Os presidentes Lula e Donald Trump conversaram por telefone durante cerca de 50 minutos. Segundo o Palácio do Planalto, o diálogo tratou do combate ao crime organizado, além de temas como Venezuela, cooperação internacional e relação econômica entre os países.
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NotíciasTranscrição
00:00Bom, vamos seguir lá em Brasília, mas agora pra conversar com o nosso repórter André Anelli,
00:04porque numa conversa telefônica, o presidente Lula discutiu com Donald Trump a cooperação no combate ao crime organizado.
00:11E essa foi a primeira vez que Lula e o presidente norte-americano conversaram desde a invasão dos Estados Unidos à Venezuela.
00:18André Anelli está ao vivo conosco.
00:20André, traz mais detalhes dessa conversa.
00:22Durou cerca ali de 40, 50 minutos.
00:25Lembrando que durante o encontro entre Lula e Trump no Conselho de Segurança da ONU,
00:29durante a assembleia, os dois trocaram o WhatsApp, trocaram o telefone.
00:32Fica liberado quando quiser me ligar, conversar.
00:35Fica tranquilo, já tem meu telefone pessoal e, de certa forma, essa primeira ligação aconteceu.
00:40Traz mais detalhes dessa conversa, os principais destaques por aí.
00:43Seja muito bem-vindo aqui ao nosso novo 3 em 1.
00:48Obrigado, Cássios. Muito boa tarde.
00:51Bem-vindo você, a Jovem Pan, aqui.
00:53Boa tarde a todos no 3 em 1.
00:55Bom, essa conversa, como você disse, né, Cássios, durou cerca de 50 minutos.
00:59De acordo com o Palácio do Planalto e trouxe diversos temas.
01:02Uma vez que foi, sim, a primeira conversa entre os dois,
01:05após os Estados Unidos retirarem a força do poder, o ditador Nicolás Maduro da Venezuela.
01:12Só que, diferentemente das declarações públicas que o presidente Lula fez,
01:16principalmente em tom de crítica aos Estados Unidos,
01:19Lula agora escolheu um tom mais ameno diante do presidente americano,
01:24dizendo que a América Latina deve permanecer como um ambiente de paz,
01:28se colocando de forma contrária, então, à invasão e à retirada à força de Nicolás Maduro,
01:34mas, por outro lado, sem citar questões como, por exemplo,
01:37o fato de Lula ter dito que os Estados Unidos estavam rasgando a Carta das Nações Unidas,
01:43impondo a lei do mais forte sobre o mais fraco.
01:47Mesmo assim, então, houve um posicionamento do presidente Lula
01:50contra aquela prática dos Estados Unidos.
01:53Além disso, os dois conversaram sobre o convite americano feito recentemente
01:58para que o Brasil integre o chamado Conselho da Paz,
02:01que, entre outras atribuições, vai fazer uma administração da faixa de Gaza,
02:08fazendo com que, então, essa administração conte com diversos organismos internacionais,
02:13principalmente ligados àqueles países que toparem, então, fazer parte desse conselho
02:18liderado pelos Estados Unidos.
02:20O Brasil ainda não respondeu em relação a esse convite,
02:24também não deu nenhuma garantia a Donald Trump,
02:27mesmo com essa ligação de que o país vai fazer parte desse conselho,
02:31porque o Brasil quer detalhes a respeito da atuação desse conselho
02:36e também da profundidade de tudo aquilo que vai ser tratado.
02:40O que o presidente Lula fez a Donald Trump,
02:42na ligação dessa segunda-feira, foi uma sugestão para que o conselho
02:47seja responsável apenas pela questão humanitária
02:50e também da reconstrução da faixa de Gaza
02:53e acabe não abrangindo outros temas,
02:56de forma, então, a como o presidente Lula já disse em outras oportunidades,
03:01não substituir a atuação da Organização das Nações Unidas.
03:05Então, esses foram os dois principais temas.
