melhor idade, né?
06:58E nós temos o T-Ativo, que é uma enorme ferramenta hoje do esporte.
07:08Mas, para além desses programas governamentais, que via de regra podem e devem sair na forma de edital,
07:16nós temos aquele fomento de recursos próprios do Ministério e, em especial, de recursos oriundos
07:24e alocados pelo Congresso Nacional para que se fomente, via Ministério do Esporte,
07:30em todo o país, para todos os entes públicos que nos procuram e entidades privadas, a prática esportiva.
07:37A espora quer melhorar a qualidade ali, ou a representatividade do esporte, ou um grupo, um bairro e tal.
07:46Aí, como é que ele faz? Procura o Ministério?
07:48Você está dando um exemplo específico de escola, escola pública.
07:52Se ela precisa melhorar as suas ferramentas, os seus instrumentais físicos do esporte.
07:59Construir um campo, de futebol, uma quadra.
08:01Construir um campo, construir uma quadra poliesportiva, construir uma quadra poliesportiva coberta,
08:06ou reformar, eventualmente, algumas dessas ferramentas,
08:10nós temos na nossa secretaria e no Ministério do Esporte,
08:14efetivamente, uma ação voltada só para a infraestrutura esportiva.
08:19E, por outro lado, se a escola tem interesse, a comunidade tem interesse
08:24em se construir, se criar núcleos das diversas modalidades esportivas,
08:32núcleos de judô, núcleos de futebol, núcleos de futebol de salão,
08:35masculino, feminino, de qualquer modalidade,
08:38também nós temos uma ação voltada só para esse tipo de fomento.
08:43Esse processo aqui em Brasília, ele é muito complexo.
08:49Os poderes aqui são distribuídos da seguinte forma.
08:52Tem o Congresso, onde ficam os deputados e senadores,
08:54que votam o orçamento.
08:56Esse orçamento hoje é na faixa de R$ 6 trilhões e R$ 400 bilhões.
09:01Mas, na verdade, quando tiram os dívidas, pagamento de folhas,
09:06despesas obrigatórias, previdência, sobra muito pouco,
09:09cerca de R$ 140, R$ 160 bilhões.
09:14E o Congresso pega R$ 60 bilhões através de emendas.
09:19São três tipos de emendas.
09:20As emendas individuais, de região e de comissão.
09:25E os deputados hoje estão fortemente investindo em vários setores.
09:33Emendas parlamentares passam por lá?
09:36Eu te diria que hoje a maior estrutura de dotação orçamentária
09:42que todos os ministérios, até pelo que você citou,
09:46com relação à grandeza que é o orçamento no Congresso Nacional.
09:50Então, do ponto de vista do investimento em esporte,
09:54grande parte daquilo que nós fomentamos
09:58são dotações oriundas do Congresso Nacional.
10:01As emendas PIX.
10:01De emendas individuais, de emendas de bancada,
10:04de emendas de comissão e também das emendas individuais especiais,
10:07que são as emendas PIX.
10:08Então, nós temos todas essas modalidades.
10:11Aí os senhores repassam os recursos ou vão lá e constroem as obras?
10:16Nós tanto construímos a estrutura de infraestrutura,
10:21perdão, tanto construímos por ações de infraestrutura de esporte,
10:27como também nós fomentamos diversos projetos
10:30nas diversas modalidades esportivas.
10:32Agora, a dotação orçamentária do Congresso,
10:35ela tem algumas especificidades.
10:38Via de regra, o parlamentar já define,
10:41ou a bancada define, ou a comissão define,
10:44a que ente público, de que região ou a que ente privado
10:50se deve efetivamente destinar.
10:52E o que nós fazemos é uma espécie de gestão
10:57dessa dotação orçamentária,
10:59gestão do ponto de vista da execução, da aplicação
11:03e também do acompanhamento dessas políticas públicas
11:06em sua efetivação na ponta.
11:10É interessante, secretário,
11:12por que é uma provocação?
11:16Eu não sou contra, eu acho que deve,
11:18mas por que o Estado tem que investir dinheiro
11:22no esporte amador?
11:24Veja, o esporte profissional, ainda hoje,
11:29sente alguma dificuldade de captação de recursos
11:34pelas diversas vias em que se pode efetivamente fomentar.
