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A Argentina enfrenta uma das jornadas de protesto mais intensas desde o início da gestão de Javier Milei. A greve geral de 24 horas, iniciada nesta quinta-feira (19), é uma resposta direta à aprovação da reforma trabalhista e à redução da maioridade penal na Câmara.

Confira o Tempo Real na íntegra em: https://www.youtube.com/live/A9GVfE0XjEg

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Transcrição
00:00Agora vamos para o cenário internacional, falar da reforma trabalhista do presidente argentino Javier Milley.
00:05Vai ser votada hoje pela Câmara, mas já está dando o que falar.
00:09O país está numa greve geral contra as medidas que vão ser votadas.
00:13Assunto para o Eliseu Caetano, que já chega agora ao vivo direto de Miami.
00:17Eliseu, por que está esse burburinho?
00:19As pessoas estão dizendo que estão perdendo realmente os direitos trabalhistas a partir dessa reforma.
00:24Boa tarde, bem-vindo.
00:27Oi, Márcia. Muito boa tarde para você, para o Bruno e para todo mundo que acompanha em tempo real as
00:32principais notícias do Brasil e do mundo aqui na programação da Jovem Pan.
00:35A gente vem chegando ao vivo direto dos Estados Unidos, porque a nossa equipe de reportagem segue de olho, atenta
00:40no noticiário argentino e nas movimentações dessas muitas manifestações que começaram a acontecer em todo o país, não apenas na
00:49capital Buenos Aires.
00:50A Argentina vive hoje uma das maiores paralisações nacionais desde a posse do presidente Javier Milley.
00:56Em dezembro de 2023, diversas centrais sindicais convocaram uma greve geral de pelo menos 24 horas para tentar barrar a
01:05votação de um pacote de reformas de leis trabalhistas,
01:09incluídas na chamada Lei Bases, considerada o eixo econômico do governo Milley.
01:15Essa greve foi organizada principalmente pela maior central sindical do país, a CGT, que é a Confederação Geral do Trabalho,
01:23junto a diversos movimentos sociais e organizações estudantis.
01:28Já há registros de muitas paralisações, algumas parciais e outras totais, como, por exemplo, das linhas de trens e também
01:37de metrôs, principalmente na capital Buenos Aires.
01:40Bancos também estão trabalhando em horário menor e em alguns bairros, em algumas cidades, os bancos fecharam as suas agências,
01:51escolas públicas, aeroportos e repartições federais.
01:56Falando nos aeroportos, um caos total, viu? A Argentina, a maior companhia aérea do país, a Aerolíneas Argentina, cancelou mais
02:04de 255 voos.
02:06Há uma expectativa, uma estimativa de que pelo menos 31 mil pessoas tenham sido ali atingidas por essas paralisações.
02:13Mas não apenas dentro da Argentina, também fora. Ou seja, há um caos regional e internacional acontecendo nesse momento por
02:21conta da greve na Argentina.
02:23Com portos, aeroportos, trens, metrôs sofrendo atrasos realmente considerados já grandes nesse momento e principalmente com foco na questão do
02:35aeroporto.
02:36Há diversos voos para o Brasil, por exemplo, que foram cancelados, voos para cá, para os Estados Unidos também, deixando
02:43turistas que estão aqui nos Estados Unidos, por exemplo, tentando sair do país sem conseguir.
02:47E pessoas que estão na Argentina tentando voltar para os seus países de origem, também não conseguindo sair do país
02:52vizinho ao Brasil.
02:54Companhias aéreas, outras companhias aéreas, cancelaram dezenas de voos domésticos também dentro do país e, como eu disse agora há
03:03pouco, os portos também já estão registrando bloqueio.
03:06As estimativas sindicais falam em milhões de trabalhadores aderindo a essa mobilização.
03:13Agora, o que é que o governo quer aprovar, Márcia?
03:16A reforma trabalhista faz parte desse programa econômico liberal de Javier Millet para tentar conter a crise fiscal e a
03:24inflação da Argentina, que já chegou a ultrapassar 200% ao ano, como aconteceu lá atrás em 2024 e segue
03:31ainda sendo uma das maiores do mundo.
03:33Entre os principais pontos desse projeto polêmico, estão período de experiência ampliado, de 3 para até 8 meses, redução do
03:43valor de indenizações por demissão, criação de um fundo substituto para multas trabalhistas, facilitação de contratos temporários também, além de
03:54limitação de bloqueios sindicais, ou seja, limitação de greves mesmo, viu?
04:00Punições maiores também para greves consideradas abusivas.
04:04E daí o governo quer, com isso, afirmar que o objetivo central é estimular as contratações e reduzir a informalidade,
04:14que lá na Argentina já beira os 40% de todos os trabalhadores argentinos.
04:19O ministro da Economia, o Luiz Caputo, declarou, inclusive agora há pouco, através de uma rede social, Márcia, o seguinte,
04:25abre aspas,
04:26A Argentina não cria empregos porque é mais caro contratar do que não contratar, fecha aspas.
04:34Daí, obviamente, os sindicatos responderam e afirmam que essa reforma proposta retira os direitos históricos conquistados desde a década de
04:431940, durante o período do peronismo.
04:48Manifestantes seguem acusando o governo de transferir o custo do ajuste econômico para trabalhadores e também para os aposentados.