03:08Além disso, Trump e o presidente Lula ainda debateram o crescimento comercial
03:14dos dois países, a diplomacia, a parceria de mais de 200 anos
03:18entre Brasil e Estados Unidos, parceria essa que levou recentemente
03:22os Estados Unidos a retirar, em grande parte, quase que a totalidade
03:27das taxações dos tarifaços que foram impostos pelo governo americano.
03:32E, por fim, o presidente Lula e também o presidente Donald Trump
03:36acordaram uma visita do presidente brasileiro
03:39a acontecer em fevereiro, em Washington, capital dos Estados Unidos,
03:44para que todas essas questões e também assuntos de ordem comercial
03:49sejam debatidos com mais tempo e também com mais profundidade
03:54pelos dois líderes.
03:56Cássios.
03:57Perfeito, André. Obrigado pelas informações diretamente de Brasília.
04:004 horas e 27 minutos.
04:02A gente vai para o Rápido Tervalo, para você que está nos acompanhando
04:04aqui no 3 em 1 pelas rádios e, é claro, que quem segue conosco
04:08nas outras plataformas, vamos chegando aí com outras informações
04:11e, é claro, uma rodada de comentários.
04:14Bom, gente, vamos seguir aqui, então, a Langane.
04:16Pelo todas as informações que o André Anelli nos trouxe,
04:19mostra que, apesar das divergências políticas,
04:23as relações entre Brasil e Estados Unidos se mantêm.
04:25E aquele encontro, aquela química que teve na Assembleia Geral da ONU segue firme e forte.
04:30É, exatamente, né? Isso é bastante importante, bastante relevante para o governo brasileiro,
04:35justamente num momento, Cássios, que foi de muita tensão por conta da guerra tarifária
04:41e também da própria aplicação da Lei Magnitsky aqui no Brasil,
04:45que o próprio Donald Trump acabou revogando.
04:48Justamente por conta de todo esse momento mais favorável ao Brasil
04:54nas suas relações com os Estados Unidos,
04:57é muito importante que as autoridades brasileiras,
05:00o presidente da República e também todo o corpo diplomático,
05:03tenham muito cuidado para lidar com o Donald Trump.
05:06Você pode até discordar, não seguir no caminho dele,
05:10mas com muita cautela e muito jeito.
05:12Caso contrário, a gente pode sofrer novamente retaliações.
05:15Retaliações e retaliações que não são boas para o Brasil.
05:19Lucas Meireiro, como é que você enxerga, então,
05:21essa aproximação entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos,
05:24Donald Trump, num cenário em que a incerteza geopolítica
05:28acabou tomando conta nesse mês de janeiro?
05:30Eu enxergo assim, uma tentativa de aproximação mesmo.
05:33A gente sabe que o Lula e o Trump tiveram alguns embates,
05:37mas eles acabaram, aparentemente, se dando muito bem com aquele encontro entre os dois,
05:42tanto é que logo depois a Magnitsky foi retirada do Alexandre de Moraes.
05:47Agora, a gente sabe que o Trump sempre tem os seus hiperfocos.
05:52Cada hora ele está num país.
05:54Ele já passou pelo Brasil, aí passa pela Venezuela, o Irã.
05:59Então, ele sempre está com um novo foco de atenção.
06:02O Lula sabe que, em breve, esse foco de atenção do Trump pode se virar para o Brasil de novo.
06:07E ele quer estar numa boa relação com o Trump.
06:10Sobre o combate ao crime organizado, a gente sabe que o Trump usa do combate ao crime organizado
06:16como um pretexto para agir nos países que ele tem determinado interesse.
06:20Então, por exemplo, foi assim na Venezuela.
06:22Eu não estou negando aqui que o Nicolás Maduro tinha aproximações muito esquisitas
06:27com o narcotráfico de lá, tanto é que muitas pessoas chamavam já a Venezuela,
06:31e eu entendo corretamente, como um narco-estado.
06:33Mas o que eu digo é que o Trump se utiliza muito dessa questão do combate ao crime
06:37como um pretexto para interferir de alguma forma naquele país.
