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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que continua conversando com o presidente Lula sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo em 2026. Apesar das pressões políticas, o ministro disse que seguirá ouvindo o presidente antes de tomar uma decisão definitiva sobre a disputa no maior colégio eleitoral do país.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/viIjfcHO4YI

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Transcrição
00:00dizendo as principais notícias do dia e tem também bastidor articulações dos partidos que estão de olho também nas eleições deste ano.
00:09O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre a tão pedida, a solicitada candidatura dele para as eleições de São Paulo.
00:18Ele disse que vai seguir conversando com o presidente da República sobre concorrer a uma eventual eleição no estado mais populoso do país.
00:26Não sabemos se ao governo do estado, se ao Senado Federal.
00:31Quem vai contar os bastidores é a Júlia Firmino, de volta aqui em Os Pingos nos Is.
00:35Júlia, o ministro Haddad chegou a deixar claro qual é o desejo dele ou ele vai seguir a determinação do chefe, presidente da República?
00:45Bem-vinda de volta.
00:48Oi, Caniato. Obrigado pelas boas-vindas. Boa noite mais uma vez para você, para quem está com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan.
00:54Fernando Haddad, ministro, ainda não bateu o martelo sobre qual cargo deve concorrer, se ao Senado ou ao governo do estado de São Paulo.
01:03Mas fato é que Lula, presidente aqui da nossa nação, quer sim que Haddad concorra ao governo do estado de São Paulo.
01:12Isso para ter um nome forte aqui no estado, para fortalecer também a legenda, né?
01:16O próprio PT, mas também para bater de frente com o governador do estado, atual governador do estado de São Paulo.
01:24E que já se declarou, né?
01:25Pré-candidato aí à reeleição pelo estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
01:31Mas Haddad resiste, né?
01:33Diz que a decisão está sendo ainda discutida, com calma, nessas conversas com Lula.
01:38E essas falas de Haddad foram feitas hoje, inclusive, em um evento de negócios, finanças aqui no estado de São Paulo.
01:46A gente tem, inclusive, um trecho da fala de Haddad. Vamos acompanhar?
01:50Eu estou discutindo com o presidente.
01:52Evidentemente, é uma conversa, em geral, reservada.
01:56Eu nem me permito abrir, porque é só com ele, né?
01:59E nós estamos com muita tranquilidade conversando sobre São Paulo e sobre outros locais, assim.
02:07Ele pede minha opinião sobre as coisas, eu dou.
02:09E ele me ouve.
02:10E nós vamos caminhar.
02:13O senhor está aberto, então?
02:14A gente pode terminar com essa conclusão?
02:16O senhor está aberto a ouvir, a debater?
02:19Eu tenho uma posição, mas eu não vou deixar de ouvir o presidente da República.
02:23Mas eu tenho um posicionamento agora.
02:25Se ele te convencer...
02:27Se eu estou conversando com ele, é porque eu respeito a opinião dele.
02:35Haddad, então, reforçando, né?
02:37Que tem feito conversas, que as conversas são mais reservadas, mais íntimas.
02:42Mas que eles trocam opiniões, se respeitam.
02:46Haddad também lembrou nessa oportunidade que foi escolhido ali, ainda em 2018,
02:51para concorrer à presidência da República.
02:53Foi escolhido pelo próprio partido, Partido dos Trabalhadores, como uma opção mesmo a Lula, né?
03:00Que na época estava preso ainda.
03:03A defesa de Lula até tentou recursos para colocá-lo como candidato, mas não foi possível.
03:08Então, a legenda escolheu ali Fernando Haddad, ainda em setembro daquele ano, muito próximo das eleições.
03:13Haddad também chegou a dizer que a conversa com Lula é reservada,
03:18que tem uma posição formada, mas que escuta o presidente com respeito político, né?
03:25Já que Lula também é autoridade, não só autoridade nacional, mas também autoridade na própria legenda.
03:32E aí a gente precisa lembrar de um contexto, né, Cariato?
03:35Lula tem feito aí essa pressão para que Haddad se candidate ao governo do estado de São Paulo,
03:40justamente porque precisa de um nome forte para bater de frente, para concorrer de fato com Tarcísio de Freitas,
03:48atual candidato a que, pelo menos, diz, né, tem dito de forma reforçada,
03:53que vai ser se candidatar à reeleição pelo governo do estado de São Paulo.
03:59E também num contexto em que Geraldo Alckmin, vice-presidente de Lula,
04:04também aparece aí com um nome favorito para se candidatar à presidência,
04:08aliás, ao governo do estado de São Paulo, mas Alckmin já recusou essa candidatura.
04:13E também a gente precisa destacar, então, todo esse contexto que envolve o nome aí de Haddad,
04:19mas essas declarações, então, são as mais recentes a respeito dessa candidatura por parte de Haddad.
04:25Volto com você.
04:26Pois é, Haddad deve ficar tudo envaidecido, né, Júlia?
04:29Sendo tratado como a arma secreta do PT para concorrer com Tarcísio de Freitas.
04:33Bom, a Júlia segue acompanhando essas movimentações, os bastidores da política.
04:38Ela volta aqui na programação.
04:39Obrigado. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você.
04:42Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, porque, Dávila, ok, tudo bem que a mídia,
04:48de forma geral, tem colocado o Fernando Haddad como uma figura importante, né,
04:53a arma secreta do PT para disputar com Tarcísio de Freitas o governo do estado.
04:59Mas se nós olharmos para o retrospecto eleitoral de Fernando Haddad,
05:04não dá para dizer que ele performou muito bem nas últimas eleições, né, Dávila?
05:10Essa arma secreta está parecendo bisnaga de carnaval de água, aquelas bisnaguinhas de água de carnaval.
05:17É isso que está parecendo essa arma secreta.