11:40Agora, você imagina o esporte amador.
11:42Se o Estado não entrar para que se fomente
11:47esses diversos projetos e essas diversas estruturas
11:50que nós estamos citando aqui,
11:53dificilmente a gente alcançaria,
11:56grande parte da população como se alcança hoje,
11:59com políticas públicas de esporte,
12:00o que deságua efetivamente na formação
12:03dos atletas profissionais mais à frente.
12:05Quando se pega, por exemplo,
12:08o esporte amador, o esporte educacional,
12:10o esporte universitário,
12:12essas três estruturas é quem efetivamente
12:15formam os atletas que vão chegar no alto rendimento,
12:19são os atletas profissionais.
12:20Todos eles ou passaram no educacional ou em todos,
12:24educacional, universitário e amador.
12:26Mas via de regra é assim,
12:28e não é só um fenômeno no Brasil.
12:31Esse é um fenômeno que se dá em todo o mundo.
12:35Pois é, secretário.
12:36Eu conversava recentemente com um deputado ligado
12:39a essa área de esporte,
12:40ele dizendo que, por exemplo,
12:42aqui no Brasil podem ter nascido
12:44vários especialistas, por exemplo, em golfe,
12:46mas aqui não há uma tradição de golfe
12:48e outros esportes mais específicos.
12:52como podem ter nascido vários Ronaldinhos
12:55em países que não praticam futebol
12:57e que não têm contato.
12:59Eu tenho a impressão que o esporte amador
13:01dá essa possibilidade de todos,
13:04pelo menos, terem acesso
13:06às modalidades esportivas e daí para diante.
13:09É isso.
13:10Tudo isso que você está colocando
13:12é efetivamente o que acontece,
13:16mas vai até para além.
13:18O esporte amador, ele propicia
13:21essa possibilidade que você está falando
13:24de alguém que tem um talento nato,
13:27conseguir, do ponto de vista da técnica,
13:29através daquele projeto,
13:31através daquela estrutura...
13:32Se não tiver acesso ali, não adianta.
13:34Não tem.
13:34Morre sem saber, né?
13:35E para além dessa possibilidade,
13:38nós ainda temos vários outros nuances,
13:41como, por exemplo,
13:43ali você não está só formando atletas
13:45para o alto rendimento,
13:46ali você está formando cidadão,
13:48ali você está tirando o menino da rua,
13:51ali você está tirando a força de trabalho barata
13:54para o crime organizado no Brasil.
13:57E ali, no mais das vezes,
14:01talvez seja a única estrutura de lazer
14:03que aquela comunidade,
14:05que aquele menino, aquela menina,
14:08aquele jovem tenha acesso
14:10através dos programas de esporte
14:12fomentados pelo governo.
14:13Já me disseram que interferem até na personalidade.
14:15Muito.
14:16Pessoas que jogam, por exemplo,
14:17esporte coletivo como futebol,
14:18vôlei, eles tendem no trabalho
14:20a serem muito mais cooperativos
14:22e trabalharem em equipe, né?
14:24Disciplinados.
14:25É, a gente tem disciplina, né?
14:26Regras, né?
14:27Isso.
14:27O futebol é o esporte do Brasil.
14:31Tanto amador como profissional.
14:33E a gente viu agora uma grande mudança, né?
14:35Dos clubes e empresas.
14:37Agora são empresas.
14:39Melhorou?
14:40Como é que o senhor vê
14:41essa profissionalização
14:43dos clubes de futebol no Brasil?
14:46Veja.
14:46A profissionalização não é o tempo correto
14:48que já eram profissionais, né?
14:50Agora é mais uma privatização.
14:52Uma outra modalidade de...
14:53E privatização já eram privados.
14:55De gestão de negócios.
14:56De gestão, né?
14:58Não são mais clubes, associações,
14:59mas empresas.
15:01Exato.
15:02Como você fala,
15:02o futebol é a grande paixão nacional, né?
15:05E eu não estou falando só do ponto de vista esportivo.
15:07Mas o futebol é realmente a paixão nacional.
15:09E em qualquer lugar,
15:10se você chegar em qualquer comunidade no Brasil,
15:13e não importa em que nível socioeconômico
15:16é formada aquela comunidade,
15:19você vai ter o futebol ali presente.