06:41E, ao que tudo indica, o Lula está querendo estar no good side do Trump,
06:45quer ter uma boa relação com ele.
06:47É claro, hoje a gente já viu que o Lula criticou o Trump,
06:50falou que não deveria fazer o que fez na Venezuela,
06:52mas provavelmente é um aceno para a base,
06:54sendo que, na prática, o Lula se aproxima, assim, de Donald Trump,
06:57porque isso vai ser vantajoso para ele, especialmente no ano eleitoral.
07:02Osai, inclusive, a gente sabe que é importante o Brasil manter as relações políticas, econômicas
07:07e também diplomáticas com os Estados Unidos,
07:10mas o fato do presidente Lula, durante essa ligação telefônica,
07:13sugerir um encontro, uma ida até Washington,
07:16para se verem pessoalmente na Casa Branca,
07:19é também uma sinalização importante do presidente
07:22para manter essa relação com os Estados Unidos,
07:24diante de todo esse cenário, inclusive, ainda mais depois da invasão à Venezuela?
07:28É um momento muito sensível nas relações entre os países,
07:34a indicação de que há uma mudança muito forte nestas relações,
07:40o multilateralismo está mesmo sendo questionado,
07:44não é, como diz o presidente Lula,
07:47de que Trump quer ser o presidente do mundo,
07:49quer ser o ditador do mundo,
07:50não é bem assim, e nem a lei dos mais fortes.
07:53Porque, veja bem, unidos, né, a China, a Índia, a Rússia,
08:02podem fazer frente aos Estados Unidos.
08:05E Donald Trump sabe muito bem disso.
08:08Os Estados Unidos só foram derrotados por eles mesmos,
08:11na Guerra do Vietnã,
08:13onde perdia a guerra internamente,
08:16através da guerra de informação.
08:18Então, não existe essa possibilidade
08:20de ninguém assumir uma posição de ditador do mundo,
08:23porque a união contra ele fica muito forte.
08:26O Brasil está no meio dessa disputa pela América do Sul,
08:31que de repente descobriram que aqui somos um continente muito importante,
08:36pelas reservas minerais,
08:37e até pela força estratégica, né,
08:40do posicionamento geográfico.
08:42A Argentina é aliada, de qualquer forma,
08:45com o presidente Donald Trump, né?
08:47O Milley faz essa relação.
08:49E o Brasil ficou ali, imprensado.
08:52Essa resposta do Brasil é muito importante
08:55sobre aceitar ou não fazer parte do Conselho de Paz
08:59para restabelecer a faixa de Gaza, né, a Gaza.
09:05E aí, não é só essa resposta,
09:07mas também a relação.
09:09O presidente Lula está sendo alimentado por informações
09:13e aconselhado tanto pelo chanceler Mauro Vieira,
09:17mas o principal, que eu chamo de grilo falante do presidente Lula,
09:21aquele alter ego dele,
09:23é Celso Amorim, o ex-chanceler e o assessor para assuntos internacionais.
09:27Tradicionalmente, esses assessores internacionais
09:30falam direto com o presidente,
09:32tem um gabinete ao lado do presidente,
09:34então não é novidade que eles interfiram mais
09:37do que o próprio chanceler,
09:38do que o próprio ministro de Relações Exteriores.
09:41Então, o Brasil está nesse sentido.
09:43Achei uma boa proposta,
09:45até porque fala a língua dos Estados Unidos.
09:47Os americanos descobriram que,
09:49fazendo um estrangulamento econômico,
09:52o crime organizado padece.
09:55E os Estados Unidos têm esse controle.
09:58E o Brasil pediu exatamente esse controle
10:00contra a lavagem de dinheiro,
10:03que é o grande crime.
10:04Todos os crimes acabam desembocando
10:06na lavagem de dinheiro
10:08e no controle das criptomoedas.