04:56Vale lembrar, Bruno e Márcia, que a gente acompanhou aqui em tempo real, que ao longo dos últimos meses, a
05:01Argentina aprovou aí corte de subsídios públicos, redução de gastos federais, desvalorização cambial, congelamentos de obras públicas.
05:10Tudo isso faz parte desse pacote dessas grandes manifestações que a gente vai seguir acompanhando aqui ao longo da programação
05:16da Jovem Pan.
05:16Eu volto com vocês no estudo.
05:19Obrigada, Eliseu Caetano, pelas suas apurações.
05:21Vamos chamar os nossos analistas do dia e lembrando que esse tema também está na enquete do Em Tempo Real
05:27lá no nosso YouTube.
05:28Você pode votar dizendo que você acha se essa reforma lá na Argentina atrapalha ou influencia em alguma coisa a
05:35reforma que também quer ser feita aqui, que o governo pretende fazer aqui no Brasil.
05:40Mas, Capês, a diferença é que aqui no Brasil, pelo menos é o que o governo diz, eles querem mais
05:47benefícios para o trabalhador, mais descanso.
05:50Na teoria, é isso, com a redução da escala.
05:53Na Argentina, parece que está favorecendo mais o empregador.
05:58Como é que você analisa essas mudanças, não só nos países latino-americanos, mas também em todo o mundo, Capês?
06:04Só primeiro agradecendo as carinhosas palavras aqui do doutor Jesualdo, e já entrando na sua questão,
06:10nenhum governante gosta de dar má notícia.
06:14Nenhum governante gosta de retirar direitos dos trabalhadores.
06:18O que existe são aqueles governantes que são demagogos, que procuram atender os interesses da eleição seguinte,
06:26e aqueles que pensam em projetos de médio e longo prazo.
06:30É evidente que, como dizia a ex-primeira-ministra saudosa, Margaret Thatcher,
06:35o governo não tem dinheiro de si só, ele não fabrica dinheiro, ele retira dinheiro dos contribuintes.
06:42Se o empregador não tiver condições de contratar, ele não vai poder faturar, não vai recolher tributos,
06:49e também não vai poder gerar emprego.
06:50Quando se cria direitos trabalhistas, é importante que se criem.
06:55Vamos lembrar que no início do século XIX, no começo da Revolução Industrial,
06:59não havia direito trabalhista nenhum.
07:01Crianças trabalhavam 16, 18 horas por dia,
07:04e a média de vida era de 14, de 15, 17 anos em Liverpool e Manchester.
07:09É claro que direitos trabalhistas são importantes,
07:12mas tudo depende de uma equação, de um equilíbrio entre a capacidade de produção,
07:17a capacidade de contratação, a capacidade de recolhimento de tributos,
07:22e os direitos trabalhistas e os gastos do governo.
07:25A Argentina enfrenta uma inflação fortíssima,
07:28não existe remédio eficaz para uma doença que não seja um remédio amargo,
07:34e eu penso que o Millet está procurando buscar dentro da melhor equação
07:38o que é possível fazer, ou seja, diminuir alguns desses direitos,
07:43mas garantir o pleno emprego.
07:45De nada adianta criar direitos e direitos e direitos,
07:48e gerar desemprego para as pessoas.
07:51Então, eu penso que ele está no caminho certo,
07:53claro que é uma reforma amarga, uma reforma antipática,
07:57mas ele tem que buscar alternativas e ouvir os economistas,
08:01porque existem duas realidades no mundo,
08:04a beleza do universo e o boleto que vence no final do mês
08:07para aquele que contrata, produz,
08:09e aquele que evidentemente tem que gerar riquezas para o Estado.
08:13Gesualdo Almeida, respinga em algo aqui no Brasil,
08:16além dos voos cancelados e de toda a confusão que está acontecendo lá,
08:20de alguma forma os políticos da direita apoiam esse sistema do bilay,
08:25e os nossos políticos?
08:27Se apoiam nesse momento, não podem declarar,
08:30em véspera de eleições, mexer com direitos trabalhistas,
08:33é sempre uma pauta muito impopular.
08:35Mas eu acredito que o bilay conseguirá aprovar-se em sua pauta.
08:38Melhor desempenho eleitoral de Donald Trump até agora,
08:41ele que perdeu na Flórida, ele que perdeu em Nova York,
08:44ele que perdeu no Texas, foi a vitória que ele teve na Argentina.
08:47Ele apoiou abertamente o bilay,
08:49e o bilay que teve uma derrota significativa na província de Buenos Aires,
08:53agora nas eleições recentes faz um grande número de seguidores como seus eleitos,
08:59isso tem de fazer com que ele aprove suas reformas.
09:01Aliás, convenhamos, a reforma trabalhista do bilay não é muito diferente
09:04daquela que nós tivemos em 2017, no governo Temer.
09:07A relativização de alguns direitos, o enfraquecimento dos sindicatos,
09:12aliás, no caso da Argentina, inclusive escanteando por completo os sindicatos,
09:15o que sempre foi uma pauta do bilay.
09:18Evidente que nós devemos repensar as relações de trabalho.
09:20Até a bandeira do comunismo, com aquele martelinho que ela foi, está ultrapassada.
09:24Os métodos de trabalho, os modos de trabalho hoje são outros e precisam ser repensados.
09:29Mas me causa muita preocupação também deixar apenas que o empregador e o empregado
09:34negociem os seus direitos.
09:36Nessas oportunidades, nessas ocasiões, sempre o mais forte prevalece.
09:40Tchau.
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