15:22É um campo.
15:23Qualquer cidade...
15:24É porque talvez seja a modalidade esportiva mais barata.
15:29Bastante, você depende.
15:30Se você não tiver nada,
15:30se você tiver dois pedaços de madeira,
15:32três pedaços de madeira,
15:33e uma bola, você...
15:34E atinge um coletivo muito maior.
15:37Não só quem está ali praticando,
15:40como quem está em torno assistindo.
15:42E em face disso,
15:44em face do futebol ser essa grande paixão nacional,
15:47nós temos uma estrutura clubística
15:51bastante forte,
15:52bastante desenvolvida.
15:53Mas nós percebemos que nas últimas décadas,
15:56nós tivemos, por exemplo,
15:59se compararmos ao futebol da Europa,
16:03o desenvolvimento do futebol na Europa,
16:05na Ásia,
16:07especialmente na região dos países árabes,
16:10o Brasil parece que ficou meio para trás.
16:12E aí, isso se deu efetivamente,
16:15efetivamente, não só pela questão financeira dos clubes,
16:20mas muito mais por gestão.
16:23E como a organização do futebol europeu, por exemplo,
16:28se deu muito através dessa modelagem de negócios,
16:32na forma de empresas que gestam,
16:35que gerenciam o futebol,
16:37a gente acabou trazendo no Brasil,
16:39que são as nossas SAFs,
16:40são sociedades anônimas do futebol,
16:43que tem uma natureza jurídica
16:45um pouco diferenciada das outras sociedades anônimas.
16:48Foi provado uma lei, né, regulamentante?
16:50Com, com,
16:53eu não diria um controle,
16:55não me reportando um controle governamental,
16:58mas um controle da população sobre isso.
17:00porque o fato do clube passar a ser gerido,
17:04passar a ser gestado por uma SAF,
17:06não faz com que os torcedores,
17:09os membros daquele clube,
17:10deixem de ver o clube como o clube que era.
17:14Ninguém enxerga a SAF.
17:16Ninguém enxerga, por exemplo,
17:19alguns clubes que já estão com o SAF,
17:22Corinthians, Palmeiras, etc.
17:24O Botafogo teve,
17:26o Vasco teve depois,
17:28o Cruzeiro,
17:29mas ninguém vê a SAF.
17:31A SAF é só um instrumento de gestão,
17:33do ponto de vista econômico,
17:37mas a paixão continua em relação ao clube.
17:40Então, assim,
17:42acho interessante,
17:43acho que nós precisamos avançar bastante.
17:45É um caminho sem volta?
17:47Muito provavelmente é um caminho sem volta,
17:49é um caminho que deu certo
17:52em diversos lugares do mundo,
17:53que a gente precisa aprimorar.
17:55Eu não sou um entusiasta,
17:57apesar de advogado por profissão,
17:59eu não sou entusiasta de grandes regulações,
18:03mas de regulações necessárias.
18:05E nesse caso,
18:06a gente precisa até para dar segurança jurídica
18:09para essa nova modelagem
18:10que nós estamos adotando aqui no país.
18:13Nós estamos aí acompanhando,
18:15por exemplo,
18:15essas Olimpíadas de inverno,
18:17e o Brasil está lá mesmo.
18:21Parece estranho,
18:22mas o Brasil está representado lá.
18:24Não só o Brasil,
18:25como o governo brasileiro foi representado.
18:28Eu estive lá na abertura
18:29com o ministro André Fufuca,
18:31que é um gigante entusiasta do esporte,
18:34assim como eu,
18:36não tinha um viés originário no esporte,
18:41mas que nos descobrimos no esporte.
18:44Então, nós estivemos lá.
18:45E a gente até brincava que agora,
18:47não tem o filme Jamaica abaixo de zero?
18:49Nós éramos o Brasil abaixo de zero.
18:51É uma equipe de jamaicanos.
18:54Nós temos chances de medalha.
18:55Nunca tinha visto neve e disputou.
18:57E disputou.
18:58E nós temos chances reais de medalhas
19:00em algumas modalidades.
19:02Pois é, e há um incentivo, né?
19:04Há um incentivo por parte do governo, obviamente.
