00:00Ó, a Fit Ratings reafirmou que uma melhora na nota de crédito do Brasil depende de um plano fiscal crível
00:05no meio.
00:06É, difícil, né?
00:09Difícil, Evandro, esse plano.
00:10No médio prazo ainda?
00:11No médio prazo aí, difícil.
00:13Um plano fiscal crível no médio prazo?
00:16Ó, pra audiência entender, né, e o pessoal da rádio aí que nos ouve,
00:21beber menos significa que a gente é grau especulativo, ou seja, é alto risco.
00:27Não é as cantadinhas que vocês ficam mandando nas redes sociais aí, não.
00:30Bom dia, bebê, te amo, meu bebê, tá?
00:33Tem nada a ver com isso, não.
00:34Não, nada a ver.
00:36Então, veja, pra conseguir o grau de investimento, né, o investment grade,
00:41que é um selo de bom pagador.
00:43E por que que isso é importante?
00:44Porque daí o país ou as empresas aqui no Brasil conseguem atrair muito mais facilmente recursos do exterior, né?
00:51É como se fosse, por exemplo, a pontuação que a gente tem no Serasa, Landon, pra pessoa física.
00:55Perfeito, só que é internacional.
00:57O meu score tá bom lá, você consegue pegar crédito, fazer transações de maneira muito mais fácil, né?
01:03Perfeito, seu exemplo.
01:04É um score, um score internacional que vale pra governos e para as empresas.
01:09Hoje, a gente é BB menos.
01:12Olha, desculpa, a gente é BB.
01:14BB menos era em 2020.
01:15É, melhorou, né?
01:17Melhorou.
01:17Foi pra BB.
01:18Aí, o que que precisa?
01:20Vai pra BB mais, ainda, não é investment grade.
01:24E aí, pra ter o grau de investimento, é o BBB menos.
01:30É a nota mínima pra você conseguir o grau de investimento.
01:34Então, a gente precisa...
01:35Vai pra A em algum momento?
01:36A A é os...
01:38São os grandes países, né?
01:40São os poderosos, né?
01:41Então, o AAA lá, Estados Unidos, Alemanha, esses países.
01:46Não, muito difícil a gente ir pra A.
01:48Muito difícil.
01:49Agora, Evandro, no passado, a gente já foi investment grade.
01:53Em 2008, a gente conquistou o investment grade, né?
01:57O BB...
01:58BBB.
01:58É.
01:59BBB menos.
02:003B menos.
02:02E, na verdade, a gente conseguiu porque a situação fiscal era bem diferente.
02:07A gente tinha superávit primário em torno de 2% do PIB.
02:10O endividamento era bem menor do que é hoje, ali na casa de 50% do PIB.
02:16Hoje, a situação fiscal, ela é muito diferente, né?
02:19Agora, Gani, você trouxe aí o copo meio vazio relacionado às atitudes do governo
02:22em relação a adotar medidas fiscais mais saudáveis, sustentáveis pro país.
02:28Algo que a gente vê com bastante dificuldade, principalmente porque estamos num ano eleitoral.
02:32E o copo meio cheio seria o quê?
02:34Porque, se a gente observar aqui, esses anos, em comparação com estes, houve uma melhora.
02:40O copo meio cheio foi o quê que levou a esse resultado em comparação com aqueles?
02:44Aqui tem a ver com pandemia e etc., ou isso não influencia?
02:48Não, não, influenciou, bem observado, né?
02:50Até porque na pandemia, Evandro, a situação fiscal piorou bastante.
02:54Porque não tinha outra alternativa a não ser conceder os auxílios para as pessoas
02:59à medida que houve fechamento da economia.
03:01O governo teve que se endividar muito.
03:04Depois, com o pós-pandemia e a recuperação da atividade econômica, houve uma melhora, principalmente
03:11na arrecadação.
03:12Porque se o país está produzindo mais, acaba arrecadando mais impostos.
03:16E teve, e houve também as medidas arrecadatórias anunciadas pelo governo, né?
03:19E houve as medidas arrecadatórias.
