00:07Michael Jordan, a lenda do basquete americano, cravou mais uma marca histórica no fim de semana.
00:13A equipe do jogador penceu a prova das 500 milhas de Daytona, a principal corrida da NASCAR Cup Series,
00:20uma vitória que transcende as linhas de chegada das pistas do automobilismo mundial.
00:24E é o tema para a gente tratar e entender melhor agora na conversa ao vivo com o empresário, piloto,
00:31um dos notáveis do nosso canal, Cacá Bueno, que já está na área aqui conectado com o Real Time.
00:35Tudo bem por aí, Cacá? Bom dia, passou bem de carnaval?
00:39Tudo ótimo, Nath. Passei bem sim de carnaval, tranquilo.
00:42Meu carnaval foi tranquilo, sem desfile, mas foi bem tranquilo.
00:48Aproveitando um pouco a minha cidade, o Rio de Janeiro, aproveitando também para ir ao Rio Open,
00:51ver um pouquinho de esporte, que eu gosto bastante.
00:54Mas o assunto dessa vez é automobilismo, com Michael Jordan no centro das atenções da NASCAR.
01:02O automobilismo começa agora, a temporada de automobilismo mundialmente,
01:05geralmente começa no final de fevereiro, começo de março.
01:08A gente tem a MotoGP começando 1º de março, a Fórmula 1 começando 8º de março na Austrália.
01:14As categorias brasileiras estocaram 8º de março em Curvelo, no Circuito dos Cristais,
01:19e a própria NASCAR Brasil também, começando dia 15 de março no interior de São Paulo.
01:25Mas o papo é NASCAR americana.
01:27Ele já começa logo com a principal prova, que é Daytona, a prova que todo mundo quer estar presente.
01:32Então começa lá em Daytona e começou com um fato histórico.
01:35Michael Jordan ganhou a equipe, não ele pilotando, mas obviamente a equipe dele ganhou a prova.
01:42E isso trouxe um pouco de polêmica também, transcendeu, quebrou a bolha, como a gente gosta de falar.
01:47Por quê?
01:48Porque ele estava, desde 2024, com um embrólio bem grande com a categoria,
01:52inclusive com processos mútuos.
01:55Ele estava processando a categoria num processo antitrust,
01:58num processo em que dizia que a categoria usava as regras para favorecer uma ou outra equipe,
02:05ou mesmo a categoria que isso prejudicava as equipes e a competitividade entre as equipes.
02:10E logo depois dele fazer um acordo, em dezembro de 2025, logo na primeira prova do ano,
02:15a equipe dele saiu vencedora.
02:17Tudo bem que um pouco de golpe de sorte e muito talento do piloto,
02:20mas numa prova meio caótica, ele acabou ganhando, a equipe acabou ganhando.
02:25Isso veio de novo a mostrar alguma coisa que está muito comum no esporte,
02:30e é o que eu gostaria de levantar.
02:31A participação de ex-atletas ou de atletas se investindo em outros esportes
02:38e que não o esporte nativo dele.
02:40A Naomi Osaka do Japão investindo em time de futebol feminino,
02:44a Serena Williams em time de, a tenista em time de basquete,
02:47o Felipe Massa, piloto, junto com o Djokovic,
02:50comprando ali com um monte de empresários também, empresários brasileiros inclusive,
02:54mas comprando o Le Mans, time de futebol na França,
02:57e a gente vê esse movimento acontecendo praticamente no mundo inteiro.
03:02Ex-atletas ou atletas usando o seu prestígio e também a sua capacidade
03:07em construção de time, em liderança de processo, em liderança de performance,
03:13para falar sobre isso e trazendo essa vertente para outros esportes.
03:18A gente está muito acostumado no Brasil de ex-atletas virarem comentaristas.
03:22Então todos eles estão na área mais de comentaristas,
03:25devolvendo à comunidade assim o seu conhecimento,
03:28mas não de uma ordem empresarial, não investindo em novos esportes.