19:06Mas por que incentivar um esporte
19:08que nunca será praticado aqui no Brasil?
19:10Mas veja, qualquer modalidade,
19:13qualquer espaço do esporte
19:14que possa, no desenvolvimento da sua prática,
19:19atrair mais pessoas para a prática esportiva,
19:22para nós é um grande avanço.
19:25Você veja, se você perceber Brasília
19:28há 30 anos atrás,
19:29quantas pessoas praticavam esporte?
19:32Quantas pessoas faziam uma simples caminhada na rua?
19:36Então, você vê hoje, por exemplo,
19:37a explosão que é as corridas de rua, por exemplo.
19:40Eu acho que sempre houve
19:41uma tendência do brasileiro de praticar esporte.
19:45Ah, não.
19:45É porque Brasília sempre foi uma ilha,
19:47mas eu estou te falando há 30 anos atrás.
19:49Então, veja, que à medida que
19:52as práticas esportivas vão aparecendo e aparecendo em alto rendimento
19:56e são divulgadas e são fomentadas,
19:59isso atrai.
20:00Quem falava, por exemplo,
20:04em algumas modalidades, como beat tênis,
20:07ah, você pode rir com... não sei.
20:09Mas quem falava nisso há pouco tempo atrás,
20:11em academia, para você ter uma ideia hoje,
20:14é por isso que todos os dias a gente vê uma nova academia sendo aberta
20:17uma ou mais por dia no Distrito Federal.
20:20Por quê?
20:21Porque nós tínhamos um déficit,
20:22nós tínhamos um represamento
20:23de pessoas que não praticavam.
20:25E à medida que essa coisa é divulgada,
20:27se avança na prática esportiva.
20:29Então, toda vez que nós temos alguma...
20:33algum nuance no esporte
20:34que possa propiciar essa divulgação,
20:36nós vamos estar lá.
20:37É interessante porque todo preventivo se diz,
20:42olha, alimentar isso, disso, evitar isso
20:45e praticar esportes.
20:46Ou seja, o esporte, qualquer que seja ele,
20:49é muito importante para a cabeça,
20:54para o corpo, enfim,
20:56para a integração social,
20:58tudo isso é muito importante.
21:00Agora, o que se discute muito
21:02é sobre a participação do governo
21:04neste ordenamento.
21:07O senhor mesmo disse que é contra
21:09a possibilidade de muita regulamentação,
21:12mas é um tipo de regulamentação.
21:14Quando o governo participa,
21:16ele dá ali uma tendência
21:17e dá uma indicação.
21:19Mas o que eu defendo,
21:21eu acho que excesso de regulamentação
21:23em qualquer seara é muito ruim.
21:25Mas a regulamentação necessária tem que haver.
21:28Até porque o governo,
21:29não somos nós,
21:32que levamos a prática do esporte na ponta.
21:35Não, nós fomentamos.
21:35Então, a posição do governo, ao meu ver,
21:37é de ser um alavancador de políticas públicas.
21:40Compreende?
21:41Um facilitador de políticas públicas.
21:43Inclusive da sua regulação.
21:45Então, é nesse sentido que eu falo.
21:46Eu não gosto de um corpo normativo prolixo.
21:50Eu acho que isso atrapalha mais que ajuda.
21:51Agora...
21:51Ingesta, né?
21:52Ingesta.
21:53Ingesta, né?
21:54E agora, a regulação necessária, não.
21:56Essa realmente faz com que qualquer setor avance.
22:00Em especial, o esporte.
22:02Secretário, existem esportes aqui no Brasil
22:04de regiões.
22:06Em certas regiões,
22:07o esporte mais praticado é esse.
22:09E por quê?
22:11Por exemplo, Bocha,
22:12no Rio Grande do Sul,
22:13no sul do país.
22:15Existem essas ilhas de alguns esportes
22:18praticados mais em determinadas regiões.
22:21e por quê?
22:22Bom, veja,
22:24tem algumas modalidades de esporte
22:26que são o futebol, vamos dizer.
22:29Mas, alguns outros,
22:31porque depende dos nuances socioeconômicos
22:34de cada região.
22:35Então, se você tem uma região
22:36com poderio econômico,
22:38colonização,
22:39formação cultural,
22:40compreende?