10:11Bom, outro ponto também bastante sensível
10:13que eu quero tocar aqui com o nosso time de comentaristas
10:15é sobre adesão ou não do governo brasileiro
10:18no Conselho de Paz
10:19em relação à reconstrução de Gaza.
10:22Foi um assunto que foi debatido,
10:24foi tocado ao longo dessa ligação telefônica
10:26entre Lula e Trump,
10:27mas o presidente brasileiro ainda não bateu o martelo.
10:31Então, essa dúvida é muito grande.
10:32Será que o Brasil vai entrar ou não?
10:34Muitos países já recusaram,
10:36outros foram desconvidados,
10:37por exemplo, o Canadá,
10:38e muitos também aceitaram.
10:41Mas o presidente brasileiro está adotando
10:42neste momento cautela.
10:44Fábio Piper, não gostaria de te ouvir também em relação,
10:46porque o presidente Lula, de certa forma,
10:48fez um pedido para Donald Trump.
10:50Esse Conselho de Paz,
10:52ele tem que discutir apenas
10:53esse início do cessar fogo,
10:55essa reconstrução da faixa de Gaza,
10:57deixando outros conflitos de lado.
11:00Você acredita se esse pedido de Lula
11:01for atendido,
11:02há uma chance do próprio presidente brasileiro
11:05aceitar,
11:06ou pelo menos a gente pode ter
11:08pelo menos um cenário ainda do Lula,
11:10talvez tentando empurrar com a barriga
11:11cada vez mais,
11:12porque nessa balança
11:13de aceitar ou não,
11:14precisa ver o que é mais benéfico
11:16para a questão do governo federal.
11:18Cássio,
11:19o Lula é um dos líderes
11:21mais experientes do mundo.
11:23Então, ele sabe que esse pedido
11:25não vai ser aceito nunca,
11:27e ele fez para não ser aceito mesmo,
11:29para ganhar tempo.
11:30Assim,
11:33eu acho que para o Brasil,
11:35e especialmente para o presidente Lula,
11:38o melhor cenário do mundo
11:40é que essa proposta,
11:42de alguma forma,
11:43acabe se dissipando
11:45e caia no esquecimento.
11:46Aliás, o presidente do Brasil
11:47é mestre nisso.
11:48Para que decidir agora
11:50sobre uma questão como essa?
11:52É bem verdade, sim,
11:53que o Lula faz um discurso,
11:55muitas vezes,
11:56voltado às suas bases
11:57e voltado também para convertidos.
12:00Isso é fato.
12:02Agora,
12:03quando ele faz críticas,
12:05por exemplo,
12:05quanto ao fato do presidente americano
12:07ter aí essa manifesta intenção
12:09de ser uma espécie de imperador do mundo,
12:11ele está correto.
12:13Mas,
12:13do outro lado,
12:14também tem um político experiente,
12:16um líder experiente,
12:17que sabe que
12:18é muito mais barato
12:20engolir isso
12:21e fingir que não foi para ele
12:22e continuar negociando
12:24aquilo que de fato interessa.
12:26E há, sim,
12:28interesses estratégicos
12:29dos Estados Unidos
12:30em relação ao Brasil.
12:31Veja,
12:31o Brasil está numa situação
12:32privilegiada,
12:33o Brasil retirou,
12:34enfim,
12:34o Trump retirou a lei Magnitsky,
12:37o comércio do Brasil,
12:39ano passado,
12:41aumentou com o mundo,
12:42com a maior parte do mundo mesmo,
12:44caindo em relação
12:45aos Estados Unidos,
12:47o fluxo de investimentos
12:49foi recorde,
12:50as bolsas estão batendo recorde,
12:51todo dia,
12:53graças,
12:53sobretudo,
12:54ao ingresso
12:54de investimentos estrangeiros.
12:57Então,
12:58ou seja,
12:59dá para esticar a corda,
13:00mas não dá para arrebentá-la.
13:02E o presidente sabe disso.
13:03Ô,
13:04Lucas Berreiro,
13:04você acredita também
13:05que o presidente Lua
13:05vai tentar esticar essa corda
13:07até onde puder?