03:32Então em múltiplos esportes, a gente vê jogador de NFL investindo em time de beisebol
03:36e por aí vai.
03:38Então não são só celebridades, mas principalmente ex-atletas,
03:41e o Michael Jordan, que é um ex-atleta, mas também um empresário de muito sucesso,
03:48investindo, depois de ter investido em beisebol, investido em basquete,
03:51investindo em automobilismo e vencendo a principal prova do calendário americano,
03:56uma categoria que tem desafios, que tem vertentes no mundo inteiro,
04:00tem a NASCAR europeia, tem a NASCAR Brasil, que começa, como eu falei, dia 15 de março,
04:05mas é o grande nome do automobilismo, a grande categoria do automobilismo americano
04:12ainda é a NASCAR, apesar do crescimento gigantesco que a Fórmula 1 teve em território americano.
04:18A NASCAR ainda continua líder de audiência no comparativo entre as duas,
04:21mas tem um grande desafio, porque ela está mudando bem ali como ela comunica com a sua população,
04:30já que ela não tinha uma abrangência tão grande entre latinos,
04:33entre uma população negra americana, ela era muito mais voltada,
04:38o que eles chamam lá de redneck, ao caipira americano,
04:41e a NASCAR precisa se reinventar e ela vem se reinventando, principalmente nas transmissões.
04:47Mas quem sabe usar o Michael Jordan ali como um centro de comunicação para falar sobre tudo isso,
04:53ele consiga atingir um pouco mais a população americana como um todo.
04:56É, o Cacá é muito curioso mesmo, é interessante a gente observar essa tendência,
05:00eu não sei se essa é a palavra correta, se é uma tendência,
05:03me parece que deve ser libertador para esses nomes, para esses atletas,
05:09eles poderem, não, eu quero falar para além do esporte, onde eu me consagrei,
05:16eu quero investir, eu quero falar de outras coisas,
05:18até porque o interesse não é necessariamente só naquilo,
05:24as pessoas são múltiplas, elas têm paixões diversas,
05:27e é estratégico, é negócio.
05:30O que você vê que Michael Jordan ganha, o que a NASCAR ganha com ele,
05:36como um rosto aí do esporte, no mínimo furar a bolha, né?
05:40No mínimo furar a bolha, trazer para um novo público,
05:44rejuvenescer um pouco ou trazer essa curiosidade.
05:47A gente está aqui muito longe dos Estados Unidos falando sobre Michael Jordan,
05:51sobre uma lenda do basquete, um nome conhecido, empresário de sucesso,
05:54mas investindo em automobilismo.
05:57Então, isso mostra um pouco que atleta,
06:00ele pode estar fisicamente apto a fazer um esporte,
06:03aquele esporte que ele faz muito bem,
06:04mas mentalmente ele está apto a qualquer outro esporte,
06:08porque se assemelham demais na construção de time,
06:11na liderança de processo, em levar o time a alta performance,
06:14aprender ou mostrar como lidar com a pressão e do dia a dia dos resultados.
06:19Então, obviamente, Michael Jordan, quem viu um seriado maravilhoso,
06:22o The Last Dance dele,
06:23mostra como ele era um cara que obcecado por vitórias e por performance.
06:28Isso eu acho que quase todo atleta é.
06:30Óbvio que aí você ganha muito destaque
06:32quando você é um atleta de tanto sucesso quanto o Michael Jordan.
06:35Mas isso é uma tendência, sim, um pouco mais recente,
06:38dos atletas mundialmente buscarem alternativas em esportes.
06:42A maioria dessas iniciativas foram no mundo do futebol,
06:46que é onde lidera, acho que, o movimento financeiro do esporte global,
06:50mas é legal trazer uma pincelada aí para dentro de um esporte
06:54que eu conheço tão bem como o automobilismo.
