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Transcrição
00:00E aí, pessoal?
00:04Tá gostando do balanço, meu amor?
00:07É difícil assistir.
00:14Mamãe!
00:16Ele tinha uma gargalhada tão gostosa.
00:18Olha como era inocente.
00:22Olha só quem chegou. E aí, Jay?
00:25Eu trabalhava na empresa de cachoeiras artificiais.
00:27Eu era gerente de contas do Joey.
00:30Ele gostava de mim enquanto pessoa e eu dele.
00:32Não era...
00:33Não era só uma relação de negócios.
00:36Eu também fiquei bem próxima da família dele.
00:38Ele era muito dedicado à esposa e aos filhos.
00:40Tchau! Até logo!
00:41Tchau, papai!
00:43Eram pessoas que te doariam a própria roupa do corpo,
00:45que fariam de tudo por você.
00:47Eram pais ótimos e os filhos teriam se tornado pessoas maravilhosas para esse mundo.
00:52Será que alguém veio aqui ontem?
00:53Feliz Natal!
00:54Nossa!
00:55Eles tinham tudo, sabe?
01:00Dois filhos, dois cães, uma casa nova.
01:04Os dois estavam felizes com o trabalho.
01:09Pois é.
01:12Tiraram tudo deles.
01:13Joseph McStay, visto nesse vídeo caseiro com a esposa Summer e dois filhos pequenos,
01:22Joseph e Gianni, desapareceu misteriosamente em fevereiro de 2010.
01:27Chegam ao fim as buscas pela família californiana que desapareceu há quase quatro anos.
01:32No deserto da Califórnia, ao norte de Victorville, um motociclista fez uma descoberta macabra.
01:37Joseph e Summer McStay e seus filhos Gianni, de quatro anos, e Joe Jr., de três, estavam enterrados em covas rasas.
01:45Em 2014, a polícia prendeu Charles Merritt, acusado das mortes.
01:50Merritt era sócio comercial de Joseph McStay, mas de acordo com os promotores, a relação azedou.
01:56Segundo a acusação, Merritt espancou os quatro membros da família McStay até a morte.
02:03Se eu matei a família McStay, é claro que não.
02:09Eu fico até sem palavras.
02:11Eu simplesmente não entendo como chegamos a esse ponto.
02:16As pessoas acreditam que eu os matei.
02:22Eu jamais machucaria ele.
02:24Nunca machucaria a Summer.
02:26O Gianni ou o Joseph Jr.
02:28É muito...
02:30Ele...
02:31Ele era meu melhor amigo.
02:36Você está entendendo?
02:37Estão virando a vida de um cidadão completamente do avesso.
02:41É um mistério que abalou o país.
03:03Joseph McStay e sua esposa e os dois filhos foram mortos e enterrados no deserto.
03:07Agora, o mistério está sendo desvendado no tribunal onde o suspeito está sendo julgado.
03:12A família McStay desapareceu de sua casa em Fallbrook em 2010.
03:17Chase Merritt é acusado de matar brutalmente com uma marreta, aquele que, segundo ele, era o seu melhor amigo, além de toda a família, pelo motivo de mero ganho financeiro.
03:27Hoje começaram as declarações iniciais de Merritt em São Bernardino.
03:31Os advogados de defesa argumentam que Merritt jamais machucaria McStay, seu melhor amigo e sócio comercial, e alegam que o verdadeiro assassino está solta, porque a polícia do condado de San Diego cometeu erros na fase inicial do inquérito.
03:43Se for condenado em todas as acusações, Merritt pode pegar a pena de morte.
03:47De San Bernardino, eu sou Jaime Chambers, da Foxy 5 News.
03:54Bom dia.
03:57Que bom ver todos de volta.
04:00Como falado anteriormente, o júri vai decidir se o julgamento continuará.
04:05Como podem ver, a TV está aqui.
04:07Só para lembrar, é proibido filmar, registrar ou gravar qualquer um dos jurados.
04:13E suposto, a promotoria está pronta para apresentar a declaração...
04:17Bom dia, Sean Dorothy, representando o povo de San Bernardino.
04:19Certo, pode prosseguir.
04:20Obrigado.
04:23Bom dia.
04:23Bom dia.
04:25Como uma família de quatro pessoas desapareceu da face da terra?
04:32Como uma família de quatro pessoas com um pai que é dono de empresa,
04:37uma mãe que cria duas crianças,
04:40que estão reformando uma casa que tinham acabado de comprar,
04:43como podem ter desaparecido?
04:46Sumiram?
04:47Evaporaram?
04:48Porque cada um dos membros da família que os senhores veem aqui...
