00:00O Real Time de volta, nós vamos direto para a CNBC dos Estados Unidos, porque Anthony Blinken,
00:11que foi secretário de Estado, ou seja, chefe da chancelaria dos Estados Unidos na gestão
00:16democrata, responde a perguntas da redação dos apresentadores da CNBC dos Estados Unidos
00:23sobre esta posição dos Estados Unidos atualmente com relação à Venezuela.
00:28Vamos ouvi-lo.
00:34Anthony Blinken, então, que já foi chefe da chancelaria na gestão anterior dos democratas,
00:39está dizendo, em tom crítico, que a posição de uma pressão com contornos de violência
00:49de características militares à Venezuela pode não ser o melhor resultado, mesmo em comparação
00:57com outras ações dos Estados Unidos a nações que foram hostis à política americana, e
01:05ele citou o Iraque, o Anthony Blinken, pelo menos na visão dele, diplomata de carreira
01:11nos Estados Unidos, essas comparações não podem ser colocadas no mesmo patamar, no mesmo
01:18degrau. Inclusive, ele fala sobre a relação dos Estados Unidos com a Rússia, pontos de
01:26tensão, também um estado em que o petróleo é uma questão majoritária economicamente
01:34falando, claro que ele se refere à Rússia, e as relações com os Estados Unidos com a
01:39Rússia, olhando uma história mais recente, contemporânea, entre os Estados Unidos e a extinta
01:44União Soviética, nunca levou a esses níveis de agressão, como foram vistas recentemente,
01:51há pouco mais de uma semana, dos Estados Unidos contra a Venezuela.
01:54E agora, a pergunta do jornalismo da CNBC é com a questão do presidente Donald Trump
02:07estar se colocando como uma espécie de administrador da Venezuela.
02:12E a pergunta, então, na International Law, como que essa posição dos Estados Unidos,
02:24de uma espécie de uma autoproclamação ali, de fazer parte de uma cúpula administrativa
02:31da Venezuela, com um desrespeito às leis internacionais.
02:35E agora, passando para o Irã, que também passa a ser um ponto nevrálgico da leitura
02:46da questão geopolítica, o Irã, que vive momentos de muita tensão e uma evolução popular,
02:54e o presidente Donald Trump deixou ali uma mensagem quase que enigmática, dizendo que
03:00os Estados Unidos estariam prontos para ajudar essa pressão para uma mudança de regime,
03:05em contrapartida, uma informação divulgada no final de semana, que o presidente Donald Trump,
03:12ele mesmo trouxe essa informação à tona, foi procurado pelo regime iraniano para um novo acordo nuclear
03:17em que o Irã pudesse voltar a enriquecer o urânio.
03:22E a pergunta gira em torno dessas contradições.
03:32E aí ele fala de conquistas, se essas situações pudessem levar,
03:38essa resposta então do Anthony Blinken, ex-secretário de Estado, ex-chefe da diplomacia dos Estados Unidos,
03:44ele dizendo que é estes momentos, principalmente falando do Irã,
03:47que se vier a abrir uma porta para uma transição democrática, haveria então um benefício
03:57para o final dessa situação.
04:02E Blinken agora destaca as imagens impressionantes dos últimos dias,
04:09uma série de protestos que têm ganhado cada vez mais corpo dos últimos dez dias,
04:14em que cada vez mais pessoas saem às ruas nas grandes cidades iranianas,
04:20o que é um movimento relativamente raro de se ver nessas proporções que estamos assistindo,
04:29e que cria uma pressão às elites administrativas do Irã,
04:37que estão no poder ali de uma maneira teocrática e autocrática,
04:42desde o golpe de 1979.
04:45Então, já são praticamente 47 anos de um regime
04:49em que a democracia acabou sendo subjugada no Irã.
04:55E as consequências agora, quando o Antony Blinken fala de proxies,
05:05os grupos de influência que foram criados ao longo desses últimos quase 50 anos,
05:1346, 47 anos, a partir de um ponto da Revolução de 1979,
05:17os chamados proxies, que são grupos que foram depois fomentados, armados,
05:23houve um escalonamento, a exemplo do Hamas,
05:27a exemplo dos agrupamentos paramilitares no Iêmen,
05:33alimentados pelo Irã.
05:35Então, que uma consequência da transição,
05:40de uma suposta hipótese de transição no poder no Irã,
05:44acabaria, então, com a força, ou diminuiria a força a esses proxies.
05:49O que o Antony Blinken está querendo dizer, em outras palavras,
05:52é de um efeito dominó, um efeito escalonado,
05:56sobre uma suposta hipótese de mudança de regime no Irã.
06:00Olha, talvez esse seja o momento, mas nós já vimos isso outras vezes,
06:13dizendo que já houve um certo levante social no Irã,
06:17não nas proporções como estamos vendo agora,
06:19mas que o regime não acabou sendo mudado,
06:25ou acabou sendo enfraquecido a ponto de mudança.
06:28O assunto agora dos apresentadores da CNBC com o Antony Blinken
06:34é sobre Greenland, sobre a Groenlândia,
06:38a pressão que o presidente Donald Trump está fazendo
06:41para a aquisição, adquirir a Groenlândia.
06:46E ele está falando, tudo o que a gente tem que fazer
06:49é perguntar, existem alternativas
06:53baseadas na diplomacia, no diálogo, na negociação.
07:03Então, que as negociações têm que sempre ser
07:06favoráveis à não opção militar,
07:10não a tomada do território numa condição militar.
07:17E, de novo, ele fala, a pergunta que eu trago aqui à mesa é,
07:29mas por que isso?
07:30Se nós já temos, falando dos Estados Unidos,
07:33uma aliança militar com a região,
07:35e ele, obviamente, está mencionando aí,
07:38sem dizer claramente, a OTAN,
07:40a Organização Militar do Atlântico Norte,
07:42as boas relações que os Estados Unidos têm,
07:46inclusive, de apoio militar da Dinamarca,
07:48o posicionamento militar dos Estados Unidos
07:51na própria Groenlândia com base militar,
07:54que existe, inclusive, desde a tensão na Guerra Fria.
07:59E ele agora, então, a reportagem da CNBC,
08:02agradecendo aí o...
08:05agradecendo a presença na reportagem
08:08do Antony Blinken, que já foi secretário de Estado,
08:12chefe da diplomacia dos Estados Unidos,
08:15só que na gestão democrata, não agora, dos republicanos.
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