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Em 2025, a China continua sendo o principal destino dos produtos brasileiros, com vendas que somaram US$ 100 bilhões, a segunda maior da série em quase três décadas. Em entrevista ao Real Time, Vinicius Prado, economista-chefe da MA7 Negócios, analisou os impactos dessa relação intensa, os benefícios para setores como carnes e frigoríficos, e os riscos de depender tanto do mercado chinês, especialmente em relação aos Estados Unidos e outros parceiros.

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Transcrição
00:00A cada ano a China renova a condição de maior parceiro comercial do Brasil.
00:12Em 2025 não foi diferente não.
00:15O mercado chinês foi o principal destino dos produtos brasileiros.
00:19As vendas somaram 100 bilhões de dólares em receita, a segunda maior da série em quase
00:24três décadas.
00:25Sobre essa forte relação comercial e os desdobramentos que ela traz, eu converso agora ao vivo com
00:31Vinícius Prado, economista-chefe da EMA7 Negócios.
00:35Tudo bem, Vinícius?
00:36Bom dia.
00:36Prazer ter você aqui ao vivo no Real Time.
00:38Bom dia a todos.
00:41Vamos lá.
00:42Quais benefícios essa relação comercial tão intensa com a China traz para o Brasil e traz
00:48pontos de preocupação com uma dependência também?
00:50Bom, essa relação em si com a China é bem positiva, porém a gente abre um deixe
00:56ali, um ponto muito negativo com os Estados Unidos, por um exemplo.
01:00A gente sabe que nossas relações ali com os Estados Unidos não vêm muito boas, né?
01:05Hoje o atual governo também não se abdica tanto sobre isso.
01:11Então a gente vê que essa relação com a China ainda traz pontos positivos.
01:14Porém, aos pares ali do mundo, a gente consegue ver um lado um pouco mais negativo, Natália.
01:20O que traz para a gente positivamente ali é realmente o dólar.
01:23A gente também tem uma recorrência para um setor em específico, né?
01:26Que hoje seria açougues, frigoríficos e etc.
01:30Então isso traz uma receita recorrente e também fortalece um pouco mais ali a nossa
01:34relação com a China.
01:35Porém, tem esse outro lado, né, Natália?
01:37Que também a gente deve ficar olhando qual será o desdobramento disso.
01:41Exatamente.
01:43Quando você fala da preocupação, eu queria aprofundar um pouco melhor essa conversa, né?
01:47Quais são os pontos de preocupação e algum setor específico ou o fato de estar negociando
01:53com tanta intensidade com a China que pode fechar portas com outros parceiros, por exemplo,
01:58Estados Unidos?
02:00Perfeito.
02:00É mais para esse último lado, realmente de estar fazendo algo ali com a China intensamente,
02:07isso fecha algumas portas, né?
02:08A gente sabe como que é o posicionamento dos Estados Unidos, que é um posicionamento
02:11mais agressivo, mais realmente fechado, né?
02:15E isso traz ali um olhar um pouco mais negativo para possíveis relações com os Estados Unidos.
02:20Hoje os Estados Unidos ainda é a maior economia, a gente tem ali o seu par que é a China,
02:25que é a segunda maior, porém a gente vê o Brasil indo mais para esse lado China.
02:30Isso traz, Natália, não tanto um arrefecimento de outros setores, a gente também já vê algumas
02:35coisas relacionadas a chips eletrônicos, que também é o principal embate nos Estados
02:39Unidos, ou seja, eu diria que esse movimento com o Brasil e China seria algo mais voltado
02:45para fechar as portas com outros países.
02:48Isso é o que traz um pouco mais de preocupação, porém eu acho que a gente tem mais lados positivos
02:52do que negativo com esse possível acordo, né?
02:56Mas é um ponto de atenção a essa parte de fechar portas para outros países.
03:01É, e a gente fala muito, né?
03:04E tem visto na prática a importância e a necessidade mesmo de diversificar o leque de
03:09parceiros no exterior.
03:11Queria sua avaliação sobre esses movimentos, se eles estão acontecendo na intensidade, no
03:16ritmo e na direção que seriam as melhores, né?
03:20Nesse momento.
03:22Bom, eu gostaria só de colocar um pouco mais sobre o cenário macro também, voltado a
03:27essa parte da China.