06:56Vou estar no grid da NASCAR Brasil,
06:59que começando um pouco menos de um mês,
07:02mas mostra como o Michael Jordan pode ser uma figura
07:06em que ele possa comunicar isso muito bem.
07:08Talvez um dono de equipe tradicional que estivesse em processo contra a NASCAR,
07:13trazendo melhorias para as equipes, melhorias para os times,
07:16tendo uma visão um pouco mais interna do processo,
07:19de como é e como é importante que as equipes sejam saudáveis financeiramente,
07:24talvez seria tratado como um burocrata.
07:27Mas o Michael Jordan, nesse tema, acaba que vira notícia.
07:31Então, o processo não é o único que aconteceu,
07:34não é a única briga em prol das equipes e times que aconteceram nos últimos anos,
07:39mas virou notícia muito forte nos Estados Unidos.
07:42Então, acho que o Michael Jordan consegue quebrar um pouco essa bolha
07:44e falar um pouco mais do mundo.
07:46Ele tem acesso ao microfone.
07:47Digamos assim que o empresário nem sempre tem acesso ao palco,
07:51acesso ao microfone.
07:53E a briga que ele comprou é uma briga comum.
07:55Essa sim, a gente vê aqui no Brasil, com as ligas,
07:58a gente vê na NBA, a gente vê na NFL, a gente vê na Europa,
08:04os interesses dos promotores.
08:06Às vezes, eles são justos, eles têm ali, obviamente,
08:10uma função essencial dentro, o mercado gosta de falar,
08:14o ecossistema como um todo,
08:16mas as equipes precisam estar saudáveis,
08:19os atletas precisam ganhar bem.
08:20E essa briga por compartilhamento dos direitos de televisão,
08:26dos direitos de publicidade, dos direitos de arena,
08:29que começou a ser falado um pouco mais no Brasil
08:31por causa das ligas do futebol brasileiro,
08:34ela é uma briga global.
08:37Isso no mundo inteiro acontece.
08:39Talvez o americano consiga entender um pouco melhor
08:42como isso possa ser mais saudável,
08:44mas a gente vai lembrar, ou pelo menos eu vou lembrar vocês,
08:47que não há muitos anos atrás teve, inclusive, greve de atletas da NBA.
08:53Os atletas não jogaram, eles se recusaram a jogar por melhores salários,
08:56por melhores condições das equipes e da estrutura.
08:59E tudo bem, a gente tem que jogar 82 jogos no ano,
09:03a gente vai, a gente entende, a gente sabe que tem transmissão,
09:06tem direito de TV, interesses outros,
09:08mas precisa ser saudável para a gente também.
09:10Porque se não tiver equipe, se não tiver piloto,
09:13se não tiver jogador, não tem evento.
09:15Então, eles precisam participar de alguma maneira
09:18e Michael Jordan trouxe esse assunto bem à luz no último ano.
09:21É, talvez se não fosse por ele, pelo nome dele,
09:24pelo tamanho dele, para além da altura,
09:27Cacá, a gente não estivesse falando sobre isso aqui.
09:29Agora, você que conhece tão bem o automobilismo
09:32e os bastidores e tem esse olhado de negócios,
09:36explica um pouco melhor para a gente o que está por trás desse conflito.
09:41É a questão de receita e para onde vai o dinheiro, é isso?
09:45É, eles têm uma questão de franquia também dentro das equipes de NASCAR,
09:49que é a garantia ao grid.
09:50Eles têm dois modelos de equipes,
09:52equipes que têm um certo privilégio,
09:53que são as equipes franqueadas,
09:55que passam de mão em mão,
09:56mas sempre têm uma responsabilidade também com a categoria
09:59e o que eles chamam de equipes abertas,
10:01que têm que lutar por um lugar ao grid.
