00:00Olha, um grupo de indígenas invadiu hoje o terminal da multinacional Cargill, no porto de Santarém, no Pará.
00:07A ação ocorre após 31 dias de protestos no Baixo Tapajós, região do oeste paraense em que se concentra a
00:17atividade portuária local.
00:18A decisão, de acordo com os indígenas, foi tomada por falta de resposta do governo Lula
00:24em relação ao pedido de revogação de um decreto presidencial que inclui trechos de rios amazônicos,
00:31como o Tapajós, no Programa Nacional de Desestatização.
00:35Em uma nota, a Cargill confirma a invasão e diz que ações violentas promovidas por manifestantes atingiram ativos da empresa.
00:43No escritório central da empresa, aqui em São Paulo, um grupo de pessoas vandalizou a fachada do edifício.
00:50Horas depois, o terminal portuário de Santarém, que há 30 dias tinha a portaria de caminhões bloqueada por grupos indígenas,
00:58foi invadido pelos manifestantes.
01:01Segundo a empresa, funcionários procuraram abrigo até que pudessem sair do local de forma segura.
01:07O terminal segue ocupado e com fortes indícios de vandalismo e depredação, de acordo com a nota.
01:14A companhia inclui e ressalta dizendo que já tem ordem judicial para a desocupação e segue em contato com as
01:23autoridades
01:24para que as providências para a desocupação sejam tomadas de forma ordeira e segura.
01:29Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo manifestou indignação diante dos atos contra as instalações da
01:37Cargill
01:37e ressaltou que não se trata de protesto, trata-se de ilegalidade.
01:43Para o presidente da FIES, Paulo Skaff, usar a força para constranger o setor produtivo
01:48é um atentado direto ao Estado de Direito.
01:51Segundo a entidade, o Brasil não pode permitir que divergências políticas sejam resolvidas
01:57na base da intimidação e do vandalismo, a defesa da ordem jurídica, da livre iniciativa
02:03e da integridade das empresas e dos trabalhadores não é negociável, de acordo com a nota da FIESP.
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