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As Olimpíadas de Inverno 2026, em Milão-Cortina, começa nesta sexta-feira (06) e se consolida como uma plataforma estratégica de marketing esportivo. Apesar de ser um evento distante da realidade tropical do Brasil, atletas brasileiros participam, gerando atenção e oportunidades para marcas nacionais.

O professor Carlos Eduardo Costa explica ao Fast Money como a audiência crescente e o ufanismo podem influenciar o marketing esportivo, os cuidados que as marcas devem ter para não se expor politicamente e como pequenas empresas podem se beneficiar indiretamente do evento.

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Transcrição
00:00A Olimpíada de Inverno de 2026 começa nessa sexta-feira e a competição está ganhando destaque como uma plataforma estratégica de marketing esportivo, além da clara dimensão dentro do mundo do esporte.
00:16O evento já é visto como um espaço de negócios, posicionamento de marca e geração de valor, com mudanças relevantes em ativação, mídia, comportamento do consumidor.
00:27E para quem acha que a Olimpíada de Inverno está muito longe do Brasil, o país tropical que vive o verão está muito enganado, porque temos atletas disputando algumas modalidades e isso também impacta marcas brasileiras.
00:44Para falar desse impacto, a gente recebe aqui no Fast Money o Carlos Eduardo Costa, que é professor, especialista em finanças e marketing esportivo.
00:55Seja muito bem-vindo, professor Carlos.
00:58Eu já vou direto no seguinte, né?
01:01Obviamente, numa análise muito superficial, a gente chega a uma talvez errônea interpretação, uma errônea conclusão, pois não tem nada a ver com o Brasil, né?
01:13Tudo bem, a gente se dedica a assistir a Olimpíada de Verão, em que nós temos atletas muito competitivos.
01:20Na Olimpíada de Inverno, que não tem nada a ver com o nosso clima, de vez em quando desponta ali um ou outro atleta de origem brasileira, mas que viveu na Europa, nos Estados Unidos, locais de neve.
01:33Mas, de novo, uma conclusão, uma interpretação errônea.
01:38Como é que um evento distante da nossa realidade pode ser uma ponta de lança, pode ser aí uma catapulta para marcas essencialmente brasileiras?
01:48Boa tarde, mais uma vez. Obrigado por participar aqui do Fast Money.
01:51Boa tarde, Marcelo. Obrigado pelo convite.
01:54A resposta para a sua pergunta é uma palavra.
01:57E qual é essa palavra?
01:59Audiência.
01:59A audiência desses grandes eventos, inclusive das Olimpíadas de Inverno, dentro do Brasil, tem aumentado.
02:08Mais brasileiros e brasileiras estão buscando não só conhecer mais sobre o esporte de inverno,
02:15muitos têm a oportunidade de viajar, de praticar o seu esporte de inverno,
02:21e também, muitas vezes, até de acompanhar as personalidades dessa área.
02:25A disseminação das redes sociais, do serviço de streaming, dos canais a cabo,
02:31tem ajudado muito nessa manutenção e até no crescimento dessa audiência.
02:37Então, mais pessoas estão interessadas no assunto e que acaba trazendo mais empresas
02:42para usar esse evento como um canal para poder o quê?
02:46Para poder se comunicar com aquele público.
02:49Professor Carlos, se a gente pensar na Olimpíada, seja de inverno ou de verão,
02:54é um evento macro, assim como Copa do Mundo, os campeonatos de Fórmula 1.
03:00É que Copa do Mundo, assim como Olimpíada, acontece uma vez a cada quatro anos,
03:04a Fórmula 1 a gente tem o circuito anual.
03:06Mas eu vou pegar de grandes eventos macro, né?
03:08Recortando a Olimpíada, só puxar na memória, a gente vê que as competições televisionadas,
03:16e agora a internet faz um papel fundamental de difusão das imagens,
03:22existe o patrocínio ou de uma grande marca de refrigerante,
03:27de uma grande marca de fast food, cartão de crédito, joalheria de luxo,
03:33ou seja, marcas planetárias.
03:35Agora, é possível a gente ver, talvez uma atualização dessa mentalidade,
03:41uma descida de degraus?
03:44O que eu quero dizer?
03:46Marcas locais de menor impacto, que também podem entrar nessa, como o senhor falou,
03:53na curiosidade do telespectador em assistir esses produtos, esses programas?
03:59Ou seja, a gente pode ver, ou já está vendo, um domínio,
04:04ou uma perda do domínio dessas grandes marcas,
04:07e uma abertura para marcas ou para empresas locais?
04:12Então, primeiro, é importante separar.
04:15As ações voltadas aos grandes eventos são exclusivas dos patrocinadores.
04:21E os patrocinadores, sejam da FIFA, quando se fala de Copa do Mundo,
04:25ou seja, do COE, quando se fala de Olimpíadas de Verão e Olimpíadas de Invernos,
04:29é como você trouxe um grupo seleto.
04:32São as grandes empresas. Por quê?
04:34Porque elas não querem deixar esse papel, muitas vezes até para o concorrente.
04:39Os contratos de patrocínio desses grandes eventos, eles são cada vez mais caros.
04:44Ou seja, a renovação, a Coca-Cola, outras marcas,
04:47pagam cada vez mais para serem patrocinadores dos Jogos Olímpicos ou da Copa do Mundo.