04:53Joseph McStay, de 40 anos,
04:56sua esposa Summer,
04:59seus dois filhos,
05:00Diane, que tinha quatro anos,
05:03e Joe Jr., que quatro dias antes de ser assassinado,
05:06tinha completado três aninhos.
05:08como foi e por que foram espancados na cabeça e no rosto até a morte,
05:16e depois levados a 150 quilômetros de casa, sendo enterrados no deserto.
05:21Foram enterrados de uma forma que animais roeram seus restos mortais.
05:28Seus corpos foram decompostos, até não sobrar quase nada, além de alguns ossos.
05:33Summer foi atingida na frente do rosto, fraturando a mandíbula em vários pontos.
05:38Ela também foi atingida na nuca e na testa, várias vezes.
05:46Joseph McStay tinha uma costela fraturada,
05:49que os senhores podem ver aqui no meio da fotografia.
05:52Também dá para ver aqui à esquerda a cinta vermelha de amarração e o fio elétrico.
05:56Na parte posterior da cabeça, há um claro ponto de impacto.
06:00Os quatro membros da família McStay morreram em decorrência de traumatismo contuso.
06:04Bom, eu...
06:17Eu vi o julgamento esperando achar alguma informação que eu não tinha visto antes e descobri muita coisa.
06:28Uma das piores imagens que eu me lembro do julgamento,
06:30uma coisa que não tinha como me preparar para ver.
06:34Foi o rosto do Joseph.
06:42Foi horrível.
06:45Foi estranho demais.
06:47E tipo, eu queria ter olhado para o outro lado.
06:51Eu queria não ver, mas é como eu falei.
06:55Não dá para desver aquilo.
06:57Não dá para desver aquilo.
06:57E a pequena Giane bateram nela para caramba também.
07:11Eu não sei o que aconteceu com o bebê Joey,
07:14porque os restos dele estavam espalhados demais.
07:18Eu não consigo imaginar fazer isso com outro ser humano.
07:21O motivo tem a ver com a ganância e com a filha da ganância que é a fraude.
07:35Quem fez isso, está sentado aqui, no tribunal hoje.
07:45Charles Merritt.
07:46O homem que, enquanto alegava ser o melhor amigo do Joseph, falsificava cheques na empresa do Joseph,
07:57roubando o dinheiro dele.
07:58O assassino, como vamos provar, é a pessoa cujo telefone celular ficou por várias horas ao longo de vários dias,
08:06mais ou menos na época das mortes, fora de área de cobertura.
08:10Não podemos responder a todas as perguntas.
08:14Mas podemos apontar o assassino.
08:18O assassino é o réu que estava lesando o seu melhor amigo e foi pego.
08:23Acho que o Shana explicou tudo direitinho na declaração.
08:27O júri precisava entender que nem todos os casos vão ter uma testemunha ocular, uma confissão.
08:32Uma prova incontestável.
08:34O júri tem que compreender o conceito de provas circunstanciais,
08:37tem que entender como essas circunstâncias se conectam e complementam umas às outras,
08:42como se chega à conclusão final de que o réu é culpado.
08:50Olá.
08:53Bem, vocês podem ver o que está acontecendo, sob o nosso ponto de vista.
08:59O caso da promotoria, como vimos na abertura, se baseia em insinuações, boatos e provas circunstanciais.
09:08Não estão dispostos a ouvir, não estão dispostos a examinar aquilo que acreditamos ser a verdade
09:13e que acreditamos ser o que as provas mostram.
09:15Obrigado.
09:17O caso deles era um castelo de cartas.
09:22Só isso e mais nada.
09:22Não havia nada que apoiasse as alegações se você examinasse o caso com atenção.
09:30Não achamos a prova definitiva.
09:33Ela não existia.
09:35Em um caso desses, quando sei que o réu não é culpado,
09:38quando sei que não foi ele o responsável pelo crime,
09:42como posso parar?
09:42Olha, o que todo mundo esqueceu de dizer é que o Chase o amava como a um irmão.
09:49Ele adorava o Joseph.
09:51Ele não conseguia passar um dia sem o amigo.
09:54E está lutando pela vida porque é inocente.
09:56Isso aqui não é piada.
10:05Bom, e aí, o que está achando do caso até agora?
10:13Eu estou...
10:15Estou perplexo.
10:19Não, melhor dizendo, eu acho que eu estou chocado com a estratégia da promotoria.
10:25Eu estou assustado.
10:36Chase queria que contassem tudo.
10:38A história de um homem inocente que foi acusado desse... desse crime.
10:43Bate a claquete.
10:44Pronto.
10:44Podemos?