10:03E essas equipes franqueadas, que são históricas
10:07ou que estão lá há muitos anos,
10:08que geram empregos, que geram receitas
10:09e têm algumas responsabilidades com a categoria,
10:14eles também querem ter um tratamento um pouco diferente
10:17do que, entre aspas, o aventureiro da equipe aberta
10:21que chega agora sem tanta responsabilidade.
10:23Então, olha, se eu te ajudo no processo,
10:26se eu construí-lo, se eu trago nomes importantes,
10:29se eu trago patrocinadores e investimentos,
10:31nós queremos uma fatia desse bolo.
10:32Desde o direito de transmissão de televisão,
10:36como garantias ao grid de largada e de não ficar de fora,
10:39garantias de participação do evento.
10:41Vamos lembrar que, praticamente,
10:42isso é um pouco o modelo americano,
10:44diferente do resto do mundo.
10:45As grandes franquias americanas não têm rebaixamento.
10:48Elas têm o draft,
10:49onde as equipes possam melhorar ao longo dos anos.
10:52O automobilismo não tem esse draft,
10:53mas eles também se preocupam muito
10:55das equipes deixarem de existir.
10:57Ou seja, uma segurança financeira
10:58e uma participação nos lucros.
11:01Então, ele traz isso um pouco à tona,
11:02mas isso a gente vem falando no mundo inteiro.
11:05O futebol brasileiro também falou muito disso no ano passado,
11:09como dividir as cotas de televisão,
11:11antecipando para as ligas receita futura,
11:13que é um pouco de garantia de existência.
11:17Os estaduais, quando começam,
11:18todo ano é falado sobre isso.
11:19Olha, não dá para matar os estaduais
11:21no calendário brasileiro,
11:22porque você mata os times pequenos
11:24e, com isso, você mata a formação de atletas,
11:26que é o que alimenta os times grandes.
11:28Então, tem todo um ecossistema
11:30que ele precisa conviver
11:31e não dá para olhar o interesse
11:33de uma maneira só
11:34ou apenas um olhar.
11:37Todo mundo tem que colaborar com todo mundo.
11:40Então, talvez no último papo no Brasil,
11:42até para entender,
11:43exemplificar com o futebol,
11:44que talvez o pessoal entenda melhor,
11:46a CBF, que vem fazendo até um trabalho,
11:48vou elogiar, fazendo um trabalho até muito bom
11:50em mudanças do calendário brasileiro,
11:52em organização,
11:53mas, claramente,
11:54ela fala abertamente
11:55que a Série C e D é deficitária para a CBF.
11:58E nada mais justo
11:59que ela ajude a Série C e D
12:01aos clubes menores,
12:02já que precisa deles
12:03para a existência dos campeonatos
12:04e ela ganha muito dinheiro
12:06com a Série A,
12:07com a Copa do Brasil,
12:07com a seleção brasileira.
12:08Ou seja, tem que usar um pouco
12:10dessa receita
12:11para alimentar o outro lado,
12:12para que todo mundo
12:13possa conviver bem.
12:15E a Nascar era mais ou menos isso.
12:16Olha, as equipes estão com dificuldade,
12:18eles vinham com dificuldade
12:20pós-pandemia
12:20de uma queda de audiência,
12:22uma queda de relevância
12:24e não conseguindo furar a bolha,
12:26tanto que deixaram de fazer
12:27a prova do México,
12:28eles saíram,
12:29estão só nos Estados Unidos,
12:30mas fizeram muitas mudanças internas
12:33e as equipes precisavam
12:34de algumas garantias
12:36para poder existir
12:37dentro desse processo.
12:39Então,
12:39nada mais justo
12:40do que essa briga
12:41do Michael Jordan.
12:42O Cacá,
12:43e para a gente finalizar,
12:44a que você vai ficar atento,
12:46que indicadores você monitoraria
12:48ou vai monitorar,
12:49de fato,
12:50nos próximos meses
12:51para medir se a Nascar
12:52está, de fato,
12:53virando essa chave aí?