22:41Então, se você tem essa proximidade
22:44com outros países,
22:47então, se você tem,
22:49efetivamente,
22:49essas características naquela região,
22:51elas vão tender, naturalmente,
22:53à prática esportiva
22:55voltada a esses espaços.
22:56O senhor destacaria algumas regiões
22:57em esportes específicos?
22:58O próprio Distrito Federal
23:00com esportes de ponto,
23:02eu acabei de citar,
23:05beat tênis,
23:07basquete aqui é muito...
23:07Basquete, mas é corrida de rua.
23:10Então, tem muitas modalidades.
23:12Bicicleta, natação,
23:14os esportes aquáticos,
23:15de modo geral, no lago.
23:16O ciclismo aqui desenvolveu.
23:16Era muito Goiânia, né?
23:17É, mas o Distrito Federal
23:20também já tem, né?
23:21E passa até de modalidade esportiva
23:23para ferramenta de locomoção.
23:25Mas, então,
23:25isso depende muito
23:28desses aspectos
23:29socioeconômicos,
23:29culturais,
23:30que fazem com que
23:31aquela prática
23:32seja mais aceita.
23:33O ciclismo aqui,
23:34em virtude da geografia?
23:36E também da posição
23:38e da estrutura topográfica
23:39do Distrito Federal, né?
23:41Que propicia, né?
23:42Que propicia em larga medida.
23:45E essas tendências
23:47de práticas
23:47de esportes
23:49regionais
23:50demandam, evidentemente,
23:52cultura e tal,
23:53mas também incentivo, né?
23:54Do governo regional.
23:56Ah, claro.
23:57De propiciar.
23:57Nós temos a maior rua
23:59aqui em Brasília,
24:00a maior rua
24:01de lazer do mundo, né?
24:02Que é o Eixão.
24:03O Eixão do lazer.
24:06Os governos estaduais,
24:07governos municipais,
24:08cada um,
24:09na sua medida,
24:10nas suas condições
24:11e possibilidades, né?
24:13São grandes parceiros
24:14no sentido do fomento
24:17do esporte no Brasil.
24:18E você já está linkando,
24:20porque o esporte,
24:20além de tudo
24:21que a gente já falou,
24:22o esporte,
24:24ele consegue conviver
24:26muito bem
24:26em transversalidade
24:28com diversos espaços
24:30sociais.
24:31Na cultura,
24:33no lazer,
24:35em qualquer espaço,
24:36o esporte,
24:37efetivamente,
24:38se ele não é
24:40o objeto principal
24:42daquela estrutura,
24:43mas pelo menos
24:44ele pode ser
24:45um grande
24:45cotidiovante.
24:46Você pega o...
24:47Você acabou de citar
24:48o Eixão do lazer,
24:50né?
24:51Já está falando em lazer
24:52e lazer também
24:53com ferramentas esportivas.
24:55Então, o esporte
24:56tem esse diferencial, né?
24:59O esporte amador,
25:01ele é importante
25:02que existem pessoas
25:05que vivem
25:05do esporte amador, né?
25:06Por exemplo,
25:07juízes de futebol,
25:09tem...
25:09Eu já vi falar
25:10de goleiros
25:11que se alugam, né?
25:13Porque ninguém gosta
25:14de pegar no gol,
25:15aí tem os goleiros
25:16profissionais.
25:17E aí,
25:18é linka exatamente
25:19aqui em Brasília
25:20e em várias cidades,
25:21existem locais específicos,
25:24campos de futebol,
25:25áreas de...
25:27Aqui tem natação
25:29pública, né?
25:31Enfim,
25:33esses locais
25:34acabam ligando
25:36alguns profissionais
25:37ao esporte amador.
25:38Então,
25:39eu vejo uma diferença
25:39ali em alguns lugares
25:40muito pequenas
25:41entre o que é amador
25:43e o que é profissional.
25:45Eu queria te dar
25:47um dado
25:47para ilustrar
25:51isso que você pergunta.
25:53Você veja,
25:55nós temos,
25:55por exemplo,
25:56a indústria do audiovisual,
25:58a indústria da cultura,
26:00que são indústrias gigantes,
26:02que representam muito
26:02na economia brasileira.