13:08Eu acho que sim.
13:09É uma decisão realmente complicada,
13:11porque a gente não sabe nem
13:12no que vai dar
13:13esse conselho de paz do Trump.
13:15Se for uma coisa
13:17bem sucedida
13:18e de fato
13:18o Trump consegue
13:19garantir os interesses dele,
13:21seria bom para o Brasil
13:23estar junto
13:24desses caras,
13:25desses países
13:25que aceitaram o convite.
13:27Agora,
13:28se for algo
13:28tosco,
13:29inoco,
13:30que não vai dar em nada,
13:31talvez não seja interessante
13:32para o Brasil
13:33fazer parte disso.
13:34Fato é que
13:35nesse segundo governo Trump,
13:37diferente do primeiro,
13:38ele está conseguindo
13:38muito mais
13:39estabelecer a vontade dele,
13:40fazer as coisas que ele quer.
13:41Então,
13:42a probabilidade disso dar certo
13:43em alguma medida
13:44é muito superior.
13:45Eu acredito que o Lula
13:46deveria pensar
13:46com a seguinte cabeça.
13:48Agora,
13:48os Estados Unidos
13:49estão em um embate
13:50com a Europa.
13:50Aquela aliança
13:51entre americanos
13:53e europeus
13:53já não é mais tão forte
13:54como era antigamente.
13:56E ele está buscando
13:57uma nova ordem global,
13:58firmar novas alianças
14:00onde outros países
14:01podem assumir
14:02algum protagonismo.
14:03Talvez seja o momento
14:04do Brasil
14:04finalmente assumir
14:06esse protagonismo.
14:07Porque se o Brasil
14:07não aceita,
14:09ele abre margem
14:10para a possibilidade
14:10de dar para a Argentina
14:12o poder político
14:15dentro da América Latina.
14:17O Alangani tem,
14:18claro,
14:18as questões econômicas,
14:20comerciais
14:21que precisa
14:22ser levado em conta
14:23e ser colocado
14:23nessa balança,
14:24nessa relação
14:25entre Brasil
14:26e Estados Unidos.
14:27E justamente
14:27dependendo
14:28do posicionamento
14:30da manifestação
14:31do presidente Lula,
14:32há um temor,
14:33pelo menos,
14:34por parte
14:34do governo brasileiro
14:36de ser retaliado
14:37caso não aceite
14:38esse conselho
14:39da paz
14:40em Gaza
14:41ou acredita
14:42que o Lula
14:42está mexendo
14:43muito bem
14:43as peças
14:44desse tabuleiro
14:45para que,
14:46olha Trump,
14:46perdão,
14:47mas nesse quesito
14:48eu não vou,
14:48mas estamos juntos
14:50em outros assuntos.
14:51Acredita que o Lula
14:51também vai tentar
14:52de certa forma
14:53mexer nesse tabuleiro
14:54para que o Brasil
14:55não sofra
14:56nenhum tipo de consequência
14:57por parte do governo Trump
14:58com uma possível rejeição?
15:00Olha,
15:00eu vejo que sim,
15:01Cassius,
15:01pelo seguinte,
15:02bom,
15:02o Trump
15:04ele usa muito
15:05as tarifas
15:05protecionistas
15:06como uma arma
15:07geopolítica.
15:08Então,
15:09a gente já observou
15:10o Trump
15:11colocar tarifas
15:12depois retirar
15:13depois colocar
15:14novamente
15:15e tudo muda
15:16de acordo
15:16com as circunstâncias.
15:18Então,
15:18evidentemente
15:19que há sempre
15:20este receio
15:21porque o Trump
15:22provavelmente
15:22vai utilizar
15:23as tarifas
15:24protecionistas
15:25como uma arma
15:26geopolítica,
15:27quer dizer,
15:27uma arma econômica
15:28com fins geopolíticos
15:30até o final
15:31do seu mandato.