03:28A gente está passando num momento macroeconômico, Natália, muito nebuloso, né?
03:33A gente tem alguns dados ainda ali para sair dos Estados Unidos, com o payroll, Brasil,
03:37o PCA acabou de sair também, já veio conforme a gente esperava, curva de juros ali começaram
03:43a subir.
03:43Tudo isso indica que o Brasil já está bem precificado, a gente já sabe quais são os próximos
03:48passos, co-ponsionalizando cortes, então a gente ainda vê apenas um olhar de espera
03:54dos investidores, né?
03:56O que isso tem com relação com a China?
03:59Essa notícia em si, né?
04:00De um possível acordo, de algo que vai beneficiar um setor específico, que seria a parte alimentícia
04:07de carnes, né?
04:08É outra notícia positiva para nós.
04:11O que a gente tem que olhar é sobre esse desdobramento que eu citei, ou seja, após esse
04:16acordo, qual que será o posicionamento de outros países, os nossos pais, a Argentina
04:20e etc., sobre esse acordo.
04:22Querendo ou não, qualquer movimentação em si, a gente tem ali alguma oscilação em
04:27bolsa, investimentos, então esse acordo traz mais uma notícia para o mercado se posicionar.
04:34Acredito que esse acordo tem bastante força para a movimentação, porém já é um acordo
04:42mais positivo, os investidores enxergam que um lado bom, o que a gente pode ver futuramente
04:47é um desdobramento negativo e isso pode ser precificado conforme o decorrer da semana
04:52e o decorrer do acordo, Natália.
04:54E a China, de longe, é o mercado mais importante para o nosso agro, né?
04:59Esse setor que é tão importante em termos de produção e de exportação.
05:03Explica para a gente como é que essa relação tem impacto em pontos que você também antecipou
05:08nessa resposta, né?
05:09Em financiamento, gestão de risco e na atração de capital para o setor.
05:14Bom, a gente já vem olhando ali o cenário global muito pessimista, né?
05:20A gente vê os Estados Unidos ali saindo agora na quarta-feira o payroll para ver como
05:24que está o mercado, é como se fosse o Caged do Brasil, que se identifica a parte de vagas,
05:29né?
05:29E etc.
05:30Que já veio atrasado, era para sair sexta, vai sair agora na quarta.
05:34E isso traz ali um olhar dos investidores em si, global, saindo muito mais dos Estados
05:39Unidos.
05:39A gente viu, por exemplo, agora um anúncio pedindo para que as pessoas deixassem de comprar
05:46third bonds dos Estados Unidos, porque o risco ali interno ainda não está.
05:50bem precificado.
05:52Então, tudo isso cai num momento muito positivo.
05:55A gente viu os Estados Unidos perdendo um pouco de força, o dólar ali tendo uma aliviada
06:00no Brasil, porque a gente tem uma entrada de capital estrangeiro, procurando uma renda
06:04fixa atrativa, né?
06:06E etc.
06:07Então, tudo isso traz um olhar de as pessoas estão saindo dos Estados Unidos e indo para
06:13as outras economias.
06:15Como um exemplo, procurando investimentos, etc.
06:17Brasil, Argentina, países aqui da América do Sul que pagam um preço maior.
06:21Porém, a gente vê os Estados Unidos, ou, perdão, o Brasil, indo ali fazer um acordo
06:26com a China.
06:27Então, literalmente, é um avançar, né?
06:31Eu diria que é um passo mais...
06:33Como que eu posso explicar?
06:36É um passo mais sem definição, né?
06:39Eu diria que o Brasil fechar isso com a China, no meio de um cenário onde os Estados Unidos
06:44vêm sendo enfraquecido, é um passo que a gente pode ver tanto muitos pontos positivos,
06:49tanto muitos pontos negativos na nossa economia.
06:52Mas isso tende ali para o investidor, Natália, o dólar ainda continuar sendo pressionado
06:57para um valor ali próximo do que está agora.
07:00E a Bolsa também tendo uma entrada de capital estrangeiro muito forte.
07:04Luiz Prado, economista-chefe da EMA7 Negócios, muito obrigada pela participação ao vivo com
07:09a gente.
07:09Ótimo dia por aí.
07:11Obrigado, Natália.
07:12Bom dia a todos.
07:12Obrigado.
07:13Obrigado.
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