12:55Eu acho que todo esporte
12:56você acaba mensurando
12:57um pouquinho
12:57pela quantidade
12:58de patrocinadores envolvidos.
13:00O tênis no Brasil
13:01está em alta,
13:02eu falei que eu fui no Rio Open,
13:03a gente foi o assunto
13:03da semana passada,
13:05se eu não me engano,
13:0642 patrocinadores direto
13:07e mais três envolvidos
13:09ali de forma de apoio,
13:10ou seja,
13:1055 marcas envolvidas
13:12no ecossistema do tênis.
13:14Isso mostra que,
13:14pela palavra moderna,
13:15está no hype,
13:16o tênis brasileiro.
13:18Quando você olha
13:19os carros de corrida
13:20ou times de futebol
13:21com espaços publicitários vazios,
13:24mostra que o interesse
13:25do mercado diminuiu
13:27e isso vai trazer
13:28consequências financeiras,
13:30onde você vai fazer
13:30menos investimentos,
13:32formar menos ídolos
13:33e isso vai ter
13:33um impacto futuro.
13:34Então,
13:35você vê
13:35se o seu evento
13:37está saudável
13:38pela quantidade
13:39e qualidade
13:40dos patrocinadores
13:42envolvidos.
13:43A NASCAR
13:43voltou a ter
13:44bons patrocinadores,
13:45ela vem crescendo,
13:46mas ela também
13:47apostou muito
13:48no streaming,
13:49que está crescendo
13:49no mundo inteiro
13:50a transmissão,
13:51porém,
13:52ainda é um desafio,
13:53porque ainda atinge
13:54na grande maioria
13:56uma parcela
13:57muito jovem
13:57da população.
13:58Então,
13:58a NASCAR,
13:59ela precisa
13:59desolhar
14:00audiência de televisão
14:01e quantidade
14:03de patrocinadores.
14:04O nicho,
14:05ele sempre foi forte,
14:06ou seja,
14:06o autódromo
14:07está sempre lotado,
14:08mas você não pode
14:09conviver só
14:10daqueles 100 mil
14:11pessoas,
14:1150 mil pessoas
14:12presentes no autódromo,
14:13você precisa entregar
14:14uma corrida de NASCAR,
14:16geralmente nos Estados Unidos.
14:17Quebra ali
14:18os 2 milhões
14:19de telespectadores
14:22simultâneos.
14:23Para a gente,
14:23parece pouco
14:24num país tão grande,
14:25tão ali,
14:26direcionado ao futebol,
14:27mas para o americano,
14:28eles têm uma guerra
14:29de calendário,
14:30principalmente com a NFL,
14:31já que eles começam ali,
14:32junto ali no finalzinho
14:34com a NFL,
14:35no mesmo final de semana,
14:36e aí eles vão quebrando
14:37um pouco isso,
14:38eles têm a briga
14:39de beisebol,
14:39eles têm a briga
14:40de basquete,
14:41então tem ligas americanas
14:42todas muito fortes
14:43e eles precisam brigar
14:45por essa audiência,
14:46onde no Brasil
14:47a gente tem uma briga
14:49um pouco mais em glória,
14:50porque o futebol
14:50realmente domina
14:51todas as audiências
14:52dos outros esportes.
14:54Tem que se reinventar
14:55em ativações,
14:57em experiências,
14:58mas eu acho que
14:58a grande régua
14:59está na audiência
15:00de televisão
15:01e na quantidade
15:02de patrocinadores
15:02no evento.
15:03Tá, Caboeno,
15:04sempre bom contar contigo,
15:06para pescar
15:07essas movimentações
15:08interessantes aí
15:09no mundo dos esportes,
15:10dos negócios.
15:11Até a próxima,
15:12até semana que vem.
15:13Até a próxima,
15:13até semana que vem.
15:14Tchau, tchau.
15:14Tchau.
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