26:03Agora,
26:03o esporte
26:04é uma indústria gigantesca.
26:07E quando a gente fala
26:08de futebol amador,
26:10perdão,
26:10quando a gente fala
26:11do esporte amador,
26:12significa dizer
26:13que aquelas pessoas
26:14que estão praticando
26:15não
26:17têm
26:18um viés profissional
26:19com aquela
26:20modalidade.
26:21Mas,
26:21quem organiza,
26:23e essa estrutura
26:24é bastante organizada,
26:26tem por trás
26:26toda uma indústria
26:27que gera
26:28emprego,
26:29que gera renda,
26:30que gera desenvolvimento,
26:32que faz com que
26:33a economia circule.
26:34Se você pega,
26:35por exemplo,
26:37diversos campeonatos amadores,
26:38corridas de rua,
26:40ciclismo,
26:41etc.,
26:41que são...
26:42Outro dia eu vi uma aqui,
26:43eu até participei lá
26:44no pontão de triatlo,
26:46que movimentam
26:47milhões e milhões,
26:48e que fazem com que
26:49a economia
26:50gere
26:51aqui no Distrito Federal
26:53e em todas
26:54as outras unidades
26:56federadas.
26:57então assim,
26:58o esporte,
27:00quando a gente fala
27:01esporte profissional
27:02e esporte amador,
27:03não importa.
27:04Aqueles que trabalham
27:05profissionalmente,
27:07não importa
27:07em quais
27:09dos dois espaços,
27:10tem toda uma
27:11estrutura profissional.
27:12E o esporte hoje,
27:13eu citei duas indústrias aí,
27:15tanto a da cultura,
27:15quanto o audiovisual,
27:16etc.,
27:17mas o esporte hoje
27:18movimenta muito mais
27:19recursos
27:21no plano geral
27:22do que qualquer outra
27:23indústria
27:24dessas que nós citamos aqui,
27:26qualquer outro segmento
27:27econômico.
27:27Eu fiquei surpreso
27:29que o secretário
27:30gosta de música
27:30e conhece o Paulinho
27:31de Pedra Azul,
27:32meu conterrâneo lá
27:34de perto de Medina,
27:35de Pedra Azul, né?
27:37Conhece ele
27:37pessoalmente ou somos?
27:39Nunca tive o prazer
27:40e nem a honra
27:41de...
27:41Mas que gostaria muito.
27:43E você já me disse
27:44que é amigo dele.
27:45Eu sou um fã.
27:47É música regional, né?
27:48Eu adoro,
27:49mas eu acho que a música
27:50dele não é só
27:51uma música regional,
27:52é uma música regionalizada,
27:54mas que fala
27:55para vários rincões
27:57do país, né?
27:57Eu sou do Maranhão,
27:58por exemplo,
27:59e me identifico
27:59quando ele fala
28:01sobre as questões
28:03em sua música,
28:04as questões regionais.
28:05Do Vale do Jequitinhônia.
28:06Do Vale do Jequitinhônia.
28:07Isso, muito bem.
28:08Secretário, muito obrigado.
28:10Foi muito bom recebê-lo
28:11aqui nos estúdios
28:11da Jovem Pan.
28:12Obrigado.
28:14José Maria,
28:14eu que agradeço
28:15a oportunidade
28:16e quero dizer
28:18que
28:20a gestão
28:20do ministro André Fufuca,
28:22no Ministério do Esporte,
28:23a nossa gestão
28:24à frente da Isnaelis
28:25vai estar sempre
28:27disponível para
28:28quando for convocada
28:30a discutir
28:31os temas de esporte.
28:32Muito obrigado
28:32pela oportunidade
28:33e até uma próxima vez.
28:35Muito bem,
28:36uma conversa boa aqui.
28:37Muito obrigado a você
28:38que nos acompanhou
28:39e siga aqui na Jovem Pan.
28:45A opinião dos nossos comentaristas
28:48não reflete necessariamente
28:50a opinião do Grupo Jovem Pan
28:52de Comunicação.
28:57Realização Jovem Pan
28:59Jovem Pan
28:59Jovem Pan
28:59Jovem Pan
29:00Jovem Pan
29:01Jovem Pan
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