10:49Espera aí.
10:50Tínhamos graves preocupações quanto à relação financeira entre a empresa de mídia e a equipe de defesa e até mesmo o réu.
11:01Será que vai ser outro documentário onde se cria um assassino atacando a promotoria?
11:06Será que vai ser totalmente enviesado a favor da defesa?
11:14Quando o senhor descobriu que estavam fazendo um documentário?
11:31Acredito que tenha sido logo antes de irmos ao julgamento.
11:36Aí, quando descobri que eles estavam junto com a defesa,
11:40eu fiquei convencido que seria uma história a favor da defesa.
11:46Que seria parcial aos defensores.
11:49E eu não quis fazer parte disso.
11:58Eu espero, quando tudo estiver pronto e finalizado,
12:02que seja absolutamente justo.
12:07E que vocês contem a história toda, dos dois lados.
12:11Tá?
12:12E aí, aí o público decide.
12:22Isso aí, vamos lá.
12:26Ai, o que você está fazendo?
12:29Você é bem impaciente, né?
12:32Vamos lá.
12:33Por que você está se deitando?
12:35Por que você está deitado no meio da rua, cara?
12:40Levanta, vamos andar de bicicleta.
12:41É, vamos andar na bicicleta do papai.
12:43Isso, vamos lá.
12:45Entenda uma coisa, cara.
12:47Eu, até hoje, eu posso estar sentado aqui na minha sala,
12:52assistindo a um programa de TV,
12:54e aí alguma coisa aparece na tela que me faz pensar,
12:59caramba, eu preciso ligar para o Joey.
13:00Aí eu lembro que eu não tenho mais o Joey.
13:16Quer dizer, ele está no meu coração, na minha cabeça,
13:19mas não existe mais fisicamente.
13:23Olha esse carinho.
13:24Então, você está perdendo ele todos os dias, sempre?
13:29É.
13:32Todos os dias.
13:34Cada santo dia.
13:36Pois é, o Joey tinha dois anos quando eu conheci a Susan.
13:43Tinha acabado de completar dois anos.
13:45E aí eu...
13:47Pois é, eu e ele tivemos uma conexão instantânea.
13:50E aí...
13:52Eu...
13:52Eu fico pensando naquela época,
13:55e acho que me apaixonei por ele tanto quanto pela mãe dele.
13:59Ele sentia a mesma coisa.
14:02Quando o Michael nasceu, eles ficaram...
14:07Eles ficaram praticamente inseparáveis.
14:12Eles eram um par perfeito.
14:16A Susan e eu nos divorciamos,
14:19mas o Joey e eu permanecemos muito próximos.
14:21Ele criava e construía cachoeiras artificiais.
14:37Por exemplo, sabe quando você entra no saguão de uma empresa
14:40e vê em uma parede o símbolo da empresa
14:44com água escorrendo pela parede e sobre a logo?
14:47Era isso que o Joey fazia.
14:48Às vezes, nas placas de vidro, ficam uns pontos secos no princípio.
14:53Mas olhem só.
14:54Vai lá, Chase.
14:56É só dar uma balançada na beira do vidro
14:58que o problema é imediatamente corrigido.
15:01O Chase e Mert era...
15:03Vamos ver, eu acho que a maneira mais correta de descrever
15:06é que ele era um soldador.
15:09O que o Joey criava, ele construía e eles trabalhavam bem.
15:11Aí, Chase, volta um pouquinho.
15:13Se a empresa tivesse sobrevivido, teria contratos de 11 ou 12 milhões de dólares
15:19para os cinco anos seguintes.
15:21E eu posso dizer que o Mert era bom no que fazia.
15:25O Joey considerava ele como amigo.
15:28Joseph e eu, nós éramos, éramos muito amigos.
15:32Ele era um cara muito legal.
15:34A gente brincava de paintball e ele aparecia lá em casa
15:42a cada 15 dias, mais ou menos, para um jantar.
15:47Eu visitava a casa dele, provavelmente, uma vez por semana.
15:52Às vezes, até mais, dependendo da semana.
15:56O Joseph conversava comigo pelo menos 15 vezes por dia.
16:01Ou seja, éramos muito amigos.
16:04A gente conversava o dia todo.
16:08Todos os dias.
16:22Bom dia a todos.
16:24Como sabem, meu nome é James McGee.
16:26Eu represento o Sr. Merit, que está sentado aqui diante dos senhores.
16:30Quando olhamos para a família McStay, vemos vítimas, é verdade.
16:34E também queremos justiça para eles.
16:36O que vocês precisam entender é que Charles Merit,
16:39que todos chamam de Chase, o Chase era o melhor amigo de Joseph.
