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O Banco Central manteve a Selic em 15%, mas indicou que pode iniciar um ciclo de cortes já em março. O mercado agora debate o ritmo e a magnitude da redução, entre 0,25 e 0,5 ponto percentual. Lauro Sawamura Kubo, gestor de fundos da Patagônia Capital, analisa os sinais da ata do Copom, as expectativas do mercado, a influência do dólar e os riscos para a trajetória da inflação em 2026.

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Transcrição
00:00O Banco Central manteve a Selic em 15% na última reunião, mas sinalizou que pode começar um ciclo de
00:06cortes em março.
00:07A discussão agora se volta ao ritmo e à magnitude.
00:11Para a gente entender melhor esse cenário de expectativas, eu converso com o Lauro Sawamura Kubo,
00:16que é gestor de fundos de investimentos da Patagônia Capital.
00:20Seja muito bem-vindo, Lauro, ao Radar.
00:24Boa tarde, Marcelo. Eu que agradeço o convite. Obrigado.
00:27Bom, o que você conseguiu ver nas comunicações do Copom, que dão indícios de como é que vai ser o
00:35início desse ciclo de cortes em março?
00:39Perfeito. Segundo a ata do Copom, Marcelo, ele mostrou, como sempre, na verdade, uma certa cautela,
00:46mostrando que existem riscos, dependendo da inflação, ela acabar podendo voltar a subir,
00:51porque ainda tem uma desancoragem em questão da expectativa da inflação.
00:55Então, tem alguns pontos que ele acabou colocando que podem acabar tendo impacto maior,
01:02mas, no final, eles deram indício que já é propício um determinado corte de juros.
01:08Não especificou qual seria essa magnitude, mas acho que o mais importante para o mercado foi, de fato,
01:13saber que deve começar, de fato, o corte de juros agora, em março.
01:17No passado, a gente teve uma expectativa de cortes até no final do ano passado, depois em janeiro,
01:22e isso foi mudando de acordo com os comunicados do Copom.
01:24Mas, agora, de fato, ele deixou mais explícito que deve acontecer os cortes já nessa próxima reunião de março.
01:30E, agora, em questão da expectativa, ainda está um pouco dividido entre 25 bips ou 50 bips,
01:35ou seja, 0,25% ou um corte de 0,5% na próxima reunião.
01:40Olhando ali na questão dos dados futuros, acredito que a maior probabilidade seja um corte um pouco maior, de 0
01:47,5%.
01:47Mas, ainda tem essa divisão de como, de fato, qual vai ser esse início de corte, qual vai ser essa
01:52magnitude.
01:53É, o boletim Focus mostra a previsão aí de 12,5%, ou 12,25%, se não me engano, até o
01:59fim do ano.
02:00Mas, para chegar nisso, os cortes não podem ser tão brandos assim, né?
02:03Se começar com 0,25%, não vai dar tempo de chegar lá.
02:07Perfeito.
02:08É, até o final do ano, né?
02:09O relatório Focus acaba mostrando isso.
02:11E você tem razão.
02:12Até por isso, né?
02:13E aí, saiu alguns resultados após essa reunião do Copom ali, de IPCA.
02:18Algo assim vem em linha do esperado.
02:20Então, o mercado acredita, de fato, que pode vir esse corte de 0,5%.
02:24Por isso, a probabilidade mostra maior de um corte de 0,5%.
02:29Mas, ainda, o pessoal tem essa cautela, né?
02:31De poder ser um corte menor ali de início.
02:33Agora, Lauro, como é que você vê a influência do dólar nessa decisão aí do Copom?
02:37Porque a gente viu que o dólar caiu para níveis que a gente não via há muito tempo.
02:41Mas, por outro lado, também existe uma certa volatilidade aí na taxa de câmbio.
02:47E o Banco Central, como está bastante escaldado aí,
02:49a gente fica na dúvida, né?