05:19A Haddad sabe muito bem que disputar o governo do estado de São Paulo contra Tarcísio de Freitas
05:27é ir para a quarta derrota eleitoral, é ir para o sacrifício absoluto para tentar criar um palanque eleitoral para Lula em São Paulo.
05:41vai ser uma conversa difícil, manda outra pessoa para o sacrifício, não tem outros candidatos aliados que poderiam ajudar,
05:52tem o Márcio França e pelo menos guarda uma disputa para o Senado que pelo menos tem alguma chance de se tornar um pouco mais competitivo.
06:02Então, queimar Haddad na quarta derrota eleitoral contra Tarcísio de Freitas para tentar criar palanque para Lula em São Paulo
06:12será uma conversa indigesta nessas próximas viagens internacionais do ministro da Fazenda com o presidente da República.
06:21Agora, é preciso ler os sinais, né, os sinais do corpo.
06:25Não dá para dizer, Mota, que Haddad está super à vontade com essa possibilidade,
06:28porque se fosse, ele diria nesse evento do banco, né, não, já acertamos, eu serei o candidato e vamos conseguir, vamos rumo à vitória,
06:39alguma coisa desse tipo.
06:41Bom, estamos conversando, algumas tratativas com o presidente, até a mediadora que já trabalhou com a gente aqui, a Amanda,
06:49então o senhor está aberto.
06:51É, vamos ver conversas, né, vamos avaliar os cenários, enfim.
06:55Sabe aquela história, Mota, me inclua fora dessa?
07:01É, otimismo também tem limite, né, Caniato?
07:05A gente não tem ideia do que se passa nessas conversas de bastidores.
07:11Mas outro dia eu vi uma declaração de alguém do PT em relação a essa disputa em São Paulo
07:17e que eu acho que resume bem essa situação.
07:21Essa pessoa teria dito, precisamos fazer a disputa nos estados contra a extrema direita.
07:30Então essa é a questão, essa é a visão do mundo.
07:33Essa é a essência da política do nós contra eles.
07:38É uma visão de mundo rudimentar, divisiva e moralmente muito pobre.
07:47Na verdade, é uma manifestação diferente da mesma obsessão de se perpetuar no poder,
07:56que é uma característica dos partidos de esquerda.
07:59Eles não concebem o rodízio no poder.
08:02O objetivo dos socialistas é chegar no poder e não sair nunca mais.
08:07E para isso, é preciso caracterizar os seus adversários como figuras maléficas, inaceitáveis,
08:18que precisam ser destruídas.
08:21Agora eu tenho a impressão que a chance disso dar certo em São Paulo é próxima de zero.
08:28Agora, deixa eu passar para o Bruno Musa,
08:31porque, Bruno, como é que o mercado tem visto essas movimentações
08:36e a possibilidade de um candidato do Partido dos Trabalhadores
08:40na tentativa de vencer o governo do Estado?
08:44Enfim, estamos falando de um ministro da Fazenda.
08:47Tem uma interlocução importante com as figuras importantes do mercado financeiro.
08:53Eu me lembro lá atrás falavam,
08:54ah, o Haddad é o mais tucano dos petistas,
08:57dizendo que ele era uma figura mais moderada.
08:59Enfim, de que maneira isso pode até ajudar o Partido dos Trabalhadores nessa caminhada?
09:05Agora, falar em vitória ao governo do Estado,
09:08eu acho que é talvez um exagero, né?
09:10Caneto, o Fernando Haddad escreveu um livro
09:15que chama Em Defesa do Socialismo, escrito em 1998.
09:20Muitos poderão dizer, ora,
09:22mas ele então se transformou em alguém mais ao centro,
09:25ou mais tucano dos petistas, como se diz.
09:28Se ele tivesse, provavelmente ele não teria essa filiação ao PT durante muito tempo.
09:33Lá no livro ele se declara, o próprio marxista,
09:36e o próprio nome diz, Em Defesa do Socialismo.
09:38Então, aqueles que acreditam que ele de verdade,
09:41genuinamente, é uma pessoa mais centrada,
09:45depende com quem você olha.
09:47Se você olhar no histórico de Luiz Inácio Lula da Silva, talvez.
09:51Se você olha no histórico ali do Boulos, talvez.
09:56Mas se você olha de uma lógica de percepção de liberdade econômica,
10:02de liberdades individuais, de diminuição de impostos,
10:06obviamente, na minha opinião, ele está longe de ser essa pessoa mais ao centro.
10:12E também dizer que os tucanos seriam alguma coisa nesse sentido mais ao centro,
10:17também é uma boa de uma discussão.
10:20Mas, na verdade, a pergunta que você me fez a respeito do mercado,
10:25eu acho que passa por cima disso, viu?
10:27É meio como se a parte de São Paulo já tivesse quase que resolvida,
10:31se Tarcísio for o candidato.
10:34E se não for, o grande problema está numa mensagem importante
10:38de uma mudança da trajetória da dívida que passa por uma responsabilidade fiscal.
10:44A responsabilidade fiscal passa apenas com uma alternância de governo,
10:47com qualquer uma daquelas apresentações daqueles candidatos
10:51que estão postulando aí ao cargo,
10:54porque todos eles já minimamente se colocaram a favor
10:57de uma responsabilidade fiscal.
11:00Você mudar a mentalidade que gasto é vida,
11:03já muda uma trajetória de um país.
11:05Então, o grande centro da questão, na minha opinião,
11:09para as discussões, nem passa pelo governo de Estado.
11:12Se for o Tarcísio, é como se praticamente tivesse ganho.
11:15Se não for, a grande luta é por mudar essa mentalidade
11:18que tomou conta do Executivo e de grande parte
11:20das instituições nacionais hoje em dia.
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