16:43A perda também foi dele.
16:46Uma coisa que vocês vão ouvir durante o nosso julgamento
16:50é o viés de confirmação.
16:52Viés de confirmação é quando você decide qual é a conclusão
16:56que quer tirar e procura fatos que a apoiem.
17:00É disso que o inquérito se trata.
17:03Nós queremos Chase Merit.
17:06Então, vamos fazer malabarismo de lógica
17:09para pensar como construir um caso contra ele.
17:12O DNA do local das covas exclui
17:15Charles Merit, correto?
17:18Ninguém sabe disso, além de nós.
17:24Aparentemente, Charles Merit matou aquela família
17:28e enterrou todo mundo,
17:31mas deixou o DNA de outra pessoa em tudo,
17:33não o DNA dele.
17:34Porém, estamos sendo julgados.
17:38Vamos fechar os olhos e dizer,
17:40esta é a prova que queremos.
17:43Como é que pode?
17:44Como podemos olhar para essa prova inócua
17:46para parecer que ele é culpado?
17:49Mas foi o que fizeram em São Bernardino.
17:53Determinou-se que ele é o culpado
17:55e não examinaram mais nada.
17:58Pararam quando havia outros caminhos a seguir.
18:03Não persistiram, não interrogaram testemunhas
18:05que poderiam fornecer informações
18:08que apontassem para outras pessoas.
18:12Cada vez que examinamos
18:14um conjunto de descobertas,
18:16digamos, a respeito das torres de celular,
18:19ficamos olhando para o cara um do outro e dizendo,
18:24está de brincadeira?
18:25Só isso?
18:26Ou o exame do DNA está de brincadeira?
18:28Ninguém falou nada?
18:30Ou seja, tudo o que examinamos...
18:33Pois estávamos sempre procurando aquela prova
18:34que é assim, ah, está aqui o que eles queriam.
18:37Foi por isso que acusaram ele.
18:38Por isso...
18:40Entende?
18:41Aqui estão as provas.
18:44Não achamos nada.
18:45Não tinha nada.
18:51Qualquer bom advogado de defesa diz,
18:53olha, isso é muito legal,
18:55acusaram o meu cliente, mas não conseguem provar.
18:57Isso em qualquer hipótese, ou seja,
18:59você não sabe o quando, onde, o porquê, o como,
19:01ou o que o meu cliente fez.
19:02Acho que nesse caso, é óbvio que a família foi assassinada.
19:07Certo?
19:07Foram retirados de casa um dia,
19:09foram mortos e foram enterrados em covas rasas.
19:12Acho que a primeira pergunta que se faz é,
19:15como é que uma família de quatro pessoas
19:16some da face da Terra?
19:18Eu estava em casa quando o telefone tocou.
19:43Aí eu peguei o telefone, olhei a identificação
19:45e era de um tal de Decavenor.
19:50Apaguei.
19:52Quem é esse tal Decavenor?
19:56Cerca de uma hora depois,
19:58recebo a notificação de e-mail.
20:01De Decavenor.
20:02Aí eu fui falar com o Michael.
20:06Quem é Decavenor?
20:08Eu não conheço nenhum Decavenor.
20:10E meu filho falou,
20:12conhece sim, pai.
20:13Dan Cavenor.
20:15Dan, o hacker.
20:16Aí eu lembrei.
20:17Caramba.
20:20Eu conheci o nome,
20:21mas nunca prestei atenção nele.
20:23Eu devo ter ouvido umas duas ou três vezes.
20:24O Joe contratou ele para fazer o site da empresa.
20:28E o acordo era que o Joe pagaria uma quantia
20:31de acordo com as vendas e com os acessos do site.
20:34Era mais ou menos isso.
20:36Dan ia fazer a manutenção do site.
20:38O Cavanor não conseguia entrar.
20:52A caixa de e-mail estava lotada.
20:55A caixa postal estava lotada.
20:58Algo estava errado.
20:59O Joe estava bastante ocupado,
21:02mas não ia deixar de atender e perder dinheiro.
21:05Então isso eu te garanto, com certeza.
21:08Ele ganhava vida com aquilo.
21:11Era como sustentava a família.
21:13Algo estava errado.
21:22Eu, na época, fiquei perplexo.
21:26Quando eu tentei ligar para ele,
21:27caiu na caixa postal.
21:29E a caixa estava lotada.
21:31Por que ele não atendeu?
21:33Por que ele não me retornou a ligação?
21:38Está bom, é sexta-feira.
21:40E aí ele deve estar fazendo alguma coisa.
21:42Talvez esteja ocupado.
21:44Sábado?