02:50Até que ponto essa queda do dólar pode servir aí de insumo para o Banco Central cortar os juros.
02:59Perfeito, Marcelo.
03:00É, o próprio Copom colocou isso na ata dele, dizendo que tem esse risco, né?
03:05Por exemplo, se acontecer uma depreciação muito alta do real frente ao dólar,
03:09a gente poderia ter um risco maior, né?
03:11De a inflação poder voltar a subir algo assim.
03:13Porque, de fato, essa entrada de capital, né?
03:16Que teve uma saída, na verdade, dos Estados Unidos, né?
03:19Do dólar para o mundo inteiro, para países emergentes, né?
03:22E o Brasil foi um deles.
03:24Ajuda a questão da taxa de juros, né?
03:26A gente poder já ter cortes, porque, de fato, pode ajudar a inflação, né?
03:29Seja com insumos ali que são dolarizados, né?
03:32Para produtos vendidos aqui.
03:34E isso tudo ajuda.
03:35Mas, de fato, até o próprio Copom colocou na ata.
03:37Olha, tem os riscos possíveis de uma inflação voltar a subir.
03:41Um deles é a questão da depreciação do real frente ao dólar.
03:44Então, existe essa preocupação, de fato.
03:46Eu gosto que você comentou.
03:47Existe uma volatilidade muito alta.
03:48Mas, por enquanto, esse vento externo de saída de capital dos Estados Unidos
03:53para o restante do mundo, para países emergentes, principalmente,
03:56tem ajudado bastante o dólar mantendo esse nível mais baixo, né?
03:59Que a gente já não via há bastante tempo.
04:01Quando você olha para a trajetória da inflação e também para as curvas futuras,
04:06o que você percebe, assim?
04:07Você acredita que a gente está, de fato, caminhando
04:09para uma inflação bem mais próxima da meta até o fim de 2026?
04:15Perfeito.
04:16Parece que sim, tá?
04:17Nesse curto prazo, né?
04:18De fato, a gente acaba vendo uma inflação convergindo mais perto da meta, tá?
04:23Mas, assim, a meta, de fato, dos 3%, acho difícil, né?
04:26Até se você olhar em questões de relatório de focos, etc.,
04:31acho que também é difícil pensar que chegar na meta, de fato.
04:34Mas tem a banda, né?
04:35De 1,5% para cima, que seriam esses 4,5%,
04:38é bem provável ali.
04:39A gente acredita que esse curto prazo, sim, né?
04:41Se manter dentro da meta.
04:42Isso é o que a gente falou, né?
04:43Dependendo dos outros fatores, como o próprio dólar, as commodities, né?
04:47É um ponto importante.
04:48A questão dos serviços nossos ainda continua, de certa forma, forte.
04:52E aí tem esse medo, né?
04:53Do hiato de produto positivo, né?
04:55Ou seja, depende dos serviços ali, como se apressinar a inflação, né?
04:58Ter um PIB maior, mais quase de inflação.
05:00Ter um PIB efetivo maior.
05:02Então, tem alguns pontos que podem mudar essa trajetória.
05:05Porém, também é legal falar, sim, sobre a inflação mais de longo prazo, né?
05:09Essa daí, quando a gente acaba olhando nessa inflação implícita, né?
05:12Que você comentou ali, olhando questões de estruturas ali,
05:15em relação à comparação com o juros real,
05:17tem uma inflação mais forte, né?
05:19Porque, de novo, tem essa desencoragem da expectativa de inflação,
05:23justamente porque a gente sabe que existem desafios grandes, né?
05:26Tanto no externo, quanto no próprio local, com risco fiscal, etc.
05:31Eu falei aqui com o Lauro Sawamura, que é gestor de fundos de investimentos da Patagônia Capital.
05:39Lauro, eu queria agradecer muito a sua participação nessa edição do Radar
05:42e desejar para você um ótimo resto de carnaval.
05:46Obrigado, Marcelo, igualmente.
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