03:21O que está faltando são medidas que ataquem o gasto público.
03:25Então, se em 2027 o próximo governo fizer aí algumas reformas estruturais, quem sabe
03:31a gente não caminhe novamente para o investment rate.
03:33Vamos com o Lucas Merreiro e também o Nelsinho Cobaiacho aqui nessa tela mesmo.
03:37Até porque, Lucas Merreiro, o Alangani está dizendo, se em 2027 o próximo governo fizer
03:42e adotar essas medidas fiscais, a questão é que o próximo governo pode ser este.
03:45E aí você acredita que o próximo governo, sendo este, faria alguma mudança nesse sentido?
03:51Não, até porque nunca fez, né?
03:53O PT não é conhecido por responsabilidade fiscal, por reformas tributárias, estruturantes
04:00que melhorem o regime fiscal do Brasil, por reformas administrativas, que combatam os
04:05privilégios da elite e do funcionalismo público, nada disso.
04:09Na verdade, eu vou até além da sugestão e digo que para o Brasil se posicionar melhor
04:16em relação aos investidores, ele tem que se livrar não apenas do PT, mas do bolsonarismo
04:21também, essa dicotomia PT-Bolsonaro não é positiva para o Brasil, porque o Jair Bolsonaro
04:28foi presidente da República durante quatro anos, teve a oportunidade de lançar reformas
04:34estruturantes, especialmente no começo do governo, onde ele detinha uma maioria ampla
04:38ali na Câmara dos Deputados, detinha muito mais apoio popular do que tinha ao final do
04:43governo e não fez absolutamente nada.
04:45Então, tanto o petismo ou o lulismo, se formos colocar dessa forma, quanto o bolsonarismo
04:51não fizeram absolutamente nada para melhorar esses índices econômicos do Brasil.
04:56Pelo contrário, nos últimos anos nós vimos décadas e mais décadas perdidas, onde
05:01o Brasil não aumenta a sua produtividade, não melhora seus índices econômicos e continua
05:06sempre caminhando de lado, né?
05:08Que nem caranguejo, mas nunca avançando.
05:11Fala, Nerso.
05:14Quando há um pedido por um plano fiscal crível, o Cine está se evidenciando de que o sistema
05:21fiscal brasileiro proposto pelo governo não é crível, ou seja, ninguém acredita na
05:27responsabilidade do governo Lula, a responsabilidade fiscal do governo Lula.
05:31Se traça a meta, não se cumpre a meta.
05:34Se traça a meta que tem tantas exceções que não se torna uma meta tão relevante assim.
05:41A gente tem tantas coisas que não estão na meta do arcabouço fiscal, por exemplo, a
05:45questão do Fundo Constitucional do Distrito Federal, aí benefício social também não
05:49entra na meta e vai tirando tudo de baixo do plano fiscal, que acaba sendo um plano fiscal
05:56fraco.
05:57Ou seja, não faz sentido você ter uma meta, não cumprir a meta e essa meta, se fosse
06:01cumprida, já não seria suficiente.
06:03Então, a gente precisa urgentemente de responsabilidade fiscal.
06:06Esse é o grande calcanhar de Aquiles, da economia proposta pelo ministro Fernando Haddad, executada
06:12por ele nessa gestão à frente do Ministério da Fazenda.
06:15A irresponsabilidade fiscal.
06:16Foi isso que levou às altíssimas taxas de juros que nós tivemos nesse governo do
06:22presidente Lula.
06:23A irresponsabilidade fiscal.
06:24A falta de credibilidade do nosso executivo em relação ao uso do dinheiro público.
06:30É gastança.
06:31E pior, má gastança.
06:33Se gasta mal o dinheiro.
06:35E isso, claro, repercute nesses índices todos que quando alguém lá de fora vai decidir
06:41se investe no Brasil ou em outro país, ele não vem aqui, de fato, pesquisar a fundo.
06:46Ele olha primeiro para este índice.
06:48Se o índice está mal, ele não traz dinheiro para o Brasil, quem sofre é a população.
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