21:45Ah, bom.
21:47Vai ver que ele e a Summer estão fazendo alguma coisa.
21:51Aí, domingo de manhã,
21:53eu fiquei meio preocupado.
21:55Realmente era incomum.
21:58Na segunda, eu fiquei muito incomodado.
22:00e resolvi investigar.
22:18Aí eu falei para o Michael que não conseguia falar com o Joey.
22:24Perguntei se ele podia passar na casa do irmão para ver se estava tudo legal.
22:27Eu estava chegando a esse ponto.
22:30Mas ele disse,
22:31não dá, pai, eu estou muito ocupado.
22:34Aí eu insisti.
22:36Olha, Mike, por favor, isso é importante.
22:38Estou muito preocupado com o seu irmão.
22:41Mas ele respondeu,
22:42pai, eu estou ocupado.
22:43Não dá mesmo.
22:44Não dá, não dá.
22:45O senhor ficou muito irritado com o Michael?
22:48Bem irritado.
22:49Se eu pudesse agarrá-lo pelo telefone, eu agarraria.
22:52Eu estava zancado.
22:54A gente tinha vários projetos acumulados.
23:11Quando ele parou de ligar,
23:13de repente,
23:14passei vários dias tentando falar com ele.
23:18e, por fim,
23:20no dia 9,
23:21eu decidi
23:21ir até a casa dele.
23:25Ninguém estava em casa.
23:27Finalmente, consegui
23:28falar com o Michael
23:29e disse,
23:30olha,
23:31vê se me encontro aqui.
23:33Você tem que fazer um boletim de ocorrência
23:35de desaparecimento.
23:36Eu precisei
23:38ligar várias vezes
23:39para convencer ele
23:40a dizer,
23:41tá bom, eu te encontro aí.
23:43naquele dia,
24:12ele e eu
24:13estávamos lá na casa.
24:15Ele entrou pela janela
24:16do escritório
24:17do Joseph
24:18e
24:18abriu a casa.
24:20A gente entrou
24:21e nada parecia estranho,
24:23mas a cozinha
24:24estava
24:25meio bagunçada
24:26e
24:26ele
24:27ficou repetindo,
24:29tá tudo normal.
24:30Mas eu disse,
24:31isso não é normal.
24:33Ele teria me ligado
24:33e disse,
24:34cara,
24:35liga para a delegacia de polícia.
24:37Até que, por fim,
24:37eu falei,
24:39liga para a polícia agora
24:40ou eu vou ligar.
24:42A polícia
24:51vasculhou a casa toda.
24:53Eles estavam no meio
24:54de uma grande reforma,
24:55então,
24:55tinha carpete
24:56para ser colocado,
24:57pisos de madeira
24:58sendo instalados,
24:59a obra estava bem no meio.
25:01Procuraram por alguma mancha
25:03óbvia de sangue,
25:04algum sinal de luta,
25:06mas não viram nada disso.
25:07Todo mundo ficou insistindo
25:15para eu ligar,
25:16mas eu pensei que talvez
25:17eles tivessem tirado
25:18um fim de semana prolongado
25:19por causa do...
25:20do...
25:21do feriado,
25:21daí tiraram o resto da semana
25:23e tiraram o fim de semana seguinte
25:25e seria um recesso
25:26de dez dias
25:27e foi por isso
25:28que eu não liguei.
25:29Se eu devia ter ligado
25:30no sábado,
25:30é isso?
25:31Devia ter ligado?
25:31Não, não existe.
25:32Não existe resposta
25:33para essa pergunta.
25:34Não tem certo ou errado.
25:35Só o que você sente
25:36e o que você acha
25:37que é importante.
25:39O que você acha?
25:40Você encontra irmão?
25:41Cadê eles?
25:42Onde você acha que...
25:42Eu espero que eles tenham viajado,
25:44que tenham ido para o México,
25:46que sejam férias de duas semanas.
25:49Isso é só a minha torcida agora.
25:51Eu não sei.
25:52O que você viu na casa
25:53que indicou que isso talvez
25:54não seja verdade?
25:56Você viu algo
25:57enquanto Vasco leva a casa?
25:58Eu entrei lá,
25:59mas não vi.
26:01Quer dizer,
26:01a comida estava espalhada
26:03e aquilo tudo
26:04me deixou um pouco nervoso.
26:05Eu não vi marcas de violência
26:08nem nada esquisito.
26:09Nada quebrado,
26:10como se tivesse tido uma luta
26:11ou alguém tivesse jogado
26:12algo no chão.
26:13Entendi.
26:30Você está livre
26:31para fazer o que quiser.