15:33Aí,
15:34a diplomacia brasileira,
15:36o próprio presidente
15:37precisam ser
15:38bastante cautelosos.
15:39Quando o presidente
15:40fala de uma maneira
15:41protocolar
15:41ou conversa diretamente
15:43com o Donald Trump,
15:44ele vai bem.
15:45Agora,
15:46o meu receio
15:47é quando ele fala
15:47para a sua própria base
15:49porque há dois discursos.
15:50Existe um discurso
15:52para a base
15:52que aí é claramente
15:54um discurso
15:55anti-imperialista,
15:56anti-Estados Unidos,
15:58etc.,
15:59com palavras mais duras
16:00e há aquele discurso
16:01muito mais político,
16:02muito mais habilidoso
16:04quando ele fala ali
16:06para as autoridades
16:07norte-americanas
16:07ou em fóruns mundiais.
16:09A questão é
16:10como é que Donald Trump
16:11recebe essas informações
16:13de dois discursos
16:14que são antagônicos.
16:16Alain,
16:16mas tem uma coisa,
16:17tem uma sutileza
16:19econômica nisso aí.
16:20As tarifas,
16:21elas impactaram
16:22demais em um primeiro momento
16:23e o mundo todo sentiu.
16:25Todo mundo que foi tarifado
16:26sentiu o golpe.
16:27Só que,
16:28à medida em que o tempo passa,
16:31esse impacto,
16:32ele vai se diluindo,
16:33porque agora também
16:35já há uma prevenção.
16:37Todo mundo sabe
16:38que está sujeito
16:39a receber algum tipo
16:41de, digamos,
16:42castigo tarifário
16:43caso não siga
16:45o imperador.
16:46A arma não é
16:47tão mais eficaz
16:48que no primeiro momento.
16:49A arma já começou
16:50a diminuir
16:51a eficácia,
16:52até porque
16:52todo mundo
16:53passa a buscar
16:54outras alternativas.
16:56E, querendo ou não,
16:57uma das alternativas
16:58para a União Europeia
16:59é justamente o acordo
16:59com o Mercosul.
17:00para tirar essa dependência
17:02da China.
17:02A gente está vendo aí
17:03os Estados Unidos
17:04avançando cada vez mais,
17:05a Rússia também
17:06e a União Europeia
17:07ficando para trás.
17:08E o acordo, justamente,
17:09é uma forma
17:10de conseguir avançar
17:11e até mesmo
17:11o próprio Mercosul
17:12conseguir, de certa forma,
17:13ter alguma vantagem.
17:14É o famoso acordo
17:15que é bom para todos os lados, né?
17:16Exatamente.
17:16Cássio, aliás,
17:17é bastante interessante
17:18que talvez algo
17:19que o próprio Trump
17:20não esperava
17:21era que justamente
17:23os países
17:24começassem
17:25a buscar alternativas
17:27em relação
17:28aos Estados Unidos.
17:29talvez ele também
17:30não esperava
17:31a própria reação
17:32da China
17:32que foi muito dura, né?
17:35Ameaçando
17:35parar de exportar
17:36as terras raras
17:37o que colapsaria
17:38a indústria norte-americana,
17:40principalmente
17:40a indústria bélica.
17:42Mas o mundo
17:43começou a se rearranjar
17:45com outros acordos comerciais.
17:47É claro que
17:47do outro lado,
17:48lá também,
17:49ninguém é bobo
17:50e agora isso também
17:51está no tabuleiro
17:52lá dos Estados Unidos.
17:53que é muito importante.
17:54E aí
17:56é claro que
17:59o mundo
17:59não se arrumou
17:59a gente
18:00que ela
18:02se arrumou
18:02a partir de
18:02a partir de
18:03e aí
18:04que é
18:05e aí
18:06que é
18:06que é
18:06a gente
18:07que é
18:08se arrumou
18:08o mundo
18:08que é
18:09que é
18:09que é
18:10que é
18:11que é
18:12o mundo
18:13que é
18:13o mundo
18:14que é
18:15que é
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