04:54Então, as ações ligadas diretamente aos Jogos Olímpicos, como eu disse,
04:58são exclusivas desses patrocinadores.
05:01Então, nenhuma outra marca que não seja um parceiro oficial do COE
05:04pode fazer uma propaganda alusiva aos Jogos Olímpicos de inverno.
05:09Essa é uma primeira questão.
05:11Quando a gente tem a realização de Olimpíadas em um determinado país,
05:15a gente teve isso quando recebemos os Jogos Olímpicos em 2016,
05:21também existem aqueles patrocinadores locais.
05:23São empresas menores, que não têm um alcance global,
05:26mas têm uma interação muito grande com o mercado, como no Brasil.
05:29Nas Olimpíadas, a gente também não tem isso.
05:32Como essa Olimpíada é na Itália,
05:33muitas empresas italianas estão se associando às Olimpíadas.
05:38Marcas que não são patrocinadoras oficiais, Marcelo,
05:41têm se aproveitado desse momento
05:43para chegar até os consumidores,
05:49que estão cada vez mais buscando informações
05:52sobre os atletas que estão competindo,
05:55sobre os esportes,
05:57sobre o estilo de vida ligado ao esporte de aventura,
06:01um esporte que muitas vezes está ligado à natureza, etc.
06:03Então, elas acabam se utilizando,
06:05mas tem que tomar um cuidado muito grande,
06:07porque se existir alguma ilusão aos eventos,
06:11aos emblemas, elas com certeza
06:13sofrerão uma ação do Comitê Olímpico Internacional.
06:19Professor Carlos, para a gente encerrar,
06:21eu queria trazer, no melhor sentido da palavra,
06:23o termo ufanismo,
06:25porque começa hoje a Olimpíada de Inverno,
06:29Milão-Cortina, acontece ali no norte da Itália,
06:32e tem uma participação discreta brasileira,
06:36por motivos óbvios,
06:38somos um país tropical,
06:39mas na cerimônia de abertura,
06:42que sempre atrai uma enorme audiência,
06:45pela curiosidade, pela beleza do evento,
06:48a Rebeca Andrade,
06:49que é, mais recentemente,
06:52a grande heroína brasileira no esporte,
06:54tirando o futebol,
06:56tirando o vôlei, né,
06:57teve um enorme destaque na última Olimpíada,
07:01a Rebeca Andrade vai representar o Brasil
07:03nessa cerimônia de abertura.
07:05E aí que eu chego com o termo ufanismo
07:08que eu trouxe aqui, né,
07:10um orgulho nacional nosso.
07:12Tem como as marcas aproveitarem esse embalo, né,
07:17isso mexe com o sentimento,
07:19mas, por outro lado,
07:20a gente vê uma certa periculosidade.
07:23Tem campanha eleitoral esse ano,
07:25e a gente viu uma famosa marca de sandálias
07:28acabando sendo mal interpretado,
07:31levando uma questão para os termos políticos,
07:35e isso acabou, de certa forma,
07:37para a parte do público arranhando a reputação.
07:39Quais são os riscos, os cuidados
07:41que uma marca tem de usar
07:43quando temos o ufanismo
07:46metido aí no meio da equação?
07:48Eu acho que a grande saída, Marcelo,
07:51é a ter a sua comunicação
07:53aos valores ligados àquele evento,
07:56àquele esporte, né.
07:58Um evento esportivo
08:00ou uma competição,
08:02por que ela atrai tanto as empresas?
08:05Por que a audiência, os espectadores,
08:08aqueles que estão acompanhando,
08:09naquele momento,
08:11eles estão diante de uma situação
08:12com uma ligação, muitas vezes,
08:15até emocional,
08:17num momento propício
08:18para que as empresas
08:19levem a sua mensagem.
08:21Por isso que o marketing esportivo,
08:22uma das razões do marketing esportivo
08:24ser tão utilizado, né.
08:26Além da gente estar falando
08:27de valores que são importantes,
08:28de competição, de superação, né,
08:30são valores que são importantes,
08:31a gente está sempre reforçando.
08:33Então, as marcas têm que ter cuidado
08:35para não tentarem ampliar a mensagem
08:39além desses grandes valores do esporte,
08:41porque, como você mesmo disse,
08:43vamos usar uma expressão popular,
08:45o tiro pode sair pela culatra.
08:46Perfeitamente.
08:48Professor Carlos Eduardo Costa,
08:50professor especialista em finanças
08:52e marketing esportivo,
08:55numa entrevista precisa aqui
08:56para o Times Brasil,
08:57licenciado exclusivo CNBC.
08:59Professor Carlos, muito obrigado,
09:00até uma próxima oportunidade.
09:02A Olimpíada começa agora,
09:04dura aí,
09:04mais três semanas,
09:05teremos bastante argumentos ainda
09:08para falarmos.
09:09Vamos retomar essa conversa.
09:10No final,
09:11pretende tentar fazer um balanço
09:13do que foram aí as marcas
09:14dentro da Olimpíada de Inverno,
09:17Milão Cortina.
09:18Obrigado, professor Carlos,
09:19ótimo final de semana.
09:20Obrigado pelo convite
09:21e vamos aproveitar
09:22para descobrir, inclusive,
09:23esportes que são novidade,
09:25uma série de esportes
09:26para a gente poder descobrir.
09:27Excelente.
09:28Até mais, professor Carlos.
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