26:33Tudo bem.
26:33Mas entenda o seguinte,
26:34se alguma coisa aconteceu
26:36naquela casa
26:37que eu precise saber
26:37para fingir prova judicial,
26:40tá bom.
26:41Quanto mais tempo
26:42você tiver passado lá
26:42e mais tiver manipulado coisas
26:44e mexido na cena,
26:45mais a minha investigação
26:47vai por água abaixo.
26:47provas foram tiradas
27:00da casa.
27:01A Susan Blake
27:02limpou a casa toda
27:04com água sanitária.
27:07Ela passou água sanitária em tudo,
27:09mas é aquilo.
27:11Ela estava assustada
27:12e estava tentando se ocupar.
27:13eu não acolpo
27:15nem um pouco.
27:17Eu culpo
27:17os investigadores.
27:19Não deviam ter deixado
27:20ela entrar na casa
27:21de novo.
27:22E se não fosse
27:23por isso,
27:24haveria um monte
27:25de provas
27:26que, no mínimo,
27:28poderiam limpar
27:29a minha barra.
27:30Mas agora
27:31tudo
27:31foi perdido.
27:33A polícia descobriu
27:46que o SUV branco
27:47modelo 1996
27:48do casal
27:49estava abandonado
27:50em um estacionamento
27:51de San Isidro,
27:53perto da fronteira
27:54com o México.
27:54Não acreditei
28:09que eles tivessem
28:10ido para o México,
28:11porque eles teriam
28:13sido vistos
28:14no México,
28:14mas ninguém confirmou
28:15nada disso.
28:17Nada disso.
28:17Foi mais ou menos assim.
28:31A gente fez um acordo.
28:33A Susan,
28:34eu e o Michael
28:34conversamos
28:35e chegamos a um acordo
28:37quanto ao que fazer,
28:39o passo a passo
28:40e o que não íamos fazer.
28:43Só que,
28:44menos de um ou duas semanas
28:45depois,
28:46o que eu dizia
28:46não significava
28:47mais nada.
28:48Aí eu falei,
28:50bom, chega,
28:51vocês podem fazer
28:52o que vocês quiserem,
28:53eu estou fora.
28:55A primeira coisa
28:56que os separou
28:57é que o Michael
28:57e a Susan
28:58disseram que queriam
28:59assumir a empresa
29:00e o Patrick
29:00disse que não.
29:03Eu,
29:05eu,
29:05minha família
29:06se afastou de mim
29:07e nós
29:08ficamos distantes
29:10e não nos falamos mais
29:11nos próximos quatro anos.
29:14E eu
29:15não tive mais
29:17nada a ver.
29:18Foi assim
29:18e eu só posso dizer
29:20que
29:21naquela época
29:22o Michael
29:23e a mãe
29:23acreditavam em uma coisa
29:25e eu em outra.
29:27Eu acho muito triste,
29:29sabe?
29:31Tipo,
29:32é
29:32o único filho
29:33que sobrou.
29:36E é uma pena
29:37ver uma coisa
29:37tão horrorosa
29:39acontecer com um parente seu
29:40e você não conseguir
29:41se conciliar
29:41com o filho
29:42que sobrou.
29:43a vida é muito curta
29:45para isso.
29:47Não,
29:48a gente não se fala
29:49muito,
29:50entende?
29:50Temos nossas diferenças.
29:53Mas ele é meu filho
29:55e sempre será meu filho.
29:57Estarei sempre presente
29:59quando ele precisar
29:59de mim.
30:03Isso é tudo
30:03que eu tenho a dizer.
30:04você ligou para a emergência.
30:29Qual é a ocorrência?
30:30Oi,
30:31é,
30:32eu estou aqui
30:32nos fundos do aterro
30:33e encontrei
30:34o que se parece
30:34com pedaços
30:35de crânio humano.
30:38Eu...
30:38E qual a localização?
30:39Não,
30:40não tem estrada
30:41asfaltada aqui.
30:46Continuamos o inquérito
30:47na terça-feira
30:48e na quarta-feira.
30:51Escavando o local,
30:54através dos registros
30:55odontológicos,
30:56conseguimos identificar
30:57as vítimas adultas
30:58como sendo Summer
31:00e Joseph McStay.
31:03Acreditamos que
31:04as outras duas ossadas
31:06pertençam aos meninos,
31:09aos filhos deles.
31:10Ah, bom dia.
31:20Esse não é o...
31:22Não é...
31:26o resultado
31:27que estávamos esperando.
31:39Mas isso...
31:40isso nos dá coragem
31:43para aceitar
31:44que eles estão juntos
31:51e que estão em um lugar
31:55melhor agora.
32:00O desaparecimento
32:01de mais de três anos
32:02da família McStay
32:03dominou as manchetes
32:04do país,
32:05gerando um vasto número
32:06de teorias
32:06a respeito do seu paradeiro,
32:07antes de seus corpos
32:08serem descobertos
32:09em covas rasas
32:10perto de Victorville.
32:11Eu fiquei atordoado,
32:14sabe?
32:14Eu fiquei...
32:16Olha,
32:17já era esperado?
32:18Já.
32:19É...
32:20Eu estava esperando
32:21porque...
32:23porque...
32:24porque eu
32:25e toda a família...
32:27Bom,
32:28a gente sabia
32:29que algo
32:29tinha acontecido
32:31com a família,
32:33porque...
32:34o Joseph
32:35não era assim,
32:36a Summer
32:36não era assim,
32:37não eram...
32:38eles não teriam sumido
32:40por...
32:41por...
32:42sabe?
32:43Por...
32:44quatro anos,
32:45três anos e meio,
32:46eles jamais...
32:47jamais fariam isso,
32:48eles não...
32:50não fariam.
32:53Eu...
32:54fiquei atordoado.
33:08Eu não consigo contar
33:15o que eu senti,
33:16eu só...
33:17acho que...
33:18só posso descrever
33:19que naquele momento
33:20eu estava perdido,
33:21eu...
33:22me sentia perdido.
33:26Eu estava fazendo
33:28terapia na época,
33:30isso...
33:31me ajudou,
33:32me ajudou
33:32a passar os dias,
33:34o terapeuta...
33:35me ajudou
33:36a manter a sanidade.
33:39Sabe?
33:39O cingão não foi
33:40ao funeral?
33:42Não, não, eu...
33:44pediram para não ir
33:45e eu não quero mais
33:47falar sobre isso.
33:51Eu...
33:52eu não vou falar
33:53se eu...
33:54eu só sei de uma coisa,
33:55eu não fui criado
33:56desse jeito
33:57e nunca,
33:59jamais faria isso
34:00com alguém.
34:02Terei feito isso
34:03comigo,
34:04foi...
34:06vamos dizer que
34:06eu nunca faria isso.
34:08meu nome é Ryan Smith,
34:21eu sou tenente
34:21do departamento de polícia
34:22do condado de San Bernardino.
34:30Assim que identificaram
34:32os corpos da família
34:33McStay,
34:34a gente começou
34:35a trabalhar junto
34:35com o San Diego
34:36e transferimos
34:37tudo o que eles tinham,
34:39tudo o que eles fizeram
34:40a partir do instante
34:41em que a família
34:42desapareceu.
34:43Alguém fez um memorial novo.
34:49Pois é,
34:49que interessante,
34:51é novo.
34:52Devem ter feito
34:53nos últimos dois meses,
34:55eu acho,
34:56sei lá.
34:57Quando foi a última vez
34:58que você esteve aqui?
34:58Faz mais ou menos um ano
35:00que eu vim pra cá.
35:00esse sapato é interessante.
35:20Então as duas covas
35:22ficavam aqui?
35:23A gente tá no meio,
35:24as covas,
35:25na verdade,
35:26uma ficava pra lá
35:27e a outra bem ali.
35:30A família desapareceu
35:31em 4 de fevereiro de 2010.
35:34As covas foram achadas
35:35em novembro de 2013,
35:36então foram 3 anos
35:37e 9 meses.
35:38E durante todo esse tempo,
35:40onde eles estavam?
35:41É,
35:41bem aqui,
35:42no deserto.
35:46Então agora sabemos
35:47onde eles estavam.
35:50Mas você precisa descobrir
35:51quem os matou?
35:52Isso,
35:52pois é,
35:53agora o trabalho
35:54começa de verdade.
35:55Nosso sargento falou
35:57pra gente pegar tudo
35:58o que ouvimos
35:59e jogar fora.
36:00Ele queria que a gente
36:01examinasse especificamente
36:02pra esse caso
36:03e começasse a elaborar
36:04uma lista de suspeitos,
36:06a identificar as pessoas
36:07que a gente tinha
36:08que interrogar.
36:18Tinha uma cova ali,
36:20naquela área,
36:21e a segunda cova
36:22ficava aqui atrás de mim.
36:23a torre de telefonia celular
36:26ficava naquela montanha
36:28ali atrás
36:28e foi aquela torre
36:29que registrou a presença
36:30do celular do Chase.
36:34Se você olhar no dia 6,
36:37o telefone celular do Chase
36:38aparece naquela torre
36:40que fica perto das covas,
36:42o que é uma coisa
36:43bem suspeita.
36:45É uma prova bem forte.
36:47Pois é,
36:47não tem nenhum motivo.
36:50Olha bem pra esse lugar,
36:51não tem motivo pra vir aqui,
36:52não tem lojas,
36:55não tem gente,
36:56não tem casas,
36:57não tem nada aqui.
36:59Não tem nada aqui.
37:07Tiraram o Isuzu Trooper
37:09do pátio de apreensão
37:11pra investigar.
37:12foi assim que achamos
37:15sinais do DNA do Joseph.
37:18Tinha muito DNA dele,
37:18claro,
37:19porque ele dirigiu o carro.
37:20Eu acredito que havia
37:22traços do DNA da Samer
37:24e também havia traços
37:25do Charles Merritt
37:26no lado do motorista.
37:27Charles Merritt é um suspeito.
37:42Não dá pra eliminar ele
37:43com um álibi.
37:44Não dá pra dizer
37:45que ele não tinha motivo
37:46ou mesmo uma oportunidade.
37:49A declaração inicial dele foi
37:50eu estava em casa naquela noite.
37:52Não fui a lugar algum.
37:53Mas o registro telefônico
37:56não demonstra isso.
37:58O Joseph gerenciava a empresa
37:59usando o aplicativo QuickBooks.
38:01Aí por volta de 1º de fevereiro
38:02ele reparou que outra pessoa
38:04teve acesso
38:05porque a atividade
38:06tinha mudado.
38:07Se o Joseph descobriu
38:11que o Chase realmente
38:13falsificou um cheque
38:14e o depositou
38:15acho que seria motivo
38:17o suficiente
38:17pra desfazer a sociedade.
38:20O Chase não tinha
38:21nenhuma outra fonte de renda
38:22então ele ficou desesperado.
38:25Quando você junta
38:26o telefone,
38:27o carro,
38:29a fraude financeira
38:30e o comportamento dele
38:32quando você olha
38:34pra todas essas coisas
38:36você percebe
38:38que esse é o homem.
38:40Ele é o culpado.
38:45Na quarta-feira
38:46policiais da delegacia
38:47do condado de São Bernardino
38:48levaram Chase e Merritt
38:49para a cadeia.
38:50Ele foi acusado
38:51de ter matado a família
38:51incluindo dois meninos
38:52pequenos na casa deles.
38:53Nesta manhã
38:54acusamos de quatro homicídios
38:55o reu Charles Ray Merritt.
38:59As vítimas eram
39:00Joseph McStay,
39:02sua esposa Summer
39:03e seus filhos
39:06Gianni
39:07e Joseph Junior.
39:10Entramos com o pedido
39:11de agravante
39:12de múltiplo homicídio
39:13o que o torna passível
39:15de pegar a pena de morte.
39:16foi um alívio
39:22ver alguém preso.
39:25É claro,
39:26isso gerou mais perguntas
39:27que respostas na verdade
39:28tipo,
39:28e aí,
39:29mas o que foi?
39:29Qual foi a prova final
39:30que o incriminou?
39:32A gente não podia esperar
39:33pelo resultado do julgamento
39:35pra saber o que tinham
39:35descoberto sobre ele.
39:37A gente ficou preocupado.
39:38Será que seria suficiente?
39:40O que é que descobriram?
39:41Vão conseguir condenar ele?
39:42Como é que você vence?
39:45Te colocam na cena do crime?
39:47Te colocam no local dos túmulos?
39:50Te colocam na casa?
39:53Só que não colocaram nada?
39:55Chase,
39:56olha,
39:57eles têm as provas.
39:59Bom,
40:00não tem nada.
40:01Eles mentiram.
40:03Bom,
40:03falsificaram documentos,
40:04manipularam provas
40:06que parecessem,
40:07parecessem
40:08impressionantes.
40:10até você examinar
40:12com cuidado.
40:20Recebemos
40:21uma ligação
40:22da promotoria
40:23antes do julgamento começar,
40:25dizendo que havia
40:26uma testemunha
40:27e o que ela dizia
40:28é que outra pessoa
40:29era o assassino.
40:30Eu acho que vocês
40:31pegaram o homem errado.
40:32Eu continuei
40:33suspeitando dele,
40:34quer dizer,
40:34ainda suspeito.
40:35Ele foi meu melhor amigo
40:36por dez anos,
40:37eu não inventaria isso.
40:38Procurem por DNA
40:39no box dele.
40:40Você fica olhando
40:41e pensa,
40:42ai,
40:42né?
40:43O que,
40:44o que,
40:44o que,
40:45o que vai